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Canon EOS Rebel XSi/450D – Guia Prático Digital

14/03/2009

Canon_Capa.indd Foi com prazer, e uma certa dose de orgulho, que recebi ontem meu primeiro livro traduzido. Trata-se do livro Canon EOS Rebel XSi/450D – Guia Prático Digital (Digital Field Guide, no inglês), escrito por Charlotte K. Lowrie e traduzido para o português por mim, através da Editora Altabooks.

O livro trata-se de um manual sobre fotografia em geral, onde o leitor irá aprender a controlar os diversos modos da câmeras, suas vantagens e funcionalidade. Irá aprender como os diversos fatores como abertura, velocidade do obturador, ISO e distância focal afetam a imagem final. Aprenderá a função dos diversos tipos de lentes (até mesmo aquelas mais obscuras como a Tilt-and-Shift) e também dicas voltadas para diversos tipos específicos de fotografia (retratos, paisagem, paisagem noturna, macro, arquitetura, viagens e etc).

Além de aprender sobre fotografia como um todo, a didática do livro é toda voltada para os proprietários da câmera Rebel XSi/450D da Canon. Enquanto você aprende os meandros da fotografia, aprende a aplicar este conhecimento nos controles e recursos da própria XSi. Além disto o livro de aprofunda nos recursos específicos da câmera, como métodos de focagem, disparo e no Live View, recursos que permite fotografar visualizando atravez do LCD da câmera.

O livro está muito bacana, bem impresso, e conta com um apêndice onde você encontra todas as fotos do livro coloridas, com as legendas. A Altabooks e toda a equipa envolvida está de parabéns.

O livro já pode ser encontrado no site da editora (onde pode ser baixado um PDF de amostra do livro, com o índice, entre outras coisas), e em diversas livrarias físicas e virtuais. Um ótimo guia sobre fotografia, e um guia ainda melhor para quem é proprietário da Canon XSi/450D (apesar de que grande parte dos recursos também se aplica à XS e a XTi).

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Hollywood Effect e Layer Mask

04/03/2009

Hoje vamos falar de um efeito muito bacana e extremamente simples de se fazer e aproveitar o ensejo para falarmos de máscaras de layers (Layer Mask), que é uma ferramenta extremamente útil do Photoshop, principalmente para aqueles que gostam de manipulações não destrutivas (aquelas manipulações que não destroem a imagem sob ela).

O efeito Hollywood recebe este nome porque foi (e ainda é) muito utilizado em cartazes de filmes. Como resultado, você tem uma foto com um contraste interessante, não só na luminosidade quanto na saturação, no qual os olhos da pessoa são ressaltados. Vale lembrar que não é um efeito que funciona com qualquer foto. Ele funciona melhor com fotos com um bom contraste, porém com a luz não tão dura, na qual você tenha uma passagem mais sutil entre as áreas claras e escuras da imagem.

Para este tutorial, vou utilizar a foto do meu irmão, da época em que ele estava deixando uma barba no estilo Marcelo Camelo. A foto tem um fundo limpo, o rosto dele tem áreas claras e escuras com uma passagem sutil entre uma zona e outra, e os olhos dele tem uma cor bonita para se destacar.

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Vamos aproveitar este exercício também pegar o hábito de nomear as layers do Photoshop. Isto pode não parecer importante nesta imagem, onde teremos 4 layers no final do processo, mas será de extremo valor quando você tiver trabalhos de montagem com 30 ou 50 layers.

Se você estiver utilizando uma foto sua, lembre-se primeiro de tratá-la utilizando Curves, Levels e etc, ajustar o balanço de branco e tudo mais. Quanto maior a qualidade da sua foto no início do processo, mais bacana ficará o resultado final.

Feito o tratamento básico, você tem um arquivo do Photoshop com apenas uma layer, chamada Background. Muitas vezes gosto de duplicar esta layer e trabalhar na duplicata, para ter o original sempre que necessário. No caso deste efeito, não faremos alterações na layer Background, então ela servirá como a original sempre que precisarmos.

Comece duplicando a layer Background. Aqui vai uma dica, duplique a layer selecionando-a e pressionando o atalho CTRL+ALT+J, isto faz com que seja aberta uma caixa de diálogo solicitando o nome da nova layer, poupando-lhe o trabalho de ter de clicar na layer para nomeá-la. Escolha o nome PB para esta nova layer, e não precisa se preocupar com nenhuma das outras opções.

Com esta nova layer (PB) selecionada, selecione EDIT > ADJUSTMENT > DESSATURATE (CTRL+SHIFT+U). Sua imagem ficará PB, escondendo totalmente a imagem da layer Background. Para que um pouco da cor da imagem apareça, vá no painel LAYERS e reduza a Opacity da camada para 80%. Sua imagem ficará assim (aproveitei o lado vazio da imagem para colocar o painel Layers, como referência):

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Agora vamos duplicar novamente, mas você precisa ter cuidado pois a layer selecionada no momento é a PB, e nós queremos uma duplicata da layer Background (a colorida). Então vá ao painel LAYERS, selecione a layer Background e pressione novamente CTRL+ALT+J. Batize esta layer de SoftLight e, novamente, ignore as outras opções. A layer SoftLight irá surgir entre a layer PB e a Background, e como ela é idêntica a Background, você não vê diferença alguma na imagem. Clique na layer SoftLight e arraste-a para o topo da pilha de layers.

