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Introdução ao Lightroom – 01

30/09/2008

Este é o primeiro do que espero que se torne uma série de artigos referentes ao programa Adobe Lightroom, e a intenção é fornecer uma idéia básica do funcionamento do programa para aqueles que querem das os primeiros passos no uso dele. Nesta etapa vamos pincelar rapidamente o funcionamento da importação de imagens para o Lightroom, seu sistema de gerenciamento, e o básico de tratamento das imagens.

A função do Lightroom é servir como um programa de gerenciamento de imagens e a execução de tratamentos não destrutivos (tratamentos que não alteram as informações originais da imagem). Por isto o pessoal constuma chamar o Lightroom de “Digital Darkroom (Sala Escura Digital)”, pois suas escolhas na “revelação” da imagem e impressão, não afetam o negativo original da imagem.

Para começar a usar o Lightroom você precisa abrí-lo, e importar algumas fotos para ele. Mas antes disto é preciso compreender como o Lightroom “monitora” suas imagens. Nem todas as opções de todas as janelas serão vistas neste artigo. Irei ignorar opções mais específicas e me atentar naquilo que é mais importante para quem está iniciando no Lightroom.

Importando imagens.

No momento que você importa uma ou mais imagens no Lightroom (processo que veremos a seguir) o programa cria um “link” para sua imagem no arquivo de catálogo que está utilizando. Ou seja, por padrão, a sua imagem não sai do lugar e você pode ter imagens na mesma coleção do Lightroom que estejam em locais variados do seu HD. Ainda assim, eu prefiro manter toda a minha coleção de imagens no Lightroom (na verdade, 3 coleções, eu tenho um catálogo do Lightroom para minhas fotos pessoais, um para as fotos da minha namorada, e outro para fotos à trabalho) em uma mesma pasta, com subpastas divididas por mês, e outra subdivisão por data. Isto facilita minha organização no Lightroom.

Para importar suas imagens no Lightroom vá ao menu FILE >> IMPORT PHOTOS FROM DISK, e isto irá abrir a caixa de diálogo de importação. Nesta caixa você pode selecionar os arquivos desejados e clicar CHOOSE, ou selecionar uma pasta e clicar IMPORT ALL PHOTOS IN SELECTED FOLDER para importar todas as imagens que estiverem em todas as subpastas da pasta escolhida. Neste momento pode aparecer uma janela indicando que algumas das imagens já estejam em sua coleção e que não serão importadas, ignore este aviso e clique em IMPORT para importar as imagens que são novas ao catálogo.

Esta é a próxima caixa de diálogo que irá aparecer:

Clique para Ampliar

Clique para Ampliar

Nesta imagem você tem um preview das imagens a serem importadas juntamente da opção de ignorar algumas imagens individualmente ou pastas inteiras. Vamos verificar as outras opções.

File Handling: Esta opção permite que você selecione se quer que as imagens sejam adicionadas ao catálogo sem serem movidas da pasta original (ADD PHOTOS TO CATALOG WITHOUT MOVING), que é minha opção favorita (pois permite que eu mesmo organize minhas imagens), ou mover/copiar as imagens para uma pasta escolhida (COPY/MOVE PHOTOS TO A NEW LOCATION AND ADD TO CATALOG), ou ainda copiar as imagens em formato DNG, que é uma espécie de RAW genérico (COPY PHOTOS AS DIGITAL NEGATIVE (DNG) AND ADD TO CATALOG).

Don’t re-import suspected duplicates: Com este comando ativo, o Lightroom busca por fotos identicas, mas com nome diferentes, e não importa as imagens caso suspeite de duplicatas.

Develop Settings: Este comando é interessante depois que você “pega a manh” com o Lightroom, e chega em uma configuração básica/inicial de tratamento que sirva para todas as imagens. É com esta opção que eu transformo o Lightroom no melhor de dois mundos entre o JPEG e o RAW. Aqui você escolhe um preset de tratamento que será automaticamente aplicado em todas as imagens importadas (mas que pode ser corrigido, anulado, desfeito, depois).

Metadata: Neste menu você cria presets de metadata, com seu nome, endereço, contato, copyright da imagem e etc, e os aplica em todas as imagens importadas. Você pode criar metadata diferente para fotos corporativas e pessoas, e escolher sempre o que desejar.

Keywords: Caso todas as imagens importadas façam parte de um mesmo tema, é aqui que você pode adicionar keywords (palavras chave) que irão se aplicadas em todas as imagens importadas.

Initial Previews: Ler RAW é um parto para o computador, então o programa cria JPEGs para visualização rápida de suas imagens. Aqui você escolhe o tamanho com o qual serão gerados estes JPEGs para visualização. Aqui dou preferência por utilizar a opção 1:1, pois gera um preview do tamanho real da imagem. Isto torna a importação mais lente (e eu vou tomar um café), mas uma vez importadas as imagens, a visualização delas se torna bem mais rápida.

Agora suas imagens estão no Lightroom, e você pode manipular e organizar seu catálogo de imagens utilizando o módulo LIBRARY do Lightroom. Você seleciona o módulo no canto superior direito da tela do programa (são cinco opções de módulo, cada qual com sua função: LIBRARY | DEVELOP | SLIDESHOW | PRINT | WEB). Todos os módulos possuem as imagens no centro, e barras com sessões específicas no lado direito e esquerda da tela, bem como um filmstrip com as miniaturas das imagens na parte de baixo.

Módulo Library

A barra esquerda deste módulo conta com as seguintes sessões.

Navigation: Puro e simples, um visualizador da imagem. Sobre ele há as opções de zoom da imagem com FIT (encaixar na tela), FILL (preenche a tela inteira com a imagem), 1:1 (tamanho real) e outras opções de escaça.

Catalog: Aqui estão três opções básicas de visualização do catálogo. All Photographs para visualizar todo o catálogo, Quick Collection +, que se trata de uma coleção rápida de imagens que você pode criar para diversos fins (exportá-las, entre eles), e Previous Import, que é uma lista das últimas imagens importadas. Estas pastas são virtuais, pois não existe uma pasta com imagens dentro delas. Imagens deletadas destas pastas continuam a existir em seus devidos lugares no catálogo.

Folders: Aqui estão organizadas as pastas, subspastas e arquivos de suas imagens. É a mais física das organizações do Lightroom. Imagens arrastadas de uma pasta para outra nesta sessão são movidas fisicamente dentro do seu HD. Cada vez que você optar por deletar uma imagem nesta sessão, será questionado se deseja apenas deletar a imagem do Lightroom (cortar o vínculo da imagem com o LR, mas poderá re-importá-la mais tarde) ou realmente deletar a imagem do HD. Cada pasta existente nesta sessão existe fisicamente em seu computador.

Collections: As collections são uma espécie de “pasta virtual” do Lightroom. São muito similares às vistas na sessão Catalog, mas aqui você pode criar, deletar, e gerenciar suas coleções (inclusive criando subcoleções e etc). As imagens arrastadas para as Collections não saem do lugar no HD ou pasta da sessão Folders, ao invés disto, uma espécie de “cópia virtual” é criada dentro da coleção. Assim sendo, uma mesma imagem pode estar em várias coleções diferentes. Imagine uma foto de sua namorada na festa de família do final de ano. Você pode arrastar esta mesma imagem para a coleção Fotos da Namorada, para a Fotos de Família e também a coleção Festas. Todas as mudanças feitas na imagem (tratamento, adição de keywords e etc) se refletirão nela também nas outras coleções. Assim você cria grupos de imagem que se sobrepõe e compartilham imagens de acordo com temas mais amplos ou mais específicos. Imagens deletadas de uma determinada coleção não serão deletadas das demais coleções ou do Lightroom. Para criar uma nova sessão pressione o botão “+” no topo da sessão.

Eu utilize o sistema de coleções também para gerenciar as imagens que irei imprimir ou incluir no meu Flickr. Para tanto criei três coleções distintas chamadas “Impressão 15×21”, “Impressão 10×15” e “Exportação Flickr”. Sempre importo minhas imagens e as trato, já escolhe aquelas que certamento vou querer imprimir ou emportar e arrasto para as determinadas coleções. Quando as pastas de impressão acumulam um bom número de imagem, basta selecioná-la para ver todas as imagens, exportar no formato que desejo imprimir (de acordo com a pasta) e novamente esvaziar a coleção. A do Flickr fica cheia por mais tempo, pois a medida que sinto vontade de exportar alguma coisa para lá, seleciono as que desejo entre as fotos que estão na coleção, exporto e deleto apenas as fotos exportadas. As outras ficam lá, esperando uma próxima oportunidade.

