Archive for dezembro \29\UTC 2008

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Curiosidades Fotográfica I

29/12/2008

Volta e meia, em meio às minhas leituras, descubro coisas sobre a fotografia que me chamam a atenção. Nem sempre são coisas para lá de úteis, mas normalmente são curiosidades divertidas. De tempos em tempos, vou expor uma coleção delas.

Impressora Dye-Sublimation

Impressora Dye-sublimation é o tipo de impressora utiliza em impressão fotográfica doméstica. É o sistema utilizado por impressoras como a Sony DPP-FP65.

Este sistema funciona de forma bem diferente das conhecidas impressoras de jato de tinta. Ao invés de um cartucho de tinta que coloca minúsculas gotas de tinta sobre o papel, a impressora dye-sub utiliza um sistema de evaporação para fazer com que a tinta penetre no papel. Esta diferença faz com que ao invés de pontos (visíveis quando olhados de perto) você tenha manchas de tinta com gradações mais suaves. Além disto as impressoras Dye-Sub possuem uma amplitude de cores maior, e devido ao fato da tinta dye-sub poder ser graduada de forma transparente, a sobreposição de cores pode ser utilizada para gerar uma graduação ainda mais suave (diferente das impressoras de jato de tinta, que geram novas cores através do processo de dithering, onde gotas de cores diferentes são colocadas uma ao lado da outra, e não sobrepostas).

Dentro do cartucho utilizado na impressora Dye-Sub está o papel para impressão, e uma tira de papel celofane contendo 4 áreas de pigmento para cada folha de papel. Estas 4 áreas podem ser CMYK (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto), ou então CMYO (Ciano, Magenta, Amarelo, Cobertura de Proteção). Quando você manda imprimir alguma coisa, a impressora puxa uma folha de papel, e sequencialmente puxa cada uma das áreas de pigmento e, com uma cabeça de impressora que muda de temperatura rapidamente, imprime cada cor no papel. A desvantagem deste processo é que muito pigmento é desperdiçado (cerca de 90% em cada foto típica), e as áreas utilizadas não podem ser re-utilizadas. Assim, em um cartucho para impressão de 120 fotos, você terá pigmento para 120 fotos, independentemente da quantidade de pigmento utilizada em cada foto.

Abaixo uma foto da faixa de pigmento que compõe o cartucho para impressão, e uma foto impressa junto das três áreas de pigmento utilizadas para imprimí-la.

Dye_sublimation_printing_insecurity

Diafragma e o Número de Pontas na Estrela

Sempre que fazemos uma fotografia com longa exposição de algo que possua fortes pontos de luz (como uma vista noturna da cidade), os pontos de luz se tornam pequenas estrelas. Você sabia que o número de pontas nestas estrelas é definido pelo número de lâminas que compõe o diafragma da objetiva?

diafragma1

O diafragma é formado por uma série de lâminas que servem para definir a abertura utilizada pela câmera. Quanto mais lâminas formam o diafragma, mais redonda fica a abertura entre elas, e isto afeta a forma do desfoque da objetiva. Um diafragma com 8 lâminas gera um desfoque quase redondo, enquanto um diafragma com 5 lâminas gera um desfoque similar à um pentágono.

É no ponto onde uma lâmina encosta na outra que se gera as pontas das estrelas que surgem na fotografia de longa exposição. A curiosidade está no seguinte… por mais que se acredite que um número maior de lâminas gera um número maior de pontas na estrela, existe um porém.

Todo o diafragma com um número par de lâminas gera estrelas com um número de pontas igual ao número de lâminas (6 lâminas, 6 pontas / 8 lâminas, 8 pontas). Já diafragmas com número ímpar de lâminas gera estrelas com um número de pontas igual ao dobro de lâminas (5 lâminas, 10 pontas / 7 lâminas, 14 pontas).

Isto se deve ao fato de que cada encontro entre duas lâminas gera, na verdade, duas pontas opostas da estrela, então a estrela tem 2 pontas para cada encontra. Acontece que nos diafragmas pares, cada encontro entre lâminas possui um encontro exatamente oposto à ele, então as duas pontas de estrelas formada por cada encontro está exatamente sobreposto as pontas formadas pelo encontro oposto. Por isto, em diafragmas pares, cada par oposto de encontro gera só 2 pontas de estrela.

