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Lightroom – Balanço de Branco

13/11/2008

Quem acompanha o blog deve se lembrar do tópico sobre Temperatura da Cor, pois já do que se trata o assunto, precisamos saber agora como aplicar este conhecimento à fotografia digital.

Digo fotografia digital porque a temperatura da cor na época da fotografia analógica era ciência de foguetes. O fotógrafo tinha de saber previamente o tipo de iluminação que teria, então comprar o filme apropriado para aquele tipo de luz, ou então utilizar filtros coloridos para compensar a temperatura da cor da luz. Na fotografia digital isto ficou muito mais simples.

Fotografia JPEG

Para quem fotografa em JPEG, o cuidado tem de ser dobrado. Diferente do RAW, as alterações que compensam o balanço de branco são fixadas permanentemente no JPEG, e uma compensação errada pode prejudicar sua imagem de forma irremediável.

O usuário, então, tem a possibilidade utilizar as pré-definições da câmera ao fotografar, que são aquelas opções Sunlight, Shade, Fluorescent, Tungsten e etc., para adequar a imagem à temperatura da cor. Estas pré-definições funcionam muito bem em situações óbvias de luz… mas em situações de luz mista ou de temperatura diferenciada, pode ser o início de um desastre.

Neste caso o usuário tem outras duas opções. A primeira delas o AWB (Auto White Balance – Balanço de Branco Automático). O AWB analisa sua imagem e busca neutralizar as cores. Funciona muito bem na maioria das vezes, mas em cenas que não possuam elementos brancos ou neutros o AWB pode ser enganado e confundir a configuração.

Para esta situação, é possível configurar um Custom White Balance. As câmeras mais modernas fazem isto com base em uma fotografia que possua um grande elemento branco ou cinza neutro fotografado sob a luz da cena. Com base nesta imagem a câmera fixa um balanço de branco que será utilizado nas outras imagens da mesma sessão de fotos.

Mas a forma mais segura de lidar com o Balanço de Branco é fotografar em RAW.

Fotografia RAW

Diferente do JPEG, a imagem RAW não registra permanentemente a configuração de balanço de branco utilizada. A câmera registra no EXIF (Pacote de metadados que acompanha a imagem, com informações sobre hora, data, modelo da câmera, configurações e etc.) a configuração de balanço de branco utilizada, mas a imagem em si não é alterada, de forma que o usuário pode, caso a câmera não tenha escolhido a configuração correta, corrigir o WB sem qualquer perda de qualidade.

O Lightroom nos oferece algumas formas diferentes de encontrar o balanço de branco correto (ou então utilizar um incorreto como ferramenta artística). O último método é o mais rápido e funcional, mas é útil conhecer outros métodos para momentos em que sua imagem não possui um elemento neutro visível ou então você deseja explorar o balanço de branco como uma ferramenta criativa.

Método 01: Pré-definições

O primeiro método de Balanço de Branco consiste em experimentar as pré-definições padrão de balanço de branco. É como utilizar as mesmas pré-definições diretamente em sua câmera. A vantagem é que como você fotografou em RAW, pode experimentar sem riscos à sua imagem, de forma instantânea, e sem a necessidade de se fazer uma foto nova com cada configuração até encontrar a correta.

Vejamos a foto do meu lindo sobrinho (tio babão detected!!), onde a luz do flash deixou a foto muito quente (tonalidade avermelhada).

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A foto acima é uma foto simples de encontrar o balanço de branco, graças à roupa do bebê que sabemos ser branca. O branco ou cinza sempre será nossa referência ao se definir o balanço de branco da imagem. Se você levar a imagem ao Photoshop ou Lightroom e tirar uma amostra da cor da roupinha, perceberá que ela possui mais vermelho e verde do que azul, que resulta na cor amarelo/laranja que vemos.

As configurações de Balanço de Branco do Lightroom ficam no módulo Develop, na parte de cima do painel Basic, logo abaixo do histograma e da pequena caixa de ferramentas. É ali que começaremos a explorar o menu de pré-definições do balanço de branco, que pode ser visto na imagem abaixo circulado em vermelho.

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Quando você abrir uma imagem RAW no Lightroom, neste menu WB: encontrará a opção “As Shot”, que significa que o LR está utilizando a mesma configuração especificada pela sua câmera no momento da captura. Caso sua imagem seja um JPEG, as únicas opções serão “As Shot”, “Auto” e “Custom”. Quando a imagem é RAW você tem no menu todas as pré-definições de balanço de branco. Basta clicar no menu e selecionar uma das opções para ela ser imediatamente aplicada a sua imagem. Como sua imagem é um RAW, não há mal nenhum em se testar todas as pré-definições e ver qual se aproxima mais da cor neutra.

Daylight (Luz do Dia)

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Cloudy (Nublado)

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Shady (Sombra)

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Tungsten (Tungstênio)

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Fluorescent (Fluorescente)

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Flash

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Como podemos ver na lista, a melhor solução para a imagem foi exatamente a configuração Flash, que esfriou as cores no ponto para deixar a roupa neutra. Mas em uma situação de iluminação mista pode ser difícil que alguma pré-definição solucione totalmente o problema. Entre as pré-definições há uma configuração chamada “As Shot” que utiliza a configuração fornecida pela câmera, e “Auto” que faz com que o próprio LR tente equilibrar as cores. Se você utiliza sua câmera no AWB, as configurações As Shot e Auto normalmente dão resultados bem similares.

Método 02: Custom

Abaixo do menu WB existem dois deslizantes chamados Temp e Tint, mexer em qualquer um deles faz com que o menu WB apresente a opção Custom, que significa que você irá aplicar na imagem uma configuração de balanço de branco diferente das pré-definições oferecidas.

A forma de se utilizar os deslizantes é bastante intuitiva, e a Adobe ainda tomou o cuidado de facilitar ainda mais a sua vida colorindo os deslizantes de forma que você saiba qual a tendência de cor oferecida por cada um deles. O deslizante Temp esfria as cores quando puxado em direção ao azul (esquerda) e aquece em direção ao amarelo (direita).

Já o deslizante Tint oferece correção para fotos esverdeadas ou amagentadas. Puxar para longe do verde (direita) reduz o tingimento verde da imagem, normalmente fornecido pela luz fluorescente, e para o outro lado, longe do magenta (esquerda), reduz-se o tingimento amagentado da imagem.

Este método é a melhor opção quando sua imagem não tem um elemento neutro que você possa utilizar como referência para o método 03. Neste caso, a sua melhor opção é utilizar o método um para encontrar a pré-definição que lhe dá as cores mais neutras, e então utilizar os deslizantes Temp e Tint para fazer ajustes finais no balanço de branco e chegar o mais próximo ao neutro possível. Este método também é muito útil para se aplicar configurações criativas de balanço de branco.

Método 03: White Balance Selector

Acabei de lhe mostrar dois métodos interessantes, mas o LR oferece um último método (que será o seu primeiro na maioria das vezes) de configurar o balanço de branco que é simplesmente incrível. O único “porém” deste método é a necessidade de haver um elemento branco ou cinza-neutro na cena para ser utilizado como referência.

Ao lado do menu pop-up WB (aquele das pré-definições) há um círculo escuro com um conta-gotas dentro dele. Este conta-gotas é a ferramenta White Balance Selector, e clicar nela faz com que você a tire do lugar e a utilize para clicar um ponto da imagem que será utilizado pelo LR para equilibrar o branco. Abaixo, a ferramenta em seu lugar de repouso.