Você ainda pode criar Smart Collections pressionando o sinal de “+” no topo da sessão. Smart Collections são coleções que não são controladas por você diretamente (você não arrasta e deleta fotos dela), e sim por critérios criados por você durante a criação da coleção. Você pode criar uma coleção que agrupe todas as imagens com uma determinada keyword, ou capturadas com uma determinada objetiva ou uma certa configuração de ISO.

No lado direito deste módulo temos algumas opções para manipular os metadados da imagem, como nome do fotógrafo, keywords, legenda da imagem e etc. Como a parte mais importante destes dados eu coloco já na importação, mexo muito pouco por aqui. Mas pode ser bacana passear um pouco por esta sessão para organizar suas imagens e colocar títulos e observações nelas. Bem como utilizar as keywords para facilitar a busca de certas imagens posteriormente.

Este lado conta também com a sessão Quick Develop. Mas como você tem muito mais controle sobre estes fatores na sessão DEVELOP, eu nem toco nesta sessão.

Abaixo da imagem(s) no centro da tela você ainda tem um pequeno painel com botões:

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

Os quatro primeiros ícones alteram o modo de visualização da imagem entre: visualização de miniaturas, visualização de única imagem, e comparação de duas ou mais imagens. Os ícones seguintes variam de acordo com opção de visualização selecionada.

Módulo Develop

Aqui é onde as coisas acontecem. Diferente do módulo Library, este módulo não possui visão de miniaturas na tela central (só no filmstrip da parte de baixo), permite a manipulação de apenas uma imagem por vez, e mostra apenas as imagens da coleção/pasta selecionada. Para alterar a pasta e visualizar outras imagens você deve retornar ao módulo Library.

Antes de fuçarmos neste módulo, é preciso compreender como funcionam as coisas no Lightroom, e fazer uma alteração nas opções que acho importante. Para tanto, vá na ao menu EDIT >> CATALOG SETTINGS e selecione a aba METADATA. Neste aba ative a opção AUTOMATICALY WRITE CHANGES INTO XMP (você terá de ativer esta opção em cada catálogo que possuir, caso você utilize mais de um catálogo). Esta opção faz com que, além de escrever as alterações da imagem no catálogo do LR, o programa também escreva as alterações em um arquivo XMP que acompanha o arquivo RAW da imagem, de forma que as alterações possam ser lidas em outros programas de edição RAW.

Diferente do Photoshop ou outros programas de edição de imagem, o LR não altera os pixels de sua imagem (nem mesmo JPEGs) quando você faz correções de cor, exposição, balanço de cor e daí por diante. O arquivo original é mantido intocado e as alterações são registradas no catálogo do Lightroom e no arquivo XMP que acompanha a imagem. Assim, cada vez que você abre a imagem novamente no Lightroom, ele lê o arquivo original e aplica as alterações contidas no catálogo ou no arquivo XMP. Isto é interessante não somente para você poder voltar à imagem original sempre que necessário, mas permite também coisas como ter vários tratamentos diferentes da mesma imagem, sem a necessidade de duplicar o arquivo no seu HD.

No lado esquerdo deste módulo você encontra o mesmo Navegador do módulo Library. Mas abaixo dele você encontra a opção PRESETS, que permite a criação e aplicação de pré-definições de tratamento (você pode criar presets que altere apenas características específicas da imagem, como cor, exposição, curva tonal e etc, sem alterar outras características), SNAPSHOTS, que permitem que você salve o estado atual da imagem (tratamento) para ter múltiplos tratamentos diferentes e fazer comparações entre eles. E HISTORY, que guarda o histórico de alterações feitas na imagem.

Mas é no lado direito que estão as coisas que realmente nos interessam no momento, e veremos esta barra com mais cuidado, dividindo-a por sessão.

Sessão Histogram:

Você já deve saber o que é um histograma. Se não souber, será bom dar uma olhada na internet para buscar mais informações sobre o assunto, pois ele é importante no tratamento da imagem. Em miúdos, o histograma é um gráfico que mostra, na altura, a concentração de pixels de uma determinada cor/luminosidade. A luminosidade é definida pelo eixo horizontal do histograma. Quanto mais pixels estiverem acumulados do lado direito da imagem, mais pixels claros existem na imagem, quanto mais pixels do lado esquedo, mais pixels escuros. Os pixels acumulados no centro do histograma representam os meio-tons. Por mais tentador que seja tentar centralizar ao máximo os pixels da imagem, lembre-se que nem toda imagem é mediana, e imagens com áreas escurar, como fotos do mar, ou grandes áreas claras, como fotos de praia ou regiões nevadas, terão seu histograma tendendo para um lado definido do gráfico.

Junto do histograma você tem duas setas posicionadas nos cantos superiores do gráfico. A seta esquerda e direita indicam, respectivamente, estouros nas sombras e altas luzes da imagem. Estouros são áreas aonde se acumulam pixels totalmente brancos ou pretos, anulando todos os detalhes que possam existir naquela área. Caso a seta esteja cinza, significa que a imagem não contém estouros neste região. Caso a seta esteja colorida, então existem estouros nas regiões mais escuras ou claras da imagem, e detalhes estão sendo perdidos nesta região.

Pousar o mouse faz com que o LR marque em cores fortes (azul para estouros nas sombras, vermelho para estrouros nas altas luzes) as regiões estouradas da imagem. Clicar sobre a seta faz com que a região fique destacada mesmo que você remova o mouse de cima da seta (e é ótimo quando você vai regular a exposição da imagem).

Isto posto, fique sempre e olho no Histograma quando estiver tratando a imagem, principalmente nas setas que indicam os estouros. Para tanto a Adobe tomou o cuidado de fazer com que o Histograma não “role” junto das outras sessões, e esteja sempre visível.

Abaixo do histograma estão os dados básicos do EXIF da imagem (ISO, distância focal, abertura e velocidade), e no LR2 estarão o botão de CROP, remoção de manchas, olhos vermelho, filtros gradientes e alterações localizadas. Destes, falaremos apenas do CROP, que é mais importante.

Ferramenta Crop

O ícone que representa a ferramenta CROP abaixo do histograma consiste em uma moldura quadrada. Clicar nela faz com que surgem os comandos da ferramenta CROP e a moldura do CROP surja sobre a imagem. Abaixo você vê, respectivamente, os comandos da ferramenta CROP e a imagem com a moldura do CROP sobreposta.

Clique na imagem para ampliar.

Clique na imagem para ampliar.

Clique para ampliar.

Clique para ampliar.

A moldura funciona de forma simples. Você pode clicar e arrastar em qualquer uma das alças para ajeitar corte da imagem da forma como desejar, segurar o SHIFT enquanto arrasta faz com que a moldura do crop se mantenha na mesma proporção. Clicar dentro da moldura faz com que o cursor, em forma de uma mão, arraste a imagem dentro da moldura do crop. Clicar fora da moldura permite a rotação da imagem para corrigir horizontes tostos e etc. Quando você retaciona a imagem a moldura do crop mostra uma grade mais complexa para auxiliar no alinhamento dos elementos da imagem, mas quando não se está rotacionando a imagem, a grade representada equivale a famosa “Regra dos Terços”.

Uma vez decidido o CROP, basta tecla ENTER para validar suas alterações. Sempre que você exportar ou visualizar sua imagem, ela terá o CROP que você definiu com esta ferramenta. Mas a imagem não é destruida, e a imagem completa estará disponível sempre que você precisar.

Entre as ferramentas do CROP temos as seguintes:

Aspect: Além do menu lateral, no qual você define a proporção do corte (ótimo para cortes especiais para impressões e ampliações) e o cadeado (que permite travar a proporção), ainda há o ícone em forme de esquados, que permite que você desenhe o CROP diretamente sobre a foto, dispensando o uso das alças da moldura de CROP.

Abaixo deste há um ícone super útil em forma de uma régua… tão útil que basicamente inutiliza a opção de rotação ao lado dele. Clicar no ícone da Regua permite que você desenhe uma linha na imagem e o LR automaticamente alinha, horizontalmente ou verticalmente (dependendo da proximidade), a linha que você desenhou. É ótimo para fotos de arquitetura ou com horizonte, pois basta desenhar a linha sobre o horizonte para garantir o alinhamento perfeito da imagem.

O botão RESET permite que você cancele todo o CROP feito e retorne à imagem original.

Sessão Basic

Nesta sessão é que você faz os ajustes básicos do Lightroom. Ela se divide em quatro subsessões.

Treatment

Permite você escolher o tratamento da imagem em cor (COLOR) ou tons de cinza (GRAYSCALE). É o ponto de partida do tratamento da imagem. Com o sistema do Lightroom, você pode ter a mesma imagem tratada em formato PB e cores, sem a necessidade ter 2 arquivos RAW.

