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Bokeh de Câmera no Photoshop

27/08/2010

No artigo abaixo falarei sobre o filtro Lens Blur do Photoshop, utilizado para simular o desfoque típico de câmera e também mostrarei uma técnica para criar máscara utilizando canais.

O termo Bokeh vem do japonês e significa ‘desfocado’. É o termo utilizado na linguagem fotográfica para aquele desfoque característico causada pela profundidade rasa de foco produzida por grandes aberturas.

O bokeh tem várias características que o diferencia de um desfoque normal, como aquele produzido pelo filtro Gaussian Blur do Photoshop. Entre as principais diferenças estão dois componentes, primeiro o fato de que enquanto o desfoque do Gaussian Blur é redondo, o desfoque causado pela objetiva tem a forma do diafragma da objetiva (forma de pentagno, hexagono, octágono e por aí vai). Em segundo, está o fato de que o desfoque da objetiva faz com que a altas luzes da cena estourem e pareçam ainda mais claras, o que não acontece com o desfoque causado pelo Gaussian Blur.

Para simular este efeito a Adobe incluiu nas últimas versões do Photoshop um filtro chamada Lens Blur (Desfoque de Lente), que permite um controle muito maior na quantidade de desfoque, na qualidade do desfoque, e também na profundidade de campo.

Lens_Blur_01

O Lens Blur permite, entre outras coisas, que a profundida de campo seja simulada utilizando-se máscara/canais. O filtro utiliza os tons de cinza de uma máscara/canal como referência, considerando os pixels pretos como ponto focal e os tons de cinza em direção ao branco como estando progressivamente mais distantes do plano focal.

Lens_Blur_02

Na imagem acima podemos visualizar um exemplo da aplicação do filtro Lens Blur no Photoshop. A primeira imagem mostra o original sem a aplicação do filtro, a segunda imagem mostra o canal utilizado para o efeito, e a terceira imagem mostra o desfoque aplicado com o uso deste canal de referência.

O fotógrafo Diogo Guerreiro, administrador do ótimo portal Fotografia DG, me emprestou a foto abaixo para que eu demonstrasse a aplicação de desfoque de lente no Photoshop.

Lens_Blur_03

A foto possui um leve desfoque no plano de fundo, mas queremos aplicar um desfoque ainda maior para destacar bem a modelo do plano de fundo da imagem, visto que o plano de fundo não contém nenhum detalhe interessante para a foto.

Ao olhar para a imagem percebemos que embora recortar o modelo não seja um trabalho árduo, os cabelos cacheados dela dariam um trabalho incrível para serem recortados utilizando-se as técnicas normais de recorte. Aqui é que entra a técnica de canais que mencionei no início do artigo.

Para começar, vá à paleta CHANNELS do Photoshop, onde você pode visualizar os canais RED, GREEN e BLUE da imagem (vermelho, verde e azul, respectivamente). Clique nos canais para visualizá-los como tons de cinza. O que você está procurando aqui é o canal no qual o cabelo da noiva tenha maior contraste com o plano de fundo. Neste caso, trata-se do canal BLUE.

Lens_Blur_04

Precisamos de um contraste ainda maior para um bom recorte. Porém, se mexermos diretamente no canal BLUE iremos alterar as cores da imagem. Por isto, selecione o canal BLUE e arraste-o até o botão CREATE NEW CHANNEL na parte inferior da paleta CHANNELS. Isto criará uma cópia do canal BLUE chamada de BLUE COPY.

Selecione o canal BLUE COPY para visualizá-lo em tons de cinza, e com a ferramenta LEVELS (CTRL+L) aumente o contraste do canal até que o cabelo fique bem contrastado em relação ao fundo, como na imagem abaixo.

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Se utilizarmos este canal como referência para o desfoque de lente teremos uma série de problemas. Primeiro, o vestido branco dirá ao Photoshop que o vestido está bem distante do plano de foco, e as manchas pretas na parte superior farão com que parte do plano de fundo apareça nítido. Precisamos corrigir manualmente o canal para obtermos o resultado necessário.

Com o canal ainda selecionado, utilizaremos o pincel para pintar de preto as partes da modelo que estão em branco (vestido, parte do rosto, do colo e o colar no pescoço), e para pintar de branco as áreas ao lado da cabeça dela. Isto não será muito difícil, visto que as partes mais problemáticas (os limites entre a modelo e o plano de fundo) já estão devidamente contrastados. O resultado final que buscamos é este abaixo.

Lens_Blur_06

No canal mostrado acima também foi aplicado um GAUSSIAN BLUR bem leve (0.5 pixel) para suavizar as margens do canal. Isto ajudará a tornar o limite do canal menos perceptível na aplicação do filtro LENS BLUR.

Selecione o canal RGB na paleta CHANNELS para visualizar novamente a imagem colorida na janela da imagem. Duplique a camada BACKGROUND e ative o filtro selecionando o menos FILTER > BLUR > LENS BLUR. O diálogo do filtro surgirá na tela.

Lens_Blur_07

Vamos fazer um resumo rápido dos controles do diálogo Lens Blur.

Preview – esta opção desliga ou liga a pré-visualização do efeito na janela, permitindo a visualização do antes e depois da aplicação do efeito. A opção FASTER gera uma pré-visualização mais veloz, enquanto MORE ACCURATE exibe uma pré-visualização mais fiel ao resultado final, porém mais lenta. Se você tiver um bom computador selecione More Accurate, caso contrário, Faster será melhor para visualizar os efeitos.

Depth Map – é nesta área que aplicamos o canal que geramos para definir a profundidade do foco, nela você encontrará todos os canais que você tiver criado na paleta CHANNELS, além das opções TRANSPARENCY e LAYER MASK. Selecione no menu SOURCE o canal que você criou, no caso o BLUE COPY.