Por que Câmeras Compactas Possuem Maior Profundidade de Foco?

Câmeras compactas possuem maior profundidade de foco quando comparadas com câmera dSLR (fullframe ou não), utilizando-se o mesmo ângulo de visão e a mesma abertura.

Isto se deve ao fator de corte das câmeras digitais compactas, gerados pelo tamanho diminuto do sensor. Uma câmera como a Sony DSC-H9 possui um fator de corte de 6x, por isto consegue ter um zoom tão poderoso com uma objetiva tão curta.

Quando seu ponto de foco está em uma distância específica, a profundidade de campo de foco é definida pela abertura do diafragma, quanto maior a abertura, menor a profundidade de foco e maior o desfoque. A abertura do diafragma é definida pela equação “’diâmetro da abertura’ = ‘distância focal’ dividido por ‘f’”. Ou seja, se você está utilizando uma objetiva de 50mm com abertura f/2.8, a abertura do diafragma terá um diâmetro de 17,8mm.

Utilizando a Sony H9 como exemplo, a abertura máxima dela é f/2.7, mas vamos considerar f/2.8 para facilitar nossa comparação. Se a objetiva da sua Sony estiver em 50mm e abertura f/2.8, a profundidade de foco será a mesma produzida pela dSLR full-frame com objetiva de 50mm e abertura f/2.8… a diferença aqui é na Sony H9 você terá um ângulo de visão similar à uma objetiva de 300mm… ou seja, uma visão muito mais fechada que na dSLR.

Se você abrir o zoom da H9 para obter um ângulo de visão similar aos 50mm da dSLR, você terá uma distância focal efetiva de cerca de 8mm, e agora sua abertura de f/2.8 gera uma abertura no diafragma de cerca de 3mm… comparada com a abertura de 17,8mm a abertura de 3mm gera uma profundidade de campo muito maior.

Por isto as câmeras compactas, quando fotografam um ângulo de visão similar ao de uma dSLR, gera uma profundidade de foco muito maior e um desfoque muito menor.

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Feliz Natal

24/12/2008

Desejo a todos que tornam este blog uma atividade extremamente prazerosa para mim, um ótimo natal. Torço para que todos estejam nesta noite com seus familiares e pessoas que amem. Fiquem, para comemorar a data, com a música “Another Christmas Song” do Jethro Tull, minha banda favorita.

natal

Hope everybody’s ringing on their own bell, this fine morning.
Espero que todos estejam tocando seu próprio sino, nesta ótima manhã.
Hope everyone’s connected to that long distance phone.
Espero que todos estejam conectados por aquela ligação de longa distância.
Old man, he’s a mountain.
Velho homem, ele é uma montanha.
Old man, he’s an island.
Velho homem, ele é uma ilha.
Old man, he’s a-waking says
Velho homem, ele está acordando, e dizendo
I’m going to call, call all my children home.
Eu vou chamar, chamar todas as minhas crianças para casa.

Hope everybody’s dancing to their own drum this fine morning —
Espero que todos estejam dançando com seus próprios tambores nesta ótima manhã —
the beat of distant Africa or a Polish factory town.
a batida da África distante, ou uma cidade industrial polonesa.
Old man, he’s calling for his supper.
Velho homem, ele está chamando para sua ceia.
He’s calling for his whisky.
Ele está pedindo por seu whisky.
Calling for his sons and daughters, yeah —
Chamando seus filhos e filhas, sim —
Calling, calling all his children round.
Chamando, chamando todas as suas crianças ao redor.

Sharp ears are tuned in to the drones and chanters warming.
Ouvidos atentos estão sintonizados no calor do bordão e dos cantores.
Mist blowing round some headland, somewhere in your memory.
A névoa soprando em algum cabo, em algum lugar em sua memória.
Everyone is from somewhere —
Todo mundo é de algum lugar —
even if you’ve never been there.
Mesmo que nunca tenha estado lá.
So take a minute to remember the part of you
Então pare um minuto para lembra-se da parte de você
that might be the old man calling me.
Que pode ser o velho homem chamando por mim.