Sua imagem ficou colorida novamente, como era originalmente, porque a layer SoftLight é idêntica à foto original e está cobrindo as outras layers. Para executar o efeito, altere o Blending Mode (Modo de Mistura) da layer SoftLight para Soft Light, no menu indicado na imagem abaixo, e sua imagem ficará assim:

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A base do efeito está terminada (eu disse que seria fácil, não disse?). Agora vamos fazer o tal do destaque nos olhos. O destaque em si nada mais é do que permitir que você veja os olhos da foto original. Isto poderia facilmente ser feito copiando os olhos da layer Background em uma nova layer e arrastando-a para o topo da pilha. Mas faremos diferente, utilizando uma layer mark.

Selecione novamente a layer Background no painel Layers, pressione CTRL+ALT+J e batize como Destaque a nova layer. Copie-a para o topo da pilha. Sua imagem ficará como a original novamente, porém quermos apenas os olhos da imagem original.

Com a layer Destaque selecionada, pressione o botão Add Layer Mask na parte inferior do painel Layers. De início, você não verá nada de diferente em sua imagem, porém algumas novidades apareceram no painel Layers.

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Quando você cria uma Layer Mask, o Photoshop associa uma imagem em tons de cinza à layer selecionada. Esta imagem é o que chamamos de máscara (é o quadrado branco ao lado da miniatura da layer), e a função dela é ocultar ou mostrar áreas da imagem. A corrente entre as duas une as imagens… se você mover a imagem da layer, a máscara move-se junto e vice-versa. Se você clicar na corrente, pode mover um sem mover o outro.

Perceba que existe uma sutil modura ao redor da miniatura da layer, esta indica que no momento a layer está selecionada. Qualquer alteração que você fizer no Photoshop neste momento será aplicada à imagem da layer. Clique no quadrado branco para ver esta moldura mudar para ele, indicando que a máscara está selecionada. A partir de então, qualquer alteração feita no Photoshop, com qualquer ferramenta, será aplicada à márcara.

A máscara só aceita tons de cinza, então sempre que uma máscara estiver selecionada, a sua cor escolhida aparecerá como um tom de cinza no seletor de cores. Você pode escolher outra cor no Color Picker, mas ela sempre será convertida em um tom de cinza.

A máscara utiliza tons de cinza porque ela não guarda informações de cores, e sim de transparência… a máscara oculta e mostra a imagem da layer através de áreas de transparência e opacidade, que são definidas pelos tons de cinza da máscara. Branco é opacidade total, preto é a transparência total, e qualquer tom de cinza gera um nível de transparência proporcional.

Nosso primeiro passo será fazer a máscara ocultar totalmente a imagem, para voltar a ver nosso efeito hollywood abaixo. Para fazer isto, selecione a máscara, vá ao painel SWATCHES e escolha o preto total. Selecione a Paint Bucket Tool (o Balde, está abaixo da ferramenta Gradiente) e clique na imagem. Você voltará a ver o efeito Hollywood, e o quadrado que representa a máscara no painel Layers ficará completamente preto, indicando que a imagem está totalmente mascarada.

Agora, queremos que você possa ver os olhos, para isto termos que pintar só a área correspondente aos olhos, na máscara, de branco (que representa a opacidade total). Com a máscara ainda selecionada, selecione a ferramenta Brush e escolha um pincel pequeno e de bordas suaves (pequeno o suficiente para permitir que você pinte sobre os olhos com certa precisão). Selecione a cor Branca total (que representa opacidade na máscara) e pinte sobre os olhos. Perceba, à medida em que pinta, que a imagem mascarada surge aonde você pinta com branco.

Se você quiser ver a máscara real (e não a imagem), segure a tecla ALT e clique sobre o quadrado que representa a máscara no painel Layers. Surgirá no seu documento uma imagem em tons de cinza da máscara, e você pode editá-la neste modo se quiser (para preencher, quem sabe, buracos nas áreas que você pintou). Para retornar ao modo normal, clique em um outra layer ou na miniatura da layer com a máscara.

Sua imagem deverá ficar algo assim:

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Você pode explorar o recurso da máscara, pintando de branco, por exemplo, sobre a camisa ou qualquer outra área que você queira destacar com as cores originais. Veja abaixo a imagem com a máscara em tamanho reduzido (clique para ampliar):

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Quais as vantagens de utilizar este recurso ao invés de simplesmente recortar e colar as áreas desejadas a partir da layer Background? Primeiro, a máscara não é destrutiva. Cortou errado? Pintou aonde não devia? Simplesmente mude a cor do pincel (para preto ou branco, conforme precisar) e pinte novamente… a imagem original sempre estará ali, e a máscara pode ser mudada constantemente.

Em segundo lugar, isto permite a você experimentar de outros modos. Digamos que você quisesse mudar a cor dos olhos do sujeito. Basta selecionar a layer destaque (a imagem, não a máscara) e alterar as cores do jeito que você quiser. Apesar da mudança de cor afetar toda a imagem, você verá apenas o efeito dos olhos, pois é a única parte visível através da máscara.