BLUR FOCAL DISTANCE – posiciona o plano de foco na escala de cinza do canal que você criou. Em zero, tudo que for preto no canal estará em foco, na medida em que você movimenta para 255, o plano de foco vai se dirigindo para as áreas em branco do canal. A opção INVERT inverte o canal.

Shape – seleciona o formato do diafragma a ser simulado. Considera-se que quanto mais lâminas formarem o diagragma da objetiva, melhor a qualidade do desfoque, porém para certos efeitos você pode desejar um número menor de lâminas (curiosidade: embora o PS oferece as opções de 3 ou 4 lâminas (diafragma triangular ou quadrado) nunca vi nenhuma objetiva com estas características. A objetiva que conheço com menor número de lâminas é a Canon 50mm 1.8, que possui cinco e consequentemente gera um bokeh em forma de pentágono).

Radius – seleciona o raio do diafragma e consequentemente o tamanho do desfoque da imagem. Quanto maior, mais desfocada a imagem.

Blade Curvature – seleciona a curvatura das lâminas do diafragma simulado. Quanto maior, mais arredondado será o efeito do bokeh. Por isto, quando maior o valor em Blade Curvature, menos perceptível é a diferença entre os formatos do diafragma.

Rotation – rotaciona o diafragma, fazendo com que o bokeh tome outra posição. Especialmente interessante se a imagem tiver pontos de luz bem definidos.

Specular Highlights – Brightness – este controle vaza os brancos estourados da imagem, fazendo com que as áreas estouradas invadam as áreas ao redor delas. Deve ser utilizado em conjunto com o controle Threshold.

Threshold – este controle indica ao filtro o quão estourado o branco deve estar para que seja vazado pelo controle Brightness. No valor 255 apenas o branco puro na imagem (estourado) será vazado… na medida em que o valor é reduzido, cores próximas ao branco puro também são estouradas e vazadas.

Noise – o desfoque suaviza o ruído que a câmera produz nas fotos, o que pode fazer com que a área desfocada fique com ruído diferente da área não desfocada. Este controle adiciona ruído à área desfocada da imagem, ajudando a torná-la homogênea com a área não desfocada da imagem.

Distribuition – a distribuição Uniform espalha o ruído de maneira uniforme sobre a área desfocada. A opção Gaussian utiliza um algorítmo específico para espalhar o ruído na imagem respeitando a luminosidade da mesma.

Monocromátic – esta opção faz com que o ruído aplicado seja monocromático, e não colorido.

Para esta imagem selecione como SOURCE a opção BLUE COPY, escolhi a forma de pentágono (5) com raio 15. Não mexi na opção das altas luzes, mantendo Brightness 0 e Threshold 255, e adicione um ruído uniforme e e monocromático com valor 2.

Segue o resultado final:

Lens_Blur_08

Espero que tenha valido o exercício. A seleção com utilização de canal é um recurso que não funciona em todas as fotos, mas é uma ferramenta válida para manter em seu repertório para quando surgir a oportunidade. Um grande abraço para todos, e não deixem de comentar.

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Extrator de Preset para Lightroom/Flickr

17/06/2009

Um link interessantíssimo, o site abaixo possui um sistema que analisa uma imagem do Flickr, executa uma engenharia reversa e tenta criar um PRESET para o módulo Develop do Lightroom para replicar o tratamento aplicado a imagem.

O sistema só funciona se o usuário não tiver removido o EXIF da foto ao enviá-la para o Flickr.

Para acessar o sistema basta visitar este site: http://lrpreset.appspot.com/

No site há um link para você colocar em sua barra de favoritos que executa o sistema diretamente na página do Flickr.

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Novo Fórum de Fotografia

26/05/2009

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Olá pessoal. Primeiro, gostaria de agradecer a todos pela boa visitação do site e pedir desculpas pela falta de atualizações. Estou me casando dia 10/06, organizando uma festa para dia 14 e uma mudança para meu novo apartamento logo em seguida. Fora a quantidade absurda de serviço (o que não reclamo, pois serviço sempre é bem vindo).

Venho nesta inserção divulgar para todos o novo fórum fotográfico da internet, o Click Brasilis. A intenção do Click Brasilis é ser um fórum mais livre e unido, sem separações por marca ou modelo de câmera. O Click Brasilis é, em si, um grande clube fotográfico, aonde se discute todo o tipo de fotografia.

Visite, aposto que você irá se amarrar.

LINK PARA O FÓRUM

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LensPen SensorKlear – Review

11/05/2009

lenspen_SensorKlear Bom dia pessoal. Semana passada chegou minha LensPen SensorKlear, que trata-se de uma ‘caneta’ no mesmo estilo da LensPen original, só que idealizada para a limpeza do sensor. Para quem não conhece, a LensPen original é uma caneta com uma ponta de feltro carbonada… ao ser passada na lente, que é lisa, o carbono absorve a gordura e a sujeira. Quem já testou aprova a eficiência dela.

A SensorKlear é similar. A diferença é que a cabeça carbonata é triangular, pequena e plana (enquanto na LensPen ela é redonda, grande e côncava, para se adequar à curvatura da lente). Na SensorKlear, adicionalmente, a haste que leva até a cabeça com carbono é mais flexível que na LensPen, provavelmente para evitar pressão exessiva no sensor.

A utilização dela é simples. Mas para começar, você precisa ter confiança no que vai fazer. O sensor é uma parte delicada da câmera (na verdade, é menos delicada do que se costuma falar – mas é cara pacas), e nem a empresa LensPen, nem este blog se responsabilizam por possível estragos no seu sensor. Caso você sinta-se inseguro, recomendo procurar uma assistência técnica para o serviço.

