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Lightroom – Split Toning

31/03/2009

O painel Split Toning do Lightroom raramente é tocado pela maioria dos usuários. Mas é um painel poderoso, que permite uma série de efeitos que, à primeira vista, podem parecer possíveis apenas no Photoshop, como simulação de sépia, lomografia, processamento cruzado ou envelhecimento de fotos.

Quando utilizado com critério, principalmente em fotos já convertidas para P&B, o Split Toning pode gerar efeitos agradáveis e interessantes, mas é uma parte poderosa que, caso utilizada de forma incorreta, pode gerar resultados monstruosos.

Entendendo como funciona

O painel Split Toning tem o objetivo de tingir, com determinadas cores, as altas luzes e sombras da sua imagem, permitindo que você escolha cor (tom e saturação) diferentes para cada área, e controle o ponto médio a partir do qual o Lightroom irá determinar as áreas de luminosidade.

O painel tem esta aparência:

split_t_001

Ele divíde-se em três seções. Highlights define as propriedades aplicadas às áreas de altas luzes da imagem. Shadows define as propriedades das áreas de sombras. A seção Balance define o ponto médio da imagem, quanto mais para a esquerda, mais claro será o ponto que o LR considerará como sendo a divisão entre sombras e altas luzes. A opção “0” define como ponto de divisão o cinza médio. Em resumo, quanto mais para direita o balance, em uma foto com características médias de luminosidade, mais áreas serão tingidas com a cor selecionada para Highlights, enquanto a cor definida para Shadows ficará mais restrita, mover o deslizante para a esquerda gera o efeito oposto.

IMPORTANTE: O deslizante HUE não fará qualquer diferença na imagem caso o deslizante SATURATION esteja configurado em 0. Então primeiro mova o deslizante SATURATION para alguma quantia diferente de 0, e então movimento o deslizante HUE.

Dentro das seções Highlights e Shadows você tem os deslizantes Hue, Saturation e o box para seleção de cor. Os deslizantes estão ligados ao box e vice-versa. Se você escolher a cor através do box, ela é aplicada automaticamente ao deslizante. Escolhendo a cor no deslizante, ela é aplicada automaticamente ao box.

Clicar no box abre o Color Picker padrão do Lightroom:

split_t_002

No Color Picker você pode selecionar uma cor clicando diretamente dentro da barra gradiente no centro da caixa de diálogo. Outra opção é arrastar o deslizante “S” para controlar a saturação, e clicar no número ao lado de H (ambos na parte inferior do diálogo) para digitar manualmente o tom. Ou ainda utilizar as pré-definições no topo da caixa de diálogo. Para fechar o diálogo você pode clicar em qualquer lugar fora dele, ou então clicar sobre o “X” no canto superior esquerdo.

A caixa no canto superior direito mostra a cor atual. Quando você seleciona uma outra cor no diálogo, a caixa se divide em duas para mostrar a diferença entre a cor atual e a nova cor seleciona.

Você pode salvar uma cor selecionada no lugar de uma das amostras na parte superior da caixa de diálogo. Basta selecionar a cor desejada, e então clicar com o botão direito do mouse sobre uma das caixa de amostra pré-definida no topo do diálogo. Selecione a opção SET THIS SWATCH TO CURRENT COLOR. Para restaurar os padrão do LR selecione RESET THIS SWATCH (para restaurar apenas aquela amostra) ou RESET ALL SWATCHES (para restaurar todas).

DICA DO LIGHTROOM: Uma dica quente e pouco conhecida do Lightroom. Digamos que você queira selecionar uma cor que exista em sua foto para utilizar no painel Split Toning (ou em qualquer outro painel que utilize o Color Picker). Abra o Color Picker, clique dentro da área gradiente e segure o botão esquerdo do mouse pressionado. Sem soltar o botão do mouse, mova seu cursor sobre a imagem e perceba que o Color Picker captura a cor que está sob o cursor, não importando aonde ele esteja. E você não está limitado a usar cores da imagem… se você reduzir um pouco o tamanho da janela do LR, você poderá capturar cores das barras do Windows, ícones, papel de parede, e até mesmo de um site de internet (desde que você possar organizar a janela do Lightroom e do navegador de modo que possa ver ambas ao mesmo tempo).

