Posts Tagged ‘imagem’

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Extrator de Preset para Lightroom/Flickr

17/06/2009

Um link interessantíssimo, o site abaixo possui um sistema que analisa uma imagem do Flickr, executa uma engenharia reversa e tenta criar um PRESET para o módulo Develop do Lightroom para replicar o tratamento aplicado a imagem.

O sistema só funciona se o usuário não tiver removido o EXIF da foto ao enviá-la para o Flickr.

Para acessar o sistema basta visitar este site: http://lrpreset.appspot.com/

No site há um link para você colocar em sua barra de favoritos que executa o sistema diretamente na página do Flickr.

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Simulando o filtro Polarizador com PS

16/04/2009

O pessoal do Digiforum é muito bacana. Quando não estão me dando dicas sobre fotografia, tratamento, estão me dando novas idéias para posts aqui no blog. Este post surgiu de um tópico lá do Digiforum, onde um participante questionou sobre a possibilidade de se simular o efeito do filtro Polatizador no Photoshop.

Bem, o Polarizador é um filtro com características interessantes, ele é um filtro que manipula diretamente a luz que chega na câmera. Entre suas qualidades estão: escurecer o céu aumentando o contraste entre o azul e as núvens, aumentar o contraste entre elementos da imagem e remover ou suavizar reflexos em superfícies não metálicas.

A última característica é realmente difícil de se simular no Photoshop, dependendo da situação é até mesmo impossível (pois dependendo da quantidade de reflexos, a sua imagem não terá nenhuma informação sobre o que há atrás deles). Já o contraste é possível com o uso de Curves e Levels, enquanto a questão do Azul do céu pode ser facilmente resolvida com o uso da ferramenta Selective Color do Photoshop. É sobre isto que falaremos agora.

Vamos começar com a imagem na qual irei trabalhar. Você pode utilizar qualquer imagem sua que tenha céu azul (o efeito não será possível com um céu estourado, devido à falta de informações naquela área):

selective_001

O comando SELECTIVE COLOR do Photoshop permite que você manipule áreas de cores específicas, alterando a quantidade de determinadas cores nestas áreas (como, por exemplo, adicionar Magenta na região dos Verdes e etc.).

Para tanto poderíamos utilizar a opção de menu IMAGE > ADJUSTMENTS > SELECTIVE COLOR. Mas ao invés disto iremos utilizar uma máscara de ajuste, que nos permitirá corrigir mais facilmente os problemas que irão surgir em nossas alterações.

Para tal, vá ao painel LAYERS e clique no botão CREATE NEW FILL OR ADJUSTMENT LAYER, que é o botão marcado na imagem abaixo.

selective_002

Diferente do comando do menu que afeta diretamente a imagem, este botão CREATE NEW FILL OR ADJUSTMENT LAYER cria uma layer de ajuste. Uma layer de ajuste é uma camada que aplica o efeito desejado em todas as camadas que estão abaixo dela, de forma não destrutiva. É uma ótima maneira de aplicar certos ajustes, principalmente quando você quer aplicá-los de forma localizada, ou aplicá-los em uma série de camadas sem ter de achatá-las. Além disto, a layer de ajuste acompanha uma máscara de layer (Layer Mask), que define a área onde o efeito será aplicado, isto será muito útil para nós. Então, clique no botão e selecione a opção SELECTIVE COLOR no menu que surgir.

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A imagem acima é do comando Selective Color. Ao selecionar o comando SELECTIVE COLOR, uma layer será criada acima da imagem com o ícone do ajuste e uma máscara de layer. Se você estiver utilizando o Photoshop CS3 ou mais antigo, o comando SELECTIVE COLOR irá aparecer como uma caixa de diálogo, já no CS4 ele aparece dentro do painel ADJUSTMENTS.

Para começar, o céu nas fotografias normalmente é composto por uma mistura de BLUE (Azul) e CYAN (Ciano), por isto para conseguir o efeito que queremos é, normalmente, necessário alterar os dois. Comece selecionando a opção CYAN no menu flutuante COLORS.

Feito isto, selecione o botão radial ABSOLUTE para que o efeito seja aplicado com mais força (na opção RELATIVE, o efeito é aplicado de forma proporcional à quantidade de cor já existente). Agora aumente os deslizantes CYAN e MAGENTA, reduza o YELLOW e deixe o BLACK como está. Para a minha imagem eu utilizei as configurações para o CYAN:

  • CYAN: +100%
  • MAGENTA: +45%
  • YELLOW: –100%
  • BLACK: 0%

Agora mude o menu para BLUES (a cor, não o estilo musical) e faça alterações similares. No caso da minha imagem utilizei as seguintes configurações:

  • CYAN: +100%
  • MAGENTA: +25%
  • YELLOW: –100%
  • BLACK: 0%
  • Como resultado, a imagem ficou como abaixo. O efeito poderia ficar mais forte, mas iremos resolver isto depois de resolver um outro problema. Perceba que o efeito foi aplicado em tudo que é ciano e azul na imagem, o que inclui a fachada de um dos prédios e parte do mar. Não é isto que queremos, então vamos resolver utilizando a máscara da layer de ajuste.

    selective_004

    A Máscara da Layer é aquele ícone (uma quadrado em branco) ao lado do ícone do ajuste na Adjustment Layer. Ela é, na verdade, uma imagem em tons de cinza (no momento, toda preenchida com branco) que diz ao Photoshop aonde aplicar ou não o efeito, e com qual intensidade. Para o PS, todas as áreas em branco da máscara devem receber o efeito, áreas em preto não recebem o efeito, e áreas em tons de cinza recebem efeito parcial (50% de cinza, 50% de efeito).

    Comece indo ao painel Layers e clicando na máscara. Quando a máscara está selecionada, uma pequena moldura aparece em torno do quadrado branco no painel LAYERS, como mostrado abaixo:

    selective_005

    A máscara de layer é um objeto em tons de cinza, então você não poderá utilizar cores enquanto ela está selecionada. Perceba que qualquer cor que você selecionar no Color Picker ou no painel SWATCHES aparecerá como um tom de cinza nos box Foreground e Background Color da barra de ferramentas. Fora isto, enquanto a máscara estiver selecionada, qualquer alteração feita na janela do documento será aplicada a máscara, seja através de ferramentas, ajustes ou filtros. Tudo que pode ser aplicado à uma imagem em Greyscale, inclusive filtros, pode ser aplicado à máscara. Isto oferece muita liberdade criativa.

    Clique na máscara da layer para selecioná-la, selecione a ferramenta BRUSH (B) e escolha um pincél grande e de bordas suaves. Na caixa FOREGROUND COLOR na barra de ferramentas selecione a cor PRETA, pois com ela iremos “bloquear” o efeito nas áreas que não queremos.