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Basta clicar sobre o conta-gotas para pegá-lo, e então clicar em algum ponto da imagem que deva ser neutro. O LR irá analisar o ponto em questão, e então alterar os canais de cores até que aquele ponto fique neutro, balanceando assim toda a imagem.

Por padrão, quando você clica na imagem, o LR automaticamente devolve a ferramenta ao lugar dela, mas isto pode ser mudado desativando a opção “Auto Dismiss” que aparece na parte de baixo da área de visualização da imagem. A vantagem disto é poder clicar várias vezes na imagem até encontrar o WB correto.

Dê preferência para um ponto da imagem que deveria ser cinza neutro, e não branco. Isto se deve ao fato que áreas brancas da imagem possuem pouca abrangência de desvio para a ferramenta trabalhar, um canal que poderia estar desviado devido à temperatura da luz, pode atingir o “teto” facilmente na cor branca e não ser corrido pela ferramenta. Por isto, no caso da imagem, clicaremos em um pouco da roupa que a sombra desvie para o cinza, e não na área mais clara e branca da roupa.

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Clicar na roupa do bebê (na área cinza) fez com que o Lightroom desviasse um pouco da configuração Flash, aquecendo um pouco as cores de 5500 para 5800, e desviando o Tint para o magenta em +5 pontos.

DICA: A tecla de atalho (W) aciona a ferramenta White Balance Selector e funciona também no módulo Library. Ou seja, se você estiver vendo todas as suas imagens no Library e encontrar alguma que precise de uma nova configuração de balanço de branco, basta pressionar W e o LR lhe leva ao módulo Develop automaticamente, com a ferramenta White Balance Selector já selecionada. Bastando clicar na imagem.

DICA: O painel Navigator no topo da área de painéis esquerda lhe dá um preview da aplicação do WB com a ferramenta White Balance Selector. Basta mover o conta-gotas sobre a imagem e observar o Navigator para ver como ficará a imagem caso você clique exatamente naquele lugar.

Fluxo de Trabalho

E quando sua imagem não possui nenhum elemento cinza? Você sempre pode inserir o elemento em uma imagem para utilizar como referência para toda uma sessão fotográfica que seja feita sob a mesma iluminação.

Digamos que você irá fotografar uma modelo, já ajustou a iluminação para toda uma seqüência de fotos, mas nem o cenário ou a modelo possuem um elemento neutro que possa ser utilizado no WB.

Então, para a primeira foto da sessão, peça que a modelo segure um cartão cinza 18%, destes vendidos em lojas especializadas de fotografia, ou então algum elemento neutro qualquer. Feita esta foto, de seqüência na sessão normalmente, pois esta primeira imagem será sua referência para a correção do WB (caso você altera a iluminação durante a sessão, faça uma nova foto de referência com o cartão cinza para esta nova seqüência – no fim, você terá uma foto com cartão para cada esquema de iluminação utilizado).

Quando você abrir sua sessão no LR, selecione a primeira imagem e vá ao módulo Develop. Selecione a ferramenta White Balance Selector e clique sobre o cartão cinza para ajustar o balanço de branco. Feito isto, vamos copiar esta configuração e aplicar e todas as suas imagens.

Para fazer isto, clique no botão COPY, que fica na parte de baixo da área de Painéis esquerda. Isto fará abrir a janela abaixo, chamada Copy Settings.

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Nesta janela você escolhe quais configurações serão copiadas da imagem atual para serem aplicadas. Comece clicando no botão CHECK NONE para desativar todas as caixas de verificação. Agora clique na opção White Balance para selecionar apenas ela. Clique COPY e o LR irá memorizar as configurações de balanço de branco desta imagem.

Agora pressione a tecla de atalho (G) para voltar ao módulo Library e visualização Grid. Selecione as imagens da sessão que tenham sido feitas com a mesma configuração de iluminação. Todas selecionadas, vá ao menu PHOTO >> DEVELOP SETTINGS >> PASTE SETTINGS, e isto aplicará sua configuração corrigida de WB em todas as imagens da sessão. Você não tem um cartão cinza em todas elas, mas o cartão cinza da sua primeira imagem foi utilizado como referência para corrigir todas elas.

Com estas ferramentas do Lightroom, não se tem mais desculpa para se errar no balanço de branco. Principalmente se você tiver tempo para planejar sua sessão de fotos.

Grande abraço para todos.

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Rapidinha: Lightroom Profiles Beta 2

08/11/2008

Lembra-se daquele perfis de cor novos da Adobe, sobre os quais falei neste post? A Adobe lançou um novo pacote de profiles para o Lightroom que atualiza os profiles da versão Beta 1, e adiciona suporte para novas câmeras. Os novos perfis (Beta 2) podem ser baixados no Adobe Labs.

Vale a pena o download.

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Importação e Workflow no Lightroom 2

06/11/2008

O Lightroom é um grande software, mas sua funcionalidade é diretamente proporcional ao quão organizado você é ao utiliza-lo, e esta organização muitas vezes depende de como você começou e da sua capacidade em configurá-lo de forma a se adequar melhor ao seu próprio fluxo de trabalho. Não que você não possa corrigir “erros” que tenha cometido na configuração, mas é sempre mais fácil começar direito do que tentar corrigir depois.

Por isto escrevi este artigo. Claro que meu workflow não se adapta a forma de todos de trabalhar, mas serve como um ponto de partida para quem abre o Lightroom e se sente perdido com a quantidade de opções que o programa oferece.

Começando do Começo

Claro que começo instalando o Lightroom, mas logo após instalá-lo eu instalo também o pacote de perfis da Adobe (falei sobre eles aqui). Para uma configuração inicial recomendo os seguintes passos: (1) decida se você irá utilizar o catálogo original do Lightroom ou não, caso não, crie um novo catálogo; (2) crie uma pasta que será onde você irá armazenar suas fotos do LR, é recomendado que todas as fotos gerenciadas pelo LR estejam em uma mesma pasta (podem haver subpastas, mas a raiz deverá ser a mesma). Ter fotos gerenciadas pelo LR espalhadas por todo o computador é pedir por problemas no futuro; (3) pegue sua câmera e fotografe qualquer imagem em RAW, utilizaremos ela para fazer uma primeira importação e configurar o LR.

Ao abrir o LR vá ao menu EDIT >> PREFERENCES, e na aba PRESETS ative a opção “Store Presets with Catalog” que está na seção Location. Isto é muito útil caso você tenha o hábito de formatar seu computador com frequência, pois suas pré-definições (develop, export e etc.) estarão todas na mesma pasta de seu catálogo e não se perderão. Esta opção só não é recomendada caso você gerencie um número muito grande de catálogos.

Feito isto, vamos importar nossa primeira imagem, para organizar as coisas (vamos deletá-la depois, ok? Então não se preocupe com qual imagem, se necessário fotografe qualquer coisa e utilize a imagem. Dê preferência por RAW). Conecte sua câmera ao computador, ligue-a e abra o LR. No módulo LIBRARY do LR, na parte de baixo da coluna de painéis da esquerda, pressione o botão IMPORT, na caixa de diálogo que surge escolha sua câmera, e isto abrirá o diálogo Import Photos.

