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Bokeh de Câmera no Photoshop

27/08/2010

No artigo abaixo falarei sobre o filtro Lens Blur do Photoshop, utilizado para simular o desfoque típico de câmera e também mostrarei uma técnica para criar máscara utilizando canais.

O termo Bokeh vem do japonês e significa ‘desfocado’. É o termo utilizado na linguagem fotográfica para aquele desfoque característico causada pela profundidade rasa de foco produzida por grandes aberturas.

O bokeh tem várias características que o diferencia de um desfoque normal, como aquele produzido pelo filtro Gaussian Blur do Photoshop. Entre as principais diferenças estão dois componentes, primeiro o fato de que enquanto o desfoque do Gaussian Blur é redondo, o desfoque causado pela objetiva tem a forma do diafragma da objetiva (forma de pentagno, hexagono, octágono e por aí vai). Em segundo, está o fato de que o desfoque da objetiva faz com que a altas luzes da cena estourem e pareçam ainda mais claras, o que não acontece com o desfoque causado pelo Gaussian Blur.

Para simular este efeito a Adobe incluiu nas últimas versões do Photoshop um filtro chamada Lens Blur (Desfoque de Lente), que permite um controle muito maior na quantidade de desfoque, na qualidade do desfoque, e também na profundidade de campo.

Lens_Blur_01

O Lens Blur permite, entre outras coisas, que a profundida de campo seja simulada utilizando-se máscara/canais. O filtro utiliza os tons de cinza de uma máscara/canal como referência, considerando os pixels pretos como ponto focal e os tons de cinza em direção ao branco como estando progressivamente mais distantes do plano focal.

Lens_Blur_02

Na imagem acima podemos visualizar um exemplo da aplicação do filtro Lens Blur no Photoshop. A primeira imagem mostra o original sem a aplicação do filtro, a segunda imagem mostra o canal utilizado para o efeito, e a terceira imagem mostra o desfoque aplicado com o uso deste canal de referência.

O fotógrafo Diogo Guerreiro, administrador do ótimo portal Fotografia DG, me emprestou a foto abaixo para que eu demonstrasse a aplicação de desfoque de lente no Photoshop.

Lens_Blur_03

A foto possui um leve desfoque no plano de fundo, mas queremos aplicar um desfoque ainda maior para destacar bem a modelo do plano de fundo da imagem, visto que o plano de fundo não contém nenhum detalhe interessante para a foto.

Ao olhar para a imagem percebemos que embora recortar o modelo não seja um trabalho árduo, os cabelos cacheados dela dariam um trabalho incrível para serem recortados utilizando-se as técnicas normais de recorte. Aqui é que entra a técnica de canais que mencionei no início do artigo.

Para começar, vá à paleta CHANNELS do Photoshop, onde você pode visualizar os canais RED, GREEN e BLUE da imagem (vermelho, verde e azul, respectivamente). Clique nos canais para visualizá-los como tons de cinza. O que você está procurando aqui é o canal no qual o cabelo da noiva tenha maior contraste com o plano de fundo. Neste caso, trata-se do canal BLUE.

Lens_Blur_04

Precisamos de um contraste ainda maior para um bom recorte. Porém, se mexermos diretamente no canal BLUE iremos alterar as cores da imagem. Por isto, selecione o canal BLUE e arraste-o até o botão CREATE NEW CHANNEL na parte inferior da paleta CHANNELS. Isto criará uma cópia do canal BLUE chamada de BLUE COPY.

Selecione o canal BLUE COPY para visualizá-lo em tons de cinza, e com a ferramenta LEVELS (CTRL+L) aumente o contraste do canal até que o cabelo fique bem contrastado em relação ao fundo, como na imagem abaixo.

Lens_Blur_05

Se utilizarmos este canal como referência para o desfoque de lente teremos uma série de problemas. Primeiro, o vestido branco dirá ao Photoshop que o vestido está bem distante do plano de foco, e as manchas pretas na parte superior farão com que parte do plano de fundo apareça nítido. Precisamos corrigir manualmente o canal para obtermos o resultado necessário.

Com o canal ainda selecionado, utilizaremos o pincel para pintar de preto as partes da modelo que estão em branco (vestido, parte do rosto, do colo e o colar no pescoço), e para pintar de branco as áreas ao lado da cabeça dela. Isto não será muito difícil, visto que as partes mais problemáticas (os limites entre a modelo e o plano de fundo) já estão devidamente contrastados. O resultado final que buscamos é este abaixo.

Lens_Blur_06

No canal mostrado acima também foi aplicado um GAUSSIAN BLUR bem leve (0.5 pixel) para suavizar as margens do canal. Isto ajudará a tornar o limite do canal menos perceptível na aplicação do filtro LENS BLUR.

Selecione o canal RGB na paleta CHANNELS para visualizar novamente a imagem colorida na janela da imagem. Duplique a camada BACKGROUND e ative o filtro selecionando o menos FILTER > BLUR > LENS BLUR. O diálogo do filtro surgirá na tela.

Lens_Blur_07

Vamos fazer um resumo rápido dos controles do diálogo Lens Blur.

Preview – esta opção desliga ou liga a pré-visualização do efeito na janela, permitindo a visualização do antes e depois da aplicação do efeito. A opção FASTER gera uma pré-visualização mais veloz, enquanto MORE ACCURATE exibe uma pré-visualização mais fiel ao resultado final, porém mais lenta. Se você tiver um bom computador selecione More Accurate, caso contrário, Faster será melhor para visualizar os efeitos.

Depth Map – é nesta área que aplicamos o canal que geramos para definir a profundidade do foco, nela você encontrará todos os canais que você tiver criado na paleta CHANNELS, além das opções TRANSPARENCY e LAYER MASK. Selecione no menu SOURCE o canal que você criou, no caso o BLUE COPY.

BLUR FOCAL DISTANCE – posiciona o plano de foco na escala de cinza do canal que você criou. Em zero, tudo que for preto no canal estará em foco, na medida em que você movimenta para 255, o plano de foco vai se dirigindo para as áreas em branco do canal. A opção INVERT inverte o canal.

Shape – seleciona o formato do diafragma a ser simulado. Considera-se que quanto mais lâminas formarem o diagragma da objetiva, melhor a qualidade do desfoque, porém para certos efeitos você pode desejar um número menor de lâminas (curiosidade: embora o PS oferece as opções de 3 ou 4 lâminas (diafragma triangular ou quadrado) nunca vi nenhuma objetiva com estas características. A objetiva que conheço com menor número de lâminas é a Canon 50mm 1.8, que possui cinco e consequentemente gera um bokeh em forma de pentágono).

Radius – seleciona o raio do diafragma e consequentemente o tamanho do desfoque da imagem. Quanto maior, mais desfocada a imagem.

Blade Curvature – seleciona a curvatura das lâminas do diafragma simulado. Quanto maior, mais arredondado será o efeito do bokeh. Por isto, quando maior o valor em Blade Curvature, menos perceptível é a diferença entre os formatos do diafragma.

Rotation – rotaciona o diafragma, fazendo com que o bokeh tome outra posição. Especialmente interessante se a imagem tiver pontos de luz bem definidos.

Specular Highlights – Brightness – este controle vaza os brancos estourados da imagem, fazendo com que as áreas estouradas invadam as áreas ao redor delas. Deve ser utilizado em conjunto com o controle Threshold.

