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Introdução ao Lightroom – 01

30/09/2008

Este é o primeiro do que espero que se torne uma série de artigos referentes ao programa Adobe Lightroom, e a intenção é fornecer uma idéia básica do funcionamento do programa para aqueles que querem das os primeiros passos no uso dele. Nesta etapa vamos pincelar rapidamente o funcionamento da importação de imagens para o Lightroom, seu sistema de gerenciamento, e o básico de tratamento das imagens.

A função do Lightroom é servir como um programa de gerenciamento de imagens e a execução de tratamentos não destrutivos (tratamentos que não alteram as informações originais da imagem). Por isto o pessoal constuma chamar o Lightroom de “Digital Darkroom (Sala Escura Digital)”, pois suas escolhas na “revelação” da imagem e impressão, não afetam o negativo original da imagem.

Para começar a usar o Lightroom você precisa abrí-lo, e importar algumas fotos para ele. Mas antes disto é preciso compreender como o Lightroom “monitora” suas imagens. Nem todas as opções de todas as janelas serão vistas neste artigo. Irei ignorar opções mais específicas e me atentar naquilo que é mais importante para quem está iniciando no Lightroom.

Importando imagens.

No momento que você importa uma ou mais imagens no Lightroom (processo que veremos a seguir) o programa cria um “link” para sua imagem no arquivo de catálogo que está utilizando. Ou seja, por padrão, a sua imagem não sai do lugar e você pode ter imagens na mesma coleção do Lightroom que estejam em locais variados do seu HD. Ainda assim, eu prefiro manter toda a minha coleção de imagens no Lightroom (na verdade, 3 coleções, eu tenho um catálogo do Lightroom para minhas fotos pessoais, um para as fotos da minha namorada, e outro para fotos à trabalho) em uma mesma pasta, com subpastas divididas por mês, e outra subdivisão por data. Isto facilita minha organização no Lightroom.

Para importar suas imagens no Lightroom vá ao menu FILE >> IMPORT PHOTOS FROM DISK, e isto irá abrir a caixa de diálogo de importação. Nesta caixa você pode selecionar os arquivos desejados e clicar CHOOSE, ou selecionar uma pasta e clicar IMPORT ALL PHOTOS IN SELECTED FOLDER para importar todas as imagens que estiverem em todas as subpastas da pasta escolhida. Neste momento pode aparecer uma janela indicando que algumas das imagens já estejam em sua coleção e que não serão importadas, ignore este aviso e clique em IMPORT para importar as imagens que são novas ao catálogo.

Esta é a próxima caixa de diálogo que irá aparecer:

Clique para Ampliar

Clique para Ampliar

Nesta imagem você tem um preview das imagens a serem importadas juntamente da opção de ignorar algumas imagens individualmente ou pastas inteiras. Vamos verificar as outras opções.

File Handling: Esta opção permite que você selecione se quer que as imagens sejam adicionadas ao catálogo sem serem movidas da pasta original (ADD PHOTOS TO CATALOG WITHOUT MOVING), que é minha opção favorita (pois permite que eu mesmo organize minhas imagens), ou mover/copiar as imagens para uma pasta escolhida (COPY/MOVE PHOTOS TO A NEW LOCATION AND ADD TO CATALOG), ou ainda copiar as imagens em formato DNG, que é uma espécie de RAW genérico (COPY PHOTOS AS DIGITAL NEGATIVE (DNG) AND ADD TO CATALOG).

Don’t re-import suspected duplicates: Com este comando ativo, o Lightroom busca por fotos identicas, mas com nome diferentes, e não importa as imagens caso suspeite de duplicatas.

Develop Settings: Este comando é interessante depois que você “pega a manh” com o Lightroom, e chega em uma configuração básica/inicial de tratamento que sirva para todas as imagens. É com esta opção que eu transformo o Lightroom no melhor de dois mundos entre o JPEG e o RAW. Aqui você escolhe um preset de tratamento que será automaticamente aplicado em todas as imagens importadas (mas que pode ser corrigido, anulado, desfeito, depois).

Metadata: Neste menu você cria presets de metadata, com seu nome, endereço, contato, copyright da imagem e etc, e os aplica em todas as imagens importadas. Você pode criar metadata diferente para fotos corporativas e pessoas, e escolher sempre o que desejar.

Keywords: Caso todas as imagens importadas façam parte de um mesmo tema, é aqui que você pode adicionar keywords (palavras chave) que irão se aplicadas em todas as imagens importadas.