Segundo, você precisa carregar totalmente a bateria da câmera antes de fazer o processo, pois o que você menos precisa enquanto limpa o sensor é o espelho e o obturador despencando sobre a SensorKlear caso a bateria acabe (o que seria um estrago e tanto).

Por último, você precisa verificar no manual da sua câmera como se ergue o espelho dela para limpeza. A maioria das câmeras tem um comando de menu para tal, algo como Manual Cleaning ou Limpeza Manual. Não recomendo utilizar o modo BULB do disparador, mesmo com um controle remoto, pois qualquer mal contato pode derrubar o espelho e fechar o obturador em cima da caneta.

Tomado estes cuidados, veremos então como estava minha câmera antes da limpeza. A melhor forma de ver a sujeira na sensor é com uma foto do céu ou outra superfície clara. Feche a abertura da câmera o máximo possível (o maior número F possível), aponte para uma área limpa do céu, deixe o foco o mais curto o possível e clique.

IMPORTANTE: é importante lembrar que estamos utilizando a menor abertura possível da câmera, coisa que você não faz normalmente no dia a dia. E também vamos exagerar a foto no LEVELS do Photoshop. Então, veremos muito mais sujeira do que normalmente seria possível. Lembre-se disto para avaliar o quanto e com que frequência limpar seu sensor, visto que muito da sujeira que vemos com este método não irá aparecer nas fotos. Limpe seu sensor apenas quando a sujeira começar a atrapalhar as fotos do cotidiano.

Depois de fazer a captura, eu abri a foto no Lightroom, importei para o Photoshop e apliquei Levels e Sharpen para ver melhor a poeira. Eu criei uma Action com estes dois comandos, para aplicar exatamente o mesmo efeito nas fotos subsequentes.

Veja como estava o meu sensor, clique na imagem para ampliá-la:

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Whoa! Bem sujo né? Na real, a sujeira mal aparecia nas fotos do dia-a-dia. Mas como sou meio paranóico, resolvi limpar.

Para fazer a limpeza, você deve inicialmente remover a objetiva da câmera e então acionar o modo de limpeza da câmera. Com o espelho erguido e o sensor visível, recomendo uma pequena lanterna, estas com leds, para poder visualizar melhor o que você está fazendo. Uma sala sem muita poeira e correntes de ar também é útil.

Se você conseguir visualizar alguma das poeiras, pode ir diretamente nela. O pincél da SensorKlear é apenas para limpar o encaixe da lente, então irei ignorá-lo neste review. Gire a tampa da SensorKlear algumas voltas, isto fará com o que o depósito de carbono na tampa recarregue a ponta da caneta. Em seguida abra a tampa.

Com cuidado, iluminando o caminho com a lanterna, encoste a cabeça da SensorKlear no sensor, sobre a sujeira. NÃO ARRASTE. Simplesmente pressione um pouco e então remova a caneta. O carbono da caneta irá puxar a sujeira.

Caso você não consiga enxergar nenhuma sujeira (o que também pode significar que não há necessidade de limpeza), você pode fazer uma limpeza sistemática. Escolha um canto, e aproveitando a cabeça triangular da SensorKlear, pressione-a contra aquele canto. Tire a caneta, e utilize-a novamente um pouco acima do canto escolhido. Vá fazendo isto em todo o sensor… sem nunca arrastar a caneta, apenas pressione, remova, e pressione no novo ponto novamente.

Veja o resultado no final da limpeza (clique para ampliar):

WB_005

Antes de assustar alguém, a mancha no canto superior direito é parte do telhado de minha casa. Eu tentei fugir de uma nuvem no lado esquerdo e acabei pegando ele sem querer. Mas, no geral, é perceptível a redução na quantidade de sujeira (lembrando que esta imagem está com F36 e levels exagerado). Algumas sujeiras persistem, mas em geral são sujeiras que estão impregnadas no sensor, então não recomendo ficar forçando demais em cima delas. No geral, estas não aparecem nas fotos.

OBS.: As vezes, dependendo de como você aproximar a caneta do canto do sensor (aconteceu algumas vezes antes de eu comprar a lanterna, que facilita em muito o trabalho) ela pode raspar na hora de ser puxada. Quando isto acontece, um pouco de carbono pode cair da caneta. Mas basta usar a SensorKlear novamente para absorver este carbono.

Veja o resultado final, agora em F11, uma abertura muito mais comum de ser utilizada. Clique para ampliar:

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Esta limpeza de sensor não é algo para ser feito todos os dias. Recomendo a você controlar sua mania de limpeza e só fazer o procedimento quando realmente necessário. A SensorKlear é uma ótima ferramenta para aquela limpeza rápida caso um cabelo ou poeira maior caia no sensor durante a troca de objetivas.

Existem versões genéricas da SensorKlear e da LensPen, mas eu não recomendo. Prefiro investir na original quando se trata de um produto que entrará em contato direto com meu sensor e minhas lentes. Aqui no Brasil você pode encontrar os produtos LensPen no site Portal do Fotógrafo, do Foto Estúdio Gramado. A SensorKlear custa o preço de uma limpeza na assistência técnica e, segundo o site, sobrevive a cerca de 500 aplicações.

O Portal do Fotógrafo vende os produtos LensPen para todo o Brasil por meio de contato via e-mail ou pelo site. O atendimento é atencioso e a entrega é rápida.

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Simulando o filtro Polarizador com PS

16/04/2009

O pessoal do Digiforum é muito bacana. Quando não estão me dando dicas sobre fotografia, tratamento, estão me dando novas idéias para posts aqui no blog. Este post surgiu de um tópico lá do Digiforum, onde um participante questionou sobre a possibilidade de se simular o efeito do filtro Polatizador no Photoshop.

