Posts com Tag ‘lightroom’

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Extrator de Preset para Lightroom/Flickr

17/06/2009

Um link interessantíssimo, o site abaixo possui um sistema que analisa uma imagem do Flickr, executa uma engenharia reversa e tenta criar um PRESET para o módulo Develop do Lightroom para replicar o tratamento aplicado a imagem.

O sistema só funciona se o usuário não tiver removido o EXIF da foto ao enviá-la para o Flickr.

Para acessar o sistema basta visitar este site: http://lrpreset.appspot.com/

No site há um link para você colocar em sua barra de favoritos que executa o sistema diretamente na página do Flickr.

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Lightroom – Split Toning

31/03/2009

O painel Split Toning do Lightroom raramente é tocado pela maioria dos usuários. Mas é um painel poderoso, que permite uma série de efeitos que, à primeira vista, podem parecer possíveis apenas no Photoshop, como simulação de sépia, lomografia, processamento cruzado ou envelhecimento de fotos.

Quando utilizado com critério, principalmente em fotos já convertidas para P&B, o Split Toning pode gerar efeitos agradáveis e interessantes, mas é uma parte poderosa que, caso utilizada de forma incorreta, pode gerar resultados monstruosos.

Entendendo como funciona

O painel Split Toning tem o objetivo de tingir, com determinadas cores, as altas luzes e sombras da sua imagem, permitindo que você escolha cor (tom e saturação) diferentes para cada área, e controle o ponto médio a partir do qual o Lightroom irá determinar as áreas de luminosidade.

O painel tem esta aparência:

split_t_001

Ele divíde-se em três seções. Highlights define as propriedades aplicadas às áreas de altas luzes da imagem. Shadows define as propriedades das áreas de sombras. A seção Balance define o ponto médio da imagem, quanto mais para a esquerda, mais claro será o ponto que o LR considerará como sendo a divisão entre sombras e altas luzes. A opção “0” define como ponto de divisão o cinza médio. Em resumo, quanto mais para direita o balance, em uma foto com características médias de luminosidade, mais áreas serão tingidas com a cor selecionada para Highlights, enquanto a cor definida para Shadows ficará mais restrita, mover o deslizante para a esquerda gera o efeito oposto.

IMPORTANTE: O deslizante HUE não fará qualquer diferença na imagem caso o deslizante SATURATION esteja configurado em 0. Então primeiro mova o deslizante SATURATION para alguma quantia diferente de 0, e então movimento o deslizante HUE.

Dentro das seções Highlights e Shadows você tem os deslizantes Hue, Saturation e o box para seleção de cor. Os deslizantes estão ligados ao box e vice-versa. Se você escolher a cor através do box, ela é aplicada automaticamente ao deslizante. Escolhendo a cor no deslizante, ela é aplicada automaticamente ao box.

Clicar no box abre o Color Picker padrão do Lightroom:

split_t_002

No Color Picker você pode selecionar uma cor clicando diretamente dentro da barra gradiente no centro da caixa de diálogo. Outra opção é arrastar o deslizante “S” para controlar a saturação, e clicar no número ao lado de H (ambos na parte inferior do diálogo) para digitar manualmente o tom. Ou ainda utilizar as pré-definições no topo da caixa de diálogo. Para fechar o diálogo você pode clicar em qualquer lugar fora dele, ou então clicar sobre o “X” no canto superior esquerdo.

A caixa no canto superior direito mostra a cor atual. Quando você seleciona uma outra cor no diálogo, a caixa se divide em duas para mostrar a diferença entre a cor atual e a nova cor seleciona.

Você pode salvar uma cor selecionada no lugar de uma das amostras na parte superior da caixa de diálogo. Basta selecionar a cor desejada, e então clicar com o botão direito do mouse sobre uma das caixa de amostra pré-definida no topo do diálogo. Selecione a opção SET THIS SWATCH TO CURRENT COLOR. Para restaurar os padrão do LR selecione RESET THIS SWATCH (para restaurar apenas aquela amostra) ou RESET ALL SWATCHES (para restaurar todas).

DICA DO LIGHTROOM: Uma dica quente e pouco conhecida do Lightroom. Digamos que você queira selecionar uma cor que exista em sua foto para utilizar no painel Split Toning (ou em qualquer outro painel que utilize o Color Picker). Abra o Color Picker, clique dentro da área gradiente e segure o botão esquerdo do mouse pressionado. Sem soltar o botão do mouse, mova seu cursor sobre a imagem e perceba que o Color Picker captura a cor que está sob o cursor, não importando aonde ele esteja. E você não está limitado a usar cores da imagem… se você reduzir um pouco o tamanho da janela do LR, você poderá capturar cores das barras do Windows, ícones, papel de parede, e até mesmo de um site de internet (desde que você possar organizar a janela do Lightroom e do navegador de modo que possa ver ambas ao mesmo tempo).

Bem, agora você já conhece o funcionamento do painel Split Toning, então vamos aplicá-lo para entender os resultados. Vamos utilizar esta foto como referência:

split_t_003

Primeiro vou fazer o que não se deve fazer, rsssss. Mas facilitará o entendimento do funcionamento do painel. Irei aplicar uma cor vermelha às altas luzes da imagem, e verde nas áreas de sombra. Com as seguintes configurações:

split_t_004

Veja o resultado na imagem:

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Eu não falei que seria bonito, falei? O importante aqui é perceber o efeito, ver como as áreas de altas luzes (o chão, capô do carro, braço esquerdo do Pedrinho) foram tingidas com um tom avermelhado, enquanto as áreas de sombras (rodas, interior do carro, costas do pedrinho, sombra do carro) foram tingidas de verde. O efeito é especialmente perceptível na sombra do carro, aonde o chão avermelhado na área clara muda para verde rapidamente sob a sombra.