Initial Previews: Ler RAW é um parto para o computador, então o programa cria JPEGs para visualização rápida de suas imagens. Aqui você escolhe o tamanho com o qual serão gerados estes JPEGs para visualização. Aqui dou preferência por utilizar a opção 1:1, pois gera um preview do tamanho real da imagem. Isto torna a importação mais lente (e eu vou tomar um café), mas uma vez importadas as imagens, a visualização delas se torna bem mais rápida.

Agora suas imagens estão no Lightroom, e você pode manipular e organizar seu catálogo de imagens utilizando o módulo LIBRARY do Lightroom. Você seleciona o módulo no canto superior direito da tela do programa (são cinco opções de módulo, cada qual com sua função: LIBRARY | DEVELOP | SLIDESHOW | PRINT | WEB). Todos os módulos possuem as imagens no centro, e barras com sessões específicas no lado direito e esquerda da tela, bem como um filmstrip com as miniaturas das imagens na parte de baixo.

Módulo Library

A barra esquerda deste módulo conta com as seguintes sessões.

Navigation: Puro e simples, um visualizador da imagem. Sobre ele há as opções de zoom da imagem com FIT (encaixar na tela), FILL (preenche a tela inteira com a imagem), 1:1 (tamanho real) e outras opções de escaça.

Catalog: Aqui estão três opções básicas de visualização do catálogo. All Photographs para visualizar todo o catálogo, Quick Collection +, que se trata de uma coleção rápida de imagens que você pode criar para diversos fins (exportá-las, entre eles), e Previous Import, que é uma lista das últimas imagens importadas. Estas pastas são virtuais, pois não existe uma pasta com imagens dentro delas. Imagens deletadas destas pastas continuam a existir em seus devidos lugares no catálogo.

Folders: Aqui estão organizadas as pastas, subspastas e arquivos de suas imagens. É a mais física das organizações do Lightroom. Imagens arrastadas de uma pasta para outra nesta sessão são movidas fisicamente dentro do seu HD. Cada vez que você optar por deletar uma imagem nesta sessão, será questionado se deseja apenas deletar a imagem do Lightroom (cortar o vínculo da imagem com o LR, mas poderá re-importá-la mais tarde) ou realmente deletar a imagem do HD. Cada pasta existente nesta sessão existe fisicamente em seu computador.

Collections: As collections são uma espécie de “pasta virtual” do Lightroom. São muito similares às vistas na sessão Catalog, mas aqui você pode criar, deletar, e gerenciar suas coleções (inclusive criando subcoleções e etc). As imagens arrastadas para as Collections não saem do lugar no HD ou pasta da sessão Folders, ao invés disto, uma espécie de “cópia virtual” é criada dentro da coleção. Assim sendo, uma mesma imagem pode estar em várias coleções diferentes. Imagine uma foto de sua namorada na festa de família do final de ano. Você pode arrastar esta mesma imagem para a coleção Fotos da Namorada, para a Fotos de Família e também a coleção Festas. Todas as mudanças feitas na imagem (tratamento, adição de keywords e etc) se refletirão nela também nas outras coleções. Assim você cria grupos de imagem que se sobrepõe e compartilham imagens de acordo com temas mais amplos ou mais específicos. Imagens deletadas de uma determinada coleção não serão deletadas das demais coleções ou do Lightroom. Para criar uma nova sessão pressione o botão “+” no topo da sessão.

Eu utilize o sistema de coleções também para gerenciar as imagens que irei imprimir ou incluir no meu Flickr. Para tanto criei três coleções distintas chamadas “Impressão 15×21”, “Impressão 10×15” e “Exportação Flickr”. Sempre importo minhas imagens e as trato, já escolhe aquelas que certamento vou querer imprimir ou emportar e arrasto para as determinadas coleções. Quando as pastas de impressão acumulam um bom número de imagem, basta selecioná-la para ver todas as imagens, exportar no formato que desejo imprimir (de acordo com a pasta) e novamente esvaziar a coleção. A do Flickr fica cheia por mais tempo, pois a medida que sinto vontade de exportar alguma coisa para lá, seleciono as que desejo entre as fotos que estão na coleção, exporto e deleto apenas as fotos exportadas. As outras ficam lá, esperando uma próxima oportunidade.