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Vamos analizar minhas escolhas nesta janela, pois ela é fundamental para sua organização no LR:

FILE HANDLING: Aqui eu opto pela opção “Copy Photos as Digital Negative (DNG) and Add to Catalog”. A razão disto é a seguinte. Primeiro, é importante copiar suas imagens, pois assim elas vão parar na pasta que você quiser e ajudará a manter todas as imagens na mesma pasta. Segundo, o DNG é um arquivo com as mesmas características e qualidades do RAW, só é mais leve (cerca de 20%) e é um formato aberto (open source), o que significa que sua documentação é pública, diferentemente dos formatos proprietários. Você pode perguntar, mas pô, vou perder meus arquivos originais? Não, veremos isto a diante.

COPY TO: Aqui você definirá a parta para onde o LR copiará suas imagens. Você deve colocar aqui aquela pasta que criou, onde decidiu armazenar suas fotos gerenciadas pelo LR.

ORGANIZE: Aqui é que o LR começa a lhe ajudar a organizar suas coisas. Você configura aqui como o LR irá gerar e administrar suas pastas com base no EXIF de suas imagens. Aqui eu opto pela configuração “By date: 2005/12/17”, isto faz com que o LR crie, dentro da pasta raiz que escolhi, uma subpasta com o ano, dentro desta subpastas com os meses, e finalmente subpastas com os dias. Isto facilita pois as fotos ficam organizadas por datas (facilitando a localização delas), as pastas aparecem em ordem numérica (então ficam organizadas em ordem cronológica) e evita que fiquem zilhões de fotos na mesma pasta, o que deixa a utilização do LR mais leve.

Deixo ativada também a opção “Don’t Re-import Suspected Duplicates”, para que o LR não importe fotos que ele já tenha importado anteriormente, caso elas ainda estejam no cartão de memória da câmera.

BACKUP TO: Esta parte é importante. Aqui eu aciono esta opção e direciono-o a para uma pasta em outro HD da minha máquina (fazer backup no mesmo HD é problemático, pois se o HD der pau você perde tanto as fotos de trabalho quanto o backup). Assim o Lightroom faz uma cópia dos RAW originais, no formato proprietário da câmera, em uma pasta separada. Como irei deletar as fotos ruins importadas no LR, isto permite que eu tenha uma cópia de todas as fotos que produzi em outra pasta, boas ou não. De tempos em tempos em gravo os arquivos desta pasta em DVD.

FILE NAMING TEMPLATE: Na configuração padrão o LR irá importar suas fotos com o mesmo nome gerado pela câmera… algo ‘descritivo’ como DSC_0234.CR2. Eu prefiro um nome mais descritivo, então vou no menu e seleciono a opção EDIT. Isto abre uma janela onde você pode criar seu template de nome com base nos dados do EXIF da imagem. Você monta a nomenclatura escolhendo opções nos menus do diálogo, cada opção escolhida adiciona uma TAG no campo de texto, algo como {DATE (YYYY)>>} que significa, neste caso, que a tag será substituida pelo ano, com quatro dígidos, que se encontra no EXIF da foto. Eu monto o template abaixo:

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Isto me fornece um nome de arquivo cronológico e compreenssível. Perceba que alguns caracteres, como as “_” entre as datas e o “h”, “m” e “s” após as horas foram adicionados manualmente. Basta clicar ao lado da tag e digitar. Assim você pode misturar as tags à textos inseridos manualmente. Há ainda a TAG “Custom Text”, que permite que você adicione um texto no campo que irá surgir no diálogo Import Photo sempre que importar fotos.

DEVELOP SETTINGS: Este é um campo importante, que permite que você aplique um preset de tratamento em todas as fotos importadas, mas por enquanto não podemos fazer nada aqui pois não temos nenhum preset definido ainda. É para isto que iremos importar esta primeira imagem, para gerarmos um preset que será adicionado aqui nas próximas importações.

METADATA: Este campo permite que você crie (selecionando NEW ou EDIT PRESETS) modelos de dados com seus nome, identificação, endereço, dados autorais e de contato, e aplique estes modelos em todas as fotos importadas. Eu tenho dois modelos registrados aqui, um meu e outro de minha noiva, que são aplicados conforme quem tirou as fotos.

KEYWORDS: Este é um campo que você irá alterar sempre que for importar fotos. Aqui você pode adicionar palavras chaves mais genéricas que tenham relação com todas as fotos que estão sendo importadas.

INITIAL PREVIEWS: Esta opção eu deixo em STANDARD para agilizar a importação. Não preciso ter o preview de todas as fotos pois irei deletar várias que ficaram ruins, sem nem vê-las em zoom total. Caso você veja todas as fotos em zoom total, selecione 1:1, vá tomar um café enquanto o LR importa suas fotos, e ao voltar todas elas poderão ser vistas rapidamente em zoom 1:1.

Agora é só clicar IMPORT e ver sua(s) foto(s) importadas no LR.

Depois de Importar

O próximo passo será utilizar a foto que importamos para criar um preset de tratamento básico e configurar um padrão para o LR. Selecione sua foto, e então clique no módulo DEVELOP.

Sem mexer em nada na foto desça a coluna de painéis direita até o final e abra o painel CAMERA CALIBRATION, onde está PROFILE eu seleciono o perfil ADOBE STANDARD BETA 1, que é um perfil muito melhor que o original ACR da Adobe, renderizando os vermelhos e amarelos de forma mais realista. Mas você pode escolher um outro perfil disponível, caso ache melhor.

Depois de feito isto, eu seguro a tecla ALT, e perceba que o botão RESET abaixo do painel se transforma em SET DEFAULT. Clicar nele, e depois na opção UPDATE TO CURRENT SETTING faz com que o LR aplique este padrão de tratamento (no caso, apenas a mudança para ADOBE STANDARD BETA) a todas as imagens importadas desta mesma câmera. (O LR faz tratamentos básicos diferentes para cada modelo de câmera).

Agora eu clico com o botão direito do mouse sobre o cabeçalho do painel (onde está escrito Camera Calibration) e seleciono Camera Calibration para remover este painel, não vou mais precisar dele, então ele só ocupa espaço. Outra coisa que opto é a opção “Solo Mode” (exceto o Histogram). Assim só um painel abre por vez, e fica mais fácil navegar entre eles, pois um fecha quando outro abre.

Feito isto, dou um tratamento básico na foto que acredito que será necessário em todas as fotos. Não mexo na seção TONE ou WB painel BASIC, pois os tratamentos deles são meio específicos de foto para foto, mexo apenas nos tratamentos mais genéricos. Para a minha câmera, Canon Rebel XTi, mexo nas seguintes configurações.

No painel BASIC, subo o Clarity para +25 (o que aumenta o contraste dos meio-tons da imagem, e aumenta a nitidez), Vibrance +15 (aumenta a saturação das cores menos saturadas e preserva os tons de pele). No painel DETAIL, em Sharpening, subo o Amount para 60, Radius em 0.5, Detail em 30 e Masking em 10. Considero esta uma quantia bem básica de nitidez que funciona para quase todas as fotos. Geralmente reduzo, posteriormente, em caso de retratos.

Agora basta ir no painel PRESETS, na coluna de painéis da esquerda, e clicar no botão “+” para criar um novo preset. No diálogo que surge lembre-se de selecionar apenas aquelas itens que você mexeu e quer registrar no preset. A vantagem de fazer isto é que você pode aplicar o mesmo preset em uma imagem que já tenha outras alterações (como alterações nas altas luzes, sombras, curvas e etc.) mexendo apenas nas configurações desejadas (como se acumulassem, sobrepusessem, os presets). Dê um nome em seu preset, pois você irá aplicá-lo lá no campo DEVELOP SETTINGS do diálogo Import Photos. Lembre-se de fazer isto na próxima importação.