Bem, o Polarizador é um filtro com características interessantes, ele é um filtro que manipula diretamente a luz que chega na câmera. Entre suas qualidades estão: escurecer o céu aumentando o contraste entre o azul e as núvens, aumentar o contraste entre elementos da imagem e remover ou suavizar reflexos em superfícies não metálicas.

A última característica é realmente difícil de se simular no Photoshop, dependendo da situação é até mesmo impossível (pois dependendo da quantidade de reflexos, a sua imagem não terá nenhuma informação sobre o que há atrás deles). Já o contraste é possível com o uso de Curves e Levels, enquanto a questão do Azul do céu pode ser facilmente resolvida com o uso da ferramenta Selective Color do Photoshop. É sobre isto que falaremos agora.

Vamos começar com a imagem na qual irei trabalhar. Você pode utilizar qualquer imagem sua que tenha céu azul (o efeito não será possível com um céu estourado, devido à falta de informações naquela área):

selective_001

O comando SELECTIVE COLOR do Photoshop permite que você manipule áreas de cores específicas, alterando a quantidade de determinadas cores nestas áreas (como, por exemplo, adicionar Magenta na região dos Verdes e etc.).

Para tanto poderíamos utilizar a opção de menu IMAGE > ADJUSTMENTS > SELECTIVE COLOR. Mas ao invés disto iremos utilizar uma máscara de ajuste, que nos permitirá corrigir mais facilmente os problemas que irão surgir em nossas alterações.

Para tal, vá ao painel LAYERS e clique no botão CREATE NEW FILL OR ADJUSTMENT LAYER, que é o botão marcado na imagem abaixo.

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Diferente do comando do menu que afeta diretamente a imagem, este botão CREATE NEW FILL OR ADJUSTMENT LAYER cria uma layer de ajuste. Uma layer de ajuste é uma camada que aplica o efeito desejado em todas as camadas que estão abaixo dela, de forma não destrutiva. É uma ótima maneira de aplicar certos ajustes, principalmente quando você quer aplicá-los de forma localizada, ou aplicá-los em uma série de camadas sem ter de achatá-las. Além disto, a layer de ajuste acompanha uma máscara de layer (Layer Mask), que define a área onde o efeito será aplicado, isto será muito útil para nós. Então, clique no botão e selecione a opção SELECTIVE COLOR no menu que surgir.

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A imagem acima é do comando Selective Color. Ao selecionar o comando SELECTIVE COLOR, uma layer será criada acima da imagem com o ícone do ajuste e uma máscara de layer. Se você estiver utilizando o Photoshop CS3 ou mais antigo, o comando SELECTIVE COLOR irá aparecer como uma caixa de diálogo, já no CS4 ele aparece dentro do painel ADJUSTMENTS.

Para começar, o céu nas fotografias normalmente é composto por uma mistura de BLUE (Azul) e CYAN (Ciano), por isto para conseguir o efeito que queremos é, normalmente, necessário alterar os dois. Comece selecionando a opção CYAN no menu flutuante COLORS.

Feito isto, selecione o botão radial ABSOLUTE para que o efeito seja aplicado com mais força (na opção RELATIVE, o efeito é aplicado de forma proporcional à quantidade de cor já existente). Agora aumente os deslizantes CYAN e MAGENTA, reduza o YELLOW e deixe o BLACK como está. Para a minha imagem eu utilizei as configurações para o CYAN:

  • CYAN: +100%
  • MAGENTA: +45%
  • YELLOW: –100%
  • BLACK: 0%

Agora mude o menu para BLUES (a cor, não o estilo musical) e faça alterações similares. No caso da minha imagem utilizei as seguintes configurações:

  • CYAN: +100%
  • MAGENTA: +25%
  • YELLOW: –100%
  • BLACK: 0%
  • Como resultado, a imagem ficou como abaixo. O efeito poderia ficar mais forte, mas iremos resolver isto depois de resolver um outro problema. Perceba que o efeito foi aplicado em tudo que é ciano e azul na imagem, o que inclui a fachada de um dos prédios e parte do mar. Não é isto que queremos, então vamos resolver utilizando a máscara da layer de ajuste.

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    A Máscara da Layer é aquele ícone (uma quadrado em branco) ao lado do ícone do ajuste na Adjustment Layer. Ela é, na verdade, uma imagem em tons de cinza (no momento, toda preenchida com branco) que diz ao Photoshop aonde aplicar ou não o efeito, e com qual intensidade. Para o PS, todas as áreas em branco da máscara devem receber o efeito, áreas em preto não recebem o efeito, e áreas em tons de cinza recebem efeito parcial (50% de cinza, 50% de efeito).

    Comece indo ao painel Layers e clicando na máscara. Quando a máscara está selecionada, uma pequena moldura aparece em torno do quadrado branco no painel LAYERS, como mostrado abaixo:

    selective_005

    A máscara de layer é um objeto em tons de cinza, então você não poderá utilizar cores enquanto ela está selecionada. Perceba que qualquer cor que você selecionar no Color Picker ou no painel SWATCHES aparecerá como um tom de cinza nos box Foreground e Background Color da barra de ferramentas. Fora isto, enquanto a máscara estiver selecionada, qualquer alteração feita na janela do documento será aplicada a máscara, seja através de ferramentas, ajustes ou filtros. Tudo que pode ser aplicado à uma imagem em Greyscale, inclusive filtros, pode ser aplicado à máscara. Isto oferece muita liberdade criativa.

    Clique na máscara da layer para selecioná-la, selecione a ferramenta BRUSH (B) e escolha um pincél grande e de bordas suaves. Na caixa FOREGROUND COLOR na barra de ferramentas selecione a cor PRETA, pois com ela iremos “bloquear” o efeito nas áreas que não queremos.