Threshold – este controle indica ao filtro o quão estourado o branco deve estar para que seja vazado pelo controle Brightness. No valor 255 apenas o branco puro na imagem (estourado) será vazado… na medida em que o valor é reduzido, cores próximas ao branco puro também são estouradas e vazadas.

Noise – o desfoque suaviza o ruído que a câmera produz nas fotos, o que pode fazer com que a área desfocada fique com ruído diferente da área não desfocada. Este controle adiciona ruído à área desfocada da imagem, ajudando a torná-la homogênea com a área não desfocada da imagem.

Distribuition – a distribuição Uniform espalha o ruído de maneira uniforme sobre a área desfocada. A opção Gaussian utiliza um algorítmo específico para espalhar o ruído na imagem respeitando a luminosidade da mesma.

Monocromátic – esta opção faz com que o ruído aplicado seja monocromático, e não colorido.

Para esta imagem selecione como SOURCE a opção BLUE COPY, escolhi a forma de pentágono (5) com raio 15. Não mexi na opção das altas luzes, mantendo Brightness 0 e Threshold 255, e adicione um ruído uniforme e e monocromático com valor 2.

Segue o resultado final:

Lens_Blur_08

Espero que tenha valido o exercício. A seleção com utilização de canal é um recurso que não funciona em todas as fotos, mas é uma ferramenta válida para manter em seu repertório para quando surgir a oportunidade. Um grande abraço para todos, e não deixem de comentar.

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Simulando o filtro Polarizador com PS

16/04/2009

O pessoal do Digiforum é muito bacana. Quando não estão me dando dicas sobre fotografia, tratamento, estão me dando novas idéias para posts aqui no blog. Este post surgiu de um tópico lá do Digiforum, onde um participante questionou sobre a possibilidade de se simular o efeito do filtro Polatizador no Photoshop.

Bem, o Polarizador é um filtro com características interessantes, ele é um filtro que manipula diretamente a luz que chega na câmera. Entre suas qualidades estão: escurecer o céu aumentando o contraste entre o azul e as núvens, aumentar o contraste entre elementos da imagem e remover ou suavizar reflexos em superfícies não metálicas.

A última característica é realmente difícil de se simular no Photoshop, dependendo da situação é até mesmo impossível (pois dependendo da quantidade de reflexos, a sua imagem não terá nenhuma informação sobre o que há atrás deles). Já o contraste é possível com o uso de Curves e Levels, enquanto a questão do Azul do céu pode ser facilmente resolvida com o uso da ferramenta Selective Color do Photoshop. É sobre isto que falaremos agora.

Vamos começar com a imagem na qual irei trabalhar. Você pode utilizar qualquer imagem sua que tenha céu azul (o efeito não será possível com um céu estourado, devido à falta de informações naquela área):

selective_001

O comando SELECTIVE COLOR do Photoshop permite que você manipule áreas de cores específicas, alterando a quantidade de determinadas cores nestas áreas (como, por exemplo, adicionar Magenta na região dos Verdes e etc.).

Para tanto poderíamos utilizar a opção de menu IMAGE > ADJUSTMENTS > SELECTIVE COLOR. Mas ao invés disto iremos utilizar uma máscara de ajuste, que nos permitirá corrigir mais facilmente os problemas que irão surgir em nossas alterações.

Para tal, vá ao painel LAYERS e clique no botão CREATE NEW FILL OR ADJUSTMENT LAYER, que é o botão marcado na imagem abaixo.

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Diferente do comando do menu que afeta diretamente a imagem, este botão CREATE NEW FILL OR ADJUSTMENT LAYER cria uma layer de ajuste. Uma layer de ajuste é uma camada que aplica o efeito desejado em todas as camadas que estão abaixo dela, de forma não destrutiva. É uma ótima maneira de aplicar certos ajustes, principalmente quando você quer aplicá-los de forma localizada, ou aplicá-los em uma série de camadas sem ter de achatá-las. Além disto, a layer de ajuste acompanha uma máscara de layer (Layer Mask), que define a área onde o efeito será aplicado, isto será muito útil para nós. Então, clique no botão e selecione a opção SELECTIVE COLOR no menu que surgir.

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A imagem acima é do comando Selective Color. Ao selecionar o comando SELECTIVE COLOR, uma layer será criada acima da imagem com o ícone do ajuste e uma máscara de layer. Se você estiver utilizando o Photoshop CS3 ou mais antigo, o comando SELECTIVE COLOR irá aparecer como uma caixa de diálogo, já no CS4 ele aparece dentro do painel ADJUSTMENTS.

Para começar, o céu nas fotografias normalmente é composto por uma mistura de BLUE (Azul) e CYAN (Ciano), por isto para conseguir o efeito que queremos é, normalmente, necessário alterar os dois. Comece selecionando a opção CYAN no menu flutuante COLORS.

Feito isto, selecione o botão radial ABSOLUTE para que o efeito seja aplicado com mais força (na opção RELATIVE, o efeito é aplicado de forma proporcional à quantidade de cor já existente). Agora aumente os deslizantes CYAN e MAGENTA, reduza o YELLOW e deixe o BLACK como está. Para a minha imagem eu utilizei as configurações para o CYAN:

  • CYAN: +100%
  • MAGENTA: +45%
  • YELLOW: –100%
  • BLACK: 0%

Agora mude o menu para BLUES (a cor, não o estilo musical) e faça alterações similares. No caso da minha imagem utilizei as seguintes configurações:

  • CYAN: +100%
  • MAGENTA: +25%
  • YELLOW: –100%
  • BLACK: 0%
  • Como resultado, a imagem ficou como abaixo. O efeito poderia ficar mais forte, mas iremos resolver isto depois de resolver um outro problema. Perceba que o efeito foi aplicado em tudo que é ciano e azul na imagem, o que inclui a fachada de um dos prédios e parte do mar. Não é isto que queremos, então vamos resolver utilizando a máscara da layer de ajuste.

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    A Máscara da Layer é aquele ícone (uma quadrado em branco) ao lado do ícone do ajuste na Adjustment Layer. Ela é, na verdade, uma imagem em tons de cinza (no momento, toda preenchida com branco) que diz ao Photoshop aonde aplicar ou não o efeito, e com qual intensidade. Para o PS, todas as áreas em branco da máscara devem receber o efeito, áreas em preto não recebem o efeito, e áreas em tons de cinza recebem efeito parcial (50% de cinza, 50% de efeito).

    Comece indo ao painel Layers e clicando na máscara. Quando a máscara está selecionada, uma pequena moldura aparece em torno do quadrado branco no painel LAYERS, como mostrado abaixo:

    selective_005

    A máscara de layer é um objeto em tons de cinza, então você não poderá utilizar cores enquanto ela está selecionada. Perceba que qualquer cor que você selecionar no Color Picker ou no painel SWATCHES aparecerá como um tom de cinza nos box Foreground e Background Color da barra de ferramentas. Fora isto, enquanto a máscara estiver selecionada, qualquer alteração feita na janela do documento será aplicada a máscara, seja através de ferramentas, ajustes ou filtros. Tudo que pode ser aplicado à uma imagem em Greyscale, inclusive filtros, pode ser aplicado à máscara. Isto oferece muita liberdade criativa.

    Clique na máscara da layer para selecioná-la, selecione a ferramenta BRUSH (B) e escolha um pincél grande e de bordas suaves. Na caixa FOREGROUND COLOR na barra de ferramentas selecione a cor PRETA, pois com ela iremos “bloquear” o efeito nas áreas que não queremos.