Você ainda pode criar Smart Collections pressionando o sinal de “+” no topo da sessão. Smart Collections são coleções que não são controladas por você diretamente (você não arrasta e deleta fotos dela), e sim por critérios criados por você durante a criação da coleção. Você pode criar uma coleção que agrupe todas as imagens com uma determinada keyword, ou capturadas com uma determinada objetiva ou uma certa configuração de ISO.

No lado direito deste módulo temos algumas opções para manipular os metadados da imagem, como nome do fotógrafo, keywords, legenda da imagem e etc. Como a parte mais importante destes dados eu coloco já na importação, mexo muito pouco por aqui. Mas pode ser bacana passear um pouco por esta sessão para organizar suas imagens e colocar títulos e observações nelas. Bem como utilizar as keywords para facilitar a busca de certas imagens posteriormente.

Este lado conta também com a sessão Quick Develop. Mas como você tem muito mais controle sobre estes fatores na sessão DEVELOP, eu nem toco nesta sessão.

Abaixo da imagem(s) no centro da tela você ainda tem um pequeno painel com botões:

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Os quatro primeiros ícones alteram o modo de visualização da imagem entre: visualização de miniaturas, visualização de única imagem, e comparação de duas ou mais imagens. Os ícones seguintes variam de acordo com opção de visualização selecionada.

Módulo Develop

Aqui é onde as coisas acontecem. Diferente do módulo Library, este módulo não possui visão de miniaturas na tela central (só no filmstrip da parte de baixo), permite a manipulação de apenas uma imagem por vez, e mostra apenas as imagens da coleção/pasta selecionada. Para alterar a pasta e visualizar outras imagens você deve retornar ao módulo Library.

Antes de fuçarmos neste módulo, é preciso compreender como funcionam as coisas no Lightroom, e fazer uma alteração nas opções que acho importante. Para tanto, vá na ao menu EDIT >> CATALOG SETTINGS e selecione a aba METADATA. Neste aba ative a opção AUTOMATICALY WRITE CHANGES INTO XMP (você terá de ativer esta opção em cada catálogo que possuir, caso você utilize mais de um catálogo). Esta opção faz com que, além de escrever as alterações da imagem no catálogo do LR, o programa também escreva as alterações em um arquivo XMP que acompanha o arquivo RAW da imagem, de forma que as alterações possam ser lidas em outros programas de edição RAW.

Diferente do Photoshop ou outros programas de edição de imagem, o LR não altera os pixels de sua imagem (nem mesmo JPEGs) quando você faz correções de cor, exposição, balanço de cor e daí por diante. O arquivo original é mantido intocado e as alterações são registradas no catálogo do Lightroom e no arquivo XMP que acompanha a imagem. Assim, cada vez que você abre a imagem novamente no Lightroom, ele lê o arquivo original e aplica as alterações contidas no catálogo ou no arquivo XMP. Isto é interessante não somente para você poder voltar à imagem original sempre que necessário, mas permite também coisas como ter vários tratamentos diferentes da mesma imagem, sem a necessidade de duplicar o arquivo no seu HD.

No lado esquerdo deste módulo você encontra o mesmo Navegador do módulo Library. Mas abaixo dele você encontra a opção PRESETS, que permite a criação e aplicação de pré-definições de tratamento (você pode criar presets que altere apenas características específicas da imagem, como cor, exposição, curva tonal e etc, sem alterar outras características), SNAPSHOTS, que permitem que você salve o estado atual da imagem (tratamento) para ter múltiplos tratamentos diferentes e fazer comparações entre eles. E HISTORY, que guarda o histórico de alterações feitas na imagem.

Mas é no lado direito que estão as coisas que realmente nos interessam no momento, e veremos esta barra com mais cuidado, dividindo-a por sessão.

Sessão Histogram:

Você já deve saber o que é um histograma. Se não souber, será bom dar uma olhada na internet para buscar mais informações sobre o assunto, pois ele é importante no tratamento da imagem. Em miúdos, o histograma é um gráfico que mostra, na altura, a concentração de pixels de uma determinada cor/luminosidade. A luminosidade é definida pelo eixo horizontal do histograma. Quanto mais pixels estiverem acumulados do lado direito da imagem, mais pixels claros existem na imagem, quanto mais pixels do lado esquedo, mais pixels escuros. Os pixels acumulados no centro do histograma representam os meio-tons. Por mais tentador que seja tentar centralizar ao máximo os pixels da imagem, lembre-se que nem toda imagem é mediana, e imagens com áreas escurar, como fotos do mar, ou grandes áreas claras, como fotos de praia ou regiões nevadas, terão seu histograma tendendo para um lado definido do gráfico.