WB

Balanço de branco é algo extremamente importante. Principalmente quando você fotografa em RAW, pois o programa lhe dá a oportunidade de corrir qualquer erro no balanço de branco da imagem sem perda na qualidade. O menu WB oferece as opções AS SHOT, que utiliza o balanço de branco usado pela câmera no momento da captura, AUTO, que equilibra o branco através de um algotitmo do programa e, para imagens em RAW, as opções clássicas de Tungsten, Fluorescent, Daylight, Shade e etc.

As barras TEMP e TINT permitem que você manipule manualmente o balanço de branco, seja para correções ou para aplicações criativas (como aquecer/esfriar uma imagem).

Mas uma das ferramentas mais bacanas desta sessão é o conta-gotas. Selecionar o conta-gotas e clicar em um ponto da imagem que deveria ser neutro/branco, faz com que o programa automaticamente ajuste o balanço de branco da imagem para neutralizar a imagem.

DICA: Se você executar uma série de imagens em RAW sob a mesma iluminação, compensa fazer uma foto utilizando um elemento branco ou cinza neutro (como uma folha de papel ou um cartão cinza 18%). Depois basta clicar com o conta gotas na folha branca e deixar o LR trabalhar. Registre, então, a configuração do WB como um preset, e aplique em todas as outras imagens feitas sob a mesma luz.

Tone

O botão AUTO é AUTOEXPLICATIVO (trocadilho). Na verdade, ele simplesmente utiliza um algoritmo do programa para tratar sua imagem, de forma similar ao AutoLevels do Photoshop. Se você realmente quer tratar suas imagens, ignore ele.

EXPOSURE: Aumenta e diminui, em até +/- 4EVs, a exposição da imagem. Com imagens em JPEG isto provoca perda de qualidade e aumento no ruído. As imagens RAW possuem uma amplitude maior de dados e permitem uma alteração na exposição de, aproximadamente, +/- 2EVs sem perda forte de qualidade. Não esqueça de observar o histograma sempre que mover estes comandos.

RECOVERY: Estourei as altas luzes, e agora? Agora ferrou… isto é, ferrou se você não fotografa em RAW e não tenha sobrado informações em pelo menos 1 canal de cor da imagem. Caso ainda haja informações a serem salvas, o slider RECOVERY recupera os detalhes nas altas luzes. Usado com parcimônia, este comando pode recuperar os detalhes em áreas estouradas de imagens em RAW… com exagero, ele escurece e acinzenta a imagem.

FILL LIGHT:Este comando clareia os tons-médios e sombras médias da imagem, evitando mexer nas altas luzes para evitar estouros. Como resultado, ele abre as áreas de sombras das imagens, de forma “similar” ao uso de um flash de preenchimento.

BLACKS: Este comando reduz a amplitude dinâmica das áreas de sombra da imagem, fazendo com que pixels próximos aos preto total se tornem preto total. Ajuda a escurecer a imagem, avivar as cores e recuperar imagens com pouco constraste.

Os comandos BRIGHTNESS e CONTRAST são óbvios, e de maneira simplificada replicam as possibilidades dos comandos acima. Se você realmente dominar os quatro comandos desta sessão (Exposure, Recovery, Fill Light e Blacks) estes dois comandos serão quase inúteis.

Presence

Enquanto os comandos da sessão anterior lidavam com a luminosidade da imagem, os comandos desta região lidam com as cores.

CLARITY: este comando aumenta o contraste das áreas de meio-tons. Ela não mexe nos tons médios, nos preto e branco total, mas clareia proporcionalmente tudo que estiver acima do cinza médio, e escurece tudo que estiver abaixo, aumentando o contraste da imagem. O efeito é simular ao de se aplicar uma curva em forma de “S” no filtro CURVES do Photoshop.

VIBRANCE: este comando aumenta a saturação das cores de forma proporcional. Quanto menor for a saturação de um determinado ponto, mais efeito o Vibrance tem sobre ele. Isto é ótimo para foto com pessoas ou cores fortes, pois evita que a saturação fique muito artificial e estoure algum canal de cor da imagem.

SATURATION: diferente do Vibrance, este comando amplia a saturação da imagem como um todo. Isto pode fazer com que algumas cores que já estejam bem saturadas se tornem manchas e estourem, além de dar um tom mais artificial na imagem.

Sessão Tone Curve

As aplicações desta sessão são similares às aplicações da subsessão TONE da sessão BASIC, mas oferecem a você um controle mais amplo. Esta sessão também simula a aplicação das ferramentas CURVES e LEVELS do Photoshop.

Flutuar o cursor do mouse sobre o gráfico faz com que ele mostre a subdivisão das áreas da imagem em Shadows (sombras), Darks (escuros), Lights (claros) e Highlights (altas luzes). Puxar o gráfico para cima clareia esta região imagem, enquanto para baixo escurece. Os marcadores abaixo do gráfico alteram que parte da imagem será considerada por cada sessão. Ou seja, em uma imagem tipicamente escura, você pode puxar os marcadores para a esquerda e para considerar as partes mais claras da imagem como highlights. Alterar estas marcadores em uma imagem mediana, faz com que uma parte maior ou menor da imagem seja alterada por mudaças naquela região.

Os controles abaixo, Highlights, Lights, Darks e Shadows executam a mesma função de puxar o gráfico para cima ou para baixo. Qualquer alteração feita no gráfico reflete nos sliders, e vice-versa.

Mas o esquema mais bacana desta função (que até foi emprestado para o Photoshop CS4), é o fato de você poder alterar a curva diretamente na imagem. Para isto, basta clicar no ícones em forma de uma bolinha, no lado esquerdo do gráfico, e então clicar em qualquer parte da imagem e arrastar para cima ou para baixo. Isto alterará o gráfico no ponto correspondente à luminosidade do ponto da imagem aonde você clicou.

HSL/Color/Grayscale

Vimos parte da funcionalidade desta sessão no tutorial sobre conversão de arquivos para PB com o Lightroom. Em imagens coloridas, esta sessão serve para mudar o tom, a luminosidade e a saturação de regiões de cores específicas. Aqui você pode, por exemplo, aumentar a saturação dos verdes e azuis em uma imagem de paisagem, e ainda amagentar o azul para dar uma impressão de ter usado um filtro polarizados.

Cutouts rudimentares também são possíveis nesta sessão, bastando zerar a saturação de todas as cores, exceto a cor que você quer destacar.

Split Toning

Esta sessão serve para executar SplitToning, que é um tipo de processamento cruzado no qual se faz com que os tons escuros da imagem tendam para uma determinada cor, e os tons claros para outra. A sessão Highlights define os tons claros, enquanto Shadow define os tons escuros. Em cada um deles você tem os seguintes controles:

Hue: Seleciona o tom para o qual a região (clara ou escura) irá tender.

Saturation: Seleciona a saturação do tom para o qual a região irá tender.

Quadradinho com a cor: Permite a seleção da cor diretamente a partir de um Color Picker.

Balance: Define o ponto médio a partir do qual o Split Toning irá definir o que é highlight e o que é shadow. Configurado em 0 significa que tudo acima de cinza 50% é considerado highlight, e abaixo, shadow.

Como resultado, você pode utilizar esta sessão para simular lomografia, impressão em papel de cores diferentes, tintas diferentes, e outros efeitos especiais. O efeito fica extremamente bacana quando aplicado em imagens com poucos tons de cores.

Sharpening

A sessão shapening conta, de começo, com uma janela que mostra um pedaço da imagem em 100% (ou escala 1:1 pixel). Isto se deve ao fato de que é difícil perceber as mudanças do Sharpening quando a imagem não está em 100%. Assim, você pode visualizar as mudanças específicas nesta janela, enquanto visualiza a alteração de maneira geral na imagem central. Eu, pessoalmente, ainda prefiro dar um zoom de 100% na imagem central e acompanhar lá. A sessão Sharpening possui alguns “efeitos especiais” quando você altera certos comandos segurando a tecla ALT, que só são visíveis se a imagem central estiver com zoom de 100%.

Ao lado desta janelinha tem um ícone em forma de uma mira. Clicar nele e na imagem central reposiciona a visão da janela menor.

Amount: este comando controla a quantidade de sharpening que será aplicado a imagem. Quanto maior, mais nítida a imagem, porém maiores as chances de surgirem halos (auras) na imagem, que prejudicam. Segurar o ALT ao arrastar este controle faz com que a imagem fique PB para facilitar a visão da aplicação do sharpen na luminosidade da imagem.

