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Importação e Workflow no Lightroom 2

06/11/2008

O Lightroom é um grande software, mas sua funcionalidade é diretamente proporcional ao quão organizado você é ao utiliza-lo, e esta organização muitas vezes depende de como você começou e da sua capacidade em configurá-lo de forma a se adequar melhor ao seu próprio fluxo de trabalho. Não que você não possa corrigir “erros” que tenha cometido na configuração, mas é sempre mais fácil começar direito do que tentar corrigir depois.

Por isto escrevi este artigo. Claro que meu workflow não se adapta a forma de todos de trabalhar, mas serve como um ponto de partida para quem abre o Lightroom e se sente perdido com a quantidade de opções que o programa oferece.

Começando do Começo

Claro que começo instalando o Lightroom, mas logo após instalá-lo eu instalo também o pacote de perfis da Adobe (falei sobre eles aqui). Para uma configuração inicial recomendo os seguintes passos: (1) decida se você irá utilizar o catálogo original do Lightroom ou não, caso não, crie um novo catálogo; (2) crie uma pasta que será onde você irá armazenar suas fotos do LR, é recomendado que todas as fotos gerenciadas pelo LR estejam em uma mesma pasta (podem haver subpastas, mas a raiz deverá ser a mesma). Ter fotos gerenciadas pelo LR espalhadas por todo o computador é pedir por problemas no futuro; (3) pegue sua câmera e fotografe qualquer imagem em RAW, utilizaremos ela para fazer uma primeira importação e configurar o LR.

Ao abrir o LR vá ao menu EDIT >> PREFERENCES, e na aba PRESETS ative a opção “Store Presets with Catalog” que está na seção Location. Isto é muito útil caso você tenha o hábito de formatar seu computador com frequência, pois suas pré-definições (develop, export e etc.) estarão todas na mesma pasta de seu catálogo e não se perderão. Esta opção só não é recomendada caso você gerencie um número muito grande de catálogos.

Feito isto, vamos importar nossa primeira imagem, para organizar as coisas (vamos deletá-la depois, ok? Então não se preocupe com qual imagem, se necessário fotografe qualquer coisa e utilize a imagem. Dê preferência por RAW). Conecte sua câmera ao computador, ligue-a e abra o LR. No módulo LIBRARY do LR, na parte de baixo da coluna de painéis da esquerda, pressione o botão IMPORT, na caixa de diálogo que surge escolha sua câmera, e isto abrirá o diálogo Import Photos.

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Vamos analizar minhas escolhas nesta janela, pois ela é fundamental para sua organização no LR:

FILE HANDLING: Aqui eu opto pela opção “Copy Photos as Digital Negative (DNG) and Add to Catalog”. A razão disto é a seguinte. Primeiro, é importante copiar suas imagens, pois assim elas vão parar na pasta que você quiser e ajudará a manter todas as imagens na mesma pasta. Segundo, o DNG é um arquivo com as mesmas características e qualidades do RAW, só é mais leve (cerca de 20%) e é um formato aberto (open source), o que significa que sua documentação é pública, diferentemente dos formatos proprietários. Você pode perguntar, mas pô, vou perder meus arquivos originais? Não, veremos isto a diante.

COPY TO: Aqui você definirá a parta para onde o LR copiará suas imagens. Você deve colocar aqui aquela pasta que criou, onde decidiu armazenar suas fotos gerenciadas pelo LR.

ORGANIZE: Aqui é que o LR começa a lhe ajudar a organizar suas coisas. Você configura aqui como o LR irá gerar e administrar suas pastas com base no EXIF de suas imagens. Aqui eu opto pela configuração “By date: 2005/12/17”, isto faz com que o LR crie, dentro da pasta raiz que escolhi, uma subpasta com o ano, dentro desta subpastas com os meses, e finalmente subpastas com os dias. Isto facilita pois as fotos ficam organizadas por datas (facilitando a localização delas), as pastas aparecem em ordem numérica (então ficam organizadas em ordem cronológica) e evita que fiquem zilhões de fotos na mesma pasta, o que deixa a utilização do LR mais leve.

