Posts Tagged ‘Fotografia’

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Novo Fórum de Fotografia

26/05/2009

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Olá pessoal. Primeiro, gostaria de agradecer a todos pela boa visitação do site e pedir desculpas pela falta de atualizações. Estou me casando dia 10/06, organizando uma festa para dia 14 e uma mudança para meu novo apartamento logo em seguida. Fora a quantidade absurda de serviço (o que não reclamo, pois serviço sempre é bem vindo).

Venho nesta inserção divulgar para todos o novo fórum fotográfico da internet, o Click Brasilis. A intenção do Click Brasilis é ser um fórum mais livre e unido, sem separações por marca ou modelo de câmera. O Click Brasilis é, em si, um grande clube fotográfico, aonde se discute todo o tipo de fotografia.

Visite, aposto que você irá se amarrar.

LINK PARA O FÓRUM

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Panorâmicas

28/03/2009

Quem frequenta meu Flickr já deve ter visto algumas panorâmicas que eu fiz. Adoro panorâmicas, pois elas são uma ótima forma de representar a amplitude de uma bela paisagem, e acima de tudo não são difíceis de se produzir. Na verdade, boa parte do segredo de uma boa panorâmica está na captura, já que a montagem é quase toda feira pelo Adobe Photoshop.

Outro problema que pode surgir é o tamanho da foto, que dependendo da potência da sua máquina pode ficar difícil de ligar, exigindo que você reduza um pouco o tamanho através do comando IMAGE SIZE.

A imagem abaixo é uma das imagem que postei no Flickr, foi uma das maiores panorâmicas que já fiz, produzida com 18 fotos. Clique nela para ver o maior tamanho que consegui enviar para a internet (6725 x 640 pixels), mas o tamanho final da imagem é 26.331 x 2.506 pixels.

Vamos falar um pouco dos segredinhos de uma panorâmica:

  • Por mais que seja perfeitamente possível “na mão”, o ideal é utilizar um tripé. Um tripé que tenha um medidor de nível é ainda melhor. O menor erro no nível pode fazer com que seu horizonte entorte um pouco… e um horizonte “um pouco” torto em uma imagem de 25.000 pixels de largura parece o mundo caindo. Um controle remoto ou o timer da câmera também serão bem vindos.
  • Defina a amplitude da imagem (onde você irá começar, o onde irá terminar), feito isto, escolha o ponto mais importante da cena, aquele que você quer que fique ideal, pois é nele que você irá concentrar a fotometria.
  • É nas panorâmicas que o modo manual torna-se uma ferramenta indispensável. Se você não utilizar o manual, a sua câmera irá tentar fotometrar cada uma das cenas e você acabará com diversas imagens com níveis de luminosidade diferentes. Com a câmera enquadrando a parte mais importante da imagem (leia o tópico anterior), coloque-a no Manual e fotometre a cena. Você não mexerá na fotometria durante toda a captura, não importa o quanto o fotômetro diga que está sub ou super-exposto.
  • Enquadre uma área maior do que realmente irá utiliza. Na hora de fazer a fusão você irá perder parte da imagem para fazer o crop.
  • Como você está utilizando o tripé (eu espero), de preferência por aberturas mais fechadas, para reduzir o problema do foco na panorâmica e ter um DoF maior.
  • Ajuste o foco, utilizando o automático ou o manual. Mas antes de iniciar a captura coloque o foco no modo manual, para evitar que diferentes partes da imagem fiquem com foco diferente.
  • Utilize um parassol em dias de sol. Poucas coisas assassinam uma panorâmica tão rápido quanto um flare. Ele irá surgir em apenas algumas das capturas, e irá alterar toda a relação de contraste na cena. Moral da história, parte da sua panorâmica ficará completamente diferente das outras.
  • Comece pela primeira foto e a cada captura vá girando a câmera um pouco. O ideal é deixar cerca de 20% da imagem sobreposta (ou seja, 20% da imagem anterior (1/5) deve aparecer também na próxima imagem) para o programa trabalhar.
  • Evite objetos em planos muito diferentes (fotografar uma paisagem, e incluir na panorâmica uma árvore ou escultura muito próxima de você). Se você o fizer, cuide para que este objeto em primeiro plano não fique na área de emenda da imagem. Se ele ficar, é provável que o plano de fundo acabe parecendo emendado de forma incorreta, como se não tivesse continuidade.