    Agora vá à janela do documento e pinte com preto as áreas de onde você quer remover o efeito. No caso da minha imagem, o azul do prédio e do mar. Você não precisará ser muito preciso, a não ser nos locais onde uma área azul/ciano que não deva ter efeito encoste em uma área azul/ciano que receba o efeito. Faça isto até mascarar o efeito nas áreas indesejadas. Se você quiser ver sua máscara, segure a tecla ALT e clique na máscara no painel LAYERS. Você verá a máscara em tons de cinza isolada da imagem, porém a máscara continua editável. Isto é ótimo para encontrar falhas e fechar buracos. Veja a minha máscara:

    selective_006

    Para voltar a ver a imagem segure ALT e clique na máscara novamente, ou clique em alguma outra layer do painel. Com a máscara, o mar e o azul do prédio voltaram ao seu estado normal, deixando o efeito apenas na área do céu (em branco na máscara). Caso você tenha cometido algum erro em sua máscara, basta selecionar a cor branca e pintar nela para recuperar o efeito naquela região. Este é o bacana das máscaras, elas são 100% não destrutivas… se em algum momento você precisar alterá-las, não precisa voltar a um passo anterior do seu trabalho para fazê-lo. Se em qualquer momento você quiser mudar os parâmetros do efeito, basta clicar no ícone do ajuste na ADJUSTMENT LAYER, e o ajuste irá aparecer novamente no painel ADJUSTMENTS (ou a caixa de diálogo).

    Veja a imagem com a máscara:

    selective_007

    Para reforçar o efeito, é simples, basta duplicar a camada de ajuste para ter o dobro de efeito. Deixamos para fazer isto agora porque duplicando a camada de ajuste duplicamos também a máscara, isto nos poupa o trabalho de ter de refazer a máscara para a nova camada. Simplesmente selecione a camada de ajuste e copie-a (CTRL+J).

    Ao fazer isto na minha imagem eu percebi duas coisas. Primeiro, que a máscara não estava atingindo a mancha azulada no topo do prédio central (lateral do prédio, na tela verde). Então eu dei um CTRL+Z e ajustei a máscara naquele ponto, pintando-a com preto. Feito isto, dupliquei novamente a camada de ajuste. Como resultado, o efeito no céu ficou forte demais, exagerado (este é um perigo que existe até mesmo com o filtro polarizador). Porém isto é fácil de corrigir, basta controlar a opacidade da camada de ajuste superior no painel LAYERS. No caso da minha imagem, tive de reduzí-lo para 75%.

    Veja o resultado comparado (clique para ampliar):

    selective_008

    A vantagem de utilizar este método é exatamente o fato de ser não destrutivo. A qualquer momento do processo você pode ajustar os parâmetros do ajuste SELECTIVE COLOR ou da máscara do efeito, e sua imagem permanece intocada na layer inferior. Digamos que você quisesse fazer alguma alteração na imagem (como, por exemplo, tirar a núvem que aparece sobre o prédio azul), bastaria selecionar a layer da imagem, fazer as alterações com a ferramenta Clone, e o ajuste seria automaticamente aplicado ali.

    Espero que além de ter aprendida a simular o efeito do polarizador, este artigo tenha lhe ajudado também a compreender um pouco mais as layers de ajuste (há layers de ajuste para quase todos os comandos do painel IMAGE > ADJUSTMENT) e máscaras de layers. Mas, se surgirem dúvidas, não hesite em perguntar.

    Grande abraço para todos, e obrigado pelas visitas e comentários.

    h1

    Lightroom – Split Toning

    31/03/2009

    O painel Split Toning do Lightroom raramente é tocado pela maioria dos usuários. Mas é um painel poderoso, que permite uma série de efeitos que, à primeira vista, podem parecer possíveis apenas no Photoshop, como simulação de sépia, lomografia, processamento cruzado ou envelhecimento de fotos.

    Quando utilizado com critério, principalmente em fotos já convertidas para P&B, o Split Toning pode gerar efeitos agradáveis e interessantes, mas é uma parte poderosa que, caso utilizada de forma incorreta, pode gerar resultados monstruosos.

    Entendendo como funciona

    O painel Split Toning tem o objetivo de tingir, com determinadas cores, as altas luzes e sombras da sua imagem, permitindo que você escolha cor (tom e saturação) diferentes para cada área, e controle o ponto médio a partir do qual o Lightroom irá determinar as áreas de luminosidade.

    O painel tem esta aparência:

    split_t_001

    Ele divíde-se em três seções. Highlights define as propriedades aplicadas às áreas de altas luzes da imagem. Shadows define as propriedades das áreas de sombras. A seção Balance define o ponto médio da imagem, quanto mais para a esquerda, mais claro será o ponto que o LR considerará como sendo a divisão entre sombras e altas luzes. A opção “0” define como ponto de divisão o cinza médio. Em resumo, quanto mais para direita o balance, em uma foto com características médias de luminosidade, mais áreas serão tingidas com a cor selecionada para Highlights, enquanto a cor definida para Shadows ficará mais restrita, mover o deslizante para a esquerda gera o efeito oposto.

    IMPORTANTE: O deslizante HUE não fará qualquer diferença na imagem caso o deslizante SATURATION esteja configurado em 0. Então primeiro mova o deslizante SATURATION para alguma quantia diferente de 0, e então movimento o deslizante HUE.

    Dentro das seções Highlights e Shadows você tem os deslizantes Hue, Saturation e o box para seleção de cor. Os deslizantes estão ligados ao box e vice-versa. Se você escolher a cor através do box, ela é aplicada automaticamente ao deslizante. Escolhendo a cor no deslizante, ela é aplicada automaticamente ao box.

    Clicar no box abre o Color Picker padrão do Lightroom:

    split_t_002

    No Color Picker você pode selecionar uma cor clicando diretamente dentro da barra gradiente no centro da caixa de diálogo. Outra opção é arrastar o deslizante “S” para controlar a saturação, e clicar no número ao lado de H (ambos na parte inferior do diálogo) para digitar manualmente o tom. Ou ainda utilizar as pré-definições no topo da caixa de diálogo. Para fechar o diálogo você pode clicar em qualquer lugar fora dele, ou então clicar sobre o “X” no canto superior esquerdo.

    A caixa no canto superior direito mostra a cor atual. Quando você seleciona uma outra cor no diálogo, a caixa se divide em duas para mostrar a diferença entre a cor atual e a nova cor seleciona.

    Você pode salvar uma cor selecionada no lugar de uma das amostras na parte superior da caixa de diálogo. Basta selecionar a cor desejada, e então clicar com o botão direito do mouse sobre uma das caixa de amostra pré-definida no topo do diálogo. Selecione a opção SET THIS SWATCH TO CURRENT COLOR. Para restaurar os padrão do LR selecione RESET THIS SWATCH (para restaurar apenas aquela amostra) ou RESET ALL SWATCHES (para restaurar todas).

    DICA DO LIGHTROOM: Uma dica quente e pouco conhecida do Lightroom. Digamos que você queira selecionar uma cor que exista em sua foto para utilizar no painel Split Toning (ou em qualquer outro painel que utilize o Color Picker). Abra o Color Picker, clique dentro da área gradiente e segure o botão esquerdo do mouse pressionado. Sem soltar o botão do mouse, mova seu cursor sobre a imagem e perceba que o Color Picker captura a cor que está sob o cursor, não importando aonde ele esteja. E você não está limitado a usar cores da imagem… se você reduzir um pouco o tamanho da janela do LR, você poderá capturar cores das barras do Windows, ícones, papel de parede, e até mesmo de um site de internet (desde que você possar organizar a janela do Lightroom e do navegador de modo que possa ver ambas ao mesmo tempo).