Por último, todo o tipo de ferramenta pode ser aplicada à máscara. Degradês, filtros, texturas, pincéis… tudo que possa ser aplicado à uma imagem PB pode ser aplicado à máscara. Isto abre portas incríveis para a criatividade.

Em um segundo momento exploraremos melhor os recursos que as máscaras abrem no Photoshop, incluindo a utilização de filtros na própria máscara. Até lá, espero que você se divirta com o efeito Hollywood.

DICA: Se você segurar a tecla ALT no momento em que pressionar o botão ADD LAYER MASK, o Photoshop automaticamente adiciona uma máscara preta ao invés de uma branca, ocultando a imagem. Este recurso poupa um passo no tutorial, e é vantajoso sempre que você criar uma máscara com a intenção de mostrar apenas algumas partes.

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Pierce Brosnan vai produzir biografia de Robert Capa

26/02/2009

Não sou muito fã de fazer metajornalismo (tirar notícias de outro blog para postar aqui), mas esta realmente merece ser citada, visto que não é comum sair filmes biográficos sobre fotógrafos:

Pierce Brosnan vai produzir a cinebiografia do fotojornalista Robert Capa. O projeto vai ser desenvolvido pela Irish Dreamtime, produtora do ator, e a direção deve ficar com Paul McGuigan (Xeque-Mate). Não está definido se Brosnan também estrelará o filme.

Nascido na Hungria, André Friedmann adotou o nome de Robert Capa, com o qual se tornou um dos fotógrafos mais conhecidos do mundo – especialmente por suas imagens de conflitos como a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial – e co-fundador da agência Magnum. Capa foi um dos poucos fotógrafos presentes no Dia D, eternizando imagens dos soldados que participaram do desembarque na Normandia em 6 de junho de 1944, e também documentou a libertação de Paris e o conflito após a criação do Estado de Israel em 1948.

O fotógrafo morreu em 1954, quando pisou em uma mina ao documentar a Guerra na Indochina. Sua vida particular também foi interessante, incluindo a amizade com o escritor John Steinbeck e um relacionamento com a atriz Ingrid Bergman.

A MGM tem a prioridade para financiar o filme. O projeto sobre Robert Capa deve substituir outra biografia para Brosnan. O ator deveria participar de Heaven and Earth, sobre James Miranda Barry, uma mulher forçada a se disfarçar de homem para seguir a carreira médica. O filme estava em pré-produção e a filmagem deveria ter começado na semana passada, mas a crise econômica vitimou o projeto por enquanto.

Fonte: (O)melete

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Photoshop e o ‘Bug’ do Image Size

24/02/2009

Olá pessoal. Primeiro, desculpa pelo breve sumiço. O apartamento aonde morarei com minha noiva está ficando pronto e com isto vem todo aquele corre-corre de orçar cozinha, ver pisos e coisas do tipo. Isto somado ao fato de eu estar trabalhando na tradução de um livro me tomam todo o tempo disponível. Mesmo assim, agradeço a todos que têm frequentado o blog (já passamos das 11.000 visitas), e prometo que evitarei intervalos tão longos entre um post e hoje.

O post de hoje surgiu de uma dúvida de um grande amigo via MSN. Ele veio comentar sobre um bug estranho no Photoshop. Ele criava um novo arquivo de 15 x 21 cm no New Image, com 300 dpis. Com o arquivo criado, se ele fosse em EDIT > IMAGE SIZE, o Photoshop indicava que a imagem teria 150,03 x 209,97 mm, e não 150 x 210mm como seria de se esperar. Por que isto acontece?

Isto não é um bug… na verdade, foi a opção do pessoal da Adobe fazer com que o programa mostre ao usuário uma medida mais honesta e precisa, ao invés de arredondá-la.

Se você lembra deste artigo sobre resolução, deve lembrar que o computador SEMPRE trata suas imagens em termos de pixels. Que a medida física e a resolução são simulações utilizadas para o momento em que o programa precisa, por qualquer motivo, aplicar medidas físicas à imagem (uma impressão, por exemplo). Então, enquanto a imagem estiver no computador, a medida em pixels sempre será prioridade.

Isto posto, fica mais fácil compreender o motivo pelo qual o PS lhe mostra aquela medida. Quando você cria a imagem de 15x21cm (300dpis) no PS, ele na verdade cria uma imagem com tamanho em pixels adequado para este tamanho. Como trabalhamos com dpi (Pontos por Polegadas), precisamos converter o tamanho da imagem em polegadas, então temos uma imagem de 5,905512×8,267717 polegadas. Multiplicando isto por 300 (pontos por polegadas), temos uma imagem de 1771,6536 por 2480,3151 pixels.

Agora surge o problema… não existe como o computador criar “meio pixel”… ou existe um pixel, ou não existe um pixel. Muito menos o Photoshop poderia criar uma imagem que tivesse 0,6536 pixels. O número de pixels de uma imagem só pode ser inteiro. Isto posto, o PS arredonda os pixels da imagem para 1772×2480 pixeis, o número inteiro mais próximo.

Agora podemos fazer o cálculo inverso:

Uma imagem de 1772×2480 pixels em 300 dpis possui o tamanho de 5,9066 por 8.2666 polegadas. Que significa 150,0378 por 209,9733164. O Photoshop arredonta isto para duas casas decimais, resultando na medida de 150,03×209,97 que você vê na imagem.