Capturadas as suas imagens, basta abri-las no Lightroom ou diretamente no Photoshop. Eu recomendo importá-las no Lightroom primeiro:

  • Escolha uma das imagens, de preferência aquela que você utilizou para fotometrar a cena. Vá para o módulo DEVELOP e faça um tratamento básico nela. Evite aplicar Sharpen na cena neste ponto, pois o Sharpen pode atrapalhar a fusão das imagens. Faça o White Balance e demais ajustes.
  • Feito os ajustes, você não tomou todos aqueles cuidados na hora da captura para deixar as imagens diferente na hora do tratamento, né? Então, ainda na mesma imagem e no módulo DEVELOP, pressione o botão COPY… na coluna de painéis esquerda. Selecione todas as caixas de verificação (ou pelo menos todas as que você alterou no tratamento).
  • Volte para o modo Grid (pressione “G”), selecione todas as imagens da panorâmica e clique nelas com o botão direito do mouse. Selecione DEVELOP SETTINGS > PASTE SETTINGS, assim você garante a mesma configuração para todos.
  • Selecione novamente todas as imagens da panorâmica, clique com o botão direito e selecione: STACKING > GROUP IN A STACK. Isto irá ajudá-lo a organizar melhor as fotos, já que elas serão empilhadas. Caso você esteja vendo uma foto apenas após empilhar, dê um duplo clique no número no canto superior direito da foto para abrir a pilha.
  • Selecione todas as fotos da pilha, clique com o botão direito e selecione: EDIT IN > MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP.

Certo, agora estamos no Photoshop. Caso você não utilize o Lightroom. Abra o Photoshop e selecione AUTOMATE > PHOTOMERGE. Você abrirá a mesma caixa de diálogo que o Lightroom abre com o MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP. A diferença é que o Lightroom abre o diálogo já com as fotos nele. Abrindo diretamente no PS você terá de selecionar o botão BROWSE e selecionar as imagens que irá utilizar.

Deixe a opção LAYOUT em AUTO (depois, teste as opções uma por uma para ver as diferenças. Mas recomendo fazê-lo com imagens menores, 4 ou 5 imagens, para testar). Deixe as outras opções no padrão e clique OK.

Depois de algum tempo o Photoshop irá abrir a sua panorâmica.

Na maior parte das vezes ele irá montar muito bem a imagem, sem emendas visíveis. Caso fiquem emendas visíveis você tem duas opções. O Photoshop não recorda nenhuma de suas imagens, ele cria máscaras nas layers. Então basta você selecionar estas máscaras e manipulá-las. Ou então achate as layers da imagem e utilize as ferramentas Clone e Healing para cobrir as emendas.

Por último, você terá de executar um tratamento final na imagem (o que é um desafio, principalmente para sua CPU, quando sua imagem tem mais 20.000 pixels de largura), e utilizar a ferramenta CROP para remover as partes extras na imagem. Neste processo é que você irá agradecer o espaço deixado na hora da captura, pois com a fusão você perderá parte da imagem. Em algumas situações, você não precisa cortar tanto (deixando uma área de transparência) e cobri-la com a ferramenta Clone. O céu é um bom exemplo deste tipo de situação.

Como eu disse, o processo de fusão é relativamente simples, a maior parte dos segredos e macetes está na boa captura. Quando a captura é boa, você tem grande chance de ter um bom resultado quase automaticamente no Photoshop.

Em um próximo artigo falarei de máscaras de layers no Photoshop. Um assunto bastante interessante e levemente complexo.

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Canon EOS Rebel XSi/450D – Guia Prático Digital

14/03/2009

Canon_Capa.indd Foi com prazer, e uma certa dose de orgulho, que recebi ontem meu primeiro livro traduzido. Trata-se do livro Canon EOS Rebel XSi/450D – Guia Prático Digital (Digital Field Guide, no inglês), escrito por Charlotte K. Lowrie e traduzido para o português por mim, através da Editora Altabooks.

O livro trata-se de um manual sobre fotografia em geral, onde o leitor irá aprender a controlar os diversos modos da câmeras, suas vantagens e funcionalidade. Irá aprender como os diversos fatores como abertura, velocidade do obturador, ISO e distância focal afetam a imagem final. Aprenderá a função dos diversos tipos de lentes (até mesmo aquelas mais obscuras como a Tilt-and-Shift) e também dicas voltadas para diversos tipos específicos de fotografia (retratos, paisagem, paisagem noturna, macro, arquitetura, viagens e etc).

Além de aprender sobre fotografia como um todo, a didática do livro é toda voltada para os proprietários da câmera Rebel XSi/450D da Canon. Enquanto você aprende os meandros da fotografia, aprende a aplicar este conhecimento nos controles e recursos da própria XSi. Além disto o livro de aprofunda nos recursos específicos da câmera, como métodos de focagem, disparo e no Live View, recursos que permite fotografar visualizando atravez do LCD da câmera.

O livro está muito bacana, bem impresso, e conta com um apêndice onde você encontra todas as fotos do livro coloridas, com as legendas. A Altabooks e toda a equipa envolvida está de parabéns.

O livro já pode ser encontrado no site da editora (onde pode ser baixado um PDF de amostra do livro, com o índice, entre outras coisas), e em diversas livrarias físicas e virtuais. Um ótimo guia sobre fotografia, e um guia ainda melhor para quem é proprietário da Canon XSi/450D (apesar de que grande parte dos recursos também se aplica à XS e a XTi).