Bem, agora você já conhece o funcionamento do painel Split Toning, então vamos aplicá-lo para entender os resultados. Vamos utilizar esta foto como referência:

split_t_003

Primeiro vou fazer o que não se deve fazer, rsssss. Mas facilitará o entendimento do funcionamento do painel. Irei aplicar uma cor vermelha às altas luzes da imagem, e verde nas áreas de sombra. Com as seguintes configurações:

split_t_004

Veja o resultado na imagem:

split_t_005

Eu não falei que seria bonito, falei? O importante aqui é perceber o efeito, ver como as áreas de altas luzes (o chão, capô do carro, braço esquerdo do Pedrinho) foram tingidas com um tom avermelhado, enquanto as áreas de sombras (rodas, interior do carro, costas do pedrinho, sombra do carro) foram tingidas de verde. O efeito é especialmente perceptível na sombra do carro, aonde o chão avermelhado na área clara muda para verde rapidamente sob a sombra.

As cores do tingimento sobrepõe-se as cores originais da imagem. Então ao converter a imagem para PB, temos uma visão mais clara das áreas tingidas pelo efeito. Na próxima imagem, eu converti ela para Grayscale no painel BASIC e movi o deslizante BALANCE no painel SPLIT TONING para +35. Perceba como agora ficam bem visíveis as áreas tingidas de verde e vermelho.

split_t_006

Certo, agora acho que você já entendeu o processo. Então vamos passar para algo mais prático e menos monstruoso.

Sépia

Os fotógrafos chamavam de sépia as imagens produzidas com uma emúlsão baseada em prata (Ag2S) que resultava em uma foto com tingimento marrom-alaranjado e com impressão mais estável.

Hoje em dia utilizamos os recursos dos programas de manipulação de imagem para simular a tonalidade que virou sinônimo de fotos antigas. No Lightroom, simulamos este efeito utilizando o painel Split Toning.

Eu não vou mostrar painel por painel para execução dos efeitos. Irei utilizar, basicamente, o painel Basic e o painel Split Toning. Para conversão para PB, visite o artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroom.

Além da tonalidade, uma das características da foto Sépia é o contraste forte, normalmente resultante do processo de revelação e do envelhecimento. Então começe pelo painel BASIC convertendo sua foto para PB. Caso necessário ou desejado, utilize o painel HSL/Color/Grayscale como mostrado no artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroo para criar uma imagem em PB do seu agrado.

Além da conversão, eu alterei as seguintes configurações para aumentar o contraste da imagem:

  • EXPOSURE: +0.20
  • FILL LIGHT: 55
  • BLACKS: 23
  • CONTRAST: +100
  • CLARITY: +50

Uma vez contente com o seu PB, vamos convertê-lo para Sépia. O segredo para obter um sépia (ou qualquer outro tipo de imagem monocromática) no LR é selecionar duas tonalidades da mesma cor no painel Split Toning, obtendo assim uma única cor na imagem. Outro ponto importante é não exagerar na saturação.

Para sépia, utilizaremos a seguinte configuração:

  • HIGHLIGHTS HUE: 51
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 22
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 37
  • SHADOWS SATURATION: 32

Perceba que a configuração para as altas luzes e para as sombras gera um tom quase idêntico de marrom/bege. A configuração para Shadows é apenas um pouco mais escura.

O resultado desta combinação é este:

split_t_007

Selecionando cores similares no painel Split Toning, você pode criar outros tipos de monocromia, como a Cianotipia:

  • HIGHLIGHTS HUE: 215
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 12
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • split_t_008

     

    Foto PB Envelhecida

    Ainda seguindo no mesmo tópico, utilizando uma imagem PB, podemos utilizar o painel split toning para dar uma aparência de foto envelhecida. Para isto, precisamos exagerar ainda mais o contraste da imagem.

    Para isto eu alterei as seguintes configurações:

  • EXPOSURE: +0.75
  • RECOVERY: 35
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 80
  • CONTRAST: +100
  • CLARITY: +100
  • Além destas alterações, no painel TONE CURVE eu alterei a opção POINT CURVE para STRONG CONTRAST.

    Contente com a imagem PB, vamos aplicar o SPLIT TONING. Uma característica das fotos antigas é o fato de que a cor da impressão, dependendo do processo utilizado, envelhece de forma diferente ao papel. O papel normalmente envelhece para tons amarelados/creme, enquanto a tinta costuma desviar para tons marrons, azulados ou esverdeados. Vamos utilizar estas configurações no painel SPLIT TONING, selecionando um tom de amarelo para as altas luzes, e azul para as sombras. Depois reduzimos o BALANCE para –40, para limitar o tingimento amarelo às áreas mais claras (onde o papel seria visível).