Isto só reforça a informação anterior de que o tamanho prioritário de uma imagem no computador sempre é sua dimensão em pixels. Sendo que seu tamanho em medida física e sua resolução são apenas frutos desta dimensão.

Um grande abraço, e até mais.

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Curves – O que é? O que faz?

26/01/2009

Estes dias um camarada do fórum Digifórum postou o seguinte: “eu vejo um monte de tutorial que utiliza Curves, quando preciso sei que curva fazer e tudo mais, mas não tenho certeza de como, exatamente, o painel afeta a minha imagem.” A dúvida deste colega inspirou este posto, que visa explicar como funciona o painel Curves.

Eu sempre gostei de dizer para meus alunos de Photoshop: “É mais importante aprender o que determinado comando faz, do que aprender para que ele ser. Quando você aprende para que um comando serve, ele só serve para aquilo. Quando você aprende o que ele faz, ele pode vir a servir para coisas que ninguém antes havia imaginado.”

Correção de Iluminação

O Photoshop possui 3 ferramentas básicas, de complexidade crescente, para afetar a iluminação/contraste de uma imagem. A primeira delas é o básico Brightness/Contrast, que afeta de forma bastante grosseira o brilho e o contraste de uma imagem. É uma ferramenta bastante rude e deve ser ignorada na maior parte do tempo em prol de ferramentas mais versáteis.

A segunda ferramenta é o Levels (Ctrl+L). O Levels possui um funcionamento similar ao que encontraremos em Curves, mas ele limita os pontos onde você pode interfirir e a amplitude destes pontos. É uma ótima ferramenta para quem está começando no Photoshop, e permite ao usuário clarear as altas luzes, escurecer as sombras e alterar os meio-tons de uma imagem. Bem utilizado, pode fazer milagres pelo contraste e luz de uma imagem.

A terceira ferramenta é a estrela deste artigo, e a mais versátil e complexa das três, a ferramenta Curves (Ctrl+M). Versátil, pois ela permite que você afete a curva tonal da imagem de forma livre, obtendo todo o tipo de efeito.

Curva Tonal

Uma Curva Tonal é um gráfico que define uma relação de entrada e saída da escala tonal (tons de iluminação) de uma imagem. Ela se parece, inicialmente, com o gráfico abaixo:

curves_01

O que vemos neste gráfico? Primeiro, temos de compreender o que significam as barras em degradê no eixo horizontal e vertical do gráfico, pois elas são a nossa dica para como o gráfico afetará a imagem.

O eixo horizontal, chamado no PS de INPUT, mostra a escala tonal da imagem original (antes do Curves ser aplicado), indo do ponto mais escuro à esquerda até o mais claro à direita. O eixo vertical, chamado de Output, mostra a mesma escala tonal, mas refere-se à imagem de saída, após o efeito do Curves ter sido aplicado.

No fundo da imagem vemos um suave histograma (gráfico) em cinza. Este histograma é apenas uma base para você visualizar o nível de luminosidade de sua imagem, o gráfico mostra quantos pixels sua imagem tem em cada nível de luminosidade. Na imagem acima podemos ver que o histograma indica um suave acúmulo de pixels nas áreas mais escuras, uma grande quantidade nos meio tons, e nenhum pixel nas áreas mais clares. Em resumo, aquele “lapso” entre o histograma e o lado direito do gráfico indica que o ponto mais claro da minha imagem possui uma luminosidade de pouco mais de 75%, o que me deixa uma brecha para melhorar o contraste da imagem.

O que o gráfico da Curva Tonal que vemos nos diz? Ela é o que chamamos de Curva Linear (paradoxal, não?). Como cada ponto do eixo horizontal se relaciona com o mesmo ponto no eixo vertical, podemos dizer com facilitade o que esta ‘curva’ faz pela imagem. Exatamente, NADA! Pois a relação de entrada é a mesma da saída.

A medida em que movemos a curva tonal, clicando e arrastando sobre ela (este é apenas um dos métodos), podemos alterar a relação da luminosidade da imagem original com a imagem resultante. Vamos dar uma olhada na imagem que gerou este histograma e esta curva tonal.

12SFGF - Olhar do Rei

Bichinho simpático. Pois bem, foi ele quem gerou aquele histograma lá em cima. O acúmulo de pixels que vemos nas áreas escura dizem respeito ao focinho e contorno dos olhos do animal, mas de resto, quase toda a imagem está no campo dos meio-tons. As regiões mais claras, como as manchas brancas, estão em um cinza suave, por isto há aquele intervalo entre o histograma e o lado direito do gráfico, pois não há pixels com luminosidade próxima a 100% na imagem.

Agora vamos mexer um pouco na curva. Se você desejar, clique na imagem do leão acima e copie a versão em 600 x 400 pixels para utilizar no Photoshop. Depois de aberto a imagem pressione Ctrl+M ou vá em IMAGE > ADJUSTMENT > CURVES para abrir o diálogo Curves. Você verá um gráfico similar ao que temos acima.