Você pode se perguntar, por que não fazer as alterações que fiz no PRESET diretamente na opção SET DEFAULT, como fiz com o perfil Adobe Standard Beta? A resposta é a seguinte. A mudança do perfil é uma escolha entre melhor e pior, não varia de foto para foto, na minha opinião o perfil ASB1 é melhor que o ACR e pronto. Já as outras mudanças podem não ser as ideais para algumas fotos… isto posto, ao encontrar uma destas fotos, posso pressionar o botão RESET no módulo Develop e retornar às configurações básicas do LR (muito menos agressivas que as minhas), garantindo apenas o uso do perfil Adobe Standard Beta. Por isto estas alterações em locais diferentes. Clicar no botão RESET sempre retorna para aquilo que você definiu como SET DEFAULT. Então tenho todas as minhas fotos com o tratamento básico, apenas a um clique de distância de um tratamento menos agressivo com o perfil que quero.

Preparativos Feitos

Tudo pronto, posso deletar a imagem que acabei de fazer e então importar as minhas fotos de verdade. Seja diretamente da câmera ou de algum lugar em seu computador. Só não esqueça de aplicar seu preset na opção DEVELOP SETTINGS da janela Import Photos do LR. Esta janela registra suas configurações, então sempre que você importar elas estarão ali, disponíveis, de forma que você só precisa apertar o IMPORT.

Fotos Importadas

Uma vez importadas as minhas imagens, eu vou no módulo LIBRARY, dou um duplo-clique na primeira foto para vê-la maior e utilizo as teclas de seta para me mover entre as fotos. Vendo as fotos, vou aplicando uma bandeira de REJECTED (tecla de atalho “X”) em todas as que estão tão ruins que irei deletá-las. Aplico uma bandeira de PICK (atalho “P”) em todas que acho que se destacam, aquelas realmente boas. Ao terminar de ver as fotos pressiono o atalho “G” para retornar à visualização GRID. (Este é um atalho muito útil, pois ele retorna ao módulo Library, e à visualização GRID, de qualquer lugar em que você estiver no LR, em qualquer módulo).

Ao terminar de ver todas as fotos vou no menu PHOTO >> DELETE REJECTED PHOTOS, para deletar todas as fotos bandeiradas com Rejected (não esqueça que temos uma cópia destas fotos, para ser gravada em um DVD, na pasta de backup). Agora, na visualização GRID, eu clico na opção ATTRIBUTE do Library Filter (no topo da visualização GRID) e pressiono a bandeira branca para visualizar apenas as fotos bandeiradas como PICK.

Na coluna de painéis da esquerda há um painel chamado COLLECTIONS, ali eu criou uma nova coleção com o evento das fotos. Algo como “Aniversário do Fulano”, “Show da Banda Zemberts” e por aí vai. E coloco ali apenas as PICKS, minhas melhores fotos daquela sessão de fotos. Assim posso buscar minhas fotos por datas no painel Folders, ou as melhores, por evento, no painel Collections.

De volta ao painel Folders eu removo a bandeira branca do Library Filter para ver todas as minhas fotos. Vou passando por cada uma delas novamente aplicando Keywords a elas. Quando tem uma keyword que será aplicada a várias, utilizo o Spray que está na parte de baixo do Grid, escolho a palavra chave desejada e a “borrifo” nas fotos. Assim, rapidamente, aplico keywords às fotos. Caso tenha tempo, também aplico um título e uma caption nas fotos, no painel Metadata… mas normalmente só faço isto com as fotos que enviarei para o Flickr (pois o plugin de envio automático para o Flickr utiliza estes campos como referência para o título e legenda da foto no Flickr).

Agora, é tratar as fotos. Na pressa, trato apenas aquelas que estão na coleção (as PICKS), mas com tempo trato todas as que tenho na pasta. Assim minha coleção vai ficando organizada, facilmente pesquisável, e com um workflow definido consido trabalhar bem rápido no LR.

Espero que vocês tenham gostado do artigo, e que possam atravez dele mostrar seu próprio fluxo de trabalho e adequá-lo às suas necessidades.

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Introdução ao Lightroom – 01

30/09/2008

Este é o primeiro do que espero que se torne uma série de artigos referentes ao programa Adobe Lightroom, e a intenção é fornecer uma idéia básica do funcionamento do programa para aqueles que querem das os primeiros passos no uso dele. Nesta etapa vamos pincelar rapidamente o funcionamento da importação de imagens para o Lightroom, seu sistema de gerenciamento, e o básico de tratamento das imagens.

A função do Lightroom é servir como um programa de gerenciamento de imagens e a execução de tratamentos não destrutivos (tratamentos que não alteram as informações originais da imagem). Por isto o pessoal constuma chamar o Lightroom de “Digital Darkroom (Sala Escura Digital)”, pois suas escolhas na “revelação” da imagem e impressão, não afetam o negativo original da imagem.

Para começar a usar o Lightroom você precisa abrí-lo, e importar algumas fotos para ele. Mas antes disto é preciso compreender como o Lightroom “monitora” suas imagens. Nem todas as opções de todas as janelas serão vistas neste artigo. Irei ignorar opções mais específicas e me atentar naquilo que é mais importante para quem está iniciando no Lightroom.

Importando imagens.

No momento que você importa uma ou mais imagens no Lightroom (processo que veremos a seguir) o programa cria um “link” para sua imagem no arquivo de catálogo que está utilizando. Ou seja, por padrão, a sua imagem não sai do lugar e você pode ter imagens na mesma coleção do Lightroom que estejam em locais variados do seu HD. Ainda assim, eu prefiro manter toda a minha coleção de imagens no Lightroom (na verdade, 3 coleções, eu tenho um catálogo do Lightroom para minhas fotos pessoais, um para as fotos da minha namorada, e outro para fotos à trabalho) em uma mesma pasta, com subpastas divididas por mês, e outra subdivisão por data. Isto facilita minha organização no Lightroom.

Para importar suas imagens no Lightroom vá ao menu FILE >> IMPORT PHOTOS FROM DISK, e isto irá abrir a caixa de diálogo de importação. Nesta caixa você pode selecionar os arquivos desejados e clicar CHOOSE, ou selecionar uma pasta e clicar IMPORT ALL PHOTOS IN SELECTED FOLDER para importar todas as imagens que estiverem em todas as subpastas da pasta escolhida. Neste momento pode aparecer uma janela indicando que algumas das imagens já estejam em sua coleção e que não serão importadas, ignore este aviso e clique em IMPORT para importar as imagens que são novas ao catálogo.

Esta é a próxima caixa de diálogo que irá aparecer:

Clique para Ampliar

Clique para Ampliar

Nesta imagem você tem um preview das imagens a serem importadas juntamente da opção de ignorar algumas imagens individualmente ou pastas inteiras. Vamos verificar as outras opções.

File Handling: Esta opção permite que você selecione se quer que as imagens sejam adicionadas ao catálogo sem serem movidas da pasta original (ADD PHOTOS TO CATALOG WITHOUT MOVING), que é minha opção favorita (pois permite que eu mesmo organize minhas imagens), ou mover/copiar as imagens para uma pasta escolhida (COPY/MOVE PHOTOS TO A NEW LOCATION AND ADD TO CATALOG), ou ainda copiar as imagens em formato DNG, que é uma espécie de RAW genérico (COPY PHOTOS AS DIGITAL NEGATIVE (DNG) AND ADD TO CATALOG).