Deixo ativada também a opção “Don’t Re-import Suspected Duplicates”, para que o LR não importe fotos que ele já tenha importado anteriormente, caso elas ainda estejam no cartão de memória da câmera.

BACKUP TO: Esta parte é importante. Aqui eu aciono esta opção e direciono-o a para uma pasta em outro HD da minha máquina (fazer backup no mesmo HD é problemático, pois se o HD der pau você perde tanto as fotos de trabalho quanto o backup). Assim o Lightroom faz uma cópia dos RAW originais, no formato proprietário da câmera, em uma pasta separada. Como irei deletar as fotos ruins importadas no LR, isto permite que eu tenha uma cópia de todas as fotos que produzi em outra pasta, boas ou não. De tempos em tempos em gravo os arquivos desta pasta em DVD.

FILE NAMING TEMPLATE: Na configuração padrão o LR irá importar suas fotos com o mesmo nome gerado pela câmera… algo ‘descritivo’ como DSC_0234.CR2. Eu prefiro um nome mais descritivo, então vou no menu e seleciono a opção EDIT. Isto abre uma janela onde você pode criar seu template de nome com base nos dados do EXIF da imagem. Você monta a nomenclatura escolhendo opções nos menus do diálogo, cada opção escolhida adiciona uma TAG no campo de texto, algo como {DATE (YYYY)>>} que significa, neste caso, que a tag será substituida pelo ano, com quatro dígidos, que se encontra no EXIF da foto. Eu monto o template abaixo:

workflow_02

Isto me fornece um nome de arquivo cronológico e compreenssível. Perceba que alguns caracteres, como as “_” entre as datas e o “h”, “m” e “s” após as horas foram adicionados manualmente. Basta clicar ao lado da tag e digitar. Assim você pode misturar as tags à textos inseridos manualmente. Há ainda a TAG “Custom Text”, que permite que você adicione um texto no campo que irá surgir no diálogo Import Photo sempre que importar fotos.

DEVELOP SETTINGS: Este é um campo importante, que permite que você aplique um preset de tratamento em todas as fotos importadas, mas por enquanto não podemos fazer nada aqui pois não temos nenhum preset definido ainda. É para isto que iremos importar esta primeira imagem, para gerarmos um preset que será adicionado aqui nas próximas importações.

METADATA: Este campo permite que você crie (selecionando NEW ou EDIT PRESETS) modelos de dados com seus nome, identificação, endereço, dados autorais e de contato, e aplique estes modelos em todas as fotos importadas. Eu tenho dois modelos registrados aqui, um meu e outro de minha noiva, que são aplicados conforme quem tirou as fotos.

KEYWORDS: Este é um campo que você irá alterar sempre que for importar fotos. Aqui você pode adicionar palavras chaves mais genéricas que tenham relação com todas as fotos que estão sendo importadas.

INITIAL PREVIEWS: Esta opção eu deixo em STANDARD para agilizar a importação. Não preciso ter o preview de todas as fotos pois irei deletar várias que ficaram ruins, sem nem vê-las em zoom total. Caso você veja todas as fotos em zoom total, selecione 1:1, vá tomar um café enquanto o LR importa suas fotos, e ao voltar todas elas poderão ser vistas rapidamente em zoom 1:1.

Agora é só clicar IMPORT e ver sua(s) foto(s) importadas no LR.

Depois de Importar

O próximo passo será utilizar a foto que importamos para criar um preset de tratamento básico e configurar um padrão para o LR. Selecione sua foto, e então clique no módulo DEVELOP.

Sem mexer em nada na foto desça a coluna de painéis direita até o final e abra o painel CAMERA CALIBRATION, onde está PROFILE eu seleciono o perfil ADOBE STANDARD BETA 1, que é um perfil muito melhor que o original ACR da Adobe, renderizando os vermelhos e amarelos de forma mais realista. Mas você pode escolher um outro perfil disponível, caso ache melhor.