Radious: O efeito do sharpen é aplicado nas áreas de “bordas” da imagem. Ou seja, o programa compara a diferença entre as cores dos pixels para definir as “bordas” da imagem e aplica o efeito nestas bordas. Esta opção aumenta o raio de ação do Sharpen em redor destas bordas. Para o sharpen padrão, de imagem que já possuem uma nitidez boa, uma quantia de 0.5 até 1 Radious é suficiente. Ir além deste valor ajuda a recuperar o foco/nitidez de imagens tremidas e desfocadas, mas o exagera deixa a imagem com auras artificais. Segurar o ALT ao arrastar o comando permite que você veja a área de ação do Sharpen, similar ao efeito gerado com o uso de HighPass e Overlay no Photoshop.

Detail: Enquanto o sharpen é aplicado nas bordas da imagem, o Detail aplica o sharpen nas áreas fora das bordas. Sua função é ampliar a nitidez em texturas e padrões que possuam cores semelhantes demais para serem considerados bordas. Aumentar o detail enfatizam as texturas da imagem (poros da pele, malha de roupa e etc), mas o exagero enfatisa também o ruído da imagem. Segurar o ALT ao movimentar este comando faz com que a imagem fique PB mostrando a aplicação da nitidez nas áreas de pouco contraste.

Masking: Este controle é importante, pois é ele quem define o quão diferente precisam ser as cores entre as diferentes áreas para o programa considerar aquele ponto uma “borda” (e aplicar o sharpen nele). Quanto maior for o Masking, mais restrito às bordas mais contrastadas ficará a aplicação do efeito. Segurar o ALT ao movimentar este cursor faz com a imagem fique preta com as bordas (área aonde será aplicado o sharpen) definidas em branco (com o masking em 0 a imagem fica toda branca, indicando a aplicação em toda imagem). À medida que o cursor move-se para a direita, menos áreas brancas indicam áreas mais restritas para aplicação do sharpening. Este comando é útil para se evitar que o sharpening afete demais a textura das coisas e realce o ruído da imagem.

Noise Reduction

Esta sessão, dentro de Detail, diz respeito à redução de ruído. Os comandos são simples, divididos em Luminance (que se trata do ruído monocromático, similar à granulação de filme) e o Color (que se trata do ruído colorido). Os controles são fáceis… quanto mais para direita, mais aquele determinado tipo de ruído é reduzido, mas o exagero pode levar à suavização e perda de detalhes da imagem.

DICA: Na fotografia digital, o ruído do tipo Color é mais preocupando do que o ruído Luminance. O ruído color deixa a imagem feia, confusa, e impresso em formatos pequenos prejudicam a reprodução das cores da imagem. Já o ruído do tipo Luminance, se mantido de forma razoável, pode até gerar um charme na imagem, simulando o visual de fotografia feita com filme.

Agora que você já conhece alguns dos comandos mais importantes do tratamento de imagem no Lightroom, vou deixá-lo por aqui. Os comandos Chromatic Aberration e Vignettes ficarão para um segundo momento. Bem como a utilização dos pincéis de aplicação localizada, redutor de olhos vermelhos e etc.

A última sessão CAMERA CALIBRATION, é bastante útil para se utilizar com os novos perfis de imagem do Lightroom, principalmente o novo perfil da Adobe, o Adobe Standard Beta, que reproduz melhor os vermelhos e amarelos do que o perfil que acompanha o Lightroom (ACR 4.4). Para saber como baixar, instalar e utilizar estes novos perfis, verifique o tutorial Santos Pixels Batman. O Lightroom acabou com minha foto.

Por hoje é só pessoal. Desculpe tê-los feito ler um post tão grande.

Espero que as informações sejam úteis para muitos de vocês.

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Convertendo Fotos para PB utilizando o Lightroom

27/09/2008

Este artigo não é novo. Eu o criei pelos idos do mês de abril para postá-lo em meus dois foruns de fotografia favoritos: o Digifórum, e a Sala de Estudos Fotográficos. Mas para manter meus artigos e tutoriais concentrados em um lugar, vou repostá-lo aqui. Para quem ainda não o leu, o tutorial é bem interessante. Para quem já leu, não há nada de novo (desculpa a decepção – mas prometo um novo tutorial/artigo para logo).

Como sempre, o link para este tutorial estará também no portal Núcleo Fotográfico, do meu grande amigo Eduardo Guilhon.

Converter foto para P&B utilizando o computador é um processo de tratamento de imagem. Evite utilizar apenas a ferramenta Dessaturate do Photoshop ou então da própria câmera, pois este processo não lhe dará controle criativo e você terá de se contentar com a conversão que a máquina faz.

A fotografia P&B em câmera de película é afetada pelo processo criativo do fotógrafo no momento da captura, com filtros coloridos na câmera, ou então através do tratamento e manipulação no momento da revelação. Por esta razão os grandes fotógrafos revelavam suas próprias fotografia, e por este motivo é de bom grado ao fotógrafo digital saber tratar suas imagens no computador.

O processo de conversão de imagem para P&B utilizando o Lightroom é um processo simples, e que requer um pouco de conhecimento do software, e muita experiência, experimentação e bom gosto no momento do tratamento.

A foto que escolhi para a conversão é esta:

Igreja do Ribeirão da Ilha

Igreja do Ribeirão da Ilha

Como a foto tem áreas bastante fortes de cor, vai facilitar o entendimento do processo.

Uma vez selecionada a foto com a qual você irá trabalhar, coloque o Lightroom no modo DEVELOP e selecione a opção GREYSCALE. Caso o Whitebalance da imagem não esteja do agrado, é mais fácil corrigir isto na imagem ainda colorida, escolhendo-se o “conta-gotas” ao lado do WB: e clicando em um ponto da imagem que deva ser neutro.

Clique na Imagem para Ampliar

Clique na Imagem para Ampliar

Logo abaixo da sessão do WB: você encontrará a região aonde tratará a exposição e contraste da imagem. O Histograma que se encontra no topo desta mesma barra pode ser muito útil neste tratamento, principalmente para corrigir estouros de branco.

No topo do Histograma existem duas setas. Se você passar o mouse sobre elas o Lightroom irá destacar na imagem as áreas aonde o branco e o preto estouraram (cliparam/chaparam). A primeira seta define o estouro no preto, marcado na cor azul, a segunda define os brancos, marcados em vermelho. Clicar na seta faz com que a área continue marcada mesmo que você tire o mouse de cima da seta, e é uma ótima opção para corrigir alguns estouros na imagem.

Na imagem abaixo eu exagerei na exposição para demonstrar as áreas de branco e preto estourados.

Clique na Imagem para Ampliar

Clique na Imagem para Ampliar

O seu processo de conversão para P&B irá começar na sessão que controla o brilho e exposição da imagem, apresentada na imagem abaixo.

Clique na Imagem para Ampliar

Clique na Imagem para Ampliar

As fotografias P&B são clássicas por seu contraste bastante acentuado. Na falta de informação de cor que possa confundir a visão do espectador, a foto PB exagera no contraste de forma a acentuar a textura dos objetos e também criar um contraste nas relação de luz e sombra da imagem.

EXPOSURE: Reduz ou aumenta a exposição da imagem, clareando-a ou escurecendo-a. Sempre existe um leve detrimento da imagem quando se regula a exposição via software e não no hardware, mas esta redução é ínfima em níveis baixos quando se fotografa em RAW. Por isto, sempre é recomendado que você fotografe em RAW, principalmente se tiver a intenção de converter a imagem para P&B.

Estudo: subi a exposição em 0.40 pontos, para criar um contraste melhor. Não esqueça de sempre deixar os avisos de clipagem ligados no Histograma, para evitar que as cores clipem, principalmente os brancos. (É normal fotos P&B, principalmente antigas, possuírem áreas de branco ou preto puro, mas estas áreas não devem ser grandes ou atrapalhar a imagem, principalmente no que se refere ao branco. Ainda assim, liberdades criativas sempre serão permitidas).

RECOVERY: Recupera os detalhes em áreas de alto-brilho (Highlights) reduzindo as áreas de extremo tonal. Em imagens RAW o Lightroom consegue recuperar o detalhe em áreas nas quais um ou dois canais estejam clipados. Usado em exagero pode acinzentar e escurecer a imagem.

Estudo: como tomei cuidado com a clipagem no momento de aumentar a exposição, não foi necessário utilizar o Recovery nesta imagem. Mas ele é bastante utilizado, principalmente em imagens com contra-luz extremo, no qual você consegue recuperar um pouco dos detalhes da área estourada. É interessante deixar os realces de clipagem ativos ao mexer nesta função, mas desligá-los para ver o efeito visual na imagem.

FILL LIGHT: Clareia as áreas de Cinza Médio da imagem preservando as áreas de preto total da mesma. Utilizado com parcimônia ele aumenta o contraste da imagem e destaca áreas acinzentadas, com exagero ele destaca o ruído da imagem e clareia demais ela afetando o contraste.