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Hollywood Effect e Layer Mask

04/03/2009

Hoje vamos falar de um efeito muito bacana e extremamente simples de se fazer e aproveitar o ensejo para falarmos de máscaras de layers (Layer Mask), que é uma ferramenta extremamente útil do Photoshop, principalmente para aqueles que gostam de manipulações não destrutivas (aquelas manipulações que não destroem a imagem sob ela).

O efeito Hollywood recebe este nome porque foi (e ainda é) muito utilizado em cartazes de filmes. Como resultado, você tem uma foto com um contraste interessante, não só na luminosidade quanto na saturação, no qual os olhos da pessoa são ressaltados. Vale lembrar que não é um efeito que funciona com qualquer foto. Ele funciona melhor com fotos com um bom contraste, porém com a luz não tão dura, na qual você tenha uma passagem mais sutil entre as áreas claras e escuras da imagem.

Para este tutorial, vou utilizar a foto do meu irmão, da época em que ele estava deixando uma barba no estilo Marcelo Camelo. A foto tem um fundo limpo, o rosto dele tem áreas claras e escuras com uma passagem sutil entre uma zona e outra, e os olhos dele tem uma cor bonita para se destacar.

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Vamos aproveitar este exercício também pegar o hábito de nomear as layers do Photoshop. Isto pode não parecer importante nesta imagem, onde teremos 4 layers no final do processo, mas será de extremo valor quando você tiver trabalhos de montagem com 30 ou 50 layers.

Se você estiver utilizando uma foto sua, lembre-se primeiro de tratá-la utilizando Curves, Levels e etc, ajustar o balanço de branco e tudo mais. Quanto maior a qualidade da sua foto no início do processo, mais bacana ficará o resultado final.

Feito o tratamento básico, você tem um arquivo do Photoshop com apenas uma layer, chamada Background. Muitas vezes gosto de duplicar esta layer e trabalhar na duplicata, para ter o original sempre que necessário. No caso deste efeito, não faremos alterações na layer Background, então ela servirá como a original sempre que precisarmos.

Comece duplicando a layer Background. Aqui vai uma dica, duplique a layer selecionando-a e pressionando o atalho CTRL+ALT+J, isto faz com que seja aberta uma caixa de diálogo solicitando o nome da nova layer, poupando-lhe o trabalho de ter de clicar na layer para nomeá-la. Escolha o nome PB para esta nova layer, e não precisa se preocupar com nenhuma das outras opções.

Com esta nova layer (PB) selecionada, selecione EDIT > ADJUSTMENT > DESSATURATE (CTRL+SHIFT+U). Sua imagem ficará PB, escondendo totalmente a imagem da layer Background. Para que um pouco da cor da imagem apareça, vá no painel LAYERS e reduza a Opacity da camada para 80%. Sua imagem ficará assim (aproveitei o lado vazio da imagem para colocar o painel Layers, como referência):

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Agora vamos duplicar novamente, mas você precisa ter cuidado pois a layer selecionada no momento é a PB, e nós queremos uma duplicata da layer Background (a colorida). Então vá ao painel LAYERS, selecione a layer Background e pressione novamente CTRL+ALT+J. Batize esta layer de SoftLight e, novamente, ignore as outras opções. A layer SoftLight irá surgir entre a layer PB e a Background, e como ela é idêntica a Background, você não vê diferença alguma na imagem. Clique na layer SoftLight e arraste-a para o topo da pilha de layers.

Sua imagem ficou colorida novamente, como era originalmente, porque a layer SoftLight é idêntica à foto original e está cobrindo as outras layers. Para executar o efeito, altere o Blending Mode (Modo de Mistura) da layer SoftLight para Soft Light, no menu indicado na imagem abaixo, e sua imagem ficará assim:

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A base do efeito está terminada (eu disse que seria fácil, não disse?). Agora vamos fazer o tal do destaque nos olhos. O destaque em si nada mais é do que permitir que você veja os olhos da foto original. Isto poderia facilmente ser feito copiando os olhos da layer Background em uma nova layer e arrastando-a para o topo da pilha. Mas faremos diferente, utilizando uma layer mark.

Selecione novamente a layer Background no painel Layers, pressione CTRL+ALT+J e batize como Destaque a nova layer. Copie-a para o topo da pilha. Sua imagem ficará como a original novamente, porém quermos apenas os olhos da imagem original.

Com a layer Destaque selecionada, pressione o botão Add Layer Mask na parte inferior do painel Layers. De início, você não verá nada de diferente em sua imagem, porém algumas novidades apareceram no painel Layers.