    Agora vá à janela do documento e pinte com preto as áreas de onde você quer remover o efeito. No caso da minha imagem, o azul do prédio e do mar. Você não precisará ser muito preciso, a não ser nos locais onde uma área azul/ciano que não deva ter efeito encoste em uma área azul/ciano que receba o efeito. Faça isto até mascarar o efeito nas áreas indesejadas. Se você quiser ver sua máscara, segure a tecla ALT e clique na máscara no painel LAYERS. Você verá a máscara em tons de cinza isolada da imagem, porém a máscara continua editável. Isto é ótimo para encontrar falhas e fechar buracos. Veja a minha máscara:

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    Para voltar a ver a imagem segure ALT e clique na máscara novamente, ou clique em alguma outra layer do painel. Com a máscara, o mar e o azul do prédio voltaram ao seu estado normal, deixando o efeito apenas na área do céu (em branco na máscara). Caso você tenha cometido algum erro em sua máscara, basta selecionar a cor branca e pintar nela para recuperar o efeito naquela região. Este é o bacana das máscaras, elas são 100% não destrutivas… se em algum momento você precisar alterá-las, não precisa voltar a um passo anterior do seu trabalho para fazê-lo. Se em qualquer momento você quiser mudar os parâmetros do efeito, basta clicar no ícone do ajuste na ADJUSTMENT LAYER, e o ajuste irá aparecer novamente no painel ADJUSTMENTS (ou a caixa de diálogo).

    Veja a imagem com a máscara:

    selective_007

    Para reforçar o efeito, é simples, basta duplicar a camada de ajuste para ter o dobro de efeito. Deixamos para fazer isto agora porque duplicando a camada de ajuste duplicamos também a máscara, isto nos poupa o trabalho de ter de refazer a máscara para a nova camada. Simplesmente selecione a camada de ajuste e copie-a (CTRL+J).

    Ao fazer isto na minha imagem eu percebi duas coisas. Primeiro, que a máscara não estava atingindo a mancha azulada no topo do prédio central (lateral do prédio, na tela verde). Então eu dei um CTRL+Z e ajustei a máscara naquele ponto, pintando-a com preto. Feito isto, dupliquei novamente a camada de ajuste. Como resultado, o efeito no céu ficou forte demais, exagerado (este é um perigo que existe até mesmo com o filtro polarizador). Porém isto é fácil de corrigir, basta controlar a opacidade da camada de ajuste superior no painel LAYERS. No caso da minha imagem, tive de reduzí-lo para 75%.

    Veja o resultado comparado (clique para ampliar):

    selective_008

    A vantagem de utilizar este método é exatamente o fato de ser não destrutivo. A qualquer momento do processo você pode ajustar os parâmetros do ajuste SELECTIVE COLOR ou da máscara do efeito, e sua imagem permanece intocada na layer inferior. Digamos que você quisesse fazer alguma alteração na imagem (como, por exemplo, tirar a núvem que aparece sobre o prédio azul), bastaria selecionar a layer da imagem, fazer as alterações com a ferramenta Clone, e o ajuste seria automaticamente aplicado ali.

    Espero que além de ter aprendida a simular o efeito do polarizador, este artigo tenha lhe ajudado também a compreender um pouco mais as layers de ajuste (há layers de ajuste para quase todos os comandos do painel IMAGE > ADJUSTMENT) e máscaras de layers. Mas, se surgirem dúvidas, não hesite em perguntar.

    Grande abraço para todos, e obrigado pelas visitas e comentários.

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    Panorâmicas

    28/03/2009

    Quem frequenta meu Flickr já deve ter visto algumas panorâmicas que eu fiz. Adoro panorâmicas, pois elas são uma ótima forma de representar a amplitude de uma bela paisagem, e acima de tudo não são difíceis de se produzir. Na verdade, boa parte do segredo de uma boa panorâmica está na captura, já que a montagem é quase toda feira pelo Adobe Photoshop.

    Outro problema que pode surgir é o tamanho da foto, que dependendo da potência da sua máquina pode ficar difícil de ligar, exigindo que você reduza um pouco o tamanho através do comando IMAGE SIZE.

    A imagem abaixo é uma das imagem que postei no Flickr, foi uma das maiores panorâmicas que já fiz, produzida com 18 fotos. Clique nela para ver o maior tamanho que consegui enviar para a internet (6725 x 640 pixels), mas o tamanho final da imagem é 26.331 x 2.506 pixels.

    Vamos falar um pouco dos segredinhos de uma panorâmica:

    • Por mais que seja perfeitamente possível “na mão”, o ideal é utilizar um tripé. Um tripé que tenha um medidor de nível é ainda melhor. O menor erro no nível pode fazer com que seu horizonte entorte um pouco… e um horizonte “um pouco” torto em uma imagem de 25.000 pixels de largura parece o mundo caindo. Um controle remoto ou o timer da câmera também serão bem vindos.
    • Defina a amplitude da imagem (onde você irá começar, o onde irá terminar), feito isto, escolha o ponto mais importante da cena, aquele que você quer que fique ideal, pois é nele que você irá concentrar a fotometria.
    • É nas panorâmicas que o modo manual torna-se uma ferramenta indispensável. Se você não utilizar o manual, a sua câmera irá tentar fotometrar cada uma das cenas e você acabará com diversas imagens com níveis de luminosidade diferentes. Com a câmera enquadrando a parte mais importante da imagem (leia o tópico anterior), coloque-a no Manual e fotometre a cena. Você não mexerá na fotometria durante toda a captura, não importa o quanto o fotômetro diga que está sub ou super-exposto.
    • Enquadre uma área maior do que realmente irá utiliza. Na hora de fazer a fusão você irá perder parte da imagem para fazer o crop.
    • Como você está utilizando o tripé (eu espero), de preferência por aberturas mais fechadas, para reduzir o problema do foco na panorâmica e ter um DoF maior.
    • Ajuste o foco, utilizando o automático ou o manual. Mas antes de iniciar a captura coloque o foco no modo manual, para evitar que diferentes partes da imagem fiquem com foco diferente.
    • Utilize um parassol em dias de sol. Poucas coisas assassinam uma panorâmica tão rápido quanto um flare. Ele irá surgir em apenas algumas das capturas, e irá alterar toda a relação de contraste na cena. Moral da história, parte da sua panorâmica ficará completamente diferente das outras.
    • Comece pela primeira foto e a cada captura vá girando a câmera um pouco. O ideal é deixar cerca de 20% da imagem sobreposta (ou seja, 20% da imagem anterior (1/5) deve aparecer também na próxima imagem) para o programa trabalhar.
    • Evite objetos em planos muito diferentes (fotografar uma paisagem, e incluir na panorâmica uma árvore ou escultura muito próxima de você). Se você o fizer, cuide para que este objeto em primeiro plano não fique na área de emenda da imagem. Se ele ficar, é provável que o plano de fundo acabe parecendo emendado de forma incorreta, como se não tivesse continuidade.