    Agora vá à janela do documento e pinte com preto as áreas de onde você quer remover o efeito. No caso da minha imagem, o azul do prédio e do mar. Você não precisará ser muito preciso, a não ser nos locais onde uma área azul/ciano que não deva ter efeito encoste em uma área azul/ciano que receba o efeito. Faça isto até mascarar o efeito nas áreas indesejadas. Se você quiser ver sua máscara, segure a tecla ALT e clique na máscara no painel LAYERS. Você verá a máscara em tons de cinza isolada da imagem, porém a máscara continua editável. Isto é ótimo para encontrar falhas e fechar buracos. Veja a minha máscara:

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    Para voltar a ver a imagem segure ALT e clique na máscara novamente, ou clique em alguma outra layer do painel. Com a máscara, o mar e o azul do prédio voltaram ao seu estado normal, deixando o efeito apenas na área do céu (em branco na máscara). Caso você tenha cometido algum erro em sua máscara, basta selecionar a cor branca e pintar nela para recuperar o efeito naquela região. Este é o bacana das máscaras, elas são 100% não destrutivas… se em algum momento você precisar alterá-las, não precisa voltar a um passo anterior do seu trabalho para fazê-lo. Se em qualquer momento você quiser mudar os parâmetros do efeito, basta clicar no ícone do ajuste na ADJUSTMENT LAYER, e o ajuste irá aparecer novamente no painel ADJUSTMENTS (ou a caixa de diálogo).

    Veja a imagem com a máscara:

    selective_007

    Para reforçar o efeito, é simples, basta duplicar a camada de ajuste para ter o dobro de efeito. Deixamos para fazer isto agora porque duplicando a camada de ajuste duplicamos também a máscara, isto nos poupa o trabalho de ter de refazer a máscara para a nova camada. Simplesmente selecione a camada de ajuste e copie-a (CTRL+J).

    Ao fazer isto na minha imagem eu percebi duas coisas. Primeiro, que a máscara não estava atingindo a mancha azulada no topo do prédio central (lateral do prédio, na tela verde). Então eu dei um CTRL+Z e ajustei a máscara naquele ponto, pintando-a com preto. Feito isto, dupliquei novamente a camada de ajuste. Como resultado, o efeito no céu ficou forte demais, exagerado (este é um perigo que existe até mesmo com o filtro polarizador). Porém isto é fácil de corrigir, basta controlar a opacidade da camada de ajuste superior no painel LAYERS. No caso da minha imagem, tive de reduzí-lo para 75%.

    Veja o resultado comparado (clique para ampliar):

    selective_008

    A vantagem de utilizar este método é exatamente o fato de ser não destrutivo. A qualquer momento do processo você pode ajustar os parâmetros do ajuste SELECTIVE COLOR ou da máscara do efeito, e sua imagem permanece intocada na layer inferior. Digamos que você quisesse fazer alguma alteração na imagem (como, por exemplo, tirar a núvem que aparece sobre o prédio azul), bastaria selecionar a layer da imagem, fazer as alterações com a ferramenta Clone, e o ajuste seria automaticamente aplicado ali.

    Espero que além de ter aprendida a simular o efeito do polarizador, este artigo tenha lhe ajudado também a compreender um pouco mais as layers de ajuste (há layers de ajuste para quase todos os comandos do painel IMAGE > ADJUSTMENT) e máscaras de layers. Mas, se surgirem dúvidas, não hesite em perguntar.

    Grande abraço para todos, e obrigado pelas visitas e comentários.

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    Lightroom – Split Toning

    31/03/2009

    O painel Split Toning do Lightroom raramente é tocado pela maioria dos usuários. Mas é um painel poderoso, que permite uma série de efeitos que, à primeira vista, podem parecer possíveis apenas no Photoshop, como simulação de sépia, lomografia, processamento cruzado ou envelhecimento de fotos.

    Quando utilizado com critério, principalmente em fotos já convertidas para P&B, o Split Toning pode gerar efeitos agradáveis e interessantes, mas é uma parte poderosa que, caso utilizada de forma incorreta, pode gerar resultados monstruosos.

    Entendendo como funciona

    O painel Split Toning tem o objetivo de tingir, com determinadas cores, as altas luzes e sombras da sua imagem, permitindo que você escolha cor (tom e saturação) diferentes para cada área, e controle o ponto médio a partir do qual o Lightroom irá determinar as áreas de luminosidade.

    O painel tem esta aparência:

    split_t_001

    Ele divíde-se em três seções. Highlights define as propriedades aplicadas às áreas de altas luzes da imagem. Shadows define as propriedades das áreas de sombras. A seção Balance define o ponto médio da imagem, quanto mais para a esquerda, mais claro será o ponto que o LR considerará como sendo a divisão entre sombras e altas luzes. A opção “0” define como ponto de divisão o cinza médio. Em resumo, quanto mais para direita o balance, em uma foto com características médias de luminosidade, mais áreas serão tingidas com a cor selecionada para Highlights, enquanto a cor definida para Shadows ficará mais restrita, mover o deslizante para a esquerda gera o efeito oposto.

    IMPORTANTE: O deslizante HUE não fará qualquer diferença na imagem caso o deslizante SATURATION esteja configurado em 0. Então primeiro mova o deslizante SATURATION para alguma quantia diferente de 0, e então movimento o deslizante HUE.

    Dentro das seções Highlights e Shadows você tem os deslizantes Hue, Saturation e o box para seleção de cor. Os deslizantes estão ligados ao box e vice-versa. Se você escolher a cor através do box, ela é aplicada automaticamente ao deslizante. Escolhendo a cor no deslizante, ela é aplicada automaticamente ao box.

