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Tao Te Ching

09/11/2004

“Trinta raios convergentes no centro tem uma roda,
mas somente os vácuos entre os raios é que facultam o seu movimento.

O oleiro faz um vaso, manipulando a argila,
mas é o oco do vaso que lhe dá utilidade.

Paredes são massas com portas e janelas,
mas somente o vácuo entre as massas lhes dá utilidade
Assim são as coisas físicas, que parecem ser o principal,
mas o seu valor está no metafísico.

………………………………………………………….

Uma de minhas passagems favorita do livro Tao Te Ching escrito pelo filósofo chines Lao Tsé e que é muito importante para o Zen e para o Taoísmo. O livro, em suas cerca de 5.000 palavras divididas em 81 poemas, teria sido escrito a pedido de Yin Hsi pouco antes de Lao Tsé partir para sempre da China. No dia seguinte, conta a lenda, Lao Tsé deixou para sempre a China, montado em um búfalo, para nunca mais ser visto. Dizem que vive até hoje em comunhão com a natureza.

O Tao é um livro imutável ao mesmo tempo que mutante. É um livro eterno, ao mesmo tempo que volúvel como o orvalho. Sempre se retorna ao Tao, e cada leitura dele mesmo é uma nova leitura de um mesmo livro ainda que diferente. Sua poesia evolui com o leitor cada vez que é lida… é um livro que muda o leitor, e indiscutivelmente o leitor então muda o livro. É um livro de cabeceira.

“Folhas caindo
tocam-se umas nas outras;
a chuva toca na chuva.”

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