    Capturadas as suas imagens, basta abri-las no Lightroom ou diretamente no Photoshop. Eu recomendo importá-las no Lightroom primeiro:

    • Escolha uma das imagens, de preferência aquela que você utilizou para fotometrar a cena. Vá para o módulo DEVELOP e faça um tratamento básico nela. Evite aplicar Sharpen na cena neste ponto, pois o Sharpen pode atrapalhar a fusão das imagens. Faça o White Balance e demais ajustes.
    • Feito os ajustes, você não tomou todos aqueles cuidados na hora da captura para deixar as imagens diferente na hora do tratamento, né? Então, ainda na mesma imagem e no módulo DEVELOP, pressione o botão COPY… na coluna de painéis esquerda. Selecione todas as caixas de verificação (ou pelo menos todas as que você alterou no tratamento).
    • Volte para o modo Grid (pressione “G”), selecione todas as imagens da panorâmica e clique nelas com o botão direito do mouse. Selecione DEVELOP SETTINGS > PASTE SETTINGS, assim você garante a mesma configuração para todos.
    • Selecione novamente todas as imagens da panorâmica, clique com o botão direito e selecione: STACKING > GROUP IN A STACK. Isto irá ajudá-lo a organizar melhor as fotos, já que elas serão empilhadas. Caso você esteja vendo uma foto apenas após empilhar, dê um duplo clique no número no canto superior direito da foto para abrir a pilha.
    • Selecione todas as fotos da pilha, clique com o botão direito e selecione: EDIT IN > MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP.

    Certo, agora estamos no Photoshop. Caso você não utilize o Lightroom. Abra o Photoshop e selecione AUTOMATE > PHOTOMERGE. Você abrirá a mesma caixa de diálogo que o Lightroom abre com o MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP. A diferença é que o Lightroom abre o diálogo já com as fotos nele. Abrindo diretamente no PS você terá de selecionar o botão BROWSE e selecionar as imagens que irá utilizar.

    Deixe a opção LAYOUT em AUTO (depois, teste as opções uma por uma para ver as diferenças. Mas recomendo fazê-lo com imagens menores, 4 ou 5 imagens, para testar). Deixe as outras opções no padrão e clique OK.

    Depois de algum tempo o Photoshop irá abrir a sua panorâmica.

    Na maior parte das vezes ele irá montar muito bem a imagem, sem emendas visíveis. Caso fiquem emendas visíveis você tem duas opções. O Photoshop não recorda nenhuma de suas imagens, ele cria máscaras nas layers. Então basta você selecionar estas máscaras e manipulá-las. Ou então achate as layers da imagem e utilize as ferramentas Clone e Healing para cobrir as emendas.

    Por último, você terá de executar um tratamento final na imagem (o que é um desafio, principalmente para sua CPU, quando sua imagem tem mais 20.000 pixels de largura), e utilizar a ferramenta CROP para remover as partes extras na imagem. Neste processo é que você irá agradecer o espaço deixado na hora da captura, pois com a fusão você perderá parte da imagem. Em algumas situações, você não precisa cortar tanto (deixando uma área de transparência) e cobri-la com a ferramenta Clone. O céu é um bom exemplo deste tipo de situação.

    Como eu disse, o processo de fusão é relativamente simples, a maior parte dos segredos e macetes está na boa captura. Quando a captura é boa, você tem grande chance de ter um bom resultado quase automaticamente no Photoshop.

    Em um próximo artigo falarei de máscaras de layers no Photoshop. Um assunto bastante interessante e levemente complexo.

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    Hollywood Effect e Layer Mask

    04/03/2009

    Hoje vamos falar de um efeito muito bacana e extremamente simples de se fazer e aproveitar o ensejo para falarmos de máscaras de layers (Layer Mask), que é uma ferramenta extremamente útil do Photoshop, principalmente para aqueles que gostam de manipulações não destrutivas (aquelas manipulações que não destroem a imagem sob ela).

    O efeito Hollywood recebe este nome porque foi (e ainda é) muito utilizado em cartazes de filmes. Como resultado, você tem uma foto com um contraste interessante, não só na luminosidade quanto na saturação, no qual os olhos da pessoa são ressaltados. Vale lembrar que não é um efeito que funciona com qualquer foto. Ele funciona melhor com fotos com um bom contraste, porém com a luz não tão dura, na qual você tenha uma passagem mais sutil entre as áreas claras e escuras da imagem.

    Para este tutorial, vou utilizar a foto do meu irmão, da época em que ele estava deixando uma barba no estilo Marcelo Camelo. A foto tem um fundo limpo, o rosto dele tem áreas claras e escuras com uma passagem sutil entre uma zona e outra, e os olhos dele tem uma cor bonita para se destacar.

    hollywood_001

    Vamos aproveitar este exercício também pegar o hábito de nomear as layers do Photoshop. Isto pode não parecer importante nesta imagem, onde teremos 4 layers no final do processo, mas será de extremo valor quando você tiver trabalhos de montagem com 30 ou 50 layers.

    Se você estiver utilizando uma foto sua, lembre-se primeiro de tratá-la utilizando Curves, Levels e etc, ajustar o balanço de branco e tudo mais. Quanto maior a qualidade da sua foto no início do processo, mais bacana ficará o resultado final.

    Feito o tratamento básico, você tem um arquivo do Photoshop com apenas uma layer, chamada Background. Muitas vezes gosto de duplicar esta layer e trabalhar na duplicata, para ter o original sempre que necessário. No caso deste efeito, não faremos alterações na layer Background, então ela servirá como a original sempre que precisarmos.

    Comece duplicando a layer Background. Aqui vai uma dica, duplique a layer selecionando-a e pressionando o atalho CTRL+ALT+J, isto faz com que seja aberta uma caixa de diálogo solicitando o nome da nova layer, poupando-lhe o trabalho de ter de clicar na layer para nomeá-la. Escolha o nome PB para esta nova layer, e não precisa se preocupar com nenhuma das outras opções.

    Com esta nova layer (PB) selecionada, selecione EDIT > ADJUSTMENT > DESSATURATE (CTRL+SHIFT+U). Sua imagem ficará PB, escondendo totalmente a imagem da layer Background. Para que um pouco da cor da imagem apareça, vá no painel LAYERS e reduza a Opacity da camada para 80%. Sua imagem ficará assim (aproveitei o lado vazio da imagem para colocar o painel Layers, como referência):

    hollywood_002

    Agora vamos duplicar novamente, mas você precisa ter cuidado pois a layer selecionada no momento é a PB, e nós queremos uma duplicata da layer Background (a colorida). Então vá ao painel LAYERS, selecione a layer Background e pressione novamente CTRL+ALT+J. Batize esta layer de SoftLight e, novamente, ignore as outras opções. A layer SoftLight irá surgir entre a layer PB e a Background, e como ela é idêntica a Background, você não vê diferença alguma na imagem. Clique na layer SoftLight e arraste-a para o topo da pilha de layers.

    Sua imagem ficou colorida novamente, como era originalmente, porque a layer SoftLight é idêntica à foto original e está cobrindo as outras layers. Para executar o efeito, altere o Blending Mode (Modo de Mistura) da layer SoftLight para Soft Light, no menu indicado na imagem abaixo, e sua imagem ficará assim:

    hollywood_003

    A base do efeito está terminada (eu disse que seria fácil, não disse?). Agora vamos fazer o tal do destaque nos olhos. O destaque em si nada mais é do que permitir que você veja os olhos da foto original. Isto poderia facilmente ser feito copiando os olhos da layer Background em uma nova layer e arrastando-a para o topo da pilha. Mas faremos diferente, utilizando uma layer mark.

    Selecione novamente a layer Background no painel Layers, pressione CTRL+ALT+J e batize como Destaque a nova layer. Copie-a para o topo da pilha. Sua imagem ficará como a original novamente, porém quermos apenas os olhos da imagem original.