    Bem, agora você já conhece o funcionamento do painel Split Toning, então vamos aplicá-lo para entender os resultados. Vamos utilizar esta foto como referência:

    split_t_003

    Primeiro vou fazer o que não se deve fazer, rsssss. Mas facilitará o entendimento do funcionamento do painel. Irei aplicar uma cor vermelha às altas luzes da imagem, e verde nas áreas de sombra. Com as seguintes configurações:

    split_t_004

    Veja o resultado na imagem:

    split_t_005

    Eu não falei que seria bonito, falei? O importante aqui é perceber o efeito, ver como as áreas de altas luzes (o chão, capô do carro, braço esquerdo do Pedrinho) foram tingidas com um tom avermelhado, enquanto as áreas de sombras (rodas, interior do carro, costas do pedrinho, sombra do carro) foram tingidas de verde. O efeito é especialmente perceptível na sombra do carro, aonde o chão avermelhado na área clara muda para verde rapidamente sob a sombra.

    As cores do tingimento sobrepõe-se as cores originais da imagem. Então ao converter a imagem para PB, temos uma visão mais clara das áreas tingidas pelo efeito. Na próxima imagem, eu converti ela para Grayscale no painel BASIC e movi o deslizante BALANCE no painel SPLIT TONING para +35. Perceba como agora ficam bem visíveis as áreas tingidas de verde e vermelho.

    split_t_006

    Certo, agora acho que você já entendeu o processo. Então vamos passar para algo mais prático e menos monstruoso.

    Sépia

    Os fotógrafos chamavam de sépia as imagens produzidas com uma emúlsão baseada em prata (Ag2S) que resultava em uma foto com tingimento marrom-alaranjado e com impressão mais estável.

    Hoje em dia utilizamos os recursos dos programas de manipulação de imagem para simular a tonalidade que virou sinônimo de fotos antigas. No Lightroom, simulamos este efeito utilizando o painel Split Toning.

    Eu não vou mostrar painel por painel para execução dos efeitos. Irei utilizar, basicamente, o painel Basic e o painel Split Toning. Para conversão para PB, visite o artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroom.

    Além da tonalidade, uma das características da foto Sépia é o contraste forte, normalmente resultante do processo de revelação e do envelhecimento. Então começe pelo painel BASIC convertendo sua foto para PB. Caso necessário ou desejado, utilize o painel HSL/Color/Grayscale como mostrado no artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroo para criar uma imagem em PB do seu agrado.

    Além da conversão, eu alterei as seguintes configurações para aumentar o contraste da imagem:

    • EXPOSURE: +0.20
    • FILL LIGHT: 55
    • BLACKS: 23
    • CONTRAST: +100
    • CLARITY: +50

    Uma vez contente com o seu PB, vamos convertê-lo para Sépia. O segredo para obter um sépia (ou qualquer outro tipo de imagem monocromática) no LR é selecionar duas tonalidades da mesma cor no painel Split Toning, obtendo assim uma única cor na imagem. Outro ponto importante é não exagerar na saturação.

    Para sépia, utilizaremos a seguinte configuração:

    • HIGHLIGHTS HUE: 51
    • HIGHLIGHTS SATURATION: 22
    • BALANCE: 0
    • SHADOWS HUE: 37
    • SHADOWS SATURATION: 32

    Perceba que a configuração para as altas luzes e para as sombras gera um tom quase idêntico de marrom/bege. A configuração para Shadows é apenas um pouco mais escura.

    O resultado desta combinação é este:

    split_t_007

    Selecionando cores similares no painel Split Toning, você pode criar outros tipos de monocromia, como a Cianotipia:

  • HIGHLIGHTS HUE: 215
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 12
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • split_t_008

     

    Foto PB Envelhecida

    Ainda seguindo no mesmo tópico, utilizando uma imagem PB, podemos utilizar o painel split toning para dar uma aparência de foto envelhecida. Para isto, precisamos exagerar ainda mais o contraste da imagem.

    Para isto eu alterei as seguintes configurações:

  • EXPOSURE: +0.75
  • RECOVERY: 35
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 80
  • CONTRAST: +100
  • CLARITY: +100
  • Além destas alterações, no painel TONE CURVE eu alterei a opção POINT CURVE para STRONG CONTRAST.

    Contente com a imagem PB, vamos aplicar o SPLIT TONING. Uma característica das fotos antigas é o fato de que a cor da impressão, dependendo do processo utilizado, envelhece de forma diferente ao papel. O papel normalmente envelhece para tons amarelados/creme, enquanto a tinta costuma desviar para tons marrons, azulados ou esverdeados. Vamos utilizar estas configurações no painel SPLIT TONING, selecionando um tom de amarelo para as altas luzes, e azul para as sombras. Depois reduzimos o BALANCE para –40, para limitar o tingimento amarelo às áreas mais claras (onde o papel seria visível).

  • HIGHLIGHTS HUE: 52
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 64
  • BALANCE: -40
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • O nosso resultado é este:

    split_t_009

     

    Lomografia

    Você não está limitado a utilizar o efeito SPLIT TONING em fotos PB. Existem opções para utilizá-lo em fotos coloridas, simulando lomografia ou Cross-Processing. Para isto, inicialmente, iremos reverter nossa imagem para a versão colorida novamente.

    A Lomografia tem por características as cores alteradas, o alto contraste e baixa definição. Nós vamos utilizar outro método para distorcer as cores da imagem aqui, para então aplicar o SPLIT TONING. Mas, antes de mais nada, aumente o contraste da sua imagem utlizando os processos que já conhecemos através do painel BASIC.

    Feito isto, ainda no painel BASIC, seção WB, configure TEMP como 3152 e TINT em –39, isto dará à sua imagem aquele tons verde/azulado característico da lomografia. Para finalizar o efeito, vamos adicionar no painel SPLIT TONING o tom amarelado, utilizando as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 49
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 100
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 0
  • SHADOWS SATURATION: 0
  • Perceba que não alterei as configurações para as sombras da imagem. Alterando o tingimento nas altas luzes contrastamos com o efeito frio criado pela alteração do Balanço de Branco na imagem. Vai do gosto de cada um, pois você ainda pode adicionar uma tonalizada azulada, com baixa saturação, para tingir as sombras da imagem. O resultado, sem tingimento nas sombras, é este:

    split_t_010

     

    Processamento Cruzado

    Vamos finalizar este tutorial com um processamento cruzado envelhecido (uma espécie de all-in-one trick). Processamento cruzado é o nome que se dá quando revela-se um filtro cromo pelo processo químico ou vice-versa. O resultado são cores distorcidas. Vamos aproveitar e envelhecer bastante a foto, desgastada pelo tempo.