  • HIGHLIGHTS HUE: 52
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 64
  • BALANCE: -40
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • O nosso resultado é este:

    split_t_009

     

    Lomografia

    Você não está limitado a utilizar o efeito SPLIT TONING em fotos PB. Existem opções para utilizá-lo em fotos coloridas, simulando lomografia ou Cross-Processing. Para isto, inicialmente, iremos reverter nossa imagem para a versão colorida novamente.

    A Lomografia tem por características as cores alteradas, o alto contraste e baixa definição. Nós vamos utilizar outro método para distorcer as cores da imagem aqui, para então aplicar o SPLIT TONING. Mas, antes de mais nada, aumente o contraste da sua imagem utlizando os processos que já conhecemos através do painel BASIC.

    Feito isto, ainda no painel BASIC, seção WB, configure TEMP como 3152 e TINT em –39, isto dará à sua imagem aquele tons verde/azulado característico da lomografia. Para finalizar o efeito, vamos adicionar no painel SPLIT TONING o tom amarelado, utilizando as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 49
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 100
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 0
  • SHADOWS SATURATION: 0
  • Perceba que não alterei as configurações para as sombras da imagem. Alterando o tingimento nas altas luzes contrastamos com o efeito frio criado pela alteração do Balanço de Branco na imagem. Vai do gosto de cada um, pois você ainda pode adicionar uma tonalizada azulada, com baixa saturação, para tingir as sombras da imagem. O resultado, sem tingimento nas sombras, é este:

    split_t_010

     

    Processamento Cruzado

    Vamos finalizar este tutorial com um processamento cruzado envelhecido (uma espécie de all-in-one trick). Processamento cruzado é o nome que se dá quando revela-se um filtro cromo pelo processo químico ou vice-versa. O resultado são cores distorcidas. Vamos aproveitar e envelhecer bastante a foto, desgastada pelo tempo.

    Aplique as seguintes configurações no painel BASIC:

  • EXPOSURE: +0.50
  • RECOVERY: 0
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 100
  • BRIGHTNESS: +50
  • CONTRAST: +25
  • CLARITY: –100
  • VIBRANCE: +50
  • SATURATION: –57
  • PAINEL TONE CURVE: STRONG CONTRAST
  • Você irá perceber que ao utilizar o Clarity em –100, os meio tons da imagem praticamente desaparecerão, resultando em uma imagem com a luminosidade bastante prejudicada. A combinação Vibrance positivo com Saturation negativo gera um alto contraste de saturação, com cores fortes, porém apasteladas, com uma passagem brusca entre as áreas de baixa e alta saturação.

    O resultado, antes de aplicar o SPLIT TONING, será algo assim:

    split_t_011

    Por fim, vamos aplicar o SPLIT TONING com as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 36
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 77
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 173
  • SHADOWS SATURATION: 78
  • Resolvi postar este resultado com maior resolução, para você poder entender melhor o que aconteceu com o Clarity negativo e tudo mais. Então, clique na imagem abaixo para vê-la maior.

    split_t_012

    E é isto. Com um pouco de criatividade o painel SPLIT TONING pode gerar efeitos muito bacanas e interessante que, à primeira vista, pareceriam possíveis apenas com o uso do Photoshop. Para finalizar, veja a imagem abaixo, e veja um exemplo do uso do painel Split Toning em um retrato (clique para ampliar).

    WB_001-2

    Grande abraço para todos.

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    Saturação – Cores Vivas

    10/12/2008

    Muita gente tem me perguntado no fórum sobre como obter cores vivas em suas fotos, mas sem que elas pareçam exageradas. Principalmente porque sempre que alguém passa da fotografia em JPEG para fotografia RAW, esta pessoa se espanta com a falta de saturação e cores mais suaves da foto RAW.

    A pessoa não deve se espantar com isto, pois a foto JPEG passa por um tratamento na câmera para ter estas cores mais fortes e densas, mas por outro lado este pré-tratamento por estourar (clipar) algumas cores criando manchas, e isto não poderá ser corrigido depois. No caso do RAW, você poderá chegar no mesmo resultado do JPEG, mas terá a opção de controlar o ganho de saturação para obter um resultado ainda melhor. Se você utiliza um software como o Lightroom, pode ainda ter o melhor dos dois mundos, criando um preset que aproxime seu RAW do JPEG gerado pela sua câmera que seja auto-aplicado em todas as fotos importadas, assim você tem instantaneamente a qualidade similar ao JPEG, mas com a opção de voltar atrás caso o efeito fique exagerado.