Estudo: Amplei um pouco o FILL LIGHT para ampliar o contraste do preto total com as áreas de cinza.

BLACKS: Acentua as áreas de preto total da imagem, fazendo com que áreas de cinza próximas ao preto se convertam à preto total. Ajuda a recuperar o preto que pode ser perdido no FILL LIGHT. Usado com exagero enegrece demais a imagem perdendo dinâmica tonal.

Estudo: Ampliei o BLACKS para recuperar um pouco das áreas escuras da imagem, perdidas no momento do FILL LIGHT, e o contraste.

Os controles de BRIGHTNESS e CONTRAST executam funções similares aos comandos anteriores, mas de forma mais global e grosseira na imagem. Amplei um pouco o CONTRAST no caso da imagem de estudo, mas o resultado poderia ser alcançado apenas com alterações nos comandos anteriores.

Por fim, cheguei ao resultado abaixo:

Imagem convertida para P&B.

Imagem convertida para P&B.

Mas ainda não terminamos. Chegamos em uma imagem com bom contraste, e poderíamos estar contente com ela em termos de conversão para P&B. Muito melhor do que se você tivesse simplesmente usado o “DESSATURATE” do Photoshop. Além de que agora você pode dizer que existe um processo criativo pessoal seu na imagem.

Mas vamos deslizar até outra região do Lightroom. Ainda na sessão DEVELOP, procure a sessão GREYSCALE MIX, indicada na imagem abaixo:

Sessão Greyscale Mix

Sessão Greyscale Mix

É nesta sessão que iremos “brincar” com a foto, como um fotógrafo faria com filtros no momento de fotografar a imagem. Aqui temos a tecnologia ao nosso lado, pois enquanto o fotografo que usava película e filme P&B tinha de analizar mentalmente o efeito dos filtros coloridos nas imagens, e esperar o momento da revelação para ver o resultado, o fotógrafo digital pode experimentar com os filtros e analisar os resultados em tempos real.

Mas não se engane, pois o processo criativo, o conhecimento, e o “tato” do fotógrafo é muito importante aqui, e não existe “receita de bolo”, cada resultado é consequência das escolhas do fotógrafo ao tratar a imagem, e cada fotógrafo pode ter uma aproximação completamente diferente.

Nesta sessão você terá a opção de filtrar ou enfatizar os canais de cores da imagem (Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Aqua (Ciano), Azul, Púrpura e Magenta). A medida que você sobe uma das barras, todas as àreas que possuiam uma certa quantidade daquela cor clareiam, aproximando-se do branco, ao reduzir, as áreas escurecem aproximando-se do preto.

Qual a principal razão de se fazer isto? Diversas cores que existem na sua imagem possuem luminosidade semelhante, então detalhes que existem nas imagens coloridas podem sumir ao converter a mesma para P&B. Imagine um vestido verde, estampado em flores vermelhas com a mesma luminosidade… as flores irão aparecer na imagem colorida, mas ao se convertar para P&B elas sumirão do vestido. Utilizamos filtros coloridos, ou mixagem de cores, para recuperar estes detalhes.

Você poderá passar muito tempo nesta região do Lightroom para se converter imagens para P&B, subindo e descendo cada um dos canais e verificando as áreas afetadas. Todas as opções são subjetivas à intenção da foto… é possível destacar o céu, um batom colorido, detalhes nas roupas e muito mais. Experimentação aqui, e ter uma idéia do objetivo desejado, são palavras de ordem.

No estudo em questão:

ORANGE e YELLOW: Reduzi um pouco estes canais, fazendo com que os detalhes da igreja sejam destacados sobre a parede branca da mesma.

GREEN: A única área afetada por este canal eram pequenas concentrações de musgo na parede da igreja. Aumentei este canal fazendo com que estas áreas se aproximassem da luminosidade da parede da igreja, quase desaparecendo, mantando-se apenas o suficiente para não se perder a textura da parede.

AQUA: Uma pequena área do sino (provavelmente áreas de cobre enferrujado) são afetadas por este canal. Estas são as áreas de highlight do sino (brilhos) então ajustei em 100% para destacar bem o volume do sino dentro da igreja.

BLUE: Este canal afeta o céu como um todo. As núvens quase sumiam vão receber o destaque que merecem. Ajustei este canal para -25% de forma que o céu adquira um cinza que fique no meio termo entre os detalhes da igreja e o branco das nuvens, criando um bom contraste entre a igreja, o céu, e as nuvens. Se fosse meu desejo, em +100% o céu quase desaparece em branco, destacando totalmente a igreja (mas dando uma aparência irreal à foto).

PURPLE: Afeta uma área mais escura do céu, a direita da imagem, então utilizei este canal para equilibrar a cor do céu e evitar um degradê pronunciado no mesmo.

VERMELHO e MAGENTA: Não afetam esta imagem (mas serão muito úteis em fotos com pessoas, pois normalmente afetam a cor da pele em combinação com o orange e o yellow, e também em fotos com batons ou outros objetos vermelhos).

Resultado:

Clique na Imagem para Ampliar

Clique na Imagem para Ampliar

Compare com o resultado caso tivéssemos simplesmente dessaturado a imagem.

Clique na imagem para ampliar.

Clique na imagem para ampliar.

Você pode ainda, para melhorar o resultado, utilizar um pouco de Sharpening para aumentar a nitidez da imagem, e aplicar um pouco de ruído para simular filme. Existe um plugin chamado Grain Surgery que permite aplicar Presets de ruídos que simulam diversos tipos de filmes característicos.
Mas deixaremos isto para outro tutorial.

Grande abraço para todos.

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Wario Ware: Shake It no Youtube

24/09/2008

Depois do Wii, do Wii Fit, e de tudo mais que a Big N inventa, agora chegou uma campanha publicitária inovadora para o jogo Wario Ware: Shake It, em parceria com a Google/Youtube. É uma pena que não posso colar o vídeo aqui, e você terá de ir até lá, e assistir ao vídeo até o final.

Acredite, vale a pena.

Link para a campanha no Youtube.

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Outobro: Adobe CS4 Suite

23/09/2008

A Adobe anunciou para outubro o lançamento de seu mais novo pacote de aplicativo, o Adobe CS4 Suite. Como sempre, existem pacotes para todos os gostos e áreas de atuação. Seja você designer básico, aplicado, web designer, produtos de vídeos e tudo mais, sempre há um pacote com os programas que você precisa.

Dentro dos programas com os quais tenho mais familiaridade, Illustrator e Photoshop, algumas novidades me deixaram bastante empolgado:

Adobe Photoshop CS4:

– Rotação do Canvas e Visualização: o movimento da tela e zoom ficaram mais fluídos, e a partir do momento em que você aproxima o suficiente para que os pixels da imagem fiquem bem visíveis o Photoshop automaticamente adiciona um grid mostrando a localização de cada pixel. Além disto, surge a possibilidade de se rotacionar a visão, o que ajuda muito quem trabalha com tablet para desenhar na tela (é como inclinar o papel de desenho para fazer com mais facilidade uma certa parte).

– Transformação Alerta ao Conteúdo: imagine poder alargar ou achatar uma imagem sem que certos elementos que existam nela sejam deformados. A tecnologia não é nova, e permite que o programa reconheça elementos na imagem (ou você indique ao programa estes elementos) e as transformações feitas na imagem não distorcem estes elementos. Imagine a foto de uma praia com surfistas, e você poder alargar o tamanho da praia simplesmente arrastando, e o software evitando que os surfistas sejam distorcidos também. Agora o Photoshop faz isto.

– Profundidade de Campo Extensiva: fotografe diversas imagens com pontos de foco e DoF diferentes, e o Photoshop combina todas em uma imagem com nitidez em todo o campo de visão.

– Melhorias diversas: melhorias na ferramenta Adobe Camera RAW, nas ferramentas de tratamento como Dodge e Burn, e também na interação com o Lightroom.

Adobe Illustrator CS4:

– Múltiplas Áreas de Trabalho: a impossibilidade de se fazer documentos com muitas páginas no Illustrator incomodou muita gente. Mas agora o Illustrator permite documentos com diversas áreas de trabalho, com tamanhos e características diferentes, de forma que podem ser exportadas ou impressas como documentos multi-páginas.

– Transparência no Gradiente: Assim como no Photoshop, agora é possível adicionar transparência diretamente no gradiente. Até a versão anterior era necessário se produzir o gradiente, e então configurar uma transparência sobre ele.

– Blob Brush Tool: Uma ferramenta de pincel que cria “manchas” de tinta na tela que são fundidas em um único objeto vetorial. Ótimo para quem utiliza tablets para desenhar e pintar no Illustrator.