Depois de feito isto, eu seguro a tecla ALT, e perceba que o botão RESET abaixo do painel se transforma em SET DEFAULT. Clicar nele, e depois na opção UPDATE TO CURRENT SETTING faz com que o LR aplique este padrão de tratamento (no caso, apenas a mudança para ADOBE STANDARD BETA) a todas as imagens importadas desta mesma câmera. (O LR faz tratamentos básicos diferentes para cada modelo de câmera).

Agora eu clico com o botão direito do mouse sobre o cabeçalho do painel (onde está escrito Camera Calibration) e seleciono Camera Calibration para remover este painel, não vou mais precisar dele, então ele só ocupa espaço. Outra coisa que opto é a opção “Solo Mode” (exceto o Histogram). Assim só um painel abre por vez, e fica mais fácil navegar entre eles, pois um fecha quando outro abre.

Feito isto, dou um tratamento básico na foto que acredito que será necessário em todas as fotos. Não mexo na seção TONE ou WB painel BASIC, pois os tratamentos deles são meio específicos de foto para foto, mexo apenas nos tratamentos mais genéricos. Para a minha câmera, Canon Rebel XTi, mexo nas seguintes configurações.

No painel BASIC, subo o Clarity para +25 (o que aumenta o contraste dos meio-tons da imagem, e aumenta a nitidez), Vibrance +15 (aumenta a saturação das cores menos saturadas e preserva os tons de pele). No painel DETAIL, em Sharpening, subo o Amount para 60, Radius em 0.5, Detail em 30 e Masking em 10. Considero esta uma quantia bem básica de nitidez que funciona para quase todas as fotos. Geralmente reduzo, posteriormente, em caso de retratos.

Agora basta ir no painel PRESETS, na coluna de painéis da esquerda, e clicar no botão “+” para criar um novo preset. No diálogo que surge lembre-se de selecionar apenas aquelas itens que você mexeu e quer registrar no preset. A vantagem de fazer isto é que você pode aplicar o mesmo preset em uma imagem que já tenha outras alterações (como alterações nas altas luzes, sombras, curvas e etc.) mexendo apenas nas configurações desejadas (como se acumulassem, sobrepusessem, os presets). Dê um nome em seu preset, pois você irá aplicá-lo lá no campo DEVELOP SETTINGS do diálogo Import Photos. Lembre-se de fazer isto na próxima importação.

Você pode se perguntar, por que não fazer as alterações que fiz no PRESET diretamente na opção SET DEFAULT, como fiz com o perfil Adobe Standard Beta? A resposta é a seguinte. A mudança do perfil é uma escolha entre melhor e pior, não varia de foto para foto, na minha opinião o perfil ASB1 é melhor que o ACR e pronto. Já as outras mudanças podem não ser as ideais para algumas fotos… isto posto, ao encontrar uma destas fotos, posso pressionar o botão RESET no módulo Develop e retornar às configurações básicas do LR (muito menos agressivas que as minhas), garantindo apenas o uso do perfil Adobe Standard Beta. Por isto estas alterações em locais diferentes. Clicar no botão RESET sempre retorna para aquilo que você definiu como SET DEFAULT. Então tenho todas as minhas fotos com o tratamento básico, apenas a um clique de distância de um tratamento menos agressivo com o perfil que quero.

Preparativos Feitos

Tudo pronto, posso deletar a imagem que acabei de fazer e então importar as minhas fotos de verdade. Seja diretamente da câmera ou de algum lugar em seu computador. Só não esqueça de aplicar seu preset na opção DEVELOP SETTINGS da janela Import Photos do LR. Esta janela registra suas configurações, então sempre que você importar elas estarão ali, disponíveis, de forma que você só precisa apertar o IMPORT.