    Clicar no box abre o Color Picker padrão do Lightroom:

    split_t_002

    No Color Picker você pode selecionar uma cor clicando diretamente dentro da barra gradiente no centro da caixa de diálogo. Outra opção é arrastar o deslizante “S” para controlar a saturação, e clicar no número ao lado de H (ambos na parte inferior do diálogo) para digitar manualmente o tom. Ou ainda utilizar as pré-definições no topo da caixa de diálogo. Para fechar o diálogo você pode clicar em qualquer lugar fora dele, ou então clicar sobre o “X” no canto superior esquerdo.

    A caixa no canto superior direito mostra a cor atual. Quando você seleciona uma outra cor no diálogo, a caixa se divide em duas para mostrar a diferença entre a cor atual e a nova cor seleciona.

    Você pode salvar uma cor selecionada no lugar de uma das amostras na parte superior da caixa de diálogo. Basta selecionar a cor desejada, e então clicar com o botão direito do mouse sobre uma das caixa de amostra pré-definida no topo do diálogo. Selecione a opção SET THIS SWATCH TO CURRENT COLOR. Para restaurar os padrão do LR selecione RESET THIS SWATCH (para restaurar apenas aquela amostra) ou RESET ALL SWATCHES (para restaurar todas).

    DICA DO LIGHTROOM: Uma dica quente e pouco conhecida do Lightroom. Digamos que você queira selecionar uma cor que exista em sua foto para utilizar no painel Split Toning (ou em qualquer outro painel que utilize o Color Picker). Abra o Color Picker, clique dentro da área gradiente e segure o botão esquerdo do mouse pressionado. Sem soltar o botão do mouse, mova seu cursor sobre a imagem e perceba que o Color Picker captura a cor que está sob o cursor, não importando aonde ele esteja. E você não está limitado a usar cores da imagem… se você reduzir um pouco o tamanho da janela do LR, você poderá capturar cores das barras do Windows, ícones, papel de parede, e até mesmo de um site de internet (desde que você possar organizar a janela do Lightroom e do navegador de modo que possa ver ambas ao mesmo tempo).

    Bem, agora você já conhece o funcionamento do painel Split Toning, então vamos aplicá-lo para entender os resultados. Vamos utilizar esta foto como referência:

    split_t_003

    Primeiro vou fazer o que não se deve fazer, rsssss. Mas facilitará o entendimento do funcionamento do painel. Irei aplicar uma cor vermelha às altas luzes da imagem, e verde nas áreas de sombra. Com as seguintes configurações:

    split_t_004

    Veja o resultado na imagem:

    split_t_005

    Eu não falei que seria bonito, falei? O importante aqui é perceber o efeito, ver como as áreas de altas luzes (o chão, capô do carro, braço esquerdo do Pedrinho) foram tingidas com um tom avermelhado, enquanto as áreas de sombras (rodas, interior do carro, costas do pedrinho, sombra do carro) foram tingidas de verde. O efeito é especialmente perceptível na sombra do carro, aonde o chão avermelhado na área clara muda para verde rapidamente sob a sombra.

    As cores do tingimento sobrepõe-se as cores originais da imagem. Então ao converter a imagem para PB, temos uma visão mais clara das áreas tingidas pelo efeito. Na próxima imagem, eu converti ela para Grayscale no painel BASIC e movi o deslizante BALANCE no painel SPLIT TONING para +35. Perceba como agora ficam bem visíveis as áreas tingidas de verde e vermelho.

    split_t_006

    Certo, agora acho que você já entendeu o processo. Então vamos passar para algo mais prático e menos monstruoso.

    Sépia

    Os fotógrafos chamavam de sépia as imagens produzidas com uma emúlsão baseada em prata (Ag2S) que resultava em uma foto com tingimento marrom-alaranjado e com impressão mais estável.

    Hoje em dia utilizamos os recursos dos programas de manipulação de imagem para simular a tonalidade que virou sinônimo de fotos antigas. No Lightroom, simulamos este efeito utilizando o painel Split Toning.

    Eu não vou mostrar painel por painel para execução dos efeitos. Irei utilizar, basicamente, o painel Basic e o painel Split Toning. Para conversão para PB, visite o artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroom.

    Além da tonalidade, uma das características da foto Sépia é o contraste forte, normalmente resultante do processo de revelação e do envelhecimento. Então começe pelo painel BASIC convertendo sua foto para PB. Caso necessário ou desejado, utilize o painel HSL/Color/Grayscale como mostrado no artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroo para criar uma imagem em PB do seu agrado.

    Além da conversão, eu alterei as seguintes configurações para aumentar o contraste da imagem:

    • EXPOSURE: +0.20
    • FILL LIGHT: 55
    • BLACKS: 23
    • CONTRAST: +100
    • CLARITY: +50

    Uma vez contente com o seu PB, vamos convertê-lo para Sépia. O segredo para obter um sépia (ou qualquer outro tipo de imagem monocromática) no LR é selecionar duas tonalidades da mesma cor no painel Split Toning, obtendo assim uma única cor na imagem. Outro ponto importante é não exagerar na saturação.

    Para sépia, utilizaremos a seguinte configuração:

    • HIGHLIGHTS HUE: 51
    • HIGHLIGHTS SATURATION: 22
    • BALANCE: 0
    • SHADOWS HUE: 37
    • SHADOWS SATURATION: 32

    Perceba que a configuração para as altas luzes e para as sombras gera um tom quase idêntico de marrom/bege. A configuração para Shadows é apenas um pouco mais escura.

    O resultado desta combinação é este:

    split_t_007

    Selecionando cores similares no painel Split Toning, você pode criar outros tipos de monocromia, como a Cianotipia:

  • HIGHLIGHTS HUE: 215
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 12
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • split_t_008

     

    Foto PB Envelhecida

    Ainda seguindo no mesmo tópico, utilizando uma imagem PB, podemos utilizar o painel split toning para dar uma aparência de foto envelhecida. Para isto, precisamos exagerar ainda mais o contraste da imagem.