Junto do histograma você tem duas setas posicionadas nos cantos superiores do gráfico. A seta esquerda e direita indicam, respectivamente, estouros nas sombras e altas luzes da imagem. Estouros são áreas aonde se acumulam pixels totalmente brancos ou pretos, anulando todos os detalhes que possam existir naquela área. Caso a seta esteja cinza, significa que a imagem não contém estouros neste região. Caso a seta esteja colorida, então existem estouros nas regiões mais escuras ou claras da imagem, e detalhes estão sendo perdidos nesta região.

Pousar o mouse faz com que o LR marque em cores fortes (azul para estouros nas sombras, vermelho para estrouros nas altas luzes) as regiões estouradas da imagem. Clicar sobre a seta faz com que a região fique destacada mesmo que você remova o mouse de cima da seta (e é ótimo quando você vai regular a exposição da imagem).

Isto posto, fique sempre e olho no Histograma quando estiver tratando a imagem, principalmente nas setas que indicam os estouros. Para tanto a Adobe tomou o cuidado de fazer com que o Histograma não “role” junto das outras sessões, e esteja sempre visível.

Abaixo do histograma estão os dados básicos do EXIF da imagem (ISO, distância focal, abertura e velocidade), e no LR2 estarão o botão de CROP, remoção de manchas, olhos vermelho, filtros gradientes e alterações localizadas. Destes, falaremos apenas do CROP, que é mais importante.

Ferramenta Crop

O ícone que representa a ferramenta CROP abaixo do histograma consiste em uma moldura quadrada. Clicar nela faz com que surgem os comandos da ferramenta CROP e a moldura do CROP surja sobre a imagem. Abaixo você vê, respectivamente, os comandos da ferramenta CROP e a imagem com a moldura do CROP sobreposta.

Clique na imagem para ampliar.

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Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

A moldura funciona de forma simples. Você pode clicar e arrastar em qualquer uma das alças para ajeitar corte da imagem da forma como desejar, segurar o SHIFT enquanto arrasta faz com que a moldura do crop se mantenha na mesma proporção. Clicar dentro da moldura faz com que o cursor, em forma de uma mão, arraste a imagem dentro da moldura do crop. Clicar fora da moldura permite a rotação da imagem para corrigir horizontes tostos e etc. Quando você retaciona a imagem a moldura do crop mostra uma grade mais complexa para auxiliar no alinhamento dos elementos da imagem, mas quando não se está rotacionando a imagem, a grade representada equivale a famosa “Regra dos Terços”.

Uma vez decidido o CROP, basta tecla ENTER para validar suas alterações. Sempre que você exportar ou visualizar sua imagem, ela terá o CROP que você definiu com esta ferramenta. Mas a imagem não é destruida, e a imagem completa estará disponível sempre que você precisar.

Entre as ferramentas do CROP temos as seguintes:

Aspect: Além do menu lateral, no qual você define a proporção do corte (ótimo para cortes especiais para impressões e ampliações) e o cadeado (que permite travar a proporção), ainda há o ícone em forme de esquados, que permite que você desenhe o CROP diretamente sobre a foto, dispensando o uso das alças da moldura de CROP.

Abaixo deste há um ícone super útil em forma de uma régua… tão útil que basicamente inutiliza a opção de rotação ao lado dele. Clicar no ícone da Regua permite que você desenhe uma linha na imagem e o LR automaticamente alinha, horizontalmente ou verticalmente (dependendo da proximidade), a linha que você desenhou. É ótimo para fotos de arquitetura ou com horizonte, pois basta desenhar a linha sobre o horizonte para garantir o alinhamento perfeito da imagem.

O botão RESET permite que você cancele todo o CROP feito e retorne à imagem original.

Sessão Basic

Nesta sessão é que você faz os ajustes básicos do Lightroom. Ela se divide em quatro subsessões.

Treatment

Permite você escolher o tratamento da imagem em cor (COLOR) ou tons de cinza (GRAYSCALE). É o ponto de partida do tratamento da imagem. Com o sistema do Lightroom, você pode ter a mesma imagem tratada em formato PB e cores, sem a necessidade ter 2 arquivos RAW.