Comece pressionando o botão CURVE DISPLAY OPTIONS na parte inferior da janela para abrir algumas opções extras do diálogo. Na parte direita desta nova região há dois ícones quadrados, clique no que tem a grade mais complexa para visualizar melhor as alterações no gráfico. Seu diálogo deve ficar como este:

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O Photoshop CS4 pegou emprestado uma ferramenta muito útil do Lightroom que ajuda você a fazer alterações na curva tonal da imagem. Neste momento, utilizaremos ela apenas para analizar a posição dos pixels da imagem no gráfico, mas você pode utilizar ela para clicar a arrastar diretamente sobre a imagem alterando a parte da curva responsável por aquela região. Então, clique no ícone em forma de um dedo com setas na parte esquerda do painel.

Com esta ferramenta selecionada, flutue seu mouse sobre a imagem, e perceba que uma pequena bolinha aparece sobre o gráfico. A bolinha indica exatamente em que parte da curva está aquele pixel sob o cursor do seu mouse. Quanto mais escuro, mais para a esquerda estará a bolinha, quanto mais claro, mais para a direita. Perceba que é quando você flutua o mouse sobre as manchas brancas do leão que a bolinha atinge o ponto mais alto do gráfico, e que este ponto chega, no máximo, à última linha do gráfico, nunca entrando no último quadradinho do canto superior direito. Isto acontece porque ali estariam os pixels mais claros possíveis, e nossa imagem não tem nenhum. Clique no botão do dedinho novamente para desabilitar esta ferramenta.

Vamos fazer nossa primeira alteração na curva. Clique no ponto do canto superior direito do gráfico e arraste-o horizontalmente até a primeira linha do gráfico, assim:

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Agora nossa curva conta uma novidade para o Photoshop. Ela diz para o Photoshop que o ponto mais claro da imagem original (que tinha uma luminosidade de cerca de 229 – na escala de 256 níveis, de 0 até 255), deve ter, na imagem final, uma luminosidade de 255. Isto clareará as altas luzes da imagem, mas também afeta os outros níveis de luminosidade. Perceba agora como o cinza médio da imagem (a linha vertical central do gráfico) está deslocada para cima um pouco, isto nos diz que o cinza médio da imagem original foi levemente clareado na imagem final. Perceba que se você der OK agora, e então abrir novamente o diálogo Curves, o histograma terá mudado e o lapso entre o gráfico e a margem direita do gráfico não existe mais. Isto é porque agora sua imagem tem pixels nas áreas mais claras dela.

Como utilizar

Você pode clicar diretamente no gráfico da curva tonal para criar novos pontos que você pode mover, afetando assim a curva tonal da sua imagem. Quanto mais para a esquerda estiver o ponto, mais escuras são as áreas da imagem afetadas por ele, mais para direita, áreas mais claras. Mover o ponto para cima clareia aquela área, mover para baixo, escurece-a.

No nosso movimento, acabamos subindo o gráfico nas regiões mais claras da imagem, gerando assim um clareamento destas áreas.

Para alterar os meio tons da imagem, gere um ponto no centro dela e arraste para cima para clarear e para baixo para escurecer. Para aumentar o contraste da imagem crie uma curva em S, como a que vemos abaixo, escurecendo (descendo) as regiões escuras e clareando (subindo) as regiões claras.

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Se você inverter completamente o gráfico (puxando o ponto inferior esquerdo totalmente para cima, e o superior direito totalmente para baixo), inverterá a luminosidade da foto, gerando um negativo. Agora, pense só, com isto você tem o poder de inverter a luminosidade apenas de determinada área do gráfico, invertendo a relação apenas de um pedaço. Poderoso, não?

Com isto a ferramentas Curves permite que você afete a luminosidade apenas em determinada região tonal da imagem, como por exemplo clarear apenas as meia-sombras da imagem, sem afetar o resto da mesma.

Neste painel você ainda tem a opção de alterar o menu flutuante CHANNEL. Por padrão ele vem em RGB, o significa que o gráfico afetará todos os três canais de cor da imagem, afetando assim a luminosidade da mesma. Mas você pode trocar para afetar os canais de cor (Red, Green e Blue), afetando apenas estes canais. O funcionamento da curva é identido para todos os canais. Este recurso é muito útil para se trabalhar no modo de cores LAB, mas veremos isto em outro artigo.

Por agora, veremos um último recuros do diálogo Curves, que pouca gente conhece e utiliza, mas que é extremamente útil. A priori, retorne a imagem do leão ao original de quando você baixou.

Conta Gotas

No painel CURVES há, logo abaixo do gráfico, três conta-gotas… um cheio de ‘tinta’ preta, outro de cinza, e outro de branco. Estes conta-goras funcionando da seguinte forma. Selecionar o conta-gotas preto e clica na imagem diz ao Photoshop que aquele ponto que você clicou deve ser preto, então o Photoshop irá alterar toda a curva de forma que aquele ponto que você clicou fique preto (ele altera toda a curva de forma equivalente, para aquilibrar a luminosidade). Clicar com o conta-gotas branco diz que aquele pixel deve ser branco, e o mesmo acontece com o conta-gotas cinza, que torna o ponto clicado em cinza 50%.

O problema desta ferramenta é que ela estoura (clipa) o ponto clicado. Ou seja, você pega a ferramenta conta-gotas branco, clica na imagem, e todo aquela área vira branco puro, arriscando perder os detalhes. Mas para resolver isto, existe um macete.