    Não Sature, Vibre!

    Daqui para frente passe longe do deslizante Saturation, seja no Photoshop ou no Lightroom. Depois que a Adobe criou o Vibrance (o Vibrance surgiu no Lightroom, e então foi cedido ao Photoshop na versão CS4), o Saturation passou a servir para pouca coisa mais que dessaturar as cores. Para saturar as cores, o Vibrance é quase sempre mais útil. O Vibrance e o Saturation funcionam da mesma forma no PS e no LR, no LR ele é encontrado no painel Basic, no PS é encontrado junto do Saturation.

    O Saturation faz um serviço desleixado em sua foto, ele simplesmente aumenta os valores de saturação das suas cores de forma equivalente em todo o gráfico de saturação. O que significa isto? Significa que para cada 10 pontos de saturação que você aumenta, suas cores mais suaves são saturadas em 10 pontos, suas cores médias serão saturadas em 10 pontos, e suas cores já saturadas serão saturadas em 10 pontos e provavelmente clicaparão no máximo e criarão uma mancha. Tudo que você tiver de cor que esteja a menos de 10 pontos do máximo virará uma mancha sem detalhes e nuances de cor. Além disto, o saturation tende a deixar a pele humana com um alaranjado muito esquisito, como se a pessoa estivesse com hepatite.

    O Vibrance faz um serviço muito mais elegante. Ele aumenta a saturação das cores de forma proporcional, afetando de forma maior as cores menos saturadas, e afetando com mais cautela as cores já saturadas. No caso dos 10 pontos citados acima, o Vibrance subiria em 10 pontos as cores suaves, mas subiria em apenas 1 ou 2 (dependendo da aproximação da zona de clipagem) as cores já saturadas. Além de evitar que as cores estourem e você perca detalhes e nuances de cores, o Vibrance ainda protege os tons de pele, evitando a aparência de hepatite em seus fotografados.

    Clique na imagem abaixo para ver ampliada uma comparação entre a foto RAW original, e a mesma foto com Vibrance em 85%, e depois Saturation em 85%. Perceba como ambos fizeram um bom trabalho em dar mais vida e cor à cadeira e ao biquíni, mas o Vibrance protegeu o tom de pele dando mais vida a ele sem saturar demais os amarelos e laranjas, e também manteve melhor as nuances entre os diversos tons de azul da cadeira.

    saturation001

    Claro que não é sempre que você irá utilizar 85% em qualquer destes comandos. Mas se você realmente que cores vivas, terá de exagerar, e quanto mais você exagera, mais visível é a diferença entre o serviço feito pelo Vibrance e o feito pelo Saturation.

    Blacks para Saturar

    Além do Saturation e Vibrance, o cursor Blacks encontrado no painel Basic do Lightroom é outra ótima forma de saturar suas cores e dar mais contraste a elas. Tem gente que é fissurado em manter todos os detalhes nas áreas de sombras, mas pessoalmente eu prefiro uma imagem que tenha sutis pretos estourados, mas que como resultado disto tenha cores mais bonitas e um contraste muito mais agradável (e se você perguntar para as maiorias dos leigos, eles também irão preferir imagens com bom contraste e pretos mais fortes).

    Mas deve-se tomar cuidado, pois o cursor Blacks do LR é extremamente sensível, e às vezes simplesmente mudá-lo de 5 (padrão para imagens RAW) para 6 já dá um resultado surpreendente. Clique na imagem abaixo para vê-la ampliada, comparando a imagem RAW original, e depois com Blacks em 5 e 10. Perceba o quanto o aumento do Blacks ajuda na vivacidade das cores, contraste, e isto sem clipar demais as sombras (a única clipagem foi abaixo do cabelo, mas eu não importo em perder detalhes naquela área em troca de uma foto com melhor contraste).

    saturation002

    Por ajudar com a saturação e o contraste, eu sempre ajusto o Blacks primeiro (com meu Vibrance já ajustado no padrão +15 durante a importação) até as sombras ficarem do meu agrado, e depois ajusto o Vibrance conforme necessário.

    Truque Lab Color

    Só por curiosidade, o espaço de cor acima não é “Lab Color”, como “lab de laboratório”, ele chama-se “L-a-b Color” como “Él-ei-bi cólor”, uma letra de cada vez. Não que isto seja importante pro tutorial, mas achei que você gostaria de saber.