WB

Balanço de branco é algo extremamente importante. Principalmente quando você fotografa em RAW, pois o programa lhe dá a oportunidade de corrir qualquer erro no balanço de branco da imagem sem perda na qualidade. O menu WB oferece as opções AS SHOT, que utiliza o balanço de branco usado pela câmera no momento da captura, AUTO, que equilibra o branco através de um algotitmo do programa e, para imagens em RAW, as opções clássicas de Tungsten, Fluorescent, Daylight, Shade e etc.

As barras TEMP e TINT permitem que você manipule manualmente o balanço de branco, seja para correções ou para aplicações criativas (como aquecer/esfriar uma imagem).

Mas uma das ferramentas mais bacanas desta sessão é o conta-gotas. Selecionar o conta-gotas e clicar em um ponto da imagem que deveria ser neutro/branco, faz com que o programa automaticamente ajuste o balanço de branco da imagem para neutralizar a imagem.

DICA: Se você executar uma série de imagens em RAW sob a mesma iluminação, compensa fazer uma foto utilizando um elemento branco ou cinza neutro (como uma folha de papel ou um cartão cinza 18%). Depois basta clicar com o conta gotas na folha branca e deixar o LR trabalhar. Registre, então, a configuração do WB como um preset, e aplique em todas as outras imagens feitas sob a mesma luz.

Tone

O botão AUTO é AUTOEXPLICATIVO (trocadilho). Na verdade, ele simplesmente utiliza um algoritmo do programa para tratar sua imagem, de forma similar ao AutoLevels do Photoshop. Se você realmente quer tratar suas imagens, ignore ele.

EXPOSURE: Aumenta e diminui, em até +/- 4EVs, a exposição da imagem. Com imagens em JPEG isto provoca perda de qualidade e aumento no ruído. As imagens RAW possuem uma amplitude maior de dados e permitem uma alteração na exposição de, aproximadamente, +/- 2EVs sem perda forte de qualidade. Não esqueça de observar o histograma sempre que mover estes comandos.

RECOVERY: Estourei as altas luzes, e agora? Agora ferrou… isto é, ferrou se você não fotografa em RAW e não tenha sobrado informações em pelo menos 1 canal de cor da imagem. Caso ainda haja informações a serem salvas, o slider RECOVERY recupera os detalhes nas altas luzes. Usado com parcimônia, este comando pode recuperar os detalhes em áreas estouradas de imagens em RAW… com exagero, ele escurece e acinzenta a imagem.

FILL LIGHT:Este comando clareia os tons-médios e sombras médias da imagem, evitando mexer nas altas luzes para evitar estouros. Como resultado, ele abre as áreas de sombras das imagens, de forma “similar” ao uso de um flash de preenchimento.

BLACKS: Este comando reduz a amplitude dinâmica das áreas de sombra da imagem, fazendo com que pixels próximos aos preto total se tornem preto total. Ajuda a escurecer a imagem, avivar as cores e recuperar imagens com pouco constraste.

Os comandos BRIGHTNESS e CONTRAST são óbvios, e de maneira simplificada replicam as possibilidades dos comandos acima. Se você realmente dominar os quatro comandos desta sessão (Exposure, Recovery, Fill Light e Blacks) estes dois comandos serão quase inúteis.

Presence

Enquanto os comandos da sessão anterior lidavam com a luminosidade da imagem, os comandos desta região lidam com as cores.

CLARITY: este comando aumenta o contraste das áreas de meio-tons. Ela não mexe nos tons médios, nos preto e branco total, mas clareia proporcionalmente tudo que estiver acima do cinza médio, e escurece tudo que estiver abaixo, aumentando o contraste da imagem. O efeito é simular ao de se aplicar uma curva em forma de “S” no filtro CURVES do Photoshop.

VIBRANCE: este comando aumenta a saturação das cores de forma proporcional. Quanto menor for a saturação de um determinado ponto, mais efeito o Vibrance tem sobre ele. Isto é ótimo para foto com pessoas ou cores fortes, pois evita que a saturação fique muito artificial e estoure algum canal de cor da imagem.

SATURATION: diferente do Vibrance, este comando amplia a saturação da imagem como um todo. Isto pode fazer com que algumas cores que já estejam bem saturadas se tornem manchas e estourem, além de dar um tom mais artificial na imagem.

Sessão Tone Curve

As aplicações desta sessão são similares às aplicações da subsessão TONE da sessão BASIC, mas oferecem a você um controle mais amplo. Esta sessão também simula a aplicação das ferramentas CURVES e LEVELS do Photoshop.