    Com a layer Destaque selecionada, pressione o botão Add Layer Mask na parte inferior do painel Layers. De início, você não verá nada de diferente em sua imagem, porém algumas novidades apareceram no painel Layers.

    hollywood_004

    Quando você cria uma Layer Mask, o Photoshop associa uma imagem em tons de cinza à layer selecionada. Esta imagem é o que chamamos de máscara (é o quadrado branco ao lado da miniatura da layer), e a função dela é ocultar ou mostrar áreas da imagem. A corrente entre as duas une as imagens… se você mover a imagem da layer, a máscara move-se junto e vice-versa. Se você clicar na corrente, pode mover um sem mover o outro.

    Perceba que existe uma sutil modura ao redor da miniatura da layer, esta indica que no momento a layer está selecionada. Qualquer alteração que você fizer no Photoshop neste momento será aplicada à imagem da layer. Clique no quadrado branco para ver esta moldura mudar para ele, indicando que a máscara está selecionada. A partir de então, qualquer alteração feita no Photoshop, com qualquer ferramenta, será aplicada à márcara.

    A máscara só aceita tons de cinza, então sempre que uma máscara estiver selecionada, a sua cor escolhida aparecerá como um tom de cinza no seletor de cores. Você pode escolher outra cor no Color Picker, mas ela sempre será convertida em um tom de cinza.

    A máscara utiliza tons de cinza porque ela não guarda informações de cores, e sim de transparência… a máscara oculta e mostra a imagem da layer através de áreas de transparência e opacidade, que são definidas pelos tons de cinza da máscara. Branco é opacidade total, preto é a transparência total, e qualquer tom de cinza gera um nível de transparência proporcional.

    Nosso primeiro passo será fazer a máscara ocultar totalmente a imagem, para voltar a ver nosso efeito hollywood abaixo. Para fazer isto, selecione a máscara, vá ao painel SWATCHES e escolha o preto total. Selecione a Paint Bucket Tool (o Balde, está abaixo da ferramenta Gradiente) e clique na imagem. Você voltará a ver o efeito Hollywood, e o quadrado que representa a máscara no painel Layers ficará completamente preto, indicando que a imagem está totalmente mascarada.

    Agora, queremos que você possa ver os olhos, para isto termos que pintar só a área correspondente aos olhos, na máscara, de branco (que representa a opacidade total). Com a máscara ainda selecionada, selecione a ferramenta Brush e escolha um pincel pequeno e de bordas suaves (pequeno o suficiente para permitir que você pinte sobre os olhos com certa precisão). Selecione a cor Branca total (que representa opacidade na máscara) e pinte sobre os olhos. Perceba, à medida em que pinta, que a imagem mascarada surge aonde você pinta com branco.

    Se você quiser ver a máscara real (e não a imagem), segure a tecla ALT e clique sobre o quadrado que representa a máscara no painel Layers. Surgirá no seu documento uma imagem em tons de cinza da máscara, e você pode editá-la neste modo se quiser (para preencher, quem sabe, buracos nas áreas que você pintou). Para retornar ao modo normal, clique em um outra layer ou na miniatura da layer com a máscara.

    Sua imagem deverá ficar algo assim:

    hollywood_005

    Você pode explorar o recurso da máscara, pintando de branco, por exemplo, sobre a camisa ou qualquer outra área que você queira destacar com as cores originais. Veja abaixo a imagem com a máscara em tamanho reduzido (clique para ampliar):

    hollywood_006

    Quais as vantagens de utilizar este recurso ao invés de simplesmente recortar e colar as áreas desejadas a partir da layer Background? Primeiro, a máscara não é destrutiva. Cortou errado? Pintou aonde não devia? Simplesmente mude a cor do pincel (para preto ou branco, conforme precisar) e pinte novamente… a imagem original sempre estará ali, e a máscara pode ser mudada constantemente.

    Em segundo lugar, isto permite a você experimentar de outros modos. Digamos que você quisesse mudar a cor dos olhos do sujeito. Basta selecionar a layer destaque (a imagem, não a máscara) e alterar as cores do jeito que você quiser. Apesar da mudança de cor afetar toda a imagem, você verá apenas o efeito dos olhos, pois é a única parte visível através da máscara.

    Por último, todo o tipo de ferramenta pode ser aplicada à máscara. Degradês, filtros, texturas, pincéis… tudo que possa ser aplicado à uma imagem PB pode ser aplicado à máscara. Isto abre portas incríveis para a criatividade.

    Em um segundo momento exploraremos melhor os recursos que as máscaras abrem no Photoshop, incluindo a utilização de filtros na própria máscara. Até lá, espero que você se divirta com o efeito Hollywood.

    DICA: Se você segurar a tecla ALT no momento em que pressionar o botão ADD LAYER MASK, o Photoshop automaticamente adiciona uma máscara preta ao invés de uma branca, ocultando a imagem. Este recurso poupa um passo no tutorial, e é vantajoso sempre que você criar uma máscara com a intenção de mostrar apenas algumas partes.

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    Photoshop e o ‘Bug’ do Image Size

    24/02/2009

    Olá pessoal. Primeiro, desculpa pelo breve sumiço. O apartamento aonde morarei com minha noiva está ficando pronto e com isto vem todo aquele corre-corre de orçar cozinha, ver pisos e coisas do tipo. Isto somado ao fato de eu estar trabalhando na tradução de um livro me tomam todo o tempo disponível. Mesmo assim, agradeço a todos que têm frequentado o blog (já passamos das 11.000 visitas), e prometo que evitarei intervalos tão longos entre um post e hoje.

    O post de hoje surgiu de uma dúvida de um grande amigo via MSN. Ele veio comentar sobre um bug estranho no Photoshop. Ele criava um novo arquivo de 15 x 21 cm no New Image, com 300 dpis. Com o arquivo criado, se ele fosse em EDIT > IMAGE SIZE, o Photoshop indicava que a imagem teria 150,03 x 209,97 mm, e não 150 x 210mm como seria de se esperar. Por que isto acontece?

    Isto não é um bug… na verdade, foi a opção do pessoal da Adobe fazer com que o programa mostre ao usuário uma medida mais honesta e precisa, ao invés de arredondá-la.

    Se você lembra deste artigo sobre resolução, deve lembrar que o computador SEMPRE trata suas imagens em termos de pixels. Que a medida física e a resolução são simulações utilizadas para o momento em que o programa precisa, por qualquer motivo, aplicar medidas físicas à imagem (uma impressão, por exemplo). Então, enquanto a imagem estiver no computador, a medida em pixels sempre será prioridade.

    Isto posto, fica mais fácil compreender o motivo pelo qual o PS lhe mostra aquela medida. Quando você cria a imagem de 15x21cm (300dpis) no PS, ele na verdade cria uma imagem com tamanho em pixels adequado para este tamanho. Como trabalhamos com dpi (Pontos por Polegadas), precisamos converter o tamanho da imagem em polegadas, então temos uma imagem de 5,905512×8,267717 polegadas. Multiplicando isto por 300 (pontos por polegadas), temos uma imagem de 1771,6536 por 2480,3151 pixels.

    Agora surge o problema… não existe como o computador criar “meio pixel”… ou existe um pixel, ou não existe um pixel. Muito menos o Photoshop poderia criar uma imagem que tivesse 0,6536 pixels. O número de pixels de uma imagem só pode ser inteiro. Isto posto, o PS arredonda os pixels da imagem para 1772×2480 pixeis, o número inteiro mais próximo.