Fotos Importadas

Uma vez importadas as minhas imagens, eu vou no módulo LIBRARY, dou um duplo-clique na primeira foto para vê-la maior e utilizo as teclas de seta para me mover entre as fotos. Vendo as fotos, vou aplicando uma bandeira de REJECTED (tecla de atalho “X”) em todas as que estão tão ruins que irei deletá-las. Aplico uma bandeira de PICK (atalho “P”) em todas que acho que se destacam, aquelas realmente boas. Ao terminar de ver as fotos pressiono o atalho “G” para retornar à visualização GRID. (Este é um atalho muito útil, pois ele retorna ao módulo Library, e à visualização GRID, de qualquer lugar em que você estiver no LR, em qualquer módulo).

Ao terminar de ver todas as fotos vou no menu PHOTO >> DELETE REJECTED PHOTOS, para deletar todas as fotos bandeiradas com Rejected (não esqueça que temos uma cópia destas fotos, para ser gravada em um DVD, na pasta de backup). Agora, na visualização GRID, eu clico na opção ATTRIBUTE do Library Filter (no topo da visualização GRID) e pressiono a bandeira branca para visualizar apenas as fotos bandeiradas como PICK.

Na coluna de painéis da esquerda há um painel chamado COLLECTIONS, ali eu criou uma nova coleção com o evento das fotos. Algo como “Aniversário do Fulano”, “Show da Banda Zemberts” e por aí vai. E coloco ali apenas as PICKS, minhas melhores fotos daquela sessão de fotos. Assim posso buscar minhas fotos por datas no painel Folders, ou as melhores, por evento, no painel Collections.

De volta ao painel Folders eu removo a bandeira branca do Library Filter para ver todas as minhas fotos. Vou passando por cada uma delas novamente aplicando Keywords a elas. Quando tem uma keyword que será aplicada a várias, utilizo o Spray que está na parte de baixo do Grid, escolho a palavra chave desejada e a “borrifo” nas fotos. Assim, rapidamente, aplico keywords às fotos. Caso tenha tempo, também aplico um título e uma caption nas fotos, no painel Metadata… mas normalmente só faço isto com as fotos que enviarei para o Flickr (pois o plugin de envio automático para o Flickr utiliza estes campos como referência para o título e legenda da foto no Flickr).

Agora, é tratar as fotos. Na pressa, trato apenas aquelas que estão na coleção (as PICKS), mas com tempo trato todas as que tenho na pasta. Assim minha coleção vai ficando organizada, facilmente pesquisável, e com um workflow definido consido trabalhar bem rápido no LR.

Espero que vocês tenham gostado do artigo, e que possam atravez dele mostrar seu próprio fluxo de trabalho e adequá-lo às suas necessidades.

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Assinando Fotos em Lote com o Lightroom 2.0

18/09/2008

Primeiro o que vem primeiro. O Lightroom deveria, sem dúvida, possuir recursos que permitissem ao usuário adicionar moldura, informações e marca, em lote, nas fotos durante a importação. Você pode fazer isto (com opções bastante interessantes) para impressão e para slideshow, mas por algum motivo estranho, tudo o que pode fazer na exportação é adicionar seu próprio nome, com uma fonte padrão, no canto da imagem. O resultado é tenebroso.

Para resolver este problema, um programador chamado Timothy Armes desenvolveu um plugin para o Lightroom 2.0 que permite utilizar um aplicativo externo chamado ImageMagick para adicionar marca, textos, molduras, e diversos outros recursos, durante a exportação no Lightroom. Mesmo que você configure o Lightroom para exportar em JPG, o plugin força, secretamente, o Lightroom a exportar um TIFF de alta qualidade, então aplica as alterações necessárias, e finalmente exporta o JPG. Tudo isto para evitar perdas adicionais na qualidade de imagem (que surgiriam com duas conversões seguidas para JPG).

O plugin funciona no Lightroom como um plugin de pós-produção, e assim sendo ele pode ser combinado com outros plugins como, por exemplo, o plugin para exportação para o Flickr desenvolvido por Jeffrey Friedl.

Vamos começar instalando os programas necessários para a funcionalidade do plugin.