How many wars you’re fighting out there, this Winter’s morning?
Quantas guerras você esteve lutando por aí, nesta manhã de inverno?
Maybe it’s always time for another Christmas song.
Talvez seja sempre hora para outra canção de Natal.
Old man, he’s asleep now.
Velho homem, ele está dormindo agora.
He’s got appointments to keep now.
Ele tem compromissos para manter.
Dreaming of his sons and daughters, and proving —
Sonhando com seus filhos e filhas, e provando —
proving that the blood is strong.
provando que o sangue é forte.

Para quem quiser conhecer a música:
http://www.youtube.com/watch?v=CjXiMRGxn4Y

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National Geographic e Manipulação Digital 2

17/12/2008

Justiça seja feita. Após aparecer no PhotoshopDisasters, e aqui no meu blog, a foto do indiano Shibnath Basu foi removida da lista de fotos concorrentes à premiação de 2008 (reader’s choice) até que o mesmo possa apresentar o negativo original da foto (visto que, segundo o site dele, a foto foi capturada com câmera de película).

A National Geographic comentou o incidente neste link.

Os vencedores são apresentados amanhã e, graças a um esforço vindo de diversas partes da internet (através de e-mails e mensagens para a NatGeo), será muito mais justo com os fotógrafos participantes.

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National Geographic e Manipulação Digital

15/12/2008

Eu sempre gosto de diferenciar. Tratamento é quando você ajusta a curva tonal, altas luzes, sombras, saturação e demais características de sua imagem, tornando-a mais bonita, sem que isto distorça a imagem que existe nela. Quando você começa a remover ou colocar elementos, você entra no campo da manipulação digital… sua foto se afasta da realidade e se aproxima de algo diferente. Não tenho nada contra manipulação digital, inclusive trabalho com isto diariamente. Só acho que tem hora e tem lugar.

Quando você trabalha com fotojornalismo, manipulação digital é algo extremamente anti-ético, pois as pessoas que vêem uma foto de fotojornalismo partem do pressuposto que ela não seja manipulada, e que o conteúdo dela seja uma parcela da realidade.

O mesmo acontece quando leio uma publicação como a National Geographic. Uma revista que visa ilustrar o mundo ao nosso redor, suas paisagens, sua beleza, suas cores e suas mais variadas culturas, nos fazem partir da suposição de que suas imagens são uma parcela da realidade daquele ambiente.

A foto abaixo foi capturada pelo fotógrafo Shibnath Basu, da Índia, e foi uma das fotos selecionadas pelos leitores da revista para a premiação fotográfica de 2008. Para visualizar a premiação você pode visitar este link, e selecionar a opção English Edition Viewer’s Choise no menu. O regulamento do concurso, visível neste link, especifica a proibição da manipulação da imagem. Tratamento é permitido.

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Para muitos dos meus alunos de Photoshop eu sempre falei: “mais importante que saber utilizar a ferramenta para manipular imagens, é importante ter conhecimento de desenho, e uma noção firme de como as coisas funcionam.” Noções do comportamento da luz, de reflexos e de perspectiva são fundamentais a quem quer trabalhar com manipulação digital.

A foto acima tem dois erros básicos. Primeiro, o reflexo das nuvens na água não faz sentido algum. Imagens refletidas são o inverso da imagem real, como em um espelho. Outro problema é o fato de que as distorções criadas pelas ondulações na água não aferam as ondas, e deveriam afetá-las.

Rapidamente, sem muita presunção, simulei no Photoshop como deveria se parecer os reflexos das nuvens na água.

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Os reflexos dos barcos não estão corretos, nem as ondulações na água, mas fiz isto apenas para ilustrar a idéia do reflexo.

Nada contra a imagem ou seu fotógrafo, a imagem é linda. Mas quando ela sai na National Geographic, com a legenda dizendo onde foi tirada e sem esclarecer a manipulação, leva o leitor ao engano de achar que a foto reflete a realidade do local. O mais engraçado é imaginar que nenhum editor da National Geographic tenha percebido a manipulação.