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Quando você cria uma Layer Mask, o Photoshop associa uma imagem em tons de cinza à layer selecionada. Esta imagem é o que chamamos de máscara (é o quadrado branco ao lado da miniatura da layer), e a função dela é ocultar ou mostrar áreas da imagem. A corrente entre as duas une as imagens… se você mover a imagem da layer, a máscara move-se junto e vice-versa. Se você clicar na corrente, pode mover um sem mover o outro.

Perceba que existe uma sutil modura ao redor da miniatura da layer, esta indica que no momento a layer está selecionada. Qualquer alteração que você fizer no Photoshop neste momento será aplicada à imagem da layer. Clique no quadrado branco para ver esta moldura mudar para ele, indicando que a máscara está selecionada. A partir de então, qualquer alteração feita no Photoshop, com qualquer ferramenta, será aplicada à márcara.

A máscara só aceita tons de cinza, então sempre que uma máscara estiver selecionada, a sua cor escolhida aparecerá como um tom de cinza no seletor de cores. Você pode escolher outra cor no Color Picker, mas ela sempre será convertida em um tom de cinza.

A máscara utiliza tons de cinza porque ela não guarda informações de cores, e sim de transparência… a máscara oculta e mostra a imagem da layer através de áreas de transparência e opacidade, que são definidas pelos tons de cinza da máscara. Branco é opacidade total, preto é a transparência total, e qualquer tom de cinza gera um nível de transparência proporcional.

Nosso primeiro passo será fazer a máscara ocultar totalmente a imagem, para voltar a ver nosso efeito hollywood abaixo. Para fazer isto, selecione a máscara, vá ao painel SWATCHES e escolha o preto total. Selecione a Paint Bucket Tool (o Balde, está abaixo da ferramenta Gradiente) e clique na imagem. Você voltará a ver o efeito Hollywood, e o quadrado que representa a máscara no painel Layers ficará completamente preto, indicando que a imagem está totalmente mascarada.

Agora, queremos que você possa ver os olhos, para isto termos que pintar só a área correspondente aos olhos, na máscara, de branco (que representa a opacidade total). Com a máscara ainda selecionada, selecione a ferramenta Brush e escolha um pincel pequeno e de bordas suaves (pequeno o suficiente para permitir que você pinte sobre os olhos com certa precisão). Selecione a cor Branca total (que representa opacidade na máscara) e pinte sobre os olhos. Perceba, à medida em que pinta, que a imagem mascarada surge aonde você pinta com branco.

Se você quiser ver a máscara real (e não a imagem), segure a tecla ALT e clique sobre o quadrado que representa a máscara no painel Layers. Surgirá no seu documento uma imagem em tons de cinza da máscara, e você pode editá-la neste modo se quiser (para preencher, quem sabe, buracos nas áreas que você pintou). Para retornar ao modo normal, clique em um outra layer ou na miniatura da layer com a máscara.

Sua imagem deverá ficar algo assim:

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Você pode explorar o recurso da máscara, pintando de branco, por exemplo, sobre a camisa ou qualquer outra área que você queira destacar com as cores originais. Veja abaixo a imagem com a máscara em tamanho reduzido (clique para ampliar):

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Quais as vantagens de utilizar este recurso ao invés de simplesmente recortar e colar as áreas desejadas a partir da layer Background? Primeiro, a máscara não é destrutiva. Cortou errado? Pintou aonde não devia? Simplesmente mude a cor do pincel (para preto ou branco, conforme precisar) e pinte novamente… a imagem original sempre estará ali, e a máscara pode ser mudada constantemente.

Em segundo lugar, isto permite a você experimentar de outros modos. Digamos que você quisesse mudar a cor dos olhos do sujeito. Basta selecionar a layer destaque (a imagem, não a máscara) e alterar as cores do jeito que você quiser. Apesar da mudança de cor afetar toda a imagem, você verá apenas o efeito dos olhos, pois é a única parte visível através da máscara.

Por último, todo o tipo de ferramenta pode ser aplicada à máscara. Degradês, filtros, texturas, pincéis… tudo que possa ser aplicado à uma imagem PB pode ser aplicado à máscara. Isto abre portas incríveis para a criatividade.

Em um segundo momento exploraremos melhor os recursos que as máscaras abrem no Photoshop, incluindo a utilização de filtros na própria máscara. Até lá, espero que você se divirta com o efeito Hollywood.

DICA: Se você segurar a tecla ALT no momento em que pressionar o botão ADD LAYER MASK, o Photoshop automaticamente adiciona uma máscara preta ao invés de uma branca, ocultando a imagem. Este recurso poupa um passo no tutorial, e é vantajoso sempre que você criar uma máscara com a intenção de mostrar apenas algumas partes.

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Distância Focal e Relação de Profundidade

12/01/2009

Certo, você já deve ter escutado diversas vezes sobre a relação entre a distância focal e a relação de profundidade entre os elementos de determinada cena. Já deve ter escutado que objetivas com menor distância focal ampliam a distância entre os planos da cena e reforçam a sensação de perspectiva, e que objetivas de maior distância focal achatam a cena reduzindo a distância entre os planos e a relação da perspectiva.