1 – Instale o Aplicativo Image Magick

Caso você esteja utilizando XP ou Vista (não-64bits) utilize a versão 16-bits per pixel dynamic. A instalação é simples, bastando seguir as instruções na tela e dar OK. Para testar o aplicativo, abra o prompt do comando do Windows (executar: cmd.exe) e digite os seguintes comandos (dando “enter” após cada um deles):

  • convert logo: logo.gif
  • Identify logo.gif
  • imdisplay logo.gif

Se o programa ativar após o último comando, mostrando a tela com a imagem, então o aplicativo foi corretamente instalado. O ImageMagick é um programa que executa alterações em imagens através de linha de comando. Ou seja, você executa uma linha de comando como, por exemplo, “convert -size 640×480 pattern:checkerboard checkerboard.png” e o programa executa automaticamente. No caso do comando apresentado ele gerará uma imagem chamada checkerboard.png, com base em um padrão quadriculado próprio dele, dentro da pasta ativa no prompt de comando.

NÃO SE ASSUSTE! Você não precisará gerar linhas de comando complexas para adicionar bordas, informações, marca e tudo mais. É aqui que entra o plugin de pós-produção do Lightroom 2.0, que gera uma interface gráfica prática e funcional para as operações. Você só seleciona e configura o que quer, e o plugin gera a linha de comando necessária para fazer as transformações em sua imagem. Isto nos leva ao segundo passo.

2 – Instalar o Plugin LR/Mogrify.

Crie uma pasta em algum lugar (lembre-se dele depois), onde você colocará seus plugins do Lightroom 2.0, e coloque a pasta ‘LR2Mogrify.lrplugin’ que está dentro do arquivo compactado que você baixou dentro dela. Abra o Lightroom 2.0.

Vá no menu FILE >> PLUGIN MANAGER. Isto abrirá a tela de gerenciamento de plugins do Lightroom. É uma boa conhecer esta tela, pois é nela que você irá gerenciar, instalar, atualizar e desinstalar os seus plugins. Agora, clique em ADD, e navegue até a pasta dos plugins que você criou, selecione a pasta ‘LR2Mogrify.lrplugin’, e clique em OPEN. Isto instalará o plugin no Lightroom. Caso o plugin esteja instalado corretamente, ele surgirá como está na imagem abaixo. Você pode utilizar o mesmo processo para instalar outros plugins no Lightroom, como o plugin de exportação para o Flickr já citado.

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Agora que o plugin está operante, vá na tela de exportação do Lightroom, no menu FILE >> EXPORT, e os comandos do plugin devem surgir logo abaixo dos Presets de exportação, com o nome Post-Process Actions. Como está na imagem abaixo:

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A primeira linha ‘LR2/Mogrify’ representa a pasta que contém todos os comandos do Mogrify, e por enquanto todas estão desativadas e não farão qualquer diferença em sua imagem (os comandos ativos possuem uma marcação à direita deles – na imagem acima estão ativos os quatro primeiros comandos).

O primeiro comando que você deve ativar é o Mogrify Configuration, para tanto dê um duplo-clique sobre ele. Ativá-lo faz com que a marca apareça ao lado do comando, e na janela direita, onde você configura a exportação, surgirá, abaixo da sessão Metadata, e acima de Post-Processing, a opção Mogrify Configuration (todas as opções ativadas posteriormente também aparecerção nesta janela, abaixo de Mogrify Configuration). Abra as opções Mogrify Configuration clicando na seta a sua esquerda.

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A única alteração que você fará na sessão configuração será clicar no botão CHOOSE ao lado de “Path of Mogrify Aplication” e indicar o arquivo mogrify.exe que está localizado na pasta aonde você instalou o aplicativo ImageMagick. Isto é necessário para que o plugin saiba onde se encontra o aplicativo.

Daqui para frente você ativar e desativar todas as opções desejadas. Cada opção ativada surge como uma sessão na janela direita onde estarão as configurações desta opção (caso você desative todas as opções, o LR não utilizará o Mogrify para exportar as imagens). Vamos ver algumas sessões, e algumas de suas opções mais importantes.