    Para isto eu alterei as seguintes configurações:

  • EXPOSURE: +0.75
  • RECOVERY: 35
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 80
  • CONTRAST: +100
  • CLARITY: +100
  • Além destas alterações, no painel TONE CURVE eu alterei a opção POINT CURVE para STRONG CONTRAST.

    Contente com a imagem PB, vamos aplicar o SPLIT TONING. Uma característica das fotos antigas é o fato de que a cor da impressão, dependendo do processo utilizado, envelhece de forma diferente ao papel. O papel normalmente envelhece para tons amarelados/creme, enquanto a tinta costuma desviar para tons marrons, azulados ou esverdeados. Vamos utilizar estas configurações no painel SPLIT TONING, selecionando um tom de amarelo para as altas luzes, e azul para as sombras. Depois reduzimos o BALANCE para –40, para limitar o tingimento amarelo às áreas mais claras (onde o papel seria visível).

  • HIGHLIGHTS HUE: 52
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 64
  • BALANCE: -40
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • O nosso resultado é este:

    split_t_009

     

    Lomografia

    Você não está limitado a utilizar o efeito SPLIT TONING em fotos PB. Existem opções para utilizá-lo em fotos coloridas, simulando lomografia ou Cross-Processing. Para isto, inicialmente, iremos reverter nossa imagem para a versão colorida novamente.

    A Lomografia tem por características as cores alteradas, o alto contraste e baixa definição. Nós vamos utilizar outro método para distorcer as cores da imagem aqui, para então aplicar o SPLIT TONING. Mas, antes de mais nada, aumente o contraste da sua imagem utlizando os processos que já conhecemos através do painel BASIC.

    Feito isto, ainda no painel BASIC, seção WB, configure TEMP como 3152 e TINT em –39, isto dará à sua imagem aquele tons verde/azulado característico da lomografia. Para finalizar o efeito, vamos adicionar no painel SPLIT TONING o tom amarelado, utilizando as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 49
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 100
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 0
  • SHADOWS SATURATION: 0
  • Perceba que não alterei as configurações para as sombras da imagem. Alterando o tingimento nas altas luzes contrastamos com o efeito frio criado pela alteração do Balanço de Branco na imagem. Vai do gosto de cada um, pois você ainda pode adicionar uma tonalizada azulada, com baixa saturação, para tingir as sombras da imagem. O resultado, sem tingimento nas sombras, é este:

    split_t_010

     

    Processamento Cruzado

    Vamos finalizar este tutorial com um processamento cruzado envelhecido (uma espécie de all-in-one trick). Processamento cruzado é o nome que se dá quando revela-se um filtro cromo pelo processo químico ou vice-versa. O resultado são cores distorcidas. Vamos aproveitar e envelhecer bastante a foto, desgastada pelo tempo.

    Aplique as seguintes configurações no painel BASIC:

  • EXPOSURE: +0.50
  • RECOVERY: 0
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 100
  • BRIGHTNESS: +50
  • CONTRAST: +25
  • CLARITY: –100
  • VIBRANCE: +50
  • SATURATION: –57
  • PAINEL TONE CURVE: STRONG CONTRAST
  • Você irá perceber que ao utilizar o Clarity em –100, os meio tons da imagem praticamente desaparecerão, resultando em uma imagem com a luminosidade bastante prejudicada. A combinação Vibrance positivo com Saturation negativo gera um alto contraste de saturação, com cores fortes, porém apasteladas, com uma passagem brusca entre as áreas de baixa e alta saturação.

    O resultado, antes de aplicar o SPLIT TONING, será algo assim:

    split_t_011

    Por fim, vamos aplicar o SPLIT TONING com as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 36
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 77
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 173
  • SHADOWS SATURATION: 78
  • Resolvi postar este resultado com maior resolução, para você poder entender melhor o que aconteceu com o Clarity negativo e tudo mais. Então, clique na imagem abaixo para vê-la maior.

    split_t_012

    E é isto. Com um pouco de criatividade o painel SPLIT TONING pode gerar efeitos muito bacanas e interessante que, à primeira vista, pareceriam possíveis apenas com o uso do Photoshop. Para finalizar, veja a imagem abaixo, e veja um exemplo do uso do painel Split Toning em um retrato (clique para ampliar).

    WB_001-2

    Grande abraço para todos.

    h1

    Panorâmicas

    28/03/2009

    Quem frequenta meu Flickr já deve ter visto algumas panorâmicas que eu fiz. Adoro panorâmicas, pois elas são uma ótima forma de representar a amplitude de uma bela paisagem, e acima de tudo não são difíceis de se produzir. Na verdade, boa parte do segredo de uma boa panorâmica está na captura, já que a montagem é quase toda feira pelo Adobe Photoshop.

    Outro problema que pode surgir é o tamanho da foto, que dependendo da potência da sua máquina pode ficar difícil de ligar, exigindo que você reduza um pouco o tamanho através do comando IMAGE SIZE.

    A imagem abaixo é uma das imagem que postei no Flickr, foi uma das maiores panorâmicas que já fiz, produzida com 18 fotos. Clique nela para ver o maior tamanho que consegui enviar para a internet (6725 x 640 pixels), mas o tamanho final da imagem é 26.331 x 2.506 pixels.