Bem, aposto que se eu disser que esta relação entre a distância focal e a relação de profundidade não existe você irá me achar louco, não é? Acontece que é a mais pura verdade, a alteração da distância focal não tem qualquer relação com a relação de distância entre os planos da cena. Calma lá, a máxima da fotografia, de utilizar objetivas de maior distância focal para ‘achatar’ as cenas ainda é verdade… em resumo, o milagre está correto, o santo é que está errado.

Acontece que alterar a distância focal da objetiva (através do zoom) não altera de qualquer modo a perspectiva e relação das distâncias dos elementos. Veja as imagens abaixo, respectivamente em 18mm e 55mm (clique na imagem para visualizar em tamanho maior).

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Você percebe qualquer diferença na relação entre os planos da imagem? Perceba que a única coisa que alterei entre uma imagem e outra foi a distância focal da objetiva, todas as demais configurações da câmera continuam idênticas. Perceba que a única alteração causada pela mudança na distância focal foi o ângulo de visão da imagem (em resumo, o quanto da cena fica “visível” para o sensor).

Fica difícil perceber? Então vou facilitar. A imagem abaixo mostra as mesmas duas imagens acima, com a diferença que sobrepus a foto em 55mm sobre a foto em 18mm, e redimensionei-a para se adequar à área compreendida por ela. A imagem no centro é a capturada em 55mm.

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Qualquer diferença na relação entre os planos? Nenhuma não é? A imagem é exatamente idêntica, a única alteração causada pela passagem da distância focal de 18mm para 55mm foi a área capturada pelo sensor.

Agora olhe a imagem seguinte.

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Percebeu que agora sim aconteceu uma alteração na relação entre os planos da cena? A primeira foto foi capturada com 18mm, e a segunda com 55mm, e é claramente perceptível que na primeira foto a perspectiva é bastante enfatizada, e a distância entre os objetos parece muito maior.

Por que isto aconteceu? Perceba que não alterei nenhuma configuração na câmera além da distância focal. Mas se eu já falei que isto não tem nada a ver com a distância focal, o que mais mudou? Mudou algo que é tão natural que não percebemos, que é fácil ignorar por ser um elemento externo à câmera. Além de mudarmos a distância focal, mudamos também nossa distância em relação aos objetos (para podermos enquadrar a mesma cena de forma completa – indo desde o primeiro objeto até o último – foi necessário afastar a câmera da cena à medida em que aumentamos a distância focal). Pois é esta distância que, sim, afeta a relação de distância e perspectiva dos objetos.

Isto deve-se a um fenômeno bem conhecido chamado de perspectiva. A perspectiva é aquele fenômeno visual que faz com que os objetos mais distâncias do observador parecem menores em relação aos objetos de mesmo tamanho nos planos mais próximo. Acontece que assim como o tamanho dos objetos fica menor, o tamanho da distância entre eles também… em resumo, se você tem vários objetos com uma distância de 10 cm entre eles, esta distância parece visualmente menor à medida em que se afasta do observador.

Assim sendo, a medida em que você se afasta dos objetos, a distância entre eles também parece visualmente menor. O único papel da distância focal aqui é ‘enxergar’ uma área menor da cena. Veja agora o que acontece quando reduzimos a distância focal da imagem direita da última captura para 18mm novamente.

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Perceba que como não alterei a distância entre a câmera e os objetos, a relação entre os planos não foi alterada. Vamos sobrepor as imagens como fizemos anteriormente.

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Novamente, alterar apenas a distância focal não resulta em nenhuma mudança na perspectiva ou relação entre planos dos elementos da cena.

A intenção deste artigo é apenas aguçar a curiosidade, e também levar você a pensar na importancia que há em não utilizar apenas o zoom da sua câmera, mas também se deslocar e mudar sua distância em relação à cena a ser fotografada. Utilizando este processo, a máxima que você aprendeu estudando e praticando fotografia continua valendo, grandes distâncias focais são úteis quando você quer ‘achatar’ a cena, e grandes angulares para quando você quer enfatizar a perspectiva dos elementos.

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Lomografia Digital

07/01/2009

O termo lomografia surgiu do termo registrado Lomographische AG, da Áustria, para produtos e serviços relacionados à fotografia. O nome inspirou a empresa óptica LOMO PLC de São Petesburgo, Rússia, que desenvolveu a câmera compacta de 35mm LOMO LC-A. As características das fotos desta câmera inspiraram o tipo de imagem que hoje é considerado Lomografia, oferecendo fotos com tonalidade e saturação de cor características e suaves. Diversas câmeras são utilizadas, atualmente, para produzir a chamada Lomografia, que enfatiza fotos casuais, suavemente borradas e “acidentes felizes”. A lomografia presume espontaneidade sobre a técnica formal, câmeras típicas voltadas para lomografia são deliberadamente simples e mal construidas, algumas exibindo distorções cromáticas, vazamento de luz e fortes distorções ópticas.