Dê um duplo clique sobre o conta-gotas branco. Isto fará abrir o Seletor de Cores do Photoshop. Neste seletor as cores RGB estarão especificadas em 255, 255, 255… mude esta configuração para 254, 254, 254, isto fará com que o ponto clicado fique quase branco, e não branco puro, evitando o estouro. Clique OK.

Agora faça o mesmo com o conta gotas preto. Duplo-clique, e configure o RGB para 1, 1, 1. Dê OK também.

Selecione o conta gotas preto e clique na área mais escura da imagem (o focinho do leão). Você verá que não acontece nada, pois o focinho dele já está bem preto. Mas agora clique no conta gotas branco, e clique na região mais clara (a mancha branca próxima ao olho). Agora, sim, aumentou bastante o contraste da imagem.

As vezes, este movimento estoura as cores da imagem, pois você acaba clicando em um ponto que não é o mais claro da imagem. Então clique na opção SHOW CLIPPING para visualizar as áreas estouradas da imagem. Alguns pontos de estouro não são problemas, mas manchas grandes são. Se houver alguma mancha grande em uma área importante da imagem (área que precise manter os detalhes), sem sair da opção SHOW CLIPPING, clique com o conta gotas branco sobre uma destas áreas. Você verá que diminuirá as áreas estouradas. Saia do SHOW CLIPPING e utilize a opção PREVIEW para visualiza o antes e depois da sua imagem.

Perceba que o CURVES moveu até as curvas dos canais de cor (surgiram linhas coloridas no gráfico), isto é porque ele alterou os canais de cores da imagem de forma equilibrada para converter o ponto sobre o qual você clicou em branco neutro. Isto pode ser muito útil também para corrigir desvios de cor na sua imagem e executar o balanço de branco.

Utilizando o CURVES na imagem do Leão, com os conta-gotas, depois dando OK, e então entrando em CURVES novamente para aumentar o contraste com uma suave curva em S, cheguei neste resultado.

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Muito se aprende sobre o curves utilizando-o e visualizando seus efeitos sobre as imagens, espero que este artigo lhe ajude a explorar com mais propriedade esta incrível ferramenta para tratamento de imagem, e quem sabe levá-la além. Em um artigo futuro explicarei como utilizar o CURVES para fazer uma letra simulando metal. Até lá, um grande abraço.

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Distância Focal e Relação de Profundidade

12/01/2009

Certo, você já deve ter escutado diversas vezes sobre a relação entre a distância focal e a relação de profundidade entre os elementos de determinada cena. Já deve ter escutado que objetivas com menor distância focal ampliam a distância entre os planos da cena e reforçam a sensação de perspectiva, e que objetivas de maior distância focal achatam a cena reduzindo a distância entre os planos e a relação da perspectiva.

Bem, aposto que se eu disser que esta relação entre a distância focal e a relação de profundidade não existe você irá me achar louco, não é? Acontece que é a mais pura verdade, a alteração da distância focal não tem qualquer relação com a relação de distância entre os planos da cena. Calma lá, a máxima da fotografia, de utilizar objetivas de maior distância focal para ‘achatar’ as cenas ainda é verdade… em resumo, o milagre está correto, o santo é que está errado.

Acontece que alterar a distância focal da objetiva (através do zoom) não altera de qualquer modo a perspectiva e relação das distâncias dos elementos. Veja as imagens abaixo, respectivamente em 18mm e 55mm (clique na imagem para visualizar em tamanho maior).

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Você percebe qualquer diferença na relação entre os planos da imagem? Perceba que a única coisa que alterei entre uma imagem e outra foi a distância focal da objetiva, todas as demais configurações da câmera continuam idênticas. Perceba que a única alteração causada pela mudança na distância focal foi o ângulo de visão da imagem (em resumo, o quanto da cena fica “visível” para o sensor).

Fica difícil perceber? Então vou facilitar. A imagem abaixo mostra as mesmas duas imagens acima, com a diferença que sobrepus a foto em 55mm sobre a foto em 18mm, e redimensionei-a para se adequar à área compreendida por ela. A imagem no centro é a capturada em 55mm.

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Qualquer diferença na relação entre os planos? Nenhuma não é? A imagem é exatamente idêntica, a única alteração causada pela passagem da distância focal de 18mm para 55mm foi a área capturada pelo sensor.

Agora olhe a imagem seguinte.

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Percebeu que agora sim aconteceu uma alteração na relação entre os planos da cena? A primeira foto foi capturada com 18mm, e a segunda com 55mm, e é claramente perceptível que na primeira foto a perspectiva é bastante enfatizada, e a distância entre os objetos parece muito maior.

Por que isto aconteceu? Perceba que não alterei nenhuma configuração na câmera além da distância focal. Mas se eu já falei que isto não tem nada a ver com a distância focal, o que mais mudou? Mudou algo que é tão natural que não percebemos, que é fácil ignorar por ser um elemento externo à câmera. Além de mudarmos a distância focal, mudamos também nossa distância em relação aos objetos (para podermos enquadrar a mesma cena de forma completa – indo desde o primeiro objeto até o último – foi necessário afastar a câmera da cena à medida em que aumentamos a distância focal). Pois é esta distância que, sim, afeta a relação de distância e perspectiva dos objetos.