    Agora podemos fazer o cálculo inverso:

    Uma imagem de 1772×2480 pixels em 300 dpis possui o tamanho de 5,9066 por 8.2666 polegadas. Que significa 150,0378 por 209,9733164. O Photoshop arredonta isto para duas casas decimais, resultando na medida de 150,03×209,97 que você vê na imagem.

    Isto só reforça a informação anterior de que o tamanho prioritário de uma imagem no computador sempre é sua dimensão em pixels. Sendo que seu tamanho em medida física e sua resolução são apenas frutos desta dimensão.

    Um grande abraço, e até mais.

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    Curves – O que é? O que faz?

    26/01/2009

    Estes dias um camarada do fórum Digifórum postou o seguinte: “eu vejo um monte de tutorial que utiliza Curves, quando preciso sei que curva fazer e tudo mais, mas não tenho certeza de como, exatamente, o painel afeta a minha imagem.” A dúvida deste colega inspirou este posto, que visa explicar como funciona o painel Curves.

    Eu sempre gostei de dizer para meus alunos de Photoshop: “É mais importante aprender o que determinado comando faz, do que aprender para que ele ser. Quando você aprende para que um comando serve, ele só serve para aquilo. Quando você aprende o que ele faz, ele pode vir a servir para coisas que ninguém antes havia imaginado.”

    Correção de Iluminação

    O Photoshop possui 3 ferramentas básicas, de complexidade crescente, para afetar a iluminação/contraste de uma imagem. A primeira delas é o básico Brightness/Contrast, que afeta de forma bastante grosseira o brilho e o contraste de uma imagem. É uma ferramenta bastante rude e deve ser ignorada na maior parte do tempo em prol de ferramentas mais versáteis.

    A segunda ferramenta é o Levels (Ctrl+L). O Levels possui um funcionamento similar ao que encontraremos em Curves, mas ele limita os pontos onde você pode interfirir e a amplitude destes pontos. É uma ótima ferramenta para quem está começando no Photoshop, e permite ao usuário clarear as altas luzes, escurecer as sombras e alterar os meio-tons de uma imagem. Bem utilizado, pode fazer milagres pelo contraste e luz de uma imagem.

    A terceira ferramenta é a estrela deste artigo, e a mais versátil e complexa das três, a ferramenta Curves (Ctrl+M). Versátil, pois ela permite que você afete a curva tonal da imagem de forma livre, obtendo todo o tipo de efeito.

    Curva Tonal

    Uma Curva Tonal é um gráfico que define uma relação de entrada e saída da escala tonal (tons de iluminação) de uma imagem. Ela se parece, inicialmente, com o gráfico abaixo:

    curves_01

    O que vemos neste gráfico? Primeiro, temos de compreender o que significam as barras em degradê no eixo horizontal e vertical do gráfico, pois elas são a nossa dica para como o gráfico afetará a imagem.

    O eixo horizontal, chamado no PS de INPUT, mostra a escala tonal da imagem original (antes do Curves ser aplicado), indo do ponto mais escuro à esquerda até o mais claro à direita. O eixo vertical, chamado de Output, mostra a mesma escala tonal, mas refere-se à imagem de saída, após o efeito do Curves ter sido aplicado.

    No fundo da imagem vemos um suave histograma (gráfico) em cinza. Este histograma é apenas uma base para você visualizar o nível de luminosidade de sua imagem, o gráfico mostra quantos pixels sua imagem tem em cada nível de luminosidade. Na imagem acima podemos ver que o histograma indica um suave acúmulo de pixels nas áreas mais escuras, uma grande quantidade nos meio tons, e nenhum pixel nas áreas mais clares. Em resumo, aquele “lapso” entre o histograma e o lado direito do gráfico indica que o ponto mais claro da minha imagem possui uma luminosidade de pouco mais de 75%, o que me deixa uma brecha para melhorar o contraste da imagem.

    O que o gráfico da Curva Tonal que vemos nos diz? Ela é o que chamamos de Curva Linear (paradoxal, não?). Como cada ponto do eixo horizontal se relaciona com o mesmo ponto no eixo vertical, podemos dizer com facilitade o que esta ‘curva’ faz pela imagem. Exatamente, NADA! Pois a relação de entrada é a mesma da saída.

    A medida em que movemos a curva tonal, clicando e arrastando sobre ela (este é apenas um dos métodos), podemos alterar a relação da luminosidade da imagem original com a imagem resultante. Vamos dar uma olhada na imagem que gerou este histograma e esta curva tonal.

    12SFGF - Olhar do Rei

    Bichinho simpático. Pois bem, foi ele quem gerou aquele histograma lá em cima. O acúmulo de pixels que vemos nas áreas escura dizem respeito ao focinho e contorno dos olhos do animal, mas de resto, quase toda a imagem está no campo dos meio-tons. As regiões mais claras, como as manchas brancas, estão em um cinza suave, por isto há aquele intervalo entre o histograma e o lado direito do gráfico, pois não há pixels com luminosidade próxima a 100% na imagem.

    Agora vamos mexer um pouco na curva. Se você desejar, clique na imagem do leão acima e copie a versão em 600 x 400 pixels para utilizar no Photoshop. Depois de aberto a imagem pressione Ctrl+M ou vá em IMAGE > ADJUSTMENT > CURVES para abrir o diálogo Curves. Você verá um gráfico similar ao que temos acima.

    Comece pressionando o botão CURVE DISPLAY OPTIONS na parte inferior da janela para abrir algumas opções extras do diálogo. Na parte direita desta nova região há dois ícones quadrados, clique no que tem a grade mais complexa para visualizar melhor as alterações no gráfico. Seu diálogo deve ficar como este:

    curves_03

    O Photoshop CS4 pegou emprestado uma ferramenta muito útil do Lightroom que ajuda você a fazer alterações na curva tonal da imagem. Neste momento, utilizaremos ela apenas para analizar a posição dos pixels da imagem no gráfico, mas você pode utilizar ela para clicar a arrastar diretamente sobre a imagem alterando a parte da curva responsável por aquela região. Então, clique no ícone em forma de um dedo com setas na parte esquerda do painel.

    Com esta ferramenta selecionada, flutue seu mouse sobre a imagem, e perceba que uma pequena bolinha aparece sobre o gráfico. A bolinha indica exatamente em que parte da curva está aquele pixel sob o cursor do seu mouse. Quanto mais escuro, mais para a esquerda estará a bolinha, quanto mais claro, mais para a direita. Perceba que é quando você flutua o mouse sobre as manchas brancas do leão que a bolinha atinge o ponto mais alto do gráfico, e que este ponto chega, no máximo, à última linha do gráfico, nunca entrando no último quadradinho do canto superior direito. Isto acontece porque ali estariam os pixels mais claros possíveis, e nossa imagem não tem nenhum. Clique no botão do dedinho novamente para desabilitar esta ferramenta.