SESSÃO BORDER

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Esta sessão controla as bordas criadas em sua imagem. O Mogrify cria as bordas de dentro para fora, a partir do tamanho escolhido para sua imagem no Lightroom, ou seja, se você gerar uma imagem com 800px de largura no Lightroom, e configurar uma borda de 10px no Mogrify, ela será exportada com largura de 810px no final.

O programa permite a criação de até 5 bordas de dentro para fora. Você pode escolher o tamanho em pixels e a cor de cada uma delas. Com a combinação da imagem acima o programa gera uma pequena linha branca de 2 pixels ao redor da imagem, seguida de uma borda preta mais grossa (20px) e então um contorno branco. Caso você deixe o campo da altura (height) vazio, o programa assume que a altura tem o mesmo tamanho da largura.

SESSÃO GRAPHIC WATERMARK

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Esta é a sessão que permite que você adicione sua marca em todas as suas fotos, a marca precisa estar em um formato de imagem (JPG, TIFF, GIF, PNG e etc.) e aceita canal alpha (transparência). Você selecinoa o arquivo que será utilizado clicando em CHOOSE, ao lado de “Path of watermark image:”. Algumas opções importantes desta sessão:

– Overlay watermark: Esta opção ativa ou desativa a colocação da marca.

Before border is applied: Esta é uma opção interessante, pois indica se a marca será aplicada antes ou depois da borda ser aplicada. Se você deseja aplicar a marca na borda, e não sobre a imagem, é necessário que esta opção esteja desabilitata. Caso a marca vá ficar sobre a imagem, é melhor habilitá-la, pois facilita o posicionamento (você não precisa somar os pixels da borda no posicionamento).

– Resize Watermark: Ajusta o tamanho de sua marca, na altura e na largura.

– Position: Identifica que borda da imagem será utilizada como referência para o seu posicionamento.

– Inset: A distância, em pixels, entre o pixel mais próximo da marca e a borda/canto que você indicou como referência em Position.

– Overlay Mode: Indica o modo de mistura das cores utilizado na sua marca. Funciona da mesma forma que os blending modes da paleta Layer do Photoshop.

SESSÃO TEXT ANOTATION

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Esta sessão permite que você adicione um texto à imagem. Este texto pode ser algo escrito por você (uma frase, seu endereço ou telefone), algo copiado das informações da imagem (EXIF, IPTC e etc) ou uma mistura de ambos. Assim como na marca, você tem diversas opções de configuração de posicionamento.

– Add Text Annotation: Define se você irá utilizar ou não a inclusão de texto na imagem.

– Before border is applied: Faz o mesmo que a opção homônima na colocação da marca. Neste caso eu prefiro deixar esta opção desativada, de forma que eu possa posicionar o texto sobre a borda, e não sobre a image.

– Font Name: É a fonte que será utilizada para escrever o texto. O botão Refresh Font List faz com que o aplicativo atualize a lista de fontes que estão instaladas. Caso seu texto não apareça na imagem, troque a fonte utilizada. O plugin possui incompatibilidade com algumas fontes.

– Size/Colour/Opacity: Define o tamanho do texto, em pixels de altura, a cor e a transparência/opacidade do mesmo. Controlar o tamanho em pixels do texto é útil para posicioná-lo de forma correta. Se você o quiser sobre a borda que criou na sessão Border, basta lembrar de fazer o texto pouco menor do que a borda que criou.

– Solid background/Colour/Opacity: Define o uso, ou não, de um fundo sólido abaixo do texto, bem como sua cor e opacidade. É útil quando se coloca o texto sobre a foto, e não sobre a borda, para evitar que o texto desapareça (Mas fica tenebroso. Seja bonzinho com sua foto e coloque o texto na borda, ok?)

– A/A (de lado): Define a orientação do texto na horizontal ou vertical.