– Melhoria na Ferramenta Gradiente: O gradiente é, agora, manipulação em seus elementos diretamente na área de trabalho.

– Melhorias na Cliping Mask: não ficaram muito claras as melhorias. Mas se o programa passar a considerar as cliping mask apenas por sua área visível (no que se refere a manipulação e alinhamento), e não pela soma da máscara + objeto, já será uma melhoria e tanto.

– Separation Preview: previsão da separação das cores, para evitar surpresas na impressão como overprints brancos e etc.

É isto aí. Agora é aguardas os primeiros reviews e ver as novidades. Tudo aliado ao fato de que, finalmente, a Adobe resolver tornar o Creative Suite totalmente compatível com a arquitetura 64bits, pode fazer com que o upgrade valha a pena para muita gente.

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Arthur is on the building!

22/09/2008
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Entrada do quarto.

Meu primeiro sobrinho nasceu. O precursor de toda uma nova geração, tanto da família Bonelli quanto da família Veras. Os pais e a família estão extremamente felizes com a chegada de um bebezão (50cm / 3680g) saudável e ativo (e com ótimos pulmões! Rs!). De agora em diante o dia 20 de setembro é um dia especial, pois é o aniversário do virginiano (de signo) e avaiano (de coração) Arthur.

As fotos estão com um pouco de ruído e tremidas. A luz do quarto era bastante fraca (para não irritar o bebê) mesmo para o ISO 1600 da câmera (o que resultava em uma velocidade muito baixa do obturador) e a última coisa que eu queria é que a primeira impressão que o Arthur tivesse do tio fosse uma explosão de luz brilhante direto nos olhos dele, rssss.

Acho que falo por todos da família quando digo que amamos muito vocês três!

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Os pais

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Arthur

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Assinando Fotos em Lote com o Lightroom 2.0

18/09/2008

Primeiro o que vem primeiro. O Lightroom deveria, sem dúvida, possuir recursos que permitissem ao usuário adicionar moldura, informações e marca, em lote, nas fotos durante a importação. Você pode fazer isto (com opções bastante interessantes) para impressão e para slideshow, mas por algum motivo estranho, tudo o que pode fazer na exportação é adicionar seu próprio nome, com uma fonte padrão, no canto da imagem. O resultado é tenebroso.

Para resolver este problema, um programador chamado Timothy Armes desenvolveu um plugin para o Lightroom 2.0 que permite utilizar um aplicativo externo chamado ImageMagick para adicionar marca, textos, molduras, e diversos outros recursos, durante a exportação no Lightroom. Mesmo que você configure o Lightroom para exportar em JPG, o plugin força, secretamente, o Lightroom a exportar um TIFF de alta qualidade, então aplica as alterações necessárias, e finalmente exporta o JPG. Tudo isto para evitar perdas adicionais na qualidade de imagem (que surgiriam com duas conversões seguidas para JPG).

O plugin funciona no Lightroom como um plugin de pós-produção, e assim sendo ele pode ser combinado com outros plugins como, por exemplo, o plugin para exportação para o Flickr desenvolvido por Jeffrey Friedl.

Vamos começar instalando os programas necessários para a funcionalidade do plugin.

1 – Instale o Aplicativo Image Magick

Caso você esteja utilizando XP ou Vista (não-64bits) utilize a versão 16-bits per pixel dynamic. A instalação é simples, bastando seguir as instruções na tela e dar OK. Para testar o aplicativo, abra o prompt do comando do Windows (executar: cmd.exe) e digite os seguintes comandos (dando “enter” após cada um deles):

  • convert logo: logo.gif
  • Identify logo.gif
  • imdisplay logo.gif

Se o programa ativar após o último comando, mostrando a tela com a imagem, então o aplicativo foi corretamente instalado. O ImageMagick é um programa que executa alterações em imagens através de linha de comando. Ou seja, você executa uma linha de comando como, por exemplo, “convert -size 640×480 pattern:checkerboard checkerboard.png” e o programa executa automaticamente. No caso do comando apresentado ele gerará uma imagem chamada checkerboard.png, com base em um padrão quadriculado próprio dele, dentro da pasta ativa no prompt de comando.

NÃO SE ASSUSTE! Você não precisará gerar linhas de comando complexas para adicionar bordas, informações, marca e tudo mais. É aqui que entra o plugin de pós-produção do Lightroom 2.0, que gera uma interface gráfica prática e funcional para as operações. Você só seleciona e configura o que quer, e o plugin gera a linha de comando necessária para fazer as transformações em sua imagem. Isto nos leva ao segundo passo.

2 – Instalar o Plugin LR/Mogrify.

Crie uma pasta em algum lugar (lembre-se dele depois), onde você colocará seus plugins do Lightroom 2.0, e coloque a pasta ‘LR2Mogrify.lrplugin’ que está dentro do arquivo compactado que você baixou dentro dela. Abra o Lightroom 2.0.

Vá no menu FILE >> PLUGIN MANAGER. Isto abrirá a tela de gerenciamento de plugins do Lightroom. É uma boa conhecer esta tela, pois é nela que você irá gerenciar, instalar, atualizar e desinstalar os seus plugins. Agora, clique em ADD, e navegue até a pasta dos plugins que você criou, selecione a pasta ‘LR2Mogrify.lrplugin’, e clique em OPEN. Isto instalará o plugin no Lightroom. Caso o plugin esteja instalado corretamente, ele surgirá como está na imagem abaixo. Você pode utilizar o mesmo processo para instalar outros plugins no Lightroom, como o plugin de exportação para o Flickr já citado.

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Agora que o plugin está operante, vá na tela de exportação do Lightroom, no menu FILE >> EXPORT, e os comandos do plugin devem surgir logo abaixo dos Presets de exportação, com o nome Post-Process Actions. Como está na imagem abaixo:

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A primeira linha ‘LR2/Mogrify’ representa a pasta que contém todos os comandos do Mogrify, e por enquanto todas estão desativadas e não farão qualquer diferença em sua imagem (os comandos ativos possuem uma marcação à direita deles – na imagem acima estão ativos os quatro primeiros comandos).

O primeiro comando que você deve ativar é o Mogrify Configuration, para tanto dê um duplo-clique sobre ele. Ativá-lo faz com que a marca apareça ao lado do comando, e na janela direita, onde você configura a exportação, surgirá, abaixo da sessão Metadata, e acima de Post-Processing, a opção Mogrify Configuration (todas as opções ativadas posteriormente também aparecerção nesta janela, abaixo de Mogrify Configuration). Abra as opções Mogrify Configuration clicando na seta a sua esquerda.

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A única alteração que você fará na sessão configuração será clicar no botão CHOOSE ao lado de “Path of Mogrify Aplication” e indicar o arquivo mogrify.exe que está localizado na pasta aonde você instalou o aplicativo ImageMagick. Isto é necessário para que o plugin saiba onde se encontra o aplicativo.

Daqui para frente você ativar e desativar todas as opções desejadas. Cada opção ativada surge como uma sessão na janela direita onde estarão as configurações desta opção (caso você desative todas as opções, o LR não utilizará o Mogrify para exportar as imagens). Vamos ver algumas sessões, e algumas de suas opções mais importantes.

SESSÃO BORDER

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Esta sessão controla as bordas criadas em sua imagem. O Mogrify cria as bordas de dentro para fora, a partir do tamanho escolhido para sua imagem no Lightroom, ou seja, se você gerar uma imagem com 800px de largura no Lightroom, e configurar uma borda de 10px no Mogrify, ela será exportada com largura de 810px no final.

O programa permite a criação de até 5 bordas de dentro para fora. Você pode escolher o tamanho em pixels e a cor de cada uma delas. Com a combinação da imagem acima o programa gera uma pequena linha branca de 2 pixels ao redor da imagem, seguida de uma borda preta mais grossa (20px) e então um contorno branco. Caso você deixe o campo da altura (height) vazio, o programa assume que a altura tem o mesmo tamanho da largura.

SESSÃO GRAPHIC WATERMARK

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Esta é a sessão que permite que você adicione sua marca em todas as suas fotos, a marca precisa estar em um formato de imagem (JPG, TIFF, GIF, PNG e etc.) e aceita canal alpha (transparência). Você selecinoa o arquivo que será utilizado clicando em CHOOSE, ao lado de “Path of watermark image:”. Algumas opções importantes desta sessão:

– Overlay watermark: Esta opção ativa ou desativa a colocação da marca.

Before border is applied: Esta é uma opção interessante, pois indica se a marca será aplicada antes ou depois da borda ser aplicada. Se você deseja aplicar a marca na borda, e não sobre a imagem, é necessário que esta opção esteja desabilitata. Caso a marca vá ficar sobre a imagem, é melhor habilitá-la, pois facilita o posicionamento (você não precisa somar os pixels da borda no posicionamento).