Don’t re-import suspected duplicates: Com este comando ativo, o Lightroom busca por fotos identicas, mas com nome diferentes, e não importa as imagens caso suspeite de duplicatas.

Develop Settings: Este comando é interessante depois que você “pega a manh” com o Lightroom, e chega em uma configuração básica/inicial de tratamento que sirva para todas as imagens. É com esta opção que eu transformo o Lightroom no melhor de dois mundos entre o JPEG e o RAW. Aqui você escolhe um preset de tratamento que será automaticamente aplicado em todas as imagens importadas (mas que pode ser corrigido, anulado, desfeito, depois).

Metadata: Neste menu você cria presets de metadata, com seu nome, endereço, contato, copyright da imagem e etc, e os aplica em todas as imagens importadas. Você pode criar metadata diferente para fotos corporativas e pessoas, e escolher sempre o que desejar.

Keywords: Caso todas as imagens importadas façam parte de um mesmo tema, é aqui que você pode adicionar keywords (palavras chave) que irão se aplicadas em todas as imagens importadas.

Initial Previews: Ler RAW é um parto para o computador, então o programa cria JPEGs para visualização rápida de suas imagens. Aqui você escolhe o tamanho com o qual serão gerados estes JPEGs para visualização. Aqui dou preferência por utilizar a opção 1:1, pois gera um preview do tamanho real da imagem. Isto torna a importação mais lente (e eu vou tomar um café), mas uma vez importadas as imagens, a visualização delas se torna bem mais rápida.

Agora suas imagens estão no Lightroom, e você pode manipular e organizar seu catálogo de imagens utilizando o módulo LIBRARY do Lightroom. Você seleciona o módulo no canto superior direito da tela do programa (são cinco opções de módulo, cada qual com sua função: LIBRARY | DEVELOP | SLIDESHOW | PRINT | WEB). Todos os módulos possuem as imagens no centro, e barras com sessões específicas no lado direito e esquerda da tela, bem como um filmstrip com as miniaturas das imagens na parte de baixo.

Módulo Library

A barra esquerda deste módulo conta com as seguintes sessões.

Navigation: Puro e simples, um visualizador da imagem. Sobre ele há as opções de zoom da imagem com FIT (encaixar na tela), FILL (preenche a tela inteira com a imagem), 1:1 (tamanho real) e outras opções de escaça.

Catalog: Aqui estão três opções básicas de visualização do catálogo. All Photographs para visualizar todo o catálogo, Quick Collection +, que se trata de uma coleção rápida de imagens que você pode criar para diversos fins (exportá-las, entre eles), e Previous Import, que é uma lista das últimas imagens importadas. Estas pastas são virtuais, pois não existe uma pasta com imagens dentro delas. Imagens deletadas destas pastas continuam a existir em seus devidos lugares no catálogo.

Folders: Aqui estão organizadas as pastas, subspastas e arquivos de suas imagens. É a mais física das organizações do Lightroom. Imagens arrastadas de uma pasta para outra nesta sessão são movidas fisicamente dentro do seu HD. Cada vez que você optar por deletar uma imagem nesta sessão, será questionado se deseja apenas deletar a imagem do Lightroom (cortar o vínculo da imagem com o LR, mas poderá re-importá-la mais tarde) ou realmente deletar a imagem do HD. Cada pasta existente nesta sessão existe fisicamente em seu computador.

Collections: As collections são uma espécie de “pasta virtual” do Lightroom. São muito similares às vistas na sessão Catalog, mas aqui você pode criar, deletar, e gerenciar suas coleções (inclusive criando subcoleções e etc). As imagens arrastadas para as Collections não saem do lugar no HD ou pasta da sessão Folders, ao invés disto, uma espécie de “cópia virtual” é criada dentro da coleção. Assim sendo, uma mesma imagem pode estar em várias coleções diferentes. Imagine uma foto de sua namorada na festa de família do final de ano. Você pode arrastar esta mesma imagem para a coleção Fotos da Namorada, para a Fotos de Família e também a coleção Festas. Todas as mudanças feitas na imagem (tratamento, adição de keywords e etc) se refletirão nela também nas outras coleções. Assim você cria grupos de imagem que se sobrepõe e compartilham imagens de acordo com temas mais amplos ou mais específicos. Imagens deletadas de uma determinada coleção não serão deletadas das demais coleções ou do Lightroom. Para criar uma nova sessão pressione o botão “+” no topo da sessão.

Eu utilize o sistema de coleções também para gerenciar as imagens que irei imprimir ou incluir no meu Flickr. Para tanto criei três coleções distintas chamadas “Impressão 15×21”, “Impressão 10×15” e “Exportação Flickr”. Sempre importo minhas imagens e as trato, já escolhe aquelas que certamento vou querer imprimir ou emportar e arrasto para as determinadas coleções. Quando as pastas de impressão acumulam um bom número de imagem, basta selecioná-la para ver todas as imagens, exportar no formato que desejo imprimir (de acordo com a pasta) e novamente esvaziar a coleção. A do Flickr fica cheia por mais tempo, pois a medida que sinto vontade de exportar alguma coisa para lá, seleciono as que desejo entre as fotos que estão na coleção, exporto e deleto apenas as fotos exportadas. As outras ficam lá, esperando uma próxima oportunidade.

Você ainda pode criar Smart Collections pressionando o sinal de “+” no topo da sessão. Smart Collections são coleções que não são controladas por você diretamente (você não arrasta e deleta fotos dela), e sim por critérios criados por você durante a criação da coleção. Você pode criar uma coleção que agrupe todas as imagens com uma determinada keyword, ou capturadas com uma determinada objetiva ou uma certa configuração de ISO.

No lado direito deste módulo temos algumas opções para manipular os metadados da imagem, como nome do fotógrafo, keywords, legenda da imagem e etc. Como a parte mais importante destes dados eu coloco já na importação, mexo muito pouco por aqui. Mas pode ser bacana passear um pouco por esta sessão para organizar suas imagens e colocar títulos e observações nelas. Bem como utilizar as keywords para facilitar a busca de certas imagens posteriormente.

Este lado conta também com a sessão Quick Develop. Mas como você tem muito mais controle sobre estes fatores na sessão DEVELOP, eu nem toco nesta sessão.

Abaixo da imagem(s) no centro da tela você ainda tem um pequeno painel com botões:

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Os quatro primeiros ícones alteram o modo de visualização da imagem entre: visualização de miniaturas, visualização de única imagem, e comparação de duas ou mais imagens. Os ícones seguintes variam de acordo com opção de visualização selecionada.

Módulo Develop

Aqui é onde as coisas acontecem. Diferente do módulo Library, este módulo não possui visão de miniaturas na tela central (só no filmstrip da parte de baixo), permite a manipulação de apenas uma imagem por vez, e mostra apenas as imagens da coleção/pasta selecionada. Para alterar a pasta e visualizar outras imagens você deve retornar ao módulo Library.

Antes de fuçarmos neste módulo, é preciso compreender como funcionam as coisas no Lightroom, e fazer uma alteração nas opções que acho importante. Para tanto, vá na ao menu EDIT >> CATALOG SETTINGS e selecione a aba METADATA. Neste aba ative a opção AUTOMATICALY WRITE CHANGES INTO XMP (você terá de ativer esta opção em cada catálogo que possuir, caso você utilize mais de um catálogo). Esta opção faz com que, além de escrever as alterações da imagem no catálogo do LR, o programa também escreva as alterações em um arquivo XMP que acompanha o arquivo RAW da imagem, de forma que as alterações possam ser lidas em outros programas de edição RAW.