    Para a maioria das fotos os métodos acima serão suficiente, e você obtém fotos com cores vivas e vibrantes. Mas existe um último truque que pode ajudá-lo a conquistar cores espetaculares em suas fotos, mas infelizmente o truque só pode ser feito no Adobe Photoshop. Então, se você está no Lightroom, comece enviando sua foto para o Photoshop clicando com o botão direito sobre ela e selecionando EDIT >> EDIT IN ADOBE PHOTOSHOP CS#.

    Abaixo a foto, aberta no Photoshop, com as alterações feitas no Lightroom.

    saturation003

    Com a imagem aberta, vá ao menu IMAGE >> MODE e selecione LAB COLOR. Isto irá converter sua imagem para o espaço de cor Lab Color (se você observar na paleta Channels, verá que ao invés de Red, Green e Blue, sua imagem agora é formada por um canal Lightness (de luminosidade) e os canais “a” e “b” com as informações de cores. Como o espaço de cor Lab é um dos maiores existentes, você não terá perda de qualidade em suas cores.

    Agora, vá ao menu IMAGE e selecione o comando APPLY IMAGE, irá se abrir o diálogo visto abaixo.

    saturation004

    Neste diálogo você fará as seguintes alterações. Primeiro, no menu pop-up BLENDING, selecione o blend mode SOFT LIGHT. Feito isto, vá ao menu CHANNEL e teste os canais LAB, A e B (o canal Lightness nunca fica bom), enquanto observa a imagem na tela, para ver qual fica melhor com a sua imagem. Não existe uma receita de bolo aqui, cada canal gera melhor ou pior resultado dependendo da imagem. Se você achar que o efeito está ficando muito forte, reduza a opção OPACITY no diálogo.

    Nesta imagem eu encontrei o resultado que mais me agradou com o Canal “b” e a opção OPACITY configurada em 70%. O resultado é o que vemos abaixo. Perceba como o truque deixou a pele mais avermelhada e com uma aparência mais saudável.

    saturation005

    Agora, você conhece bons métodos para saturar e dar vivacidade às suas cores, então não há mais desculpas para aquelas fotos com cores mortinhas e suaves, a não ser claro, que seja intencional. Além disto, você obterá resultados melhores a partir de um RAW, do que conseguiria no JPEG já mexido gerado pela câmera.

    Não esqueça que os perfis de cores utilizados no Lightroom também são importantes para se obter a cor que você deseja. Para saber mais sobre perfis de cores, visite este artigo.

    Grande abraço, até a próxima, e não esqueça de deixar seus comentários.

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    Rapidinha: Lightroom Profiles Beta 2

    08/11/2008

    Lembra-se daquele perfis de cor novos da Adobe, sobre os quais falei neste post? A Adobe lançou um novo pacote de profiles para o Lightroom que atualiza os profiles da versão Beta 1, e adiciona suporte para novas câmeras. Os novos perfis (Beta 2) podem ser baixados no Adobe Labs.

    Vale a pena o download.

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    Links Utilitários para o Flickr

    02/10/2008

    Hoje tive o prazer de descobrir dois links interessantes para interagir com o Flickr. Para quem não conhece, o Flickr é uma comunidade de compartilhamento (no sentido de visualização, discussão, comentário e etc, e não de compartilhamento de direito de uso) e divulgação de fotografias/imagens. Vários sites oferecem sistemas que interagem com o Flickr, entre eles o mais famoso é o Big Huge Labs, mas hoje tive o prazer de conhecer mais dois. O primeiro por coincidência (estava pesquisando algo sem relação alguma com o Flickr), e outro através da grande amiga Van Magenta.

    Vamos aos links (ou, mais links, rsss):

    Tag Graph: Este sistema, construido utilizando o sistema Flex da Adobe, permite que você navegue nas imagens do Flickr de forma similar à uma Rede Neural. Você digita um usuário ou uma tag (etiqueta) e pode visualizar diversas fotos com esta etiqueta. Clicar na imagem abre outras etiquetas que abrirão outras imagens, em um caminho sem fim bastante interessante. Só tome cuidado, vicia.

    MultiColr Search Lab: Este sistema permite que você escolha de uma até dez cores diferentes, e imediatamente o sistema lhe apresenta uma série de imagens do Flickr com os padrões cromáticos que você formula.

    Divirtam-se, e comentem.