    Aplique as seguintes configurações no painel BASIC:

  • EXPOSURE: +0.50
  • RECOVERY: 0
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 100
  • BRIGHTNESS: +50
  • CONTRAST: +25
  • CLARITY: –100
  • VIBRANCE: +50
  • SATURATION: –57
  • PAINEL TONE CURVE: STRONG CONTRAST
  • Você irá perceber que ao utilizar o Clarity em –100, os meio tons da imagem praticamente desaparecerão, resultando em uma imagem com a luminosidade bastante prejudicada. A combinação Vibrance positivo com Saturation negativo gera um alto contraste de saturação, com cores fortes, porém apasteladas, com uma passagem brusca entre as áreas de baixa e alta saturação.

    O resultado, antes de aplicar o SPLIT TONING, será algo assim:

    split_t_011

    Por fim, vamos aplicar o SPLIT TONING com as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 36
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 77
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 173
  • SHADOWS SATURATION: 78
  • Resolvi postar este resultado com maior resolução, para você poder entender melhor o que aconteceu com o Clarity negativo e tudo mais. Então, clique na imagem abaixo para vê-la maior.

    split_t_012

    E é isto. Com um pouco de criatividade o painel SPLIT TONING pode gerar efeitos muito bacanas e interessante que, à primeira vista, pareceriam possíveis apenas com o uso do Photoshop. Para finalizar, veja a imagem abaixo, e veja um exemplo do uso do painel Split Toning em um retrato (clique para ampliar).

    WB_001-2

    Grande abraço para todos.

    h1

    Hollywood Effect e Layer Mask

    04/03/2009

    Hoje vamos falar de um efeito muito bacana e extremamente simples de se fazer e aproveitar o ensejo para falarmos de máscaras de layers (Layer Mask), que é uma ferramenta extremamente útil do Photoshop, principalmente para aqueles que gostam de manipulações não destrutivas (aquelas manipulações que não destroem a imagem sob ela).

    O efeito Hollywood recebe este nome porque foi (e ainda é) muito utilizado em cartazes de filmes. Como resultado, você tem uma foto com um contraste interessante, não só na luminosidade quanto na saturação, no qual os olhos da pessoa são ressaltados. Vale lembrar que não é um efeito que funciona com qualquer foto. Ele funciona melhor com fotos com um bom contraste, porém com a luz não tão dura, na qual você tenha uma passagem mais sutil entre as áreas claras e escuras da imagem.

    Para este tutorial, vou utilizar a foto do meu irmão, da época em que ele estava deixando uma barba no estilo Marcelo Camelo. A foto tem um fundo limpo, o rosto dele tem áreas claras e escuras com uma passagem sutil entre uma zona e outra, e os olhos dele tem uma cor bonita para se destacar.

    hollywood_001

    Vamos aproveitar este exercício também pegar o hábito de nomear as layers do Photoshop. Isto pode não parecer importante nesta imagem, onde teremos 4 layers no final do processo, mas será de extremo valor quando você tiver trabalhos de montagem com 30 ou 50 layers.

    Se você estiver utilizando uma foto sua, lembre-se primeiro de tratá-la utilizando Curves, Levels e etc, ajustar o balanço de branco e tudo mais. Quanto maior a qualidade da sua foto no início do processo, mais bacana ficará o resultado final.

    Feito o tratamento básico, você tem um arquivo do Photoshop com apenas uma layer, chamada Background. Muitas vezes gosto de duplicar esta layer e trabalhar na duplicata, para ter o original sempre que necessário. No caso deste efeito, não faremos alterações na layer Background, então ela servirá como a original sempre que precisarmos.

    Comece duplicando a layer Background. Aqui vai uma dica, duplique a layer selecionando-a e pressionando o atalho CTRL+ALT+J, isto faz com que seja aberta uma caixa de diálogo solicitando o nome da nova layer, poupando-lhe o trabalho de ter de clicar na layer para nomeá-la. Escolha o nome PB para esta nova layer, e não precisa se preocupar com nenhuma das outras opções.

    Com esta nova layer (PB) selecionada, selecione EDIT > ADJUSTMENT > DESSATURATE (CTRL+SHIFT+U). Sua imagem ficará PB, escondendo totalmente a imagem da layer Background. Para que um pouco da cor da imagem apareça, vá no painel LAYERS e reduza a Opacity da camada para 80%. Sua imagem ficará assim (aproveitei o lado vazio da imagem para colocar o painel Layers, como referência):

    hollywood_002

    Agora vamos duplicar novamente, mas você precisa ter cuidado pois a layer selecionada no momento é a PB, e nós queremos uma duplicata da layer Background (a colorida). Então vá ao painel LAYERS, selecione a layer Background e pressione novamente CTRL+ALT+J. Batize esta layer de SoftLight e, novamente, ignore as outras opções. A layer SoftLight irá surgir entre a layer PB e a Background, e como ela é idêntica a Background, você não vê diferença alguma na imagem. Clique na layer SoftLight e arraste-a para o topo da pilha de layers.

    Sua imagem ficou colorida novamente, como era originalmente, porque a layer SoftLight é idêntica à foto original e está cobrindo as outras layers. Para executar o efeito, altere o Blending Mode (Modo de Mistura) da layer SoftLight para Soft Light, no menu indicado na imagem abaixo, e sua imagem ficará assim:

    hollywood_003

    A base do efeito está terminada (eu disse que seria fácil, não disse?). Agora vamos fazer o tal do destaque nos olhos. O destaque em si nada mais é do que permitir que você veja os olhos da foto original. Isto poderia facilmente ser feito copiando os olhos da layer Background em uma nova layer e arrastando-a para o topo da pilha. Mas faremos diferente, utilizando uma layer mark.

    Selecione novamente a layer Background no painel Layers, pressione CTRL+ALT+J e batize como Destaque a nova layer. Copie-a para o topo da pilha. Sua imagem ficará como a original novamente, porém quermos apenas os olhos da imagem original.

    Com a layer Destaque selecionada, pressione o botão Add Layer Mask na parte inferior do painel Layers. De início, você não verá nada de diferente em sua imagem, porém algumas novidades apareceram no painel Layers.

    hollywood_004

    Quando você cria uma Layer Mask, o Photoshop associa uma imagem em tons de cinza à layer selecionada. Esta imagem é o que chamamos de máscara (é o quadrado branco ao lado da miniatura da layer), e a função dela é ocultar ou mostrar áreas da imagem. A corrente entre as duas une as imagens… se você mover a imagem da layer, a máscara move-se junto e vice-versa. Se você clicar na corrente, pode mover um sem mover o outro.

    Perceba que existe uma sutil modura ao redor da miniatura da layer, esta indica que no momento a layer está selecionada. Qualquer alteração que você fizer no Photoshop neste momento será aplicada à imagem da layer. Clique no quadrado branco para ver esta moldura mudar para ele, indicando que a máscara está selecionada. A partir de então, qualquer alteração feita no Photoshop, com qualquer ferramenta, será aplicada à márcara.