Diferente do Photoshop ou outros programas de edição de imagem, o LR não altera os pixels de sua imagem (nem mesmo JPEGs) quando você faz correções de cor, exposição, balanço de cor e daí por diante. O arquivo original é mantido intocado e as alterações são registradas no catálogo do Lightroom e no arquivo XMP que acompanha a imagem. Assim, cada vez que você abre a imagem novamente no Lightroom, ele lê o arquivo original e aplica as alterações contidas no catálogo ou no arquivo XMP. Isto é interessante não somente para você poder voltar à imagem original sempre que necessário, mas permite também coisas como ter vários tratamentos diferentes da mesma imagem, sem a necessidade de duplicar o arquivo no seu HD.

No lado esquerdo deste módulo você encontra o mesmo Navegador do módulo Library. Mas abaixo dele você encontra a opção PRESETS, que permite a criação e aplicação de pré-definições de tratamento (você pode criar presets que altere apenas características específicas da imagem, como cor, exposição, curva tonal e etc, sem alterar outras características), SNAPSHOTS, que permitem que você salve o estado atual da imagem (tratamento) para ter múltiplos tratamentos diferentes e fazer comparações entre eles. E HISTORY, que guarda o histórico de alterações feitas na imagem.

Mas é no lado direito que estão as coisas que realmente nos interessam no momento, e veremos esta barra com mais cuidado, dividindo-a por sessão.

Sessão Histogram:

Você já deve saber o que é um histograma. Se não souber, será bom dar uma olhada na internet para buscar mais informações sobre o assunto, pois ele é importante no tratamento da imagem. Em miúdos, o histograma é um gráfico que mostra, na altura, a concentração de pixels de uma determinada cor/luminosidade. A luminosidade é definida pelo eixo horizontal do histograma. Quanto mais pixels estiverem acumulados do lado direito da imagem, mais pixels claros existem na imagem, quanto mais pixels do lado esquedo, mais pixels escuros. Os pixels acumulados no centro do histograma representam os meio-tons. Por mais tentador que seja tentar centralizar ao máximo os pixels da imagem, lembre-se que nem toda imagem é mediana, e imagens com áreas escurar, como fotos do mar, ou grandes áreas claras, como fotos de praia ou regiões nevadas, terão seu histograma tendendo para um lado definido do gráfico.

Junto do histograma você tem duas setas posicionadas nos cantos superiores do gráfico. A seta esquerda e direita indicam, respectivamente, estouros nas sombras e altas luzes da imagem. Estouros são áreas aonde se acumulam pixels totalmente brancos ou pretos, anulando todos os detalhes que possam existir naquela área. Caso a seta esteja cinza, significa que a imagem não contém estouros neste região. Caso a seta esteja colorida, então existem estouros nas regiões mais escuras ou claras da imagem, e detalhes estão sendo perdidos nesta região.

Pousar o mouse faz com que o LR marque em cores fortes (azul para estouros nas sombras, vermelho para estrouros nas altas luzes) as regiões estouradas da imagem. Clicar sobre a seta faz com que a região fique destacada mesmo que você remova o mouse de cima da seta (e é ótimo quando você vai regular a exposição da imagem).

Isto posto, fique sempre e olho no Histograma quando estiver tratando a imagem, principalmente nas setas que indicam os estouros. Para tanto a Adobe tomou o cuidado de fazer com que o Histograma não “role” junto das outras sessões, e esteja sempre visível.

Abaixo do histograma estão os dados básicos do EXIF da imagem (ISO, distância focal, abertura e velocidade), e no LR2 estarão o botão de CROP, remoção de manchas, olhos vermelho, filtros gradientes e alterações localizadas. Destes, falaremos apenas do CROP, que é mais importante.

Ferramenta Crop

O ícone que representa a ferramenta CROP abaixo do histograma consiste em uma moldura quadrada. Clicar nela faz com que surgem os comandos da ferramenta CROP e a moldura do CROP surja sobre a imagem. Abaixo você vê, respectivamente, os comandos da ferramenta CROP e a imagem com a moldura do CROP sobreposta.

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A moldura funciona de forma simples. Você pode clicar e arrastar em qualquer uma das alças para ajeitar corte da imagem da forma como desejar, segurar o SHIFT enquanto arrasta faz com que a moldura do crop se mantenha na mesma proporção. Clicar dentro da moldura faz com que o cursor, em forma de uma mão, arraste a imagem dentro da moldura do crop. Clicar fora da moldura permite a rotação da imagem para corrigir horizontes tostos e etc. Quando você retaciona a imagem a moldura do crop mostra uma grade mais complexa para auxiliar no alinhamento dos elementos da imagem, mas quando não se está rotacionando a imagem, a grade representada equivale a famosa “Regra dos Terços”.

Uma vez decidido o CROP, basta tecla ENTER para validar suas alterações. Sempre que você exportar ou visualizar sua imagem, ela terá o CROP que você definiu com esta ferramenta. Mas a imagem não é destruida, e a imagem completa estará disponível sempre que você precisar.

Entre as ferramentas do CROP temos as seguintes:

Aspect: Além do menu lateral, no qual você define a proporção do corte (ótimo para cortes especiais para impressões e ampliações) e o cadeado (que permite travar a proporção), ainda há o ícone em forme de esquados, que permite que você desenhe o CROP diretamente sobre a foto, dispensando o uso das alças da moldura de CROP.

Abaixo deste há um ícone super útil em forma de uma régua… tão útil que basicamente inutiliza a opção de rotação ao lado dele. Clicar no ícone da Regua permite que você desenhe uma linha na imagem e o LR automaticamente alinha, horizontalmente ou verticalmente (dependendo da proximidade), a linha que você desenhou. É ótimo para fotos de arquitetura ou com horizonte, pois basta desenhar a linha sobre o horizonte para garantir o alinhamento perfeito da imagem.

O botão RESET permite que você cancele todo o CROP feito e retorne à imagem original.

Sessão Basic

Nesta sessão é que você faz os ajustes básicos do Lightroom. Ela se divide em quatro subsessões.

Treatment

Permite você escolher o tratamento da imagem em cor (COLOR) ou tons de cinza (GRAYSCALE). É o ponto de partida do tratamento da imagem. Com o sistema do Lightroom, você pode ter a mesma imagem tratada em formato PB e cores, sem a necessidade ter 2 arquivos RAW.

WB

Balanço de branco é algo extremamente importante. Principalmente quando você fotografa em RAW, pois o programa lhe dá a oportunidade de corrir qualquer erro no balanço de branco da imagem sem perda na qualidade. O menu WB oferece as opções AS SHOT, que utiliza o balanço de branco usado pela câmera no momento da captura, AUTO, que equilibra o branco através de um algotitmo do programa e, para imagens em RAW, as opções clássicas de Tungsten, Fluorescent, Daylight, Shade e etc.

As barras TEMP e TINT permitem que você manipule manualmente o balanço de branco, seja para correções ou para aplicações criativas (como aquecer/esfriar uma imagem).