Isto deve-se a um fenômeno bem conhecido chamado de perspectiva. A perspectiva é aquele fenômeno visual que faz com que os objetos mais distâncias do observador parecem menores em relação aos objetos de mesmo tamanho nos planos mais próximo. Acontece que assim como o tamanho dos objetos fica menor, o tamanho da distância entre eles também… em resumo, se você tem vários objetos com uma distância de 10 cm entre eles, esta distância parece visualmente menor à medida em que se afasta do observador.

Assim sendo, a medida em que você se afasta dos objetos, a distância entre eles também parece visualmente menor. O único papel da distância focal aqui é ‘enxergar’ uma área menor da cena. Veja agora o que acontece quando reduzimos a distância focal da imagem direita da última captura para 18mm novamente.

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Perceba que como não alterei a distância entre a câmera e os objetos, a relação entre os planos não foi alterada. Vamos sobrepor as imagens como fizemos anteriormente.

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Novamente, alterar apenas a distância focal não resulta em nenhuma mudança na perspectiva ou relação entre planos dos elementos da cena.

A intenção deste artigo é apenas aguçar a curiosidade, e também levar você a pensar na importancia que há em não utilizar apenas o zoom da sua câmera, mas também se deslocar e mudar sua distância em relação à cena a ser fotografada. Utilizando este processo, a máxima que você aprendeu estudando e praticando fotografia continua valendo, grandes distâncias focais são úteis quando você quer ‘achatar’ a cena, e grandes angulares para quando você quer enfatizar a perspectiva dos elementos.

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Lomografia Digital

07/01/2009

O termo lomografia surgiu do termo registrado Lomographische AG, da Áustria, para produtos e serviços relacionados à fotografia. O nome inspirou a empresa óptica LOMO PLC de São Petesburgo, Rússia, que desenvolveu a câmera compacta de 35mm LOMO LC-A. As características das fotos desta câmera inspiraram o tipo de imagem que hoje é considerado Lomografia, oferecendo fotos com tonalidade e saturação de cor características e suaves. Diversas câmeras são utilizadas, atualmente, para produzir a chamada Lomografia, que enfatiza fotos casuais, suavemente borradas e “acidentes felizes”. A lomografia presume espontaneidade sobre a técnica formal, câmeras típicas voltadas para lomografia são deliberadamente simples e mal construidas, algumas exibindo distorções cromáticas, vazamento de luz e fortes distorções ópticas.

Na fotografia de película a lomografia pode ser simulada através do processo de processamento cruzado (cross-process), no qual um slide é revelado através do processo químico de película ou vice-versa. No universo da fotografia digital existem diversos métodos para simular os efeitos da lomografia, que variam de acordo com o gosto de cada um, e neste artigo veremos um deles.

Então, mãos na massa. Escolha uma foto cotidiana, com cores bacanas, tirada de forma espontânea e que, de preferência, envolva pessoas na cena. Claro, a foto fica a seu critério, mas já que iremos simular o visual da lomografia, nada como fazê-lo em uma foto que siga suas ideologias. Eu escolhi a foto abaixo, com meu pai e meu irmão mais novo dormindo aconchegados em uma rede de balanço.

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O primeiro passo seria dar um tratamento na imagem. Corrigir brancos, acertar sombras e altas luzes caso necessário. Como a imagem acima saiu do meu arquivo pessoal, ela já está tratada, mas caso você tenha feito uma captura própria para lomografia, não exagere no tratamento, pois um pouco de brancos estourados ou pretos fortes também dão um charme na lomografia.

Comece duplicando a layer BACKGROUND com a imagem e ocultando a original clicando no ícone em forma de um olho ao lado da miniatura da imagem no painel LAYERS. Mais tarde precisaremos da imagem original para determinado efeito, e ter a imagem original também nos possibilita corrigir qualquer erro durante o processo.

O primeiro passo na lomografia é criar seu padrão de cores distorcido, e fazemos isto aumentando o contraste dos canais Red (vermelho) e Green (verde) da imagem RGB. Para fazer isto, clique na aba CHANNELS (que fica ao lado da aba LAYERS na configuração padrão do Photoshop) para visualizar os canais de cores, clique no canal RED e a imagem ficará em tons de cinza, mostrando apenas os valores para o canal RED (branco para vermelho total, e preto para a ausência total de vermelho). Com o canal selecionado, você pode manipulá-lo como faria com qualquer imagem PB, e o que faremos aqui é ir ao menu IMAGE >> ADJUSTMENT >> BRIGHTNESS/CONTRAST para abrir o diálogo. No diálogo, certifique-se de que a opção “USE LEGACY” (caso presente) esteja desabilitada e aumente a opção CONTRAST para 90 (você pode variar o número aqui, mas 90 é um bom ponto de partida). Percebe que o contraste da imagem em tons de cinza aumentou, clique OK.

Agora, ainda na aba CHANNELS, escolha o canal GREEN e repita o processo, aumentando o contraste do canal verde para 90 (ou a mesma quantia utilizada no canal RED). Após clicar OK, clique na opção RGB na aba CHANNELS para selecionar novamente todos os canais (Red, Green e Blue) e ver como a sua imagem já adquiriu a tonalidade distorcida característica de cores.