Na fotografia de película a lomografia pode ser simulada através do processo de processamento cruzado (cross-process), no qual um slide é revelado através do processo químico de película ou vice-versa. No universo da fotografia digital existem diversos métodos para simular os efeitos da lomografia, que variam de acordo com o gosto de cada um, e neste artigo veremos um deles.

Então, mãos na massa. Escolha uma foto cotidiana, com cores bacanas, tirada de forma espontânea e que, de preferência, envolva pessoas na cena. Claro, a foto fica a seu critério, mas já que iremos simular o visual da lomografia, nada como fazê-lo em uma foto que siga suas ideologias. Eu escolhi a foto abaixo, com meu pai e meu irmão mais novo dormindo aconchegados em uma rede de balanço.

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O primeiro passo seria dar um tratamento na imagem. Corrigir brancos, acertar sombras e altas luzes caso necessário. Como a imagem acima saiu do meu arquivo pessoal, ela já está tratada, mas caso você tenha feito uma captura própria para lomografia, não exagere no tratamento, pois um pouco de brancos estourados ou pretos fortes também dão um charme na lomografia.

Comece duplicando a layer BACKGROUND com a imagem e ocultando a original clicando no ícone em forma de um olho ao lado da miniatura da imagem no painel LAYERS. Mais tarde precisaremos da imagem original para determinado efeito, e ter a imagem original também nos possibilita corrigir qualquer erro durante o processo.

O primeiro passo na lomografia é criar seu padrão de cores distorcido, e fazemos isto aumentando o contraste dos canais Red (vermelho) e Green (verde) da imagem RGB. Para fazer isto, clique na aba CHANNELS (que fica ao lado da aba LAYERS na configuração padrão do Photoshop) para visualizar os canais de cores, clique no canal RED e a imagem ficará em tons de cinza, mostrando apenas os valores para o canal RED (branco para vermelho total, e preto para a ausência total de vermelho). Com o canal selecionado, você pode manipulá-lo como faria com qualquer imagem PB, e o que faremos aqui é ir ao menu IMAGE >> ADJUSTMENT >> BRIGHTNESS/CONTRAST para abrir o diálogo. No diálogo, certifique-se de que a opção “USE LEGACY” (caso presente) esteja desabilitada e aumente a opção CONTRAST para 90 (você pode variar o número aqui, mas 90 é um bom ponto de partida). Percebe que o contraste da imagem em tons de cinza aumentou, clique OK.

Agora, ainda na aba CHANNELS, escolha o canal GREEN e repita o processo, aumentando o contraste do canal verde para 90 (ou a mesma quantia utilizada no canal RED). Após clicar OK, clique na opção RGB na aba CHANNELS para selecionar novamente todos os canais (Red, Green e Blue) e ver como a sua imagem já adquiriu a tonalidade distorcida característica de cores.

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Agora duplique a layer onde o contraste foi aplicado (esta com as cores distorcidas), com a layer duplicata selecionada pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem ou vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> DESATURATE. A imagem ficará em tons de cinza, nela aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR com cerca de 25 pixels em RADIUS. Finalmente, na parte superior esquerda do painel LAYERS está um menu sem rótulo (com a opção NORMAL selecionada) que chamamos de BLENDING MODE (modo de mistura), altere este menu para a opção OVERLAY. Caso o efeito fique muito forte, reduza a OPACITY desta layer para suavizar. Aqui eu reduzi para 40%, o que me deu mais contraste nas cores e também um visual levemente mais suave.

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Você pode ficar contente neste ponto e dar por fim sua lomografia, mas para efeitos de experimentação vamos um pouco mais a diante. Mas, para seguir, abra a aba HISTORY do Photoshop (caso não esteja visível, vá em WINDOW >> HISTORY) e clique no botão CREATE NEW SNAPSHOT na parte inferior do painel. Isto cria um “retrato” do estado atual da imagem, para onde você pode retornar caso deseje.

Feito isto, vamos clarear um pouco a imagem, pois isto irá destacar nossos passos finais na lomografia. Para tanto, é necessário unir as layers da lomografia, deixando separada apenas a layer com a imagem original. Selecione a layers colorida com as cores contrastadas e, segurando a tecla CONTROL clique na layer em tons de cinza para selecionar ambas. Com as duas selecionadas, pressione CTRL+E para mesclar as duas layers em uma só.

Isto feito, com esta layer mesclada selecionada, vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> CURVES para abrir o diálogo curves. No diálogo há um gráfico. Clique no meio do gráfico para criar um novo ponto e puxe-o para cima, criando uma curva, isto fará com que a imagem seja clareada em seus meio tons, suavizando um pouco a imagem. Abaixo você pode ver a curva que utilizei para a imagem:

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E logo abaixo a imagem com o efeito da curva aplicado, ou seja, mais clara.