Infelizmente, a manipulação de imagem tem ficado mais comum no fotojornalismo do que deveria ser.

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Saturação – Cores Vivas

10/12/2008

Muita gente tem me perguntado no fórum sobre como obter cores vivas em suas fotos, mas sem que elas pareçam exageradas. Principalmente porque sempre que alguém passa da fotografia em JPEG para fotografia RAW, esta pessoa se espanta com a falta de saturação e cores mais suaves da foto RAW.

A pessoa não deve se espantar com isto, pois a foto JPEG passa por um tratamento na câmera para ter estas cores mais fortes e densas, mas por outro lado este pré-tratamento por estourar (clipar) algumas cores criando manchas, e isto não poderá ser corrigido depois. No caso do RAW, você poderá chegar no mesmo resultado do JPEG, mas terá a opção de controlar o ganho de saturação para obter um resultado ainda melhor. Se você utiliza um software como o Lightroom, pode ainda ter o melhor dos dois mundos, criando um preset que aproxime seu RAW do JPEG gerado pela sua câmera que seja auto-aplicado em todas as fotos importadas, assim você tem instantaneamente a qualidade similar ao JPEG, mas com a opção de voltar atrás caso o efeito fique exagerado.

Não Sature, Vibre!

Daqui para frente passe longe do deslizante Saturation, seja no Photoshop ou no Lightroom. Depois que a Adobe criou o Vibrance (o Vibrance surgiu no Lightroom, e então foi cedido ao Photoshop na versão CS4), o Saturation passou a servir para pouca coisa mais que dessaturar as cores. Para saturar as cores, o Vibrance é quase sempre mais útil. O Vibrance e o Saturation funcionam da mesma forma no PS e no LR, no LR ele é encontrado no painel Basic, no PS é encontrado junto do Saturation.

O Saturation faz um serviço desleixado em sua foto, ele simplesmente aumenta os valores de saturação das suas cores de forma equivalente em todo o gráfico de saturação. O que significa isto? Significa que para cada 10 pontos de saturação que você aumenta, suas cores mais suaves são saturadas em 10 pontos, suas cores médias serão saturadas em 10 pontos, e suas cores já saturadas serão saturadas em 10 pontos e provavelmente clicaparão no máximo e criarão uma mancha. Tudo que você tiver de cor que esteja a menos de 10 pontos do máximo virará uma mancha sem detalhes e nuances de cor. Além disto, o saturation tende a deixar a pele humana com um alaranjado muito esquisito, como se a pessoa estivesse com hepatite.

O Vibrance faz um serviço muito mais elegante. Ele aumenta a saturação das cores de forma proporcional, afetando de forma maior as cores menos saturadas, e afetando com mais cautela as cores já saturadas. No caso dos 10 pontos citados acima, o Vibrance subiria em 10 pontos as cores suaves, mas subiria em apenas 1 ou 2 (dependendo da aproximação da zona de clipagem) as cores já saturadas. Além de evitar que as cores estourem e você perca detalhes e nuances de cores, o Vibrance ainda protege os tons de pele, evitando a aparência de hepatite em seus fotografados.

Clique na imagem abaixo para ver ampliada uma comparação entre a foto RAW original, e a mesma foto com Vibrance em 85%, e depois Saturation em 85%. Perceba como ambos fizeram um bom trabalho em dar mais vida e cor à cadeira e ao biquíni, mas o Vibrance protegeu o tom de pele dando mais vida a ele sem saturar demais os amarelos e laranjas, e também manteve melhor as nuances entre os diversos tons de azul da cadeira.

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Claro que não é sempre que você irá utilizar 85% em qualquer destes comandos. Mas se você realmente que cores vivas, terá de exagerar, e quanto mais você exagera, mais visível é a diferença entre o serviço feito pelo Vibrance e o feito pelo Saturation.