    Vamos fazer nossa primeira alteração na curva. Clique no ponto do canto superior direito do gráfico e arraste-o horizontalmente até a primeira linha do gráfico, assim:

    curves_04

    Agora nossa curva conta uma novidade para o Photoshop. Ela diz para o Photoshop que o ponto mais claro da imagem original (que tinha uma luminosidade de cerca de 229 – na escala de 256 níveis, de 0 até 255), deve ter, na imagem final, uma luminosidade de 255. Isto clareará as altas luzes da imagem, mas também afeta os outros níveis de luminosidade. Perceba agora como o cinza médio da imagem (a linha vertical central do gráfico) está deslocada para cima um pouco, isto nos diz que o cinza médio da imagem original foi levemente clareado na imagem final. Perceba que se você der OK agora, e então abrir novamente o diálogo Curves, o histograma terá mudado e o lapso entre o gráfico e a margem direita do gráfico não existe mais. Isto é porque agora sua imagem tem pixels nas áreas mais claras dela.

    Como utilizar

    Você pode clicar diretamente no gráfico da curva tonal para criar novos pontos que você pode mover, afetando assim a curva tonal da sua imagem. Quanto mais para a esquerda estiver o ponto, mais escuras são as áreas da imagem afetadas por ele, mais para direita, áreas mais claras. Mover o ponto para cima clareia aquela área, mover para baixo, escurece-a.

    No nosso movimento, acabamos subindo o gráfico nas regiões mais claras da imagem, gerando assim um clareamento destas áreas.

    Para alterar os meio tons da imagem, gere um ponto no centro dela e arraste para cima para clarear e para baixo para escurecer. Para aumentar o contraste da imagem crie uma curva em S, como a que vemos abaixo, escurecendo (descendo) as regiões escuras e clareando (subindo) as regiões claras.

    curves_05

    Se você inverter completamente o gráfico (puxando o ponto inferior esquerdo totalmente para cima, e o superior direito totalmente para baixo), inverterá a luminosidade da foto, gerando um negativo. Agora, pense só, com isto você tem o poder de inverter a luminosidade apenas de determinada área do gráfico, invertendo a relação apenas de um pedaço. Poderoso, não?

    Com isto a ferramentas Curves permite que você afete a luminosidade apenas em determinada região tonal da imagem, como por exemplo clarear apenas as meia-sombras da imagem, sem afetar o resto da mesma.

    Neste painel você ainda tem a opção de alterar o menu flutuante CHANNEL. Por padrão ele vem em RGB, o significa que o gráfico afetará todos os três canais de cor da imagem, afetando assim a luminosidade da mesma. Mas você pode trocar para afetar os canais de cor (Red, Green e Blue), afetando apenas estes canais. O funcionamento da curva é identido para todos os canais. Este recurso é muito útil para se trabalhar no modo de cores LAB, mas veremos isto em outro artigo.

    Por agora, veremos um último recuros do diálogo Curves, que pouca gente conhece e utiliza, mas que é extremamente útil. A priori, retorne a imagem do leão ao original de quando você baixou.

    Conta Gotas

    No painel CURVES há, logo abaixo do gráfico, três conta-gotas… um cheio de ‘tinta’ preta, outro de cinza, e outro de branco. Estes conta-goras funcionando da seguinte forma. Selecionar o conta-gotas preto e clica na imagem diz ao Photoshop que aquele ponto que você clicou deve ser preto, então o Photoshop irá alterar toda a curva de forma que aquele ponto que você clicou fique preto (ele altera toda a curva de forma equivalente, para aquilibrar a luminosidade). Clicar com o conta-gotas branco diz que aquele pixel deve ser branco, e o mesmo acontece com o conta-gotas cinza, que torna o ponto clicado em cinza 50%.

    O problema desta ferramenta é que ela estoura (clipa) o ponto clicado. Ou seja, você pega a ferramenta conta-gotas branco, clica na imagem, e todo aquela área vira branco puro, arriscando perder os detalhes. Mas para resolver isto, existe um macete.

    Dê um duplo clique sobre o conta-gotas branco. Isto fará abrir o Seletor de Cores do Photoshop. Neste seletor as cores RGB estarão especificadas em 255, 255, 255… mude esta configuração para 254, 254, 254, isto fará com que o ponto clicado fique quase branco, e não branco puro, evitando o estouro. Clique OK.

    Agora faça o mesmo com o conta gotas preto. Duplo-clique, e configure o RGB para 1, 1, 1. Dê OK também.

    Selecione o conta gotas preto e clique na área mais escura da imagem (o focinho do leão). Você verá que não acontece nada, pois o focinho dele já está bem preto. Mas agora clique no conta gotas branco, e clique na região mais clara (a mancha branca próxima ao olho). Agora, sim, aumentou bastante o contraste da imagem.

    As vezes, este movimento estoura as cores da imagem, pois você acaba clicando em um ponto que não é o mais claro da imagem. Então clique na opção SHOW CLIPPING para visualizar as áreas estouradas da imagem. Alguns pontos de estouro não são problemas, mas manchas grandes são. Se houver alguma mancha grande em uma área importante da imagem (área que precise manter os detalhes), sem sair da opção SHOW CLIPPING, clique com o conta gotas branco sobre uma destas áreas. Você verá que diminuirá as áreas estouradas. Saia do SHOW CLIPPING e utilize a opção PREVIEW para visualiza o antes e depois da sua imagem.

    Perceba que o CURVES moveu até as curvas dos canais de cor (surgiram linhas coloridas no gráfico), isto é porque ele alterou os canais de cores da imagem de forma equilibrada para converter o ponto sobre o qual você clicou em branco neutro. Isto pode ser muito útil também para corrigir desvios de cor na sua imagem e executar o balanço de branco.

    Utilizando o CURVES na imagem do Leão, com os conta-gotas, depois dando OK, e então entrando em CURVES novamente para aumentar o contraste com uma suave curva em S, cheguei neste resultado.

    12SFGF - Olhar do Rei

    Muito se aprende sobre o curves utilizando-o e visualizando seus efeitos sobre as imagens, espero que este artigo lhe ajude a explorar com mais propriedade esta incrível ferramenta para tratamento de imagem, e quem sabe levá-la além. Em um artigo futuro explicarei como utilizar o CURVES para fazer uma letra simulando metal. Até lá, um grande abraço.

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    Lomografia Digital

    07/01/2009

    O termo lomografia surgiu do termo registrado Lomographische AG, da Áustria, para produtos e serviços relacionados à fotografia. O nome inspirou a empresa óptica LOMO PLC de São Petesburgo, Rússia, que desenvolveu a câmera compacta de 35mm LOMO LC-A. As características das fotos desta câmera inspiraram o tipo de imagem que hoje é considerado Lomografia, oferecendo fotos com tonalidade e saturação de cor características e suaves. Diversas câmeras são utilizadas, atualmente, para produzir a chamada Lomografia, que enfatiza fotos casuais, suavemente borradas e “acidentes felizes”. A lomografia presume espontaneidade sobre a técnica formal, câmeras típicas voltadas para lomografia são deliberadamente simples e mal construidas, algumas exibindo distorções cromáticas, vazamento de luz e fortes distorções ópticas.

    Na fotografia de película a lomografia pode ser simulada através do processo de processamento cruzado (cross-process), no qual um slide é revelado através do processo químico de película ou vice-versa. No universo da fotografia digital existem diversos métodos para simular os efeitos da lomografia, que variam de acordo com o gosto de cada um, e neste artigo veremos um deles.

    Então, mãos na massa. Escolha uma foto cotidiana, com cores bacanas, tirada de forma espontânea e que, de preferência, envolva pessoas na cena. Claro, a foto fica a seu critério, mas já que iremos simular o visual da lomografia, nada como fazê-lo em uma foto que siga suas ideologias. Eu escolhi a foto abaixo, com meu pai e meu irmão mais novo dormindo aconchegados em uma rede de balanço.