    A máscara só aceita tons de cinza, então sempre que uma máscara estiver selecionada, a sua cor escolhida aparecerá como um tom de cinza no seletor de cores. Você pode escolher outra cor no Color Picker, mas ela sempre será convertida em um tom de cinza.

    A máscara utiliza tons de cinza porque ela não guarda informações de cores, e sim de transparência… a máscara oculta e mostra a imagem da layer através de áreas de transparência e opacidade, que são definidas pelos tons de cinza da máscara. Branco é opacidade total, preto é a transparência total, e qualquer tom de cinza gera um nível de transparência proporcional.

    Nosso primeiro passo será fazer a máscara ocultar totalmente a imagem, para voltar a ver nosso efeito hollywood abaixo. Para fazer isto, selecione a máscara, vá ao painel SWATCHES e escolha o preto total. Selecione a Paint Bucket Tool (o Balde, está abaixo da ferramenta Gradiente) e clique na imagem. Você voltará a ver o efeito Hollywood, e o quadrado que representa a máscara no painel Layers ficará completamente preto, indicando que a imagem está totalmente mascarada.

    Agora, queremos que você possa ver os olhos, para isto termos que pintar só a área correspondente aos olhos, na máscara, de branco (que representa a opacidade total). Com a máscara ainda selecionada, selecione a ferramenta Brush e escolha um pincel pequeno e de bordas suaves (pequeno o suficiente para permitir que você pinte sobre os olhos com certa precisão). Selecione a cor Branca total (que representa opacidade na máscara) e pinte sobre os olhos. Perceba, à medida em que pinta, que a imagem mascarada surge aonde você pinta com branco.

    Se você quiser ver a máscara real (e não a imagem), segure a tecla ALT e clique sobre o quadrado que representa a máscara no painel Layers. Surgirá no seu documento uma imagem em tons de cinza da máscara, e você pode editá-la neste modo se quiser (para preencher, quem sabe, buracos nas áreas que você pintou). Para retornar ao modo normal, clique em um outra layer ou na miniatura da layer com a máscara.

    Sua imagem deverá ficar algo assim:

    hollywood_005

    Você pode explorar o recurso da máscara, pintando de branco, por exemplo, sobre a camisa ou qualquer outra área que você queira destacar com as cores originais. Veja abaixo a imagem com a máscara em tamanho reduzido (clique para ampliar):

    hollywood_006

    Quais as vantagens de utilizar este recurso ao invés de simplesmente recortar e colar as áreas desejadas a partir da layer Background? Primeiro, a máscara não é destrutiva. Cortou errado? Pintou aonde não devia? Simplesmente mude a cor do pincel (para preto ou branco, conforme precisar) e pinte novamente… a imagem original sempre estará ali, e a máscara pode ser mudada constantemente.

    Em segundo lugar, isto permite a você experimentar de outros modos. Digamos que você quisesse mudar a cor dos olhos do sujeito. Basta selecionar a layer destaque (a imagem, não a máscara) e alterar as cores do jeito que você quiser. Apesar da mudança de cor afetar toda a imagem, você verá apenas o efeito dos olhos, pois é a única parte visível através da máscara.

    Por último, todo o tipo de ferramenta pode ser aplicada à máscara. Degradês, filtros, texturas, pincéis… tudo que possa ser aplicado à uma imagem PB pode ser aplicado à máscara. Isto abre portas incríveis para a criatividade.

    Em um segundo momento exploraremos melhor os recursos que as máscaras abrem no Photoshop, incluindo a utilização de filtros na própria máscara. Até lá, espero que você se divirta com o efeito Hollywood.

    DICA: Se você segurar a tecla ALT no momento em que pressionar o botão ADD LAYER MASK, o Photoshop automaticamente adiciona uma máscara preta ao invés de uma branca, ocultando a imagem. Este recurso poupa um passo no tutorial, e é vantajoso sempre que você criar uma máscara com a intenção de mostrar apenas algumas partes.

    h1

    Photoshop e o ‘Bug’ do Image Size

    24/02/2009

    Olá pessoal. Primeiro, desculpa pelo breve sumiço. O apartamento aonde morarei com minha noiva está ficando pronto e com isto vem todo aquele corre-corre de orçar cozinha, ver pisos e coisas do tipo. Isto somado ao fato de eu estar trabalhando na tradução de um livro me tomam todo o tempo disponível. Mesmo assim, agradeço a todos que têm frequentado o blog (já passamos das 11.000 visitas), e prometo que evitarei intervalos tão longos entre um post e hoje.

    O post de hoje surgiu de uma dúvida de um grande amigo via MSN. Ele veio comentar sobre um bug estranho no Photoshop. Ele criava um novo arquivo de 15 x 21 cm no New Image, com 300 dpis. Com o arquivo criado, se ele fosse em EDIT > IMAGE SIZE, o Photoshop indicava que a imagem teria 150,03 x 209,97 mm, e não 150 x 210mm como seria de se esperar. Por que isto acontece?

    Isto não é um bug… na verdade, foi a opção do pessoal da Adobe fazer com que o programa mostre ao usuário uma medida mais honesta e precisa, ao invés de arredondá-la.

    Se você lembra deste artigo sobre resolução, deve lembrar que o computador SEMPRE trata suas imagens em termos de pixels. Que a medida física e a resolução são simulações utilizadas para o momento em que o programa precisa, por qualquer motivo, aplicar medidas físicas à imagem (uma impressão, por exemplo). Então, enquanto a imagem estiver no computador, a medida em pixels sempre será prioridade.

    Isto posto, fica mais fácil compreender o motivo pelo qual o PS lhe mostra aquela medida. Quando você cria a imagem de 15x21cm (300dpis) no PS, ele na verdade cria uma imagem com tamanho em pixels adequado para este tamanho. Como trabalhamos com dpi (Pontos por Polegadas), precisamos converter o tamanho da imagem em polegadas, então temos uma imagem de 5,905512×8,267717 polegadas. Multiplicando isto por 300 (pontos por polegadas), temos uma imagem de 1771,6536 por 2480,3151 pixels.

    Agora surge o problema… não existe como o computador criar “meio pixel”… ou existe um pixel, ou não existe um pixel. Muito menos o Photoshop poderia criar uma imagem que tivesse 0,6536 pixels. O número de pixels de uma imagem só pode ser inteiro. Isto posto, o PS arredonda os pixels da imagem para 1772×2480 pixeis, o número inteiro mais próximo.

    Agora podemos fazer o cálculo inverso:

    Uma imagem de 1772×2480 pixels em 300 dpis possui o tamanho de 5,9066 por 8.2666 polegadas. Que significa 150,0378 por 209,9733164. O Photoshop arredonta isto para duas casas decimais, resultando na medida de 150,03×209,97 que você vê na imagem.

    Isto só reforça a informação anterior de que o tamanho prioritário de uma imagem no computador sempre é sua dimensão em pixels. Sendo que seu tamanho em medida física e sua resolução são apenas frutos desta dimensão.