Flutuar o cursor do mouse sobre o gráfico faz com que ele mostre a subdivisão das áreas da imagem em Shadows (sombras), Darks (escuros), Lights (claros) e Highlights (altas luzes). Puxar o gráfico para cima clareia esta região imagem, enquanto para baixo escurece. Os marcadores abaixo do gráfico alteram que parte da imagem será considerada por cada sessão. Ou seja, em uma imagem tipicamente escura, você pode puxar os marcadores para a esquerda e para considerar as partes mais claras da imagem como highlights. Alterar estas marcadores em uma imagem mediana, faz com que uma parte maior ou menor da imagem seja alterada por mudaças naquela região.

Os controles abaixo, Highlights, Lights, Darks e Shadows executam a mesma função de puxar o gráfico para cima ou para baixo. Qualquer alteração feita no gráfico reflete nos sliders, e vice-versa.

Mas o esquema mais bacana desta função (que até foi emprestado para o Photoshop CS4), é o fato de você poder alterar a curva diretamente na imagem. Para isto, basta clicar no ícones em forma de uma bolinha, no lado esquerdo do gráfico, e então clicar em qualquer parte da imagem e arrastar para cima ou para baixo. Isto alterará o gráfico no ponto correspondente à luminosidade do ponto da imagem aonde você clicou.

HSL/Color/Grayscale

Vimos parte da funcionalidade desta sessão no tutorial sobre conversão de arquivos para PB com o Lightroom. Em imagens coloridas, esta sessão serve para mudar o tom, a luminosidade e a saturação de regiões de cores específicas. Aqui você pode, por exemplo, aumentar a saturação dos verdes e azuis em uma imagem de paisagem, e ainda amagentar o azul para dar uma impressão de ter usado um filtro polarizados.

Cutouts rudimentares também são possíveis nesta sessão, bastando zerar a saturação de todas as cores, exceto a cor que você quer destacar.

Split Toning

Esta sessão serve para executar SplitToning, que é um tipo de processamento cruzado no qual se faz com que os tons escuros da imagem tendam para uma determinada cor, e os tons claros para outra. A sessão Highlights define os tons claros, enquanto Shadow define os tons escuros. Em cada um deles você tem os seguintes controles:

Hue: Seleciona o tom para o qual a região (clara ou escura) irá tender.

Saturation: Seleciona a saturação do tom para o qual a região irá tender.

Quadradinho com a cor: Permite a seleção da cor diretamente a partir de um Color Picker.

Balance: Define o ponto médio a partir do qual o Split Toning irá definir o que é highlight e o que é shadow. Configurado em 0 significa que tudo acima de cinza 50% é considerado highlight, e abaixo, shadow.

Como resultado, você pode utilizar esta sessão para simular lomografia, impressão em papel de cores diferentes, tintas diferentes, e outros efeitos especiais. O efeito fica extremamente bacana quando aplicado em imagens com poucos tons de cores.

Sharpening

A sessão shapening conta, de começo, com uma janela que mostra um pedaço da imagem em 100% (ou escala 1:1 pixel). Isto se deve ao fato de que é difícil perceber as mudanças do Sharpening quando a imagem não está em 100%. Assim, você pode visualizar as mudanças específicas nesta janela, enquanto visualiza a alteração de maneira geral na imagem central. Eu, pessoalmente, ainda prefiro dar um zoom de 100% na imagem central e acompanhar lá. A sessão Sharpening possui alguns “efeitos especiais” quando você altera certos comandos segurando a tecla ALT, que só são visíveis se a imagem central estiver com zoom de 100%.

Ao lado desta janelinha tem um ícone em forma de uma mira. Clicar nele e na imagem central reposiciona a visão da janela menor.

Amount: este comando controla a quantidade de sharpening que será aplicado a imagem. Quanto maior, mais nítida a imagem, porém maiores as chances de surgirem halos (auras) na imagem, que prejudicam. Segurar o ALT ao arrastar este controle faz com que a imagem fique PB para facilitar a visão da aplicação do sharpen na luminosidade da imagem.