Blacks para Saturar

Além do Saturation e Vibrance, o cursor Blacks encontrado no painel Basic do Lightroom é outra ótima forma de saturar suas cores e dar mais contraste a elas. Tem gente que é fissurado em manter todos os detalhes nas áreas de sombras, mas pessoalmente eu prefiro uma imagem que tenha sutis pretos estourados, mas que como resultado disto tenha cores mais bonitas e um contraste muito mais agradável (e se você perguntar para as maiorias dos leigos, eles também irão preferir imagens com bom contraste e pretos mais fortes).

Mas deve-se tomar cuidado, pois o cursor Blacks do LR é extremamente sensível, e às vezes simplesmente mudá-lo de 5 (padrão para imagens RAW) para 6 já dá um resultado surpreendente. Clique na imagem abaixo para vê-la ampliada, comparando a imagem RAW original, e depois com Blacks em 5 e 10. Perceba o quanto o aumento do Blacks ajuda na vivacidade das cores, contraste, e isto sem clipar demais as sombras (a única clipagem foi abaixo do cabelo, mas eu não importo em perder detalhes naquela área em troca de uma foto com melhor contraste).

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Por ajudar com a saturação e o contraste, eu sempre ajusto o Blacks primeiro (com meu Vibrance já ajustado no padrão +15 durante a importação) até as sombras ficarem do meu agrado, e depois ajusto o Vibrance conforme necessário.

Truque Lab Color

Só por curiosidade, o espaço de cor acima não é “Lab Color”, como “lab de laboratório”, ele chama-se “L-a-b Color” como “Él-ei-bi cólor”, uma letra de cada vez. Não que isto seja importante pro tutorial, mas achei que você gostaria de saber.

Para a maioria das fotos os métodos acima serão suficiente, e você obtém fotos com cores vivas e vibrantes. Mas existe um último truque que pode ajudá-lo a conquistar cores espetaculares em suas fotos, mas infelizmente o truque só pode ser feito no Adobe Photoshop. Então, se você está no Lightroom, comece enviando sua foto para o Photoshop clicando com o botão direito sobre ela e selecionando EDIT >> EDIT IN ADOBE PHOTOSHOP CS#.

Abaixo a foto, aberta no Photoshop, com as alterações feitas no Lightroom.

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Com a imagem aberta, vá ao menu IMAGE >> MODE e selecione LAB COLOR. Isto irá converter sua imagem para o espaço de cor Lab Color (se você observar na paleta Channels, verá que ao invés de Red, Green e Blue, sua imagem agora é formada por um canal Lightness (de luminosidade) e os canais “a” e “b” com as informações de cores. Como o espaço de cor Lab é um dos maiores existentes, você não terá perda de qualidade em suas cores.

Agora, vá ao menu IMAGE e selecione o comando APPLY IMAGE, irá se abrir o diálogo visto abaixo.

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Neste diálogo você fará as seguintes alterações. Primeiro, no menu pop-up BLENDING, selecione o blend mode SOFT LIGHT. Feito isto, vá ao menu CHANNEL e teste os canais LAB, A e B (o canal Lightness nunca fica bom), enquanto observa a imagem na tela, para ver qual fica melhor com a sua imagem. Não existe uma receita de bolo aqui, cada canal gera melhor ou pior resultado dependendo da imagem. Se você achar que o efeito está ficando muito forte, reduza a opção OPACITY no diálogo.

Nesta imagem eu encontrei o resultado que mais me agradou com o Canal “b” e a opção OPACITY configurada em 70%. O resultado é o que vemos abaixo. Perceba como o truque deixou a pele mais avermelhada e com uma aparência mais saudável.

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Agora, você conhece bons métodos para saturar e dar vivacidade às suas cores, então não há mais desculpas para aquelas fotos com cores mortinhas e suaves, a não ser claro, que seja intencional. Além disto, você obterá resultados melhores a partir de um RAW, do que conseguiria no JPEG já mexido gerado pela câmera.

Não esqueça que os perfis de cores utilizados no Lightroom também são importantes para se obter a cor que você deseja. Para saber mais sobre perfis de cores, visite este artigo.

Grande abraço, até a próxima, e não esqueça de deixar seus comentários.