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Clareamos a imagem porque agora utilizaremos um efeito muito utilizado para simular desenho manual para destacar as bordas dos elementos da foto, e este efeito ficará mais visível com a imagem clareada. Agora utilizaremos também aquela layer com a imagem original, então revele a layer clicando novamente na área onde estava o ícone do olho ao lado da miniatura no painel LAYERS, duplique-a, e arraste-a para o topo de pilha de layers. Sua imagem ficará como estava originalmente, pois a layer do topo possui a imagem original.

Com esta layer do topo (original) selecionada, pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem, tornando-a PB. Duplique esta layer com a imagem PB e, com esta layer duplicada selecionada, pressione CTRL+I (ou então vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> INVERT) para inverter as cores da imagem, como em um negativo. Sua imagem ficará como está abaixo:

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Repare também na estrutura das layers no painel LAYERS, renomeadas para facilitar o entendimento:

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Agora altere o BLENDING MODE, no menu no canto superior esquerdo do painel LAYERS, desta layer invertida para COLOR DODGE. Isto fará com que sua imagem fique toda branca, apenas algumas manchas pretas caso a imagem original possua muitas áreas de preto estourado. Feito isto, ainda com esta layer selecionada, aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR, com o RADIUS em torno de 20 pixels (você pode variar, o importante é ter um ‘desenho’ bem visível de sua imagem). Clique OK.

Agora segure a tecla CONTROL e clique na layer ORIGINAL PB para selecionar ambas as layers que compõe a imagem desenhada. Pressione CONTROL+E para mesclar as duas layers em uma só e altere o BLENDING MODE desta nova layer para MULTIPLY. Isto fará com que a sua imagem lomo fique visível novamente, mas com as bordas pretas reforçadas pelo desenho, como na imagem abaixo.

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Eu gostei do resultado como está, mas você pode experimentar reduzir a opacidade da layer com o Multiply para suavizar as bordas, ou utilizar o diálogo IMAGE >> ADJUSTMENT >> LEVELS para aumentar o contraste desta layer e reforçar ainda mais as bordas pretas.

Um último passo interessante seria a adição de ruído à sua imagem, simulando o ruído característico dos filmes. Para tanto, você precisa mesclar todas as suas layers em uma única layer, e isto pode ser feito no menu LAYER >> FLATTEN IMAGE. A forma mais fácil de produzir este ruído seria utilizando um plugin chamado GRAIN SURGERY que é especializado em simular o ruído de diversos filmes de película. Mas uma forma de simular o efeito é utilizando o filtro ADD NOISE com as configurações MONOCHROME e UNIFORM.

VARIAÇÃO: Uma variação do efeito lomográfico pode ser obtida utilizando-se a opção USE LEGACY no diálogo CONTRAST na hora de aumentar o contraste dos canais REG e GREEN. Mas como esta opção força demais o contraste, recomendo utilizar uma quantidade menor, em torno de 50% de contraste, para o resultado obtido abaixo:

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Espero que tenham curtido o tutorial, quem visita o meu Flickr sabe que gosto muito, principalmente para alguns retratos, das cores características da lomografia, como pode ser visto em algumas fotos:

7SFGF - Passeio na Lagoa

Valentine's - 02

 5SFGF - Paula 

'Indaial' Jones 

Pescador

Um grande abraço para todos.

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Curiosidades Fotográfica I

29/12/2008

Volta e meia, em meio às minhas leituras, descubro coisas sobre a fotografia que me chamam a atenção. Nem sempre são coisas para lá de úteis, mas normalmente são curiosidades divertidas. De tempos em tempos, vou expor uma coleção delas.

Impressora Dye-Sublimation

Impressora Dye-sublimation é o tipo de impressora utiliza em impressão fotográfica doméstica. É o sistema utilizado por impressoras como a Sony DPP-FP65.

Este sistema funciona de forma bem diferente das conhecidas impressoras de jato de tinta. Ao invés de um cartucho de tinta que coloca minúsculas gotas de tinta sobre o papel, a impressora dye-sub utiliza um sistema de evaporação para fazer com que a tinta penetre no papel. Esta diferença faz com que ao invés de pontos (visíveis quando olhados de perto) você tenha manchas de tinta com gradações mais suaves. Além disto as impressoras Dye-Sub possuem uma amplitude de cores maior, e devido ao fato da tinta dye-sub poder ser graduada de forma transparente, a sobreposição de cores pode ser utilizada para gerar uma graduação ainda mais suave (diferente das impressoras de jato de tinta, que geram novas cores através do processo de dithering, onde gotas de cores diferentes são colocadas uma ao lado da outra, e não sobrepostas).