– Horizontal/Vertical Inset/Position: Assim como na marca, a combinação destes fatores é que orienta o posicionamento do texto. É uma boa aqui lembrar de quantos pixels você deixou de borda para acertar o posicionamento. Por exemplo, eu coloquei a referência no canto interior direito (para ficar no lado oposto ao da marca) e apliquei um inset de 23px na horizontal e 4 na vertical. Os 4 verticais servem para cruzar o 1 px da primeira borda, e avançar +3 px dentro da borda negra (como a fonte tem 10px de altura, +3 px na base, sobram 7 pixels até o topo da borda de 20 pixels de altura). Os 23px horizontais serviram para afastar o texto da margem direita alinhando-o com a borda direita da foto.

É combinando estes elementos: tamanho da borda, tamanho do texto, inset, âncoras e etc, que você poderá posicionar com precisão os elementos da sua imagem.

Define your text: Obviamente, é aqui que você digita seu texto. Você pode digitar o texto manualmente e utilizar os botões abaixo. O plugin utiliza TAG (etiquetas) entre chaves “{}” para definir informações recuperadas da imagem, quebra de linha e tabulação. Add new line (ou a tag {return}) cria uma nova linha de texto. Add a tab (ou a tag {tab}) inclui uma tabulação, o que é ótimo para alinhas elementos da linha superior com a linha inferior. Add Token é o mais interessante, pois abre um nenu onde você opta por gerar tags que irão, na conversão, serem substituidas por informações da imagem. Você escolhe a fonte da informação (EXIF, IPTC e etc) e a informação desejada, e o programa irá gerar uma tag para você no texto (você pode mudar a tag de posição, misturar ela com textos e etc, mas não pode alterar as chaves nem nada que esteja dentro dela, caso contrário ela não funciona).

A texto que se encontra na imagem acima gera um texto similar a:
Shutter: 1/800 – Aperture: f/8 – ISO 200 – Comp.: 0EV

Estas são as opções que utilizei do Mogrify, pois ao meu ver as outras opções refletem coisas que o Lightroom já faz por sí só. O plug-in foi criado antes do Lightroom 2.0, por isto diversos recursos que surgiram com a nova versão do programa tornaram alguns recursos do plugin redundantes. São eles:

RESIZE PHOTO: Ajusta o tamanho da imagem, com opção de não ampliar caso seja menor, ou não diminuir caso seja maior, e diversos algorítimos de redução/ampliação.

SHARPENING: Aumenta a nitidez da imagem. Se tornou inútil depois que a Adobe adicionou este recurso, com diversas opções, dentro do sistema de exportação do LR 2.0.

COLOUR SPACE: Permite adequar a imagem à um espaço de cor utilizando um perfil ICC (perfil voltado ao dispositivo).

COLOURS PROCESSING: Permite o aumento da saturação e brilho das cores. Também é redundante com as opções do próprio Lightroom, a não ser que você esteja exportando para algum dispositivo que precise de compensação específica de brilho/saturação.

OBS.: O plugin possui uma limitação de 10 imagens por lote. O criador pede uma contribuição ínfima, via PayPal para liberar o plugin sem limitações. O plugin não possui um preço, e ele aceita qualquer quantia que você queira doar. É um pedido justo, partindo-se do pressuposto que o plugin é bem completo, funciona bem, e a versão free dele possui todas as funcionalidade. Caso você queira colaborar com o desenvolvedor e adquirir a versão ilimitada do plugin, visite o site dele e clique no botão do PayPal.

Como o plugin funciona em conjunto com o plugin que exporta imagens para o Flickr, tenho o utilizado para gerar uma imagem com moldura, assinatura e dados da imagem rapidamente para o Flickr, sem ter de levar a imagem ao Photoshop (e gerar uma nova cópia dela) e nem mesmo precisando colher os dados do EXIF da imagem para digitá-los.

Para finalizar, uma imagem com marca, moldura e texto aplicados através do plugin Mogrify. Clique na imagem para ampliar e visitar o meu Flickr. Grande abraço para todos.

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