    Um grande abraço, e até mais.

    h1

    Lomografia Digital

    07/01/2009

    O termo lomografia surgiu do termo registrado Lomographische AG, da Áustria, para produtos e serviços relacionados à fotografia. O nome inspirou a empresa óptica LOMO PLC de São Petesburgo, Rússia, que desenvolveu a câmera compacta de 35mm LOMO LC-A. As características das fotos desta câmera inspiraram o tipo de imagem que hoje é considerado Lomografia, oferecendo fotos com tonalidade e saturação de cor características e suaves. Diversas câmeras são utilizadas, atualmente, para produzir a chamada Lomografia, que enfatiza fotos casuais, suavemente borradas e “acidentes felizes”. A lomografia presume espontaneidade sobre a técnica formal, câmeras típicas voltadas para lomografia são deliberadamente simples e mal construidas, algumas exibindo distorções cromáticas, vazamento de luz e fortes distorções ópticas.

    Na fotografia de película a lomografia pode ser simulada através do processo de processamento cruzado (cross-process), no qual um slide é revelado através do processo químico de película ou vice-versa. No universo da fotografia digital existem diversos métodos para simular os efeitos da lomografia, que variam de acordo com o gosto de cada um, e neste artigo veremos um deles.

    Então, mãos na massa. Escolha uma foto cotidiana, com cores bacanas, tirada de forma espontânea e que, de preferência, envolva pessoas na cena. Claro, a foto fica a seu critério, mas já que iremos simular o visual da lomografia, nada como fazê-lo em uma foto que siga suas ideologias. Eu escolhi a foto abaixo, com meu pai e meu irmão mais novo dormindo aconchegados em uma rede de balanço.

    lomo_001

    O primeiro passo seria dar um tratamento na imagem. Corrigir brancos, acertar sombras e altas luzes caso necessário. Como a imagem acima saiu do meu arquivo pessoal, ela já está tratada, mas caso você tenha feito uma captura própria para lomografia, não exagere no tratamento, pois um pouco de brancos estourados ou pretos fortes também dão um charme na lomografia.

    Comece duplicando a layer BACKGROUND com a imagem e ocultando a original clicando no ícone em forma de um olho ao lado da miniatura da imagem no painel LAYERS. Mais tarde precisaremos da imagem original para determinado efeito, e ter a imagem original também nos possibilita corrigir qualquer erro durante o processo.

    O primeiro passo na lomografia é criar seu padrão de cores distorcido, e fazemos isto aumentando o contraste dos canais Red (vermelho) e Green (verde) da imagem RGB. Para fazer isto, clique na aba CHANNELS (que fica ao lado da aba LAYERS na configuração padrão do Photoshop) para visualizar os canais de cores, clique no canal RED e a imagem ficará em tons de cinza, mostrando apenas os valores para o canal RED (branco para vermelho total, e preto para a ausência total de vermelho). Com o canal selecionado, você pode manipulá-lo como faria com qualquer imagem PB, e o que faremos aqui é ir ao menu IMAGE >> ADJUSTMENT >> BRIGHTNESS/CONTRAST para abrir o diálogo. No diálogo, certifique-se de que a opção “USE LEGACY” (caso presente) esteja desabilitada e aumente a opção CONTRAST para 90 (você pode variar o número aqui, mas 90 é um bom ponto de partida). Percebe que o contraste da imagem em tons de cinza aumentou, clique OK.

    Agora, ainda na aba CHANNELS, escolha o canal GREEN e repita o processo, aumentando o contraste do canal verde para 90 (ou a mesma quantia utilizada no canal RED). Após clicar OK, clique na opção RGB na aba CHANNELS para selecionar novamente todos os canais (Red, Green e Blue) e ver como a sua imagem já adquiriu a tonalidade distorcida característica de cores.

    lomo_002

    Agora duplique a layer onde o contraste foi aplicado (esta com as cores distorcidas), com a layer duplicata selecionada pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem ou vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> DESATURATE. A imagem ficará em tons de cinza, nela aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR com cerca de 25 pixels em RADIUS. Finalmente, na parte superior esquerda do painel LAYERS está um menu sem rótulo (com a opção NORMAL selecionada) que chamamos de BLENDING MODE (modo de mistura), altere este menu para a opção OVERLAY. Caso o efeito fique muito forte, reduza a OPACITY desta layer para suavizar. Aqui eu reduzi para 40%, o que me deu mais contraste nas cores e também um visual levemente mais suave.

    lomo_003

    Você pode ficar contente neste ponto e dar por fim sua lomografia, mas para efeitos de experimentação vamos um pouco mais a diante. Mas, para seguir, abra a aba HISTORY do Photoshop (caso não esteja visível, vá em WINDOW >> HISTORY) e clique no botão CREATE NEW SNAPSHOT na parte inferior do painel. Isto cria um “retrato” do estado atual da imagem, para onde você pode retornar caso deseje.

    Feito isto, vamos clarear um pouco a imagem, pois isto irá destacar nossos passos finais na lomografia. Para tanto, é necessário unir as layers da lomografia, deixando separada apenas a layer com a imagem original. Selecione a layers colorida com as cores contrastadas e, segurando a tecla CONTROL clique na layer em tons de cinza para selecionar ambas. Com as duas selecionadas, pressione CTRL+E para mesclar as duas layers em uma só.

    Isto feito, com esta layer mesclada selecionada, vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> CURVES para abrir o diálogo curves. No diálogo há um gráfico. Clique no meio do gráfico para criar um novo ponto e puxe-o para cima, criando uma curva, isto fará com que a imagem seja clareada em seus meio tons, suavizando um pouco a imagem. Abaixo você pode ver a curva que utilizei para a imagem:

    lomo_004

    E logo abaixo a imagem com o efeito da curva aplicado, ou seja, mais clara.

    lomo_005

    Clareamos a imagem porque agora utilizaremos um efeito muito utilizado para simular desenho manual para destacar as bordas dos elementos da foto, e este efeito ficará mais visível com a imagem clareada. Agora utilizaremos também aquela layer com a imagem original, então revele a layer clicando novamente na área onde estava o ícone do olho ao lado da miniatura no painel LAYERS, duplique-a, e arraste-a para o topo de pilha de layers. Sua imagem ficará como estava originalmente, pois a layer do topo possui a imagem original.

    Com esta layer do topo (original) selecionada, pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem, tornando-a PB. Duplique esta layer com a imagem PB e, com esta layer duplicada selecionada, pressione CTRL+I (ou então vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> INVERT) para inverter as cores da imagem, como em um negativo. Sua imagem ficará como está abaixo:

    lomo_006

    Repare também na estrutura das layers no painel LAYERS, renomeadas para facilitar o entendimento:

    lomo_007

    Agora altere o BLENDING MODE, no menu no canto superior esquerdo do painel LAYERS, desta layer invertida para COLOR DODGE. Isto fará com que sua imagem fique toda branca, apenas algumas manchas pretas caso a imagem original possua muitas áreas de preto estourado. Feito isto, ainda com esta layer selecionada, aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR, com o RADIUS em torno de 20 pixels (você pode variar, o importante é ter um ‘desenho’ bem visível de sua imagem). Clique OK.