Dentro do cartucho utilizado na impressora Dye-Sub está o papel para impressão, e uma tira de papel celofane contendo 4 áreas de pigmento para cada folha de papel. Estas 4 áreas podem ser CMYK (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto), ou então CMYO (Ciano, Magenta, Amarelo, Cobertura de Proteção). Quando você manda imprimir alguma coisa, a impressora puxa uma folha de papel, e sequencialmente puxa cada uma das áreas de pigmento e, com uma cabeça de impressora que muda de temperatura rapidamente, imprime cada cor no papel. A desvantagem deste processo é que muito pigmento é desperdiçado (cerca de 90% em cada foto típica), e as áreas utilizadas não podem ser re-utilizadas. Assim, em um cartucho para impressão de 120 fotos, você terá pigmento para 120 fotos, independentemente da quantidade de pigmento utilizada em cada foto.

Abaixo uma foto da faixa de pigmento que compõe o cartucho para impressão, e uma foto impressa junto das três áreas de pigmento utilizadas para imprimí-la.

Dye_sublimation_printing_insecurity

Diafragma e o Número de Pontas na Estrela

Sempre que fazemos uma fotografia com longa exposição de algo que possua fortes pontos de luz (como uma vista noturna da cidade), os pontos de luz se tornam pequenas estrelas. Você sabia que o número de pontas nestas estrelas é definido pelo número de lâminas que compõe o diafragma da objetiva?

diafragma1

O diafragma é formado por uma série de lâminas que servem para definir a abertura utilizada pela câmera. Quanto mais lâminas formam o diafragma, mais redonda fica a abertura entre elas, e isto afeta a forma do desfoque da objetiva. Um diafragma com 8 lâminas gera um desfoque quase redondo, enquanto um diafragma com 5 lâminas gera um desfoque similar à um pentágono.

É no ponto onde uma lâmina encosta na outra que se gera as pontas das estrelas que surgem na fotografia de longa exposição. A curiosidade está no seguinte… por mais que se acredite que um número maior de lâminas gera um número maior de pontas na estrela, existe um porém.

Todo o diafragma com um número par de lâminas gera estrelas com um número de pontas igual ao número de lâminas (6 lâminas, 6 pontas / 8 lâminas, 8 pontas). Já diafragmas com número ímpar de lâminas gera estrelas com um número de pontas igual ao dobro de lâminas (5 lâminas, 10 pontas / 7 lâminas, 14 pontas).

Isto se deve ao fato de que cada encontro entre duas lâminas gera, na verdade, duas pontas opostas da estrela, então a estrela tem 2 pontas para cada encontra. Acontece que nos diafragmas pares, cada encontro entre lâminas possui um encontro exatamente oposto à ele, então as duas pontas de estrelas formada por cada encontro está exatamente sobreposto as pontas formadas pelo encontro oposto. Por isto, em diafragmas pares, cada par oposto de encontro gera só 2 pontas de estrela.

Por que Câmeras Compactas Possuem Maior Profundidade de Foco?

Câmeras compactas possuem maior profundidade de foco quando comparadas com câmera dSLR (fullframe ou não), utilizando-se o mesmo ângulo de visão e a mesma abertura.

Isto se deve ao fator de corte das câmeras digitais compactas, gerados pelo tamanho diminuto do sensor. Uma câmera como a Sony DSC-H9 possui um fator de corte de 6x, por isto consegue ter um zoom tão poderoso com uma objetiva tão curta.

Quando seu ponto de foco está em uma distância específica, a profundidade de campo de foco é definida pela abertura do diafragma, quanto maior a abertura, menor a profundidade de foco e maior o desfoque. A abertura do diafragma é definida pela equação “’diâmetro da abertura’ = ‘distância focal’ dividido por ‘f’”. Ou seja, se você está utilizando uma objetiva de 50mm com abertura f/2.8, a abertura do diafragma terá um diâmetro de 17,8mm.

Utilizando a Sony H9 como exemplo, a abertura máxima dela é f/2.7, mas vamos considerar f/2.8 para facilitar nossa comparação. Se a objetiva da sua Sony estiver em 50mm e abertura f/2.8, a profundidade de foco será a mesma produzida pela dSLR full-frame com objetiva de 50mm e abertura f/2.8… a diferença aqui é na Sony H9 você terá um ângulo de visão similar à uma objetiva de 300mm… ou seja, uma visão muito mais fechada que na dSLR.

Se você abrir o zoom da H9 para obter um ângulo de visão similar aos 50mm da dSLR, você terá uma distância focal efetiva de cerca de 8mm, e agora sua abertura de f/2.8 gera uma abertura no diafragma de cerca de 3mm… comparada com a abertura de 17,8mm a abertura de 3mm gera uma profundidade de campo muito maior.

Por isto as câmeras compactas, quando fotografam um ângulo de visão similar ao de uma dSLR, gera uma profundidade de foco muito maior e um desfoque muito menor.