Mas uma das ferramentas mais bacanas desta sessão é o conta-gotas. Selecionar o conta-gotas e clicar em um ponto da imagem que deveria ser neutro/branco, faz com que o programa automaticamente ajuste o balanço de branco da imagem para neutralizar a imagem.

DICA: Se você executar uma série de imagens em RAW sob a mesma iluminação, compensa fazer uma foto utilizando um elemento branco ou cinza neutro (como uma folha de papel ou um cartão cinza 18%). Depois basta clicar com o conta gotas na folha branca e deixar o LR trabalhar. Registre, então, a configuração do WB como um preset, e aplique em todas as outras imagens feitas sob a mesma luz.

Tone

O botão AUTO é AUTOEXPLICATIVO (trocadilho). Na verdade, ele simplesmente utiliza um algoritmo do programa para tratar sua imagem, de forma similar ao AutoLevels do Photoshop. Se você realmente quer tratar suas imagens, ignore ele.

EXPOSURE: Aumenta e diminui, em até +/- 4EVs, a exposição da imagem. Com imagens em JPEG isto provoca perda de qualidade e aumento no ruído. As imagens RAW possuem uma amplitude maior de dados e permitem uma alteração na exposição de, aproximadamente, +/- 2EVs sem perda forte de qualidade. Não esqueça de observar o histograma sempre que mover estes comandos.

RECOVERY: Estourei as altas luzes, e agora? Agora ferrou… isto é, ferrou se você não fotografa em RAW e não tenha sobrado informações em pelo menos 1 canal de cor da imagem. Caso ainda haja informações a serem salvas, o slider RECOVERY recupera os detalhes nas altas luzes. Usado com parcimônia, este comando pode recuperar os detalhes em áreas estouradas de imagens em RAW… com exagero, ele escurece e acinzenta a imagem.

FILL LIGHT:Este comando clareia os tons-médios e sombras médias da imagem, evitando mexer nas altas luzes para evitar estouros. Como resultado, ele abre as áreas de sombras das imagens, de forma “similar” ao uso de um flash de preenchimento.

BLACKS: Este comando reduz a amplitude dinâmica das áreas de sombra da imagem, fazendo com que pixels próximos aos preto total se tornem preto total. Ajuda a escurecer a imagem, avivar as cores e recuperar imagens com pouco constraste.

Os comandos BRIGHTNESS e CONTRAST são óbvios, e de maneira simplificada replicam as possibilidades dos comandos acima. Se você realmente dominar os quatro comandos desta sessão (Exposure, Recovery, Fill Light e Blacks) estes dois comandos serão quase inúteis.

Presence

Enquanto os comandos da sessão anterior lidavam com a luminosidade da imagem, os comandos desta região lidam com as cores.

CLARITY: este comando aumenta o contraste das áreas de meio-tons. Ela não mexe nos tons médios, nos preto e branco total, mas clareia proporcionalmente tudo que estiver acima do cinza médio, e escurece tudo que estiver abaixo, aumentando o contraste da imagem. O efeito é simular ao de se aplicar uma curva em forma de “S” no filtro CURVES do Photoshop.

VIBRANCE: este comando aumenta a saturação das cores de forma proporcional. Quanto menor for a saturação de um determinado ponto, mais efeito o Vibrance tem sobre ele. Isto é ótimo para foto com pessoas ou cores fortes, pois evita que a saturação fique muito artificial e estoure algum canal de cor da imagem.

SATURATION: diferente do Vibrance, este comando amplia a saturação da imagem como um todo. Isto pode fazer com que algumas cores que já estejam bem saturadas se tornem manchas e estourem, além de dar um tom mais artificial na imagem.

Sessão Tone Curve

As aplicações desta sessão são similares às aplicações da subsessão TONE da sessão BASIC, mas oferecem a você um controle mais amplo. Esta sessão também simula a aplicação das ferramentas CURVES e LEVELS do Photoshop.

Flutuar o cursor do mouse sobre o gráfico faz com que ele mostre a subdivisão das áreas da imagem em Shadows (sombras), Darks (escuros), Lights (claros) e Highlights (altas luzes). Puxar o gráfico para cima clareia esta região imagem, enquanto para baixo escurece. Os marcadores abaixo do gráfico alteram que parte da imagem será considerada por cada sessão. Ou seja, em uma imagem tipicamente escura, você pode puxar os marcadores para a esquerda e para considerar as partes mais claras da imagem como highlights. Alterar estas marcadores em uma imagem mediana, faz com que uma parte maior ou menor da imagem seja alterada por mudaças naquela região.

Os controles abaixo, Highlights, Lights, Darks e Shadows executam a mesma função de puxar o gráfico para cima ou para baixo. Qualquer alteração feita no gráfico reflete nos sliders, e vice-versa.

Mas o esquema mais bacana desta função (que até foi emprestado para o Photoshop CS4), é o fato de você poder alterar a curva diretamente na imagem. Para isto, basta clicar no ícones em forma de uma bolinha, no lado esquerdo do gráfico, e então clicar em qualquer parte da imagem e arrastar para cima ou para baixo. Isto alterará o gráfico no ponto correspondente à luminosidade do ponto da imagem aonde você clicou.

HSL/Color/Grayscale

Vimos parte da funcionalidade desta sessão no tutorial sobre conversão de arquivos para PB com o Lightroom. Em imagens coloridas, esta sessão serve para mudar o tom, a luminosidade e a saturação de regiões de cores específicas. Aqui você pode, por exemplo, aumentar a saturação dos verdes e azuis em uma imagem de paisagem, e ainda amagentar o azul para dar uma impressão de ter usado um filtro polarizados.

Cutouts rudimentares também são possíveis nesta sessão, bastando zerar a saturação de todas as cores, exceto a cor que você quer destacar.

Split Toning

Esta sessão serve para executar SplitToning, que é um tipo de processamento cruzado no qual se faz com que os tons escuros da imagem tendam para uma determinada cor, e os tons claros para outra. A sessão Highlights define os tons claros, enquanto Shadow define os tons escuros. Em cada um deles você tem os seguintes controles:

Hue: Seleciona o tom para o qual a região (clara ou escura) irá tender.

Saturation: Seleciona a saturação do tom para o qual a região irá tender.

Quadradinho com a cor: Permite a seleção da cor diretamente a partir de um Color Picker.

Balance: Define o ponto médio a partir do qual o Split Toning irá definir o que é highlight e o que é shadow. Configurado em 0 significa que tudo acima de cinza 50% é considerado highlight, e abaixo, shadow.

Como resultado, você pode utilizar esta sessão para simular lomografia, impressão em papel de cores diferentes, tintas diferentes, e outros efeitos especiais. O efeito fica extremamente bacana quando aplicado em imagens com poucos tons de cores.

Sharpening

A sessão shapening conta, de começo, com uma janela que mostra um pedaço da imagem em 100% (ou escala 1:1 pixel). Isto se deve ao fato de que é difícil perceber as mudanças do Sharpening quando a imagem não está em 100%. Assim, você pode visualizar as mudanças específicas nesta janela, enquanto visualiza a alteração de maneira geral na imagem central. Eu, pessoalmente, ainda prefiro dar um zoom de 100% na imagem central e acompanhar lá. A sessão Sharpening possui alguns “efeitos especiais” quando você altera certos comandos segurando a tecla ALT, que só são visíveis se a imagem central estiver com zoom de 100%.

Ao lado desta janelinha tem um ícone em forma de uma mira. Clicar nele e na imagem central reposiciona a visão da janela menor.