    Agora segure a tecla CONTROL e clique na layer ORIGINAL PB para selecionar ambas as layers que compõe a imagem desenhada. Pressione CONTROL+E para mesclar as duas layers em uma só e altere o BLENDING MODE desta nova layer para MULTIPLY. Isto fará com que a sua imagem lomo fique visível novamente, mas com as bordas pretas reforçadas pelo desenho, como na imagem abaixo.

    lomo_008

    Eu gostei do resultado como está, mas você pode experimentar reduzir a opacidade da layer com o Multiply para suavizar as bordas, ou utilizar o diálogo IMAGE >> ADJUSTMENT >> LEVELS para aumentar o contraste desta layer e reforçar ainda mais as bordas pretas.

    Um último passo interessante seria a adição de ruído à sua imagem, simulando o ruído característico dos filmes. Para tanto, você precisa mesclar todas as suas layers em uma única layer, e isto pode ser feito no menu LAYER >> FLATTEN IMAGE. A forma mais fácil de produzir este ruído seria utilizando um plugin chamado GRAIN SURGERY que é especializado em simular o ruído de diversos filmes de película. Mas uma forma de simular o efeito é utilizando o filtro ADD NOISE com as configurações MONOCHROME e UNIFORM.

    VARIAÇÃO: Uma variação do efeito lomográfico pode ser obtida utilizando-se a opção USE LEGACY no diálogo CONTRAST na hora de aumentar o contraste dos canais REG e GREEN. Mas como esta opção força demais o contraste, recomendo utilizar uma quantidade menor, em torno de 50% de contraste, para o resultado obtido abaixo:

    lomo_009

    Espero que tenham curtido o tutorial, quem visita o meu Flickr sabe que gosto muito, principalmente para alguns retratos, das cores características da lomografia, como pode ser visto em algumas fotos:

    7SFGF - Passeio na Lagoa

    Valentine's - 02

     5SFGF - Paula 

    'Indaial' Jones 

    Pescador

    Um grande abraço para todos.

    h1

    Resolução, Tamanho e DPIs.

    28/10/2008

    Tenho visto muita gente nos fóruns e no dia-a-dia fazendo muita confusão, muito preocupados com a quantidade de DPIs informada em suas fotos digitais. Como a confusão é natural e o assunto é realmente confuso para quem não lida com isto dia-a-dia em todos os seus formatos possíveis, resolvi escrever este artigo para ajudar a esclarecer um pouco as coisas.

    A primeiro passo é esclarecer um erro básico na análise destes dados, com a seguinte informação: DPI não significa nada. Isto mesmo, a informação DPI, se vista sem conjunto com outras informações, não diz nada, não tem significado algum ou qualquer relação com o tamanho ou qualidade da imagem em questão. DPI, abreviação de Dot Per Inch (Pontos Por Polegadas) é uma medida relativa entre o tamanho da imagem em Pixels e o tamanho físico da imagem (em polegadas). Sem a informação do tamanho da imagem, seja em Pixels ou físico, o DPI não tem significado algum.

    Volta e meia algum cliente me envia uma imagem e escreve no e-mail “A imagem está ótima, tem 300 dpis”, e quando abro a imagem me deparo com uma ‘maravilha’ de 160×160 pixels. Em resumo, uma imagem minúscula que nem é cogitável para uso em qualquer tamanho maior que uma miniatura. Impressão então? Nem pensar. Mesmo com 300dpis.

    Uma imagem digital não possui um tamanho físico até que isto seja necessário. Quando isto é necessário? Quando você abre a imagem em um software que trabalhe com simulação de tamanhos físicos (Corel Draw, Adobe Illustrator, Adobe Photoshop e etc.) ou quando você decide imprimí-la (afinal, ela precisa ser impressa em algum tamanho, é impossível ter uma imagem impressa sem que ela tenha um tamanho físico, né?). Dentro do seu computador a imagem só precisa de um único dado de tamanho, seu tamanho em pixels. Este é, clara e absolutamente, o dado de tamanho e qualidade mais importante da sua imagem.

    Saber quantos DPIs a sua imagem tem não significa nada sem conhecer-se o tamanho físico dela (o “por polegada” do DPI significa que ele só existe quando a imagem tem um tamanho físico definido), saber qual o tamanho físico da sua imagem não significa nada sem saber-se quantos DPIs ela tem neste tamanho. Assim sendo, o tamanho da imagem em pixels é o único dado que, sozinho, pode definir o tamanho de uma imagem. E com o tamanho em pixels da imagem é possível calcular quantos DPIs ela tem em qualquer tamanho físico que você desejar.

    Pixels

    Pixels são a menor unidade visível de uma imagem digital, é um único ponto de cor posicionado no espaço e é a combinação de diversos pixels que formam uma imagem completa. Veja abaixo uma imagem JPEG e no destaque ampliado os pixels que formam a imagem.

    Lâmpada cheia de água.

    Assim sendo, toda imagem digital possui um tamanho específico que pode ser definido por x pixels de largura por y pixels de altura. Nesta caso, normalmente chamamos uma imagem que possua 800 pixels de largura por 600 de altura (um papel de parede básico de computador) de 800×600. Esta informação, por si só, define o tamanho e qualidade da imagem.

    CURIOSIDADE: O fator “megapixels” que vemos tanto nas câmeras digitais representa o número total de pixels que formam a imagem (sendo que 1 megapixels = 1 milhão de pixels). Para se chegar neste número é muito simples, bastante multiplicar o número de pixels que a imagem tem na largura, pelo número de pixels da altura. Assim sendo, uma imagem de 800×600 pixels possui, no total, 480.000 pixels… ou seja, 0,48 megapixels. Por sua vez a câmera digital Canon XTi produz uma imagem de 3888×2592 pixels, totalizando 10.077.696 pixels, arredondados para 10.1 megapixels.

    Onde entra o DPI?

    O DPI é necessário no momento em que o computador precisa simular ou definir um tamanho físico para sua imagem, como por exemplo no momento em que você abre a imagem em uma página de layout do Adobe Illustrator (que é, por padrão, definida em medidas físicas como centímetros ou polegadas). É neste momento que o DPI entra em jogo.

    O DPI é um fator relacionado. O DPI só existe em relação ao tamanho físico, e o tamanho físico só existe em relação ao DPI, e isto é calculado da seguinte forma.

    Nossa imagem lá do exemplo lá de cima, a ‘maravilha’ de 300dpis e tamanho 160×160 pixels. Quando você vai convertê-la para tamanho físico descobre que ela só possui 300 dpis se impressa/utilizada com 0,53 polegadas, o que dá em torno de 1,3cm. Definitivamente, você não irá imprimir um banner com isto. Veja abaixo uma imagem com 160×160 pixels.