– Resize Watermark: Ajusta o tamanho de sua marca, na altura e na largura.

– Position: Identifica que borda da imagem será utilizada como referência para o seu posicionamento.

– Inset: A distância, em pixels, entre o pixel mais próximo da marca e a borda/canto que você indicou como referência em Position.

– Overlay Mode: Indica o modo de mistura das cores utilizado na sua marca. Funciona da mesma forma que os blending modes da paleta Layer do Photoshop.

SESSÃO TEXT ANOTATION

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Esta sessão permite que você adicione um texto à imagem. Este texto pode ser algo escrito por você (uma frase, seu endereço ou telefone), algo copiado das informações da imagem (EXIF, IPTC e etc) ou uma mistura de ambos. Assim como na marca, você tem diversas opções de configuração de posicionamento.

– Add Text Annotation: Define se você irá utilizar ou não a inclusão de texto na imagem.

– Before border is applied: Faz o mesmo que a opção homônima na colocação da marca. Neste caso eu prefiro deixar esta opção desativada, de forma que eu possa posicionar o texto sobre a borda, e não sobre a image.

– Font Name: É a fonte que será utilizada para escrever o texto. O botão Refresh Font List faz com que o aplicativo atualize a lista de fontes que estão instaladas. Caso seu texto não apareça na imagem, troque a fonte utilizada. O plugin possui incompatibilidade com algumas fontes.

– Size/Colour/Opacity: Define o tamanho do texto, em pixels de altura, a cor e a transparência/opacidade do mesmo. Controlar o tamanho em pixels do texto é útil para posicioná-lo de forma correta. Se você o quiser sobre a borda que criou na sessão Border, basta lembrar de fazer o texto pouco menor do que a borda que criou.

– Solid background/Colour/Opacity: Define o uso, ou não, de um fundo sólido abaixo do texto, bem como sua cor e opacidade. É útil quando se coloca o texto sobre a foto, e não sobre a borda, para evitar que o texto desapareça (Mas fica tenebroso. Seja bonzinho com sua foto e coloque o texto na borda, ok?)

– A/A (de lado): Define a orientação do texto na horizontal ou vertical.

– Horizontal/Vertical Inset/Position: Assim como na marca, a combinação destes fatores é que orienta o posicionamento do texto. É uma boa aqui lembrar de quantos pixels você deixou de borda para acertar o posicionamento. Por exemplo, eu coloquei a referência no canto interior direito (para ficar no lado oposto ao da marca) e apliquei um inset de 23px na horizontal e 4 na vertical. Os 4 verticais servem para cruzar o 1 px da primeira borda, e avançar +3 px dentro da borda negra (como a fonte tem 10px de altura, +3 px na base, sobram 7 pixels até o topo da borda de 20 pixels de altura). Os 23px horizontais serviram para afastar o texto da margem direita alinhando-o com a borda direita da foto.

É combinando estes elementos: tamanho da borda, tamanho do texto, inset, âncoras e etc, que você poderá posicionar com precisão os elementos da sua imagem.

Define your text: Obviamente, é aqui que você digita seu texto. Você pode digitar o texto manualmente e utilizar os botões abaixo. O plugin utiliza TAG (etiquetas) entre chaves “{}” para definir informações recuperadas da imagem, quebra de linha e tabulação. Add new line (ou a tag {return}) cria uma nova linha de texto. Add a tab (ou a tag {tab}) inclui uma tabulação, o que é ótimo para alinhas elementos da linha superior com a linha inferior. Add Token é o mais interessante, pois abre um nenu onde você opta por gerar tags que irão, na conversão, serem substituidas por informações da imagem. Você escolhe a fonte da informação (EXIF, IPTC e etc) e a informação desejada, e o programa irá gerar uma tag para você no texto (você pode mudar a tag de posição, misturar ela com textos e etc, mas não pode alterar as chaves nem nada que esteja dentro dela, caso contrário ela não funciona).

A texto que se encontra na imagem acima gera um texto similar a:
Shutter: 1/800 – Aperture: f/8 – ISO 200 – Comp.: 0EV

Estas são as opções que utilizei do Mogrify, pois ao meu ver as outras opções refletem coisas que o Lightroom já faz por sí só. O plug-in foi criado antes do Lightroom 2.0, por isto diversos recursos que surgiram com a nova versão do programa tornaram alguns recursos do plugin redundantes. São eles:

RESIZE PHOTO: Ajusta o tamanho da imagem, com opção de não ampliar caso seja menor, ou não diminuir caso seja maior, e diversos algorítimos de redução/ampliação.

SHARPENING: Aumenta a nitidez da imagem. Se tornou inútil depois que a Adobe adicionou este recurso, com diversas opções, dentro do sistema de exportação do LR 2.0.

COLOUR SPACE: Permite adequar a imagem à um espaço de cor utilizando um perfil ICC (perfil voltado ao dispositivo).

COLOURS PROCESSING: Permite o aumento da saturação e brilho das cores. Também é redundante com as opções do próprio Lightroom, a não ser que você esteja exportando para algum dispositivo que precise de compensação específica de brilho/saturação.

OBS.: O plugin possui uma limitação de 10 imagens por lote. O criador pede uma contribuição ínfima, via PayPal para liberar o plugin sem limitações. O plugin não possui um preço, e ele aceita qualquer quantia que você queira doar. É um pedido justo, partindo-se do pressuposto que o plugin é bem completo, funciona bem, e a versão free dele possui todas as funcionalidade. Caso você queira colaborar com o desenvolvedor e adquirir a versão ilimitada do plugin, visite o site dele e clique no botão do PayPal.

Como o plugin funciona em conjunto com o plugin que exporta imagens para o Flickr, tenho o utilizado para gerar uma imagem com moldura, assinatura e dados da imagem rapidamente para o Flickr, sem ter de levar a imagem ao Photoshop (e gerar uma nova cópia dela) e nem mesmo precisando colher os dados do EXIF da imagem para digitá-los.

Para finalizar, uma imagem com marca, moldura e texto aplicados através do plugin Mogrify. Clique na imagem para ampliar e visitar o meu Flickr. Grande abraço para todos.

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Santos Pixels Batman! O Lightroom acabou com a minha foto!!

15/09/2008

Sei que eu havia prometido alguma coisa envolvendo a comparação entre os espaços de cor AdobeRGB e o sRGB. Mas como o material que preparei não está acessível no momento, resolvi trabalhar em cima de outro assunto mitológico: o Lightroom muda as cores das imagens em RAW que abro nele.

Falei uma vez, em outro lugar (mas ainda tocarei no assunto aqui): não existe imagem sem tratamento. Digo isto, simplificando no momento, pois para o computador interpretar sua imagem ele precisa de uma espécie de “tradutor”, que “ensina” o programa a converter dados binários do arquivo em uma imagem visível para você. Isto deixa duas opções para você… a primeira é configurar você mesmo como seu programa irá interpretar estes dados, a segundo é se orgulhar de dizer “eu não uso Photoshop em minhas imagens” e se contentar com as escolhas que os japoneses que fabricaram sua câmera fizeram ao contruí-la.

Caso você pertença ao segundo grupo, e fotografe em JPEG pois “a imagem fica melhor”, este texto não é para você, e o Lightroom não é para você. Utilize um gerenciador de fotos como o Picasa, ou o próprio gerenciador que acompanha sua câmera e seja feliz.

Caso você pertença ao primeiro grupo, já deve ter percebido (e se assustado) com o fato de que toda imagem que você abre no Lightroom surge por alguns segundos com cores lindas, saturadas e contrastadas, para então se transformar em uma imagem chapada e sem vida. Também já deve ter percebido que o programa que acompanhou sua câmera não faz o mesmo, e abre suas imagens lindas e não aplica nenhuma efeito para estragá-las, então concluiu que o Lightroom é um lixo, e que a Adobe, com inveja de suas fotos, resolveu aplicar um filtro automático, não desligável, que estraga suas imagens. Veja a imagem abaixo (foto da minha sacada), durante uns 3 segundos o LR (Lightroom) mostrou a primeira imagem, e então ela se transformou na segunda.

Olha que linda minha fot...

Olha que linda minha fot...

...damn You Lightroom!!!

...damn You Lightroom!!!

Não quero decepcionar você, de verdade, mas a verdadeira foto que você tirou é a segunda. Isto mesmo… as cores da sua imagem, o contraste e tudo mais, está mais próximo do real na segunda foto do que na primeira. O LR não aplica nenhum filtro na imagem, nenhum ajuste automático, ele simplesmente lhe mostra (diferente do software da sua câmera, na maior parte das vezes) a imagem em RAW que o sensor da sua câmera capturou.