Amount: este comando controla a quantidade de sharpening que será aplicado a imagem. Quanto maior, mais nítida a imagem, porém maiores as chances de surgirem halos (auras) na imagem, que prejudicam. Segurar o ALT ao arrastar este controle faz com que a imagem fique PB para facilitar a visão da aplicação do sharpen na luminosidade da imagem.

Radious: O efeito do sharpen é aplicado nas áreas de “bordas” da imagem. Ou seja, o programa compara a diferença entre as cores dos pixels para definir as “bordas” da imagem e aplica o efeito nestas bordas. Esta opção aumenta o raio de ação do Sharpen em redor destas bordas. Para o sharpen padrão, de imagem que já possuem uma nitidez boa, uma quantia de 0.5 até 1 Radious é suficiente. Ir além deste valor ajuda a recuperar o foco/nitidez de imagens tremidas e desfocadas, mas o exagera deixa a imagem com auras artificais. Segurar o ALT ao arrastar o comando permite que você veja a área de ação do Sharpen, similar ao efeito gerado com o uso de HighPass e Overlay no Photoshop.

Detail: Enquanto o sharpen é aplicado nas bordas da imagem, o Detail aplica o sharpen nas áreas fora das bordas. Sua função é ampliar a nitidez em texturas e padrões que possuam cores semelhantes demais para serem considerados bordas. Aumentar o detail enfatizam as texturas da imagem (poros da pele, malha de roupa e etc), mas o exagero enfatisa também o ruído da imagem. Segurar o ALT ao movimentar este comando faz com que a imagem fique PB mostrando a aplicação da nitidez nas áreas de pouco contraste.

Masking: Este controle é importante, pois é ele quem define o quão diferente precisam ser as cores entre as diferentes áreas para o programa considerar aquele ponto uma “borda” (e aplicar o sharpen nele). Quanto maior for o Masking, mais restrito às bordas mais contrastadas ficará a aplicação do efeito. Segurar o ALT ao movimentar este cursor faz com a imagem fique preta com as bordas (área aonde será aplicado o sharpen) definidas em branco (com o masking em 0 a imagem fica toda branca, indicando a aplicação em toda imagem). À medida que o cursor move-se para a direita, menos áreas brancas indicam áreas mais restritas para aplicação do sharpening. Este comando é útil para se evitar que o sharpening afete demais a textura das coisas e realce o ruído da imagem.

Noise Reduction

Esta sessão, dentro de Detail, diz respeito à redução de ruído. Os comandos são simples, divididos em Luminance (que se trata do ruído monocromático, similar à granulação de filme) e o Color (que se trata do ruído colorido). Os controles são fáceis… quanto mais para direita, mais aquele determinado tipo de ruído é reduzido, mas o exagero pode levar à suavização e perda de detalhes da imagem.

DICA: Na fotografia digital, o ruído do tipo Color é mais preocupando do que o ruído Luminance. O ruído color deixa a imagem feia, confusa, e impresso em formatos pequenos prejudicam a reprodução das cores da imagem. Já o ruído do tipo Luminance, se mantido de forma razoável, pode até gerar um charme na imagem, simulando o visual de fotografia feita com filme.

Agora que você já conhece alguns dos comandos mais importantes do tratamento de imagem no Lightroom, vou deixá-lo por aqui. Os comandos Chromatic Aberration e Vignettes ficarão para um segundo momento. Bem como a utilização dos pincéis de aplicação localizada, redutor de olhos vermelhos e etc.

A última sessão CAMERA CALIBRATION, é bastante útil para se utilizar com os novos perfis de imagem do Lightroom, principalmente o novo perfil da Adobe, o Adobe Standard Beta, que reproduz melhor os vermelhos e amarelos do que o perfil que acompanha o Lightroom (ACR 4.4). Para saber como baixar, instalar e utilizar estes novos perfis, verifique o tutorial Santos Pixels Batman. O Lightroom acabou com minha foto.

Por hoje é só pessoal. Desculpe tê-los feito ler um post tão grande.

Espero que as informações sejam úteis para muitos de vocês.

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Outobro: Adobe CS4 Suite

23/09/2008

A Adobe anunciou para outubro o lançamento de seu mais novo pacote de aplicativo, o Adobe CS4 Suite. Como sempre, existem pacotes para todos os gostos e áreas de atuação. Seja você designer básico, aplicado, web designer, produtos de vídeos e tudo mais, sempre há um pacote com os programas que você precisa.

Dentro dos programas com os quais tenho mais familiaridade, Illustrator e Photoshop, algumas novidades me deixaram bastante empolgado:

Adobe Photoshop CS4:

– Rotação do Canvas e Visualização: o movimento da tela e zoom ficaram mais fluídos, e a partir do momento em que você aproxima o suficiente para que os pixels da imagem fiquem bem visíveis o Photoshop automaticamente adiciona um grid mostrando a localização de cada pixel. Além disto, surge a possibilidade de se rotacionar a visão, o que ajuda muito quem trabalha com tablet para desenhar na tela (é como inclinar o papel de desenho para fazer com mais facilidade uma certa parte).

– Transformação Alerta ao Conteúdo: imagine poder alargar ou achatar uma imagem sem que certos elementos que existam nela sejam deformados. A tecnologia não é nova, e permite que o programa reconheça elementos na imagem (ou você indique ao programa estes elementos) e as transformações feitas na imagem não distorcem estes elementos. Imagine a foto de uma praia com surfistas, e você poder alargar o tamanho da praia simplesmente arrastando, e o software evitando que os surfistas sejam distorcidos também. Agora o Photoshop faz isto.

– Profundidade de Campo Extensiva: fotografe diversas imagens com pontos de foco e DoF diferentes, e o Photoshop combina todas em uma imagem com nitidez em todo o campo de visão.

– Melhorias diversas: melhorias na ferramenta Adobe Camera RAW, nas ferramentas de tratamento como Dodge e Burn, e também na interação com o Lightroom.

Adobe Illustrator CS4:

– Múltiplas Áreas de Trabalho: a impossibilidade de se fazer documentos com muitas páginas no Illustrator incomodou muita gente. Mas agora o Illustrator permite documentos com diversas áreas de trabalho, com tamanhos e características diferentes, de forma que podem ser exportadas ou impressas como documentos multi-páginas.

– Transparência no Gradiente: Assim como no Photoshop, agora é possível adicionar transparência diretamente no gradiente. Até a versão anterior era necessário se produzir o gradiente, e então configurar uma transparência sobre ele.

– Blob Brush Tool: Uma ferramenta de pincel que cria “manchas” de tinta na tela que são fundidas em um único objeto vetorial. Ótimo para quem utiliza tablets para desenhar e pintar no Illustrator.

– Melhoria na Ferramenta Gradiente: O gradiente é, agora, manipulação em seus elementos diretamente na área de trabalho.

– Melhorias na Cliping Mask: não ficaram muito claras as melhorias. Mas se o programa passar a considerar as cliping mask apenas por sua área visível (no que se refere a manipulação e alinhamento), e não pela soma da máscara + objeto, já será uma melhoria e tanto.

– Separation Preview: previsão da separação das cores, para evitar surpresas na impressão como overprints brancos e etc.

É isto aí. Agora é aguardas os primeiros reviews e ver as novidades. Tudo aliado ao fato de que, finalmente, a Adobe resolver tornar o Creative Suite totalmente compatível com a arquitetura 64bits, pode fazer com que o upgrade valha a pena para muita gente.