    Arthur em PB

    Digamos que o cliente lhe enviou a imagem para imprimir-se uma foto em 20x20cm, ele acha que é possível, afinal alguém disse para ele que a imagem fica boa se estiver com 300dpis. Só que, como falei, 300dpis não significa nada sem o tamanho físico da imagem. Quando passamos a mesma imagem de 160 por 160 pixels para 20x20cm (cerca de 8 polegadas), temos ‘incríveis’ 20 dpis em nossa imagem… o suficiente para ficar horrível.

    Como se chega nestes cálculos. A fórmula é simples: “Tamanho Físico (em polegadas) = Tamanho em Pixels / DPI”. Fazendo a fórmula real chegamos em “Tamanho em Pixels = Tamanho Físico (em polegadas) * DPI”. E finalmente, DPI = Tamanho em pixels / Tamanho físico (em polegadas)”.

    Para achar o DPI em nosso exemplo acima temo 160 pixels divididos por 8 polegadas (20cm), resultando em 20dpis. Quando o cliente nos enviou a imagem dizendo que ela tinha 300dpis, você pode calcular, 160 pixels divididos por 300dpis = 0,53 pol. (1,3462 cm).

    Relações

    De posse destas informações chegamos a seguinte conclusão. Temos duas imagem, uma delas tem 800×600 pixels em 300dpis, e outra tem 800×600 pixels em 72dpis. Qual a diferença entre elas?

    Tecnicamente falando, nenhuma. As duas imagens são identicas. Possuem os mesmo pixels com exatamente a mesma qualidade. Até mesmo perdi meu tempo convertendo a imagem acima (160×160 pixels) para 300dpis (ela está com 96dpis lá em cima), compare para ver se há qualquer diferença.

    Arthur em PB

    A única diferença, se você quiser encontrar alguma, é que no diálogo Image Size do Photoshop uma dirá ter o tamanho físico de 0,533×0,533 polegadas, enquanto a outra apresenta 1,667×1,667 polegadas. Se você reduzir a segunda para 0,533 polegadas, ela fica identica à outra, sem perda ou ganho algum de qualidade.

    Se você abrir ambas no CorelDraw, elas surgirão de tamanho diferente (o Corel lê o registro de DPI e adequa o tamanho da imagem no layout). Mas se você reduzir a menor até o tamanho da maior ou aumentar a menor até o tamanho da maior, elas ficam identicas, iguaizinhas, sem diferença alguma.

    Fotografia Digital

    Onde isto entra na fotografia digital?

    Já vi muita gente comparando a qualidade das imagens entre as câmeras comparando o número de DPIs que a imagem apresenta no diálogo Image Size. Ao menos agora você já sabe que este dado, por sí só, não representa nada e é muito mais fácil comparar duas imagens simplesmente utilizando o tamanho delas em pixels.

    Até você decidir imprimir sua imagem o DPI sequer importa. Vamos utilizar o Photoshop ou o Lightroom como exemplo, para estes programas não importa nada se sua imagem diz ter 72 ou 300dpis, ele trata a imagem de forma exatamente igual. Quando você der um zoom de 100% na imagem ela vai ampliar até que cada pixel dela corresponda a um pixel do monitor (ou seja, uma imagem de 800×600 pixels encheria um monitor configurado em 800×600, mas ficaria menor com o monitor configurado para 1600×1200). Em resumo, para o Photoshop ou o Lightroom o DPI é simplesmente um dado para registrar caso algum programa queira calcular o tamanho físico da imagem, no mais, ele não utiliza para mais nada.

    O mesmo vale para uma página de internet. Quando você abre uma imagem no browser do computador ele simplesmente ignora o DPI da imagem, o tamanho dela é totalmente definido pelo tamanho em pixels da imagem. Por isto não há tamanho físico na imagem do monitor… dependendo do monitor, seu tamanho e configuração, a imagem terá um tamanho diferente na tela (isto me lembra um cara que trabalhou comigo que me pedia para enviar imagens para o cliente em JPG “de forma que ele veja na tela no tamanho que será impresso”, e eu tinha de lhe explicar que isto dependia do tamanho do monitor, da resolução do monitor e etc.)

    Experimente abrir uma imagem no Photoshop e aperte Control+Alt+I para abrir o diálogo Imagem Size (abaixo). Desative a opção Resample Image (para que ele não altere o tamanho em pixels da imagem) e agora mude os DPIs da imagem para um número absurdo… eu acabei de alterar o meu para absurdos 28.000 (isto mesmo, vinte e oito mil dpis!). Perceba que o tamanho físico da imagem mudou de acordo. Agora clique em OK e espere…

    …espere nada, a janela fecha sem alteração nenhuma da imagem. Isto porque o Photoshop simplesmente registrou que a imagem agora tem 28.000 DPIs no arquivo da imagem. Pegou onde estava escrito “DPI=72” e mudou para “DPI=28000”, mais nada… diferença alguma… nem uma mínima mudança na imagem.

    Então como os engenheiros que projetaram sua câmera decidem o DPI das imagens de sua câmera? De qualquer jeito, não importa. Podem jogar nos dados, escolherem um número aleatório ou a data de nascimento da filha, não importa. Normalmente eles escolhem números considerados padrões como 72, 96, 120, 240, 300 ou 666 (ops! este é brincadeira) dpis. Mas isto é só alegoria, não importa o número, a qualidade da imagem é a mesma.

    Inclusive, alguns programas já alteram automaticamente o DPI da imagem. O Lightroom exporta, por padrão, imagens de 240 dpis para o Photoshop. Isto não afeta a imagem em nada, foi só um padrão escolhido pelo pessoal da Adobe, imaginando que você exporta uma imagem para o Photoshop para prepará-la para impressão ou algo do tipo. O ACR do Photoshop, por padrão, utiliza 240DPIs também. Se você abrir a mesma imagem no Photomatix ele indicará 96 DPIs, e exportará a imagem depois do Tone Mapping com 300dpis. Mas juntando todas elas, as imagens todas vão ficar com o mesmo tamanho em pixels (no meu caso, 3888 x 2592 pixels).

    As próprias impressoras, quando comandadas para imprimir uma imagem em determinado tamanho, utilizam todos os pixels da imagem naquele tamanho para imprimí-la com a maior resolução possível.

    Conclusão.

    Daqui para frente, então, só pense em DPI quando a imagem tiver um tamanho físico e um tamanho em pixels associados, e de sempre importancia maior para o tamanho em pixels da imagem.

    Se você for enviar suas fotos de 10MPs para uma impressão 15×21, fotografe com a maior qualidade possível na sua câmera e envie para a impressão, sem medo. Se o operador reclamar que sua foto de 3888×2592 pixels está em 72dpis e vai ficar ruim, vá imprimir em outro lugar, pois este aí não entende muita coisa. Só por curiosidade, sua imagem de 3888×2592 pixels será impressa com cerca de 470 dpis (se a pessoa que imprimir ajustar o tamanho para 21×15, não importa se o arquivo diz 72, 96, ou 28000 dpis, a impressora irá imprimir com 470 dpis ou a resolução máxima dela).

    Espero que o artigo seja esclarecedor. Qualquer dúvida, basta postar aí. Pois são idéias para outros artigos.

    Grande abraço para todos.