Radious: O efeito do sharpen é aplicado nas áreas de “bordas” da imagem. Ou seja, o programa compara a diferença entre as cores dos pixels para definir as “bordas” da imagem e aplica o efeito nestas bordas. Esta opção aumenta o raio de ação do Sharpen em redor destas bordas. Para o sharpen padrão, de imagem que já possuem uma nitidez boa, uma quantia de 0.5 até 1 Radious é suficiente. Ir além deste valor ajuda a recuperar o foco/nitidez de imagens tremidas e desfocadas, mas o exagera deixa a imagem com auras artificais. Segurar o ALT ao arrastar o comando permite que você veja a área de ação do Sharpen, similar ao efeito gerado com o uso de HighPass e Overlay no Photoshop.

Detail: Enquanto o sharpen é aplicado nas bordas da imagem, o Detail aplica o sharpen nas áreas fora das bordas. Sua função é ampliar a nitidez em texturas e padrões que possuam cores semelhantes demais para serem considerados bordas. Aumentar o detail enfatizam as texturas da imagem (poros da pele, malha de roupa e etc), mas o exagero enfatisa também o ruído da imagem. Segurar o ALT ao movimentar este comando faz com que a imagem fique PB mostrando a aplicação da nitidez nas áreas de pouco contraste.

Masking: Este controle é importante, pois é ele quem define o quão diferente precisam ser as cores entre as diferentes áreas para o programa considerar aquele ponto uma “borda” (e aplicar o sharpen nele). Quanto maior for o Masking, mais restrito às bordas mais contrastadas ficará a aplicação do efeito. Segurar o ALT ao movimentar este cursor faz com a imagem fique preta com as bordas (área aonde será aplicado o sharpen) definidas em branco (com o masking em 0 a imagem fica toda branca, indicando a aplicação em toda imagem). À medida que o cursor move-se para a direita, menos áreas brancas indicam áreas mais restritas para aplicação do sharpening. Este comando é útil para se evitar que o sharpening afete demais a textura das coisas e realce o ruído da imagem.

Noise Reduction

Esta sessão, dentro de Detail, diz respeito à redução de ruído. Os comandos são simples, divididos em Luminance (que se trata do ruído monocromático, similar à granulação de filme) e o Color (que se trata do ruído colorido). Os controles são fáceis… quanto mais para direita, mais aquele determinado tipo de ruído é reduzido, mas o exagero pode levar à suavização e perda de detalhes da imagem.

DICA: Na fotografia digital, o ruído do tipo Color é mais preocupando do que o ruído Luminance. O ruído color deixa a imagem feia, confusa, e impresso em formatos pequenos prejudicam a reprodução das cores da imagem. Já o ruído do tipo Luminance, se mantido de forma razoável, pode até gerar um charme na imagem, simulando o visual de fotografia feita com filme.

Agora que você já conhece alguns dos comandos mais importantes do tratamento de imagem no Lightroom, vou deixá-lo por aqui. Os comandos Chromatic Aberration e Vignettes ficarão para um segundo momento. Bem como a utilização dos pincéis de aplicação localizada, redutor de olhos vermelhos e etc.

A última sessão CAMERA CALIBRATION, é bastante útil para se utilizar com os novos perfis de imagem do Lightroom, principalmente o novo perfil da Adobe, o Adobe Standard Beta, que reproduz melhor os vermelhos e amarelos do que o perfil que acompanha o Lightroom (ACR 4.4). Para saber como baixar, instalar e utilizar estes novos perfis, verifique o tutorial Santos Pixels Batman. O Lightroom acabou com minha foto.

Por hoje é só pessoal. Desculpe tê-los feito ler um post tão grande.

Espero que as informações sejam úteis para muitos de vocês.

7 comentários

  1. cara! muito show esse teu tutorial! Parabens otimo trabalho!!


  2. Caro amigo,
    existe alguma forma de o Lightroom trabalhar com banco de dados? O objetivo é a classificação (dados IPTC por exemplo) ficar armazenada em uma base centralizada que permita diferentes pessoas consultarem as mesmas fotos.


  3. Simplesmente sensacional!
    Esse tutorial já me encorajou a começar a mexer com LR. Deu-me um norte que até então eu não tinha.

    Bela contribuição!!!


  4. Muito bom, estava relendo para lembrar algumas coisas. Ótimo tutorial.


  5. Obrigado pela sua iniciativa em publicar dicas de como utilizar o Lightroom. Grande ajuda!!!

    OBRIGADO!!!!!!!

    Walter Silva.


  6. Excelente Tutorial.

    De uma bela ajuda para quem não tinha conhecimento algum sobre o LR. Continue o bom trabalho!

    abraços e obrigado!


  7. Muitos parabéns! Tudo que eu precisava!



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