    Vamos falar um pouco dos segredinhos de uma panorâmica:

    • Por mais que seja perfeitamente possível “na mão”, o ideal é utilizar um tripé. Um tripé que tenha um medidor de nível é ainda melhor. O menor erro no nível pode fazer com que seu horizonte entorte um pouco… e um horizonte “um pouco” torto em uma imagem de 25.000 pixels de largura parece o mundo caindo. Um controle remoto ou o timer da câmera também serão bem vindos.
    • Defina a amplitude da imagem (onde você irá começar, o onde irá terminar), feito isto, escolha o ponto mais importante da cena, aquele que você quer que fique ideal, pois é nele que você irá concentrar a fotometria.
    • É nas panorâmicas que o modo manual torna-se uma ferramenta indispensável. Se você não utilizar o manual, a sua câmera irá tentar fotometrar cada uma das cenas e você acabará com diversas imagens com níveis de luminosidade diferentes. Com a câmera enquadrando a parte mais importante da imagem (leia o tópico anterior), coloque-a no Manual e fotometre a cena. Você não mexerá na fotometria durante toda a captura, não importa o quanto o fotômetro diga que está sub ou super-exposto.
    • Enquadre uma área maior do que realmente irá utiliza. Na hora de fazer a fusão você irá perder parte da imagem para fazer o crop.
    • Como você está utilizando o tripé (eu espero), de preferência por aberturas mais fechadas, para reduzir o problema do foco na panorâmica e ter um DoF maior.
    • Ajuste o foco, utilizando o automático ou o manual. Mas antes de iniciar a captura coloque o foco no modo manual, para evitar que diferentes partes da imagem fiquem com foco diferente.
    • Utilize um parassol em dias de sol. Poucas coisas assassinam uma panorâmica tão rápido quanto um flare. Ele irá surgir em apenas algumas das capturas, e irá alterar toda a relação de contraste na cena. Moral da história, parte da sua panorâmica ficará completamente diferente das outras.
    • Comece pela primeira foto e a cada captura vá girando a câmera um pouco. O ideal é deixar cerca de 20% da imagem sobreposta (ou seja, 20% da imagem anterior (1/5) deve aparecer também na próxima imagem) para o programa trabalhar.
    • Evite objetos em planos muito diferentes (fotografar uma paisagem, e incluir na panorâmica uma árvore ou escultura muito próxima de você). Se você o fizer, cuide para que este objeto em primeiro plano não fique na área de emenda da imagem. Se ele ficar, é provável que o plano de fundo acabe parecendo emendado de forma incorreta, como se não tivesse continuidade.

    Capturadas as suas imagens, basta abri-las no Lightroom ou diretamente no Photoshop. Eu recomendo importá-las no Lightroom primeiro:

    • Escolha uma das imagens, de preferência aquela que você utilizou para fotometrar a cena. Vá para o módulo DEVELOP e faça um tratamento básico nela. Evite aplicar Sharpen na cena neste ponto, pois o Sharpen pode atrapalhar a fusão das imagens. Faça o White Balance e demais ajustes.
    • Feito os ajustes, você não tomou todos aqueles cuidados na hora da captura para deixar as imagens diferente na hora do tratamento, né? Então, ainda na mesma imagem e no módulo DEVELOP, pressione o botão COPY… na coluna de painéis esquerda. Selecione todas as caixas de verificação (ou pelo menos todas as que você alterou no tratamento).
    • Volte para o modo Grid (pressione “G”), selecione todas as imagens da panorâmica e clique nelas com o botão direito do mouse. Selecione DEVELOP SETTINGS > PASTE SETTINGS, assim você garante a mesma configuração para todos.
    • Selecione novamente todas as imagens da panorâmica, clique com o botão direito e selecione: STACKING > GROUP IN A STACK. Isto irá ajudá-lo a organizar melhor as fotos, já que elas serão empilhadas. Caso você esteja vendo uma foto apenas após empilhar, dê um duplo clique no número no canto superior direito da foto para abrir a pilha.
    • Selecione todas as fotos da pilha, clique com o botão direito e selecione: EDIT IN > MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP.

    Certo, agora estamos no Photoshop. Caso você não utilize o Lightroom. Abra o Photoshop e selecione AUTOMATE > PHOTOMERGE. Você abrirá a mesma caixa de diálogo que o Lightroom abre com o MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP. A diferença é que o Lightroom abre o diálogo já com as fotos nele. Abrindo diretamente no PS você terá de selecionar o botão BROWSE e selecionar as imagens que irá utilizar.

    Deixe a opção LAYOUT em AUTO (depois, teste as opções uma por uma para ver as diferenças. Mas recomendo fazê-lo com imagens menores, 4 ou 5 imagens, para testar). Deixe as outras opções no padrão e clique OK.

    Depois de algum tempo o Photoshop irá abrir a sua panorâmica.

    Na maior parte das vezes ele irá montar muito bem a imagem, sem emendas visíveis. Caso fiquem emendas visíveis você tem duas opções. O Photoshop não recorda nenhuma de suas imagens, ele cria máscaras nas layers. Então basta você selecionar estas máscaras e manipulá-las. Ou então achate as layers da imagem e utilize as ferramentas Clone e Healing para cobrir as emendas.

    Por último, você terá de executar um tratamento final na imagem (o que é um desafio, principalmente para sua CPU, quando sua imagem tem mais 20.000 pixels de largura), e utilizar a ferramenta CROP para remover as partes extras na imagem. Neste processo é que você irá agradecer o espaço deixado na hora da captura, pois com a fusão você perderá parte da imagem. Em algumas situações, você não precisa cortar tanto (deixando uma área de transparência) e cobri-la com a ferramenta Clone. O céu é um bom exemplo deste tipo de situação.

    Como eu disse, o processo de fusão é relativamente simples, a maior parte dos segredos e macetes está na boa captura. Quando a captura é boa, você tem grande chance de ter um bom resultado quase automaticamente no Photoshop.

    Em um próximo artigo falarei de máscaras de layers no Photoshop. Um assunto bastante interessante e levemente complexo.

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