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    O primeiro passo seria dar um tratamento na imagem. Corrigir brancos, acertar sombras e altas luzes caso necessário. Como a imagem acima saiu do meu arquivo pessoal, ela já está tratada, mas caso você tenha feito uma captura própria para lomografia, não exagere no tratamento, pois um pouco de brancos estourados ou pretos fortes também dão um charme na lomografia.

    Comece duplicando a layer BACKGROUND com a imagem e ocultando a original clicando no ícone em forma de um olho ao lado da miniatura da imagem no painel LAYERS. Mais tarde precisaremos da imagem original para determinado efeito, e ter a imagem original também nos possibilita corrigir qualquer erro durante o processo.

    O primeiro passo na lomografia é criar seu padrão de cores distorcido, e fazemos isto aumentando o contraste dos canais Red (vermelho) e Green (verde) da imagem RGB. Para fazer isto, clique na aba CHANNELS (que fica ao lado da aba LAYERS na configuração padrão do Photoshop) para visualizar os canais de cores, clique no canal RED e a imagem ficará em tons de cinza, mostrando apenas os valores para o canal RED (branco para vermelho total, e preto para a ausência total de vermelho). Com o canal selecionado, você pode manipulá-lo como faria com qualquer imagem PB, e o que faremos aqui é ir ao menu IMAGE >> ADJUSTMENT >> BRIGHTNESS/CONTRAST para abrir o diálogo. No diálogo, certifique-se de que a opção “USE LEGACY” (caso presente) esteja desabilitada e aumente a opção CONTRAST para 90 (você pode variar o número aqui, mas 90 é um bom ponto de partida). Percebe que o contraste da imagem em tons de cinza aumentou, clique OK.

    Agora, ainda na aba CHANNELS, escolha o canal GREEN e repita o processo, aumentando o contraste do canal verde para 90 (ou a mesma quantia utilizada no canal RED). Após clicar OK, clique na opção RGB na aba CHANNELS para selecionar novamente todos os canais (Red, Green e Blue) e ver como a sua imagem já adquiriu a tonalidade distorcida característica de cores.

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    Agora duplique a layer onde o contraste foi aplicado (esta com as cores distorcidas), com a layer duplicata selecionada pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem ou vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> DESATURATE. A imagem ficará em tons de cinza, nela aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR com cerca de 25 pixels em RADIUS. Finalmente, na parte superior esquerda do painel LAYERS está um menu sem rótulo (com a opção NORMAL selecionada) que chamamos de BLENDING MODE (modo de mistura), altere este menu para a opção OVERLAY. Caso o efeito fique muito forte, reduza a OPACITY desta layer para suavizar. Aqui eu reduzi para 40%, o que me deu mais contraste nas cores e também um visual levemente mais suave.

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    Você pode ficar contente neste ponto e dar por fim sua lomografia, mas para efeitos de experimentação vamos um pouco mais a diante. Mas, para seguir, abra a aba HISTORY do Photoshop (caso não esteja visível, vá em WINDOW >> HISTORY) e clique no botão CREATE NEW SNAPSHOT na parte inferior do painel. Isto cria um “retrato” do estado atual da imagem, para onde você pode retornar caso deseje.

    Feito isto, vamos clarear um pouco a imagem, pois isto irá destacar nossos passos finais na lomografia. Para tanto, é necessário unir as layers da lomografia, deixando separada apenas a layer com a imagem original. Selecione a layers colorida com as cores contrastadas e, segurando a tecla CONTROL clique na layer em tons de cinza para selecionar ambas. Com as duas selecionadas, pressione CTRL+E para mesclar as duas layers em uma só.

    Isto feito, com esta layer mesclada selecionada, vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> CURVES para abrir o diálogo curves. No diálogo há um gráfico. Clique no meio do gráfico para criar um novo ponto e puxe-o para cima, criando uma curva, isto fará com que a imagem seja clareada em seus meio tons, suavizando um pouco a imagem. Abaixo você pode ver a curva que utilizei para a imagem:

    lomo_004

    E logo abaixo a imagem com o efeito da curva aplicado, ou seja, mais clara.

    lomo_005

    Clareamos a imagem porque agora utilizaremos um efeito muito utilizado para simular desenho manual para destacar as bordas dos elementos da foto, e este efeito ficará mais visível com a imagem clareada. Agora utilizaremos também aquela layer com a imagem original, então revele a layer clicando novamente na área onde estava o ícone do olho ao lado da miniatura no painel LAYERS, duplique-a, e arraste-a para o topo de pilha de layers. Sua imagem ficará como estava originalmente, pois a layer do topo possui a imagem original.

    Com esta layer do topo (original) selecionada, pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem, tornando-a PB. Duplique esta layer com a imagem PB e, com esta layer duplicada selecionada, pressione CTRL+I (ou então vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> INVERT) para inverter as cores da imagem, como em um negativo. Sua imagem ficará como está abaixo:

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    Repare também na estrutura das layers no painel LAYERS, renomeadas para facilitar o entendimento:

    lomo_007

    Agora altere o BLENDING MODE, no menu no canto superior esquerdo do painel LAYERS, desta layer invertida para COLOR DODGE. Isto fará com que sua imagem fique toda branca, apenas algumas manchas pretas caso a imagem original possua muitas áreas de preto estourado. Feito isto, ainda com esta layer selecionada, aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR, com o RADIUS em torno de 20 pixels (você pode variar, o importante é ter um ‘desenho’ bem visível de sua imagem). Clique OK.

    Agora segure a tecla CONTROL e clique na layer ORIGINAL PB para selecionar ambas as layers que compõe a imagem desenhada. Pressione CONTROL+E para mesclar as duas layers em uma só e altere o BLENDING MODE desta nova layer para MULTIPLY. Isto fará com que a sua imagem lomo fique visível novamente, mas com as bordas pretas reforçadas pelo desenho, como na imagem abaixo.

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    Eu gostei do resultado como está, mas você pode experimentar reduzir a opacidade da layer com o Multiply para suavizar as bordas, ou utilizar o diálogo IMAGE >> ADJUSTMENT >> LEVELS para aumentar o contraste desta layer e reforçar ainda mais as bordas pretas.

    Um último passo interessante seria a adição de ruído à sua imagem, simulando o ruído característico dos filmes. Para tanto, você precisa mesclar todas as suas layers em uma única layer, e isto pode ser feito no menu LAYER >> FLATTEN IMAGE. A forma mais fácil de produzir este ruído seria utilizando um plugin chamado GRAIN SURGERY que é especializado em simular o ruído de diversos filmes de película. Mas uma forma de simular o efeito é utilizando o filtro ADD NOISE com as configurações MONOCHROME e UNIFORM.

    VARIAÇÃO: Uma variação do efeito lomográfico pode ser obtida utilizando-se a opção USE LEGACY no diálogo CONTRAST na hora de aumentar o contraste dos canais REG e GREEN. Mas como esta opção força demais o contraste, recomendo utilizar uma quantidade menor, em torno de 50% de contraste, para o resultado obtido abaixo:

    lomo_009

    Espero que tenham curtido o tutorial, quem visita o meu Flickr sabe que gosto muito, principalmente para alguns retratos, das cores características da lomografia, como pode ser visto em algumas fotos:

    7SFGF - Passeio na Lagoa

    Valentine's - 02

     5SFGF - Paula 

    'Indaial' Jones 

    Pescador

    Um grande abraço para todos.