Na real é complicado falar em “verdadeira imagem RAW”. O seu sensor fornece dados, não uma imagem, e para interpretar estes dados é necessário um “manual de instruções” que chamamos de Perfil (Profile) e fornece ao software instruções sobre qual tom de verde deve ser aquele píxel descrito como “10010100110010”. A sua câmera possui diversos destes perfis (aplicados internamente pelo processador da câmera em imagens JPEG), que possuem nomes “comerciais” como Picture Styles (Canon) ou Optime Image (Nikon), que normalmente variam com títulos como Paisagem, Retrato, Neutral e daí por diante. Cada perfil deste interpreta os dados do sensor de forma diferente, retrato reforça os vermelhos (para dar vivacidade à pele), o paisagem satura verdes e azuis (grama e céu), e o neutro é neutro, né? Não. O neutro é simplesmente uma série de escolhas feitas pelos engenheiros daquilo que “ELES” consideravam neutro. O processo é o seguinte: seu sensor (CMOS ou CCD) captura a luz, converte em dados (1s e 0s) RAW, e o processador interno da câmera utiliza o profile indicado por você (não existe algo como “conversão sem profile”… o profile sempre é necessário) para criar um JPEG da imagem (seja para salvar o JPEG e ignorar o RAW, ou seja para salvar o RAW, mas utilizar o JPEG para que você visualize a imagem no LCD da câmera).

O LR também possui perfis como este. Chamam-se ACR 3.6 e ACR 4.4 (ACR = Adobe Camera Raw), que são perfis “genéricos” que reconhece sua câmera e interpreta RAWs dela da forma mais “neutra” o possível. A Adobe não foi muito feliz com estes perfis, pois eles costumam deixar os vermelhos muito alaranjados/amarelados. Então ela lançou um novo chamado Adobe Standard Beta (para o Lightroom 2.0) para corrigir este problema.

Entendi esta parte. Mas se a câmera não aplica este perfil no RAW, o que isto tem a ver com a imagem em RAW que abro no Lightroom? Você não leu direito o penúltimo parágrafo, leu? Vou explicar.

A câmera não tem como mostrar para você uma imagem em RAW no LCD da câmera, pois o RAW são apenas dados não interpretatos. Assim sendo, a câmera é obrigada a anexar um JPEG de baixa resolução no arquivo RAW que ela salva para você, de forma que possa apresentar em JPEG no LCD e você visualizar a foto que fez. Para esta conversão ela utiliza o perfil que você definiu na câmera, o mesmo que utilizaria se fosse salvar um JPEG da sua imagem ao invés do RAW. Em resumo, todo o RAW feito por sua câmera acompanha um JPEG de pequena proporção para ser visualizado no LCD.

Aqui está o “pulo do gato”: quando o Lightroom abre sua imagem, ele utiliza o perfil JPEG para mostrar sua imagem rapidamente (enquanto, internamente, o processador processa os dados RAW, segundo o profile da própria Adobe, para sua visualização). Aqui surge a questão da “transformação”. Por alguns segundos você visualiza a imagem JPEG, com todo o pós-processamento da câmera aplicado (incluindo o perfil), até que a Adobe converta o RAW com seu perfil “neutro” e aplica na sua imagem. Como a tendência do perfil da câmera é sempre saturar as cores (coletivamente ou individualmente), a impressão que temos é que a primeira imagem é sempre mais “bonita” do que a imagem final (o RAW mais neutro).

Então por que o programa da minha câmera não faz o mesmo? Pois o programa da sua câmera (no caso da Canon, o Canon’s Digital Photo Professional) possui, não por coincidência, os mesmos perfis que sua câmera possui. Quando você importa um RAW da sua câmera para o PC o programa reconhece o perfil que foi utilizado nela e aplica o mesmo perfil na conversão do RAW. Em resumo, o programa faz com o seu RAW o mesmo pós-processamento que faria “in-camera” na produção do JPEG. A diferença é que o programa permite que você altere o perfil escolhido na câmera (ou seja, você pode fotografar com o perfil Landscape na câmera, ao importar ele aplicará o Landscape no programa, mas você pode alterá-lo para Portrait, Neutral e etc, sem problemas).

Como exemplo fotografei a vista de minha sacada mais uma vez. Só que desta vez configurei a câmera para fotografar em JPEG, e fiz a primeira foto utilizando o Picture Style (possuo uma Canon) Landscape, e o segundo com o Neutral. Veja o resultado, e compare com as imagens lá de cima, do antes/depois do Lightroom:

JPEG Perfil Landscape

JPEG Perfil Landscape

JPEG Perfil Neutral

JPEG Perfil Neutral

Viu só? O perfil da Canon que tenta “neutralizar” as cores se assemelha muito com o resultado do perfil padrão do Lightroom, e o JPEG com o perfil Landscape é exatamente o mesmo apresentado no Lightroom durante alguns segundos (enquanto ele interpreta o seu RAW).

Poxa, mas não seria mais fácil a Adobe fazer do mesmo jeito que o software da câmera faz? Temos dois problemas aqui. O primeiro é, por que você fotografa em RAW? Não é para ter uma imagem o mais neutra o possível? Então por que você quer ter uma imagem que se assemelhe ao JPEG que a câmera faz (cheio de pós-processamento decido pelo engenheiro que a projetou)? Você pode responder: para ter a opção de escolher o perfil de cor depois de ter feito a foto, e assim ter mais liberdade. Boa resposta.

O problema é que para fazer isto a Adobe precisaria de acesso aos dados e instruções de todos os perfis de cada marca de câmera desenvolvida, para saber como ele interpreta o RAW durante a conversão, e este perfil é meio que “segredo corporativo” de cada uma destas empresas. Se as empresas simplesmente “abrissem” seus perfis, isto daria chance às concorrendes de explorarem estes perfir e analizarem os segredos das imagens umas das outras. Sem estes perfis abertos, a Adobe precisaria fazer “engenharia reversa” para identificar o comportamento dos perfis, e isto não é lá muito ético de se fazer.

Assim, a forma como este perfil é reconhecido, dentro do RAW, pelo software é de conhecimento apenas do fabricante da câmera, e a Adobe não tem como fazer o LR reconhecer o perfil. Por isto opta por um perfil básico e neutro, até porque esta neutralidade no ponto de partida é uma das características pelo qual o RAW é útil.

Então sou obrigado a me contentar com perfil da Adobe se quiser usar o LR? Não, pois com o lançamento do Lightroom 2.0 a Adobe resolveu facilitar a vida de quem gosta dos perfis da sua câmera. Junto do novo perfil, o Adobe Standard Beta, ela lançou um pacote de perfis compatíveis com sua câmera (veja aqui). Basta baixar o arquivo e instalar. Quando você abrir um RAW o Lightroom irá identificar sua câmera e disponibilizar para você os perfis que você tem na mesma (no caso da Canon: Standard, Landscape, Portrait, Neutral e Faithful). Ele não consegue, ainda, reconhecer qual foi utilizado na fotografia (e irá aplicar o padrão do LR que é o ACR 4.4, a não ser que você mude), mas você terá a opção de alterar o perfil para se adequar ao seu gosto.

Se você utiliza sempre o mesmo perfil da câmera, pode simplesmente colocá-lo como perfil padrão do Lightroom.

Abaixo os perfis do Lightroom 2.0 que simulam os perfis da Canon EOS Rebel XTi/400D:

Adobe ACR 4.4

Adobe ACR 4.4

Adobe Standard Beta

Adobe Standard Beta

Canon Standard

Canon Standard

Canon Faithful

Canon Faithful

Canon Landscape

Canon Landscape

Canon Neutral

Canon Neutral

Canon Portrait

Canon Portrait

Devo lembrar que os “perfis” encontrados na câmera (Picture Style ou seja lá o nome) normalmente dizem respeito à mais parâmetros do que simplesmente a cor e a curva tonal. Normalmente dizem respeito também à configuração de nitidez, contraste e etc. No caso dos perfis do Lightroom, eles tentam simular apenas o comportamento de cor e curva tonal dos perfis das câmeras, não alterando nenhum outro parâmetro da imagem.

A conclusão disto é que o Lightroom não aplica alteração nenhuma em sua foto, diferente dos softwares que acompanham a câmera. Ele simplesmente analiza seu RAW e aplica o perfil genérico dele que tenta ser o mais “neutro” o possível no que se refere às cores. A transformação que você vê diz respeito ao fato do Lightroom utilizar o JPEG anexado ao RAW por alguns segundos para lhe apresentar um preview enquanto faz o preview definitivo da imagem.

Até a próxima.