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Agora duplique a layer onde o contraste foi aplicado (esta com as cores distorcidas), com a layer duplicata selecionada pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem ou vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> DESATURATE. A imagem ficará em tons de cinza, nela aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR com cerca de 25 pixels em RADIUS. Finalmente, na parte superior esquerda do painel LAYERS está um menu sem rótulo (com a opção NORMAL selecionada) que chamamos de BLENDING MODE (modo de mistura), altere este menu para a opção OVERLAY. Caso o efeito fique muito forte, reduza a OPACITY desta layer para suavizar. Aqui eu reduzi para 40%, o que me deu mais contraste nas cores e também um visual levemente mais suave.

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Você pode ficar contente neste ponto e dar por fim sua lomografia, mas para efeitos de experimentação vamos um pouco mais a diante. Mas, para seguir, abra a aba HISTORY do Photoshop (caso não esteja visível, vá em WINDOW >> HISTORY) e clique no botão CREATE NEW SNAPSHOT na parte inferior do painel. Isto cria um “retrato” do estado atual da imagem, para onde você pode retornar caso deseje.

Feito isto, vamos clarear um pouco a imagem, pois isto irá destacar nossos passos finais na lomografia. Para tanto, é necessário unir as layers da lomografia, deixando separada apenas a layer com a imagem original. Selecione a layers colorida com as cores contrastadas e, segurando a tecla CONTROL clique na layer em tons de cinza para selecionar ambas. Com as duas selecionadas, pressione CTRL+E para mesclar as duas layers em uma só.

Isto feito, com esta layer mesclada selecionada, vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> CURVES para abrir o diálogo curves. No diálogo há um gráfico. Clique no meio do gráfico para criar um novo ponto e puxe-o para cima, criando uma curva, isto fará com que a imagem seja clareada em seus meio tons, suavizando um pouco a imagem. Abaixo você pode ver a curva que utilizei para a imagem:

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E logo abaixo a imagem com o efeito da curva aplicado, ou seja, mais clara.

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Clareamos a imagem porque agora utilizaremos um efeito muito utilizado para simular desenho manual para destacar as bordas dos elementos da foto, e este efeito ficará mais visível com a imagem clareada. Agora utilizaremos também aquela layer com a imagem original, então revele a layer clicando novamente na área onde estava o ícone do olho ao lado da miniatura no painel LAYERS, duplique-a, e arraste-a para o topo de pilha de layers. Sua imagem ficará como estava originalmente, pois a layer do topo possui a imagem original.

Com esta layer do topo (original) selecionada, pressione CTRL+SHIFT+U para dessaturar a imagem, tornando-a PB. Duplique esta layer com a imagem PB e, com esta layer duplicada selecionada, pressione CTRL+I (ou então vá em IMAGE >> ADJUSTMENT >> INVERT) para inverter as cores da imagem, como em um negativo. Sua imagem ficará como está abaixo:

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Repare também na estrutura das layers no painel LAYERS, renomeadas para facilitar o entendimento:

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Agora altere o BLENDING MODE, no menu no canto superior esquerdo do painel LAYERS, desta layer invertida para COLOR DODGE. Isto fará com que sua imagem fique toda branca, apenas algumas manchas pretas caso a imagem original possua muitas áreas de preto estourado. Feito isto, ainda com esta layer selecionada, aplique FILTER >> BLUR >> GAUSSIAN BLUR, com o RADIUS em torno de 20 pixels (você pode variar, o importante é ter um ‘desenho’ bem visível de sua imagem). Clique OK.

Agora segure a tecla CONTROL e clique na layer ORIGINAL PB para selecionar ambas as layers que compõe a imagem desenhada. Pressione CONTROL+E para mesclar as duas layers em uma só e altere o BLENDING MODE desta nova layer para MULTIPLY. Isto fará com que a sua imagem lomo fique visível novamente, mas com as bordas pretas reforçadas pelo desenho, como na imagem abaixo.

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Eu gostei do resultado como está, mas você pode experimentar reduzir a opacidade da layer com o Multiply para suavizar as bordas, ou utilizar o diálogo IMAGE >> ADJUSTMENT >> LEVELS para aumentar o contraste desta layer e reforçar ainda mais as bordas pretas.

Um último passo interessante seria a adição de ruído à sua imagem, simulando o ruído característico dos filmes. Para tanto, você precisa mesclar todas as suas layers em uma única layer, e isto pode ser feito no menu LAYER >> FLATTEN IMAGE. A forma mais fácil de produzir este ruído seria utilizando um plugin chamado GRAIN SURGERY que é especializado em simular o ruído de diversos filmes de película. Mas uma forma de simular o efeito é utilizando o filtro ADD NOISE com as configurações MONOCHROME e UNIFORM.

VARIAÇÃO: Uma variação do efeito lomográfico pode ser obtida utilizando-se a opção USE LEGACY no diálogo CONTRAST na hora de aumentar o contraste dos canais REG e GREEN. Mas como esta opção força demais o contraste, recomendo utilizar uma quantidade menor, em torno de 50% de contraste, para o resultado obtido abaixo:

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Espero que tenham curtido o tutorial, quem visita o meu Flickr sabe que gosto muito, principalmente para alguns retratos, das cores características da lomografia, como pode ser visto em algumas fotos:

7SFGF - Passeio na Lagoa

Valentine's - 02

 5SFGF - Paula 

'Indaial' Jones 

Pescador

Um grande abraço para todos.