As cores do tingimento sobrepõe-se as cores originais da imagem. Então ao converter a imagem para PB, temos uma visão mais clara das áreas tingidas pelo efeito. Na próxima imagem, eu converti ela para Grayscale no painel BASIC e movi o deslizante BALANCE no painel SPLIT TONING para +35. Perceba como agora ficam bem visíveis as áreas tingidas de verde e vermelho.

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Certo, agora acho que você já entendeu o processo. Então vamos passar para algo mais prático e menos monstruoso.

Sépia

Os fotógrafos chamavam de sépia as imagens produzidas com uma emúlsão baseada em prata (Ag2S) que resultava em uma foto com tingimento marrom-alaranjado e com impressão mais estável.

Hoje em dia utilizamos os recursos dos programas de manipulação de imagem para simular a tonalidade que virou sinônimo de fotos antigas. No Lightroom, simulamos este efeito utilizando o painel Split Toning.

Eu não vou mostrar painel por painel para execução dos efeitos. Irei utilizar, basicamente, o painel Basic e o painel Split Toning. Para conversão para PB, visite o artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroom.

Além da tonalidade, uma das características da foto Sépia é o contraste forte, normalmente resultante do processo de revelação e do envelhecimento. Então começe pelo painel BASIC convertendo sua foto para PB. Caso necessário ou desejado, utilize o painel HSL/Color/Grayscale como mostrado no artigo Convertendo Fotos para PB com o Lightroo para criar uma imagem em PB do seu agrado.

Além da conversão, eu alterei as seguintes configurações para aumentar o contraste da imagem:

  • EXPOSURE: +0.20
  • FILL LIGHT: 55
  • BLACKS: 23
  • CONTRAST: +100
  • CLARITY: +50

Uma vez contente com o seu PB, vamos convertê-lo para Sépia. O segredo para obter um sépia (ou qualquer outro tipo de imagem monocromática) no LR é selecionar duas tonalidades da mesma cor no painel Split Toning, obtendo assim uma única cor na imagem. Outro ponto importante é não exagerar na saturação.

Para sépia, utilizaremos a seguinte configuração:

  • HIGHLIGHTS HUE: 51
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 22
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 37
  • SHADOWS SATURATION: 32

Perceba que a configuração para as altas luzes e para as sombras gera um tom quase idêntico de marrom/bege. A configuração para Shadows é apenas um pouco mais escura.

O resultado desta combinação é este:

split_t_007

Selecionando cores similares no painel Split Toning, você pode criar outros tipos de monocromia, como a Cianotipia:

  • HIGHLIGHTS HUE: 215
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 12
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • split_t_008

     

    Foto PB Envelhecida

    Ainda seguindo no mesmo tópico, utilizando uma imagem PB, podemos utilizar o painel split toning para dar uma aparência de foto envelhecida. Para isto, precisamos exagerar ainda mais o contraste da imagem.

    Para isto eu alterei as seguintes configurações:

  • EXPOSURE: +0.75
  • RECOVERY: 35
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 80
  • CONTRAST: +100
  • CLARITY: +100
  • Além destas alterações, no painel TONE CURVE eu alterei a opção POINT CURVE para STRONG CONTRAST.

    Contente com a imagem PB, vamos aplicar o SPLIT TONING. Uma característica das fotos antigas é o fato de que a cor da impressão, dependendo do processo utilizado, envelhece de forma diferente ao papel. O papel normalmente envelhece para tons amarelados/creme, enquanto a tinta costuma desviar para tons marrons, azulados ou esverdeados. Vamos utilizar estas configurações no painel SPLIT TONING, selecionando um tom de amarelo para as altas luzes, e azul para as sombras. Depois reduzimos o BALANCE para –40, para limitar o tingimento amarelo às áreas mais claras (onde o papel seria visível).

  • HIGHLIGHTS HUE: 52
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 64
  • BALANCE: -40
  • SHADOWS HUE: 215
  • SHADOWS SATURATION: 50
  • O nosso resultado é este:

    split_t_009

     

    Lomografia

    Você não está limitado a utilizar o efeito SPLIT TONING em fotos PB. Existem opções para utilizá-lo em fotos coloridas, simulando lomografia ou Cross-Processing. Para isto, inicialmente, iremos reverter nossa imagem para a versão colorida novamente.

    A Lomografia tem por características as cores alteradas, o alto contraste e baixa definição. Nós vamos utilizar outro método para distorcer as cores da imagem aqui, para então aplicar o SPLIT TONING. Mas, antes de mais nada, aumente o contraste da sua imagem utlizando os processos que já conhecemos através do painel BASIC.

    Feito isto, ainda no painel BASIC, seção WB, configure TEMP como 3152 e TINT em –39, isto dará à sua imagem aquele tons verde/azulado característico da lomografia. Para finalizar o efeito, vamos adicionar no painel SPLIT TONING o tom amarelado, utilizando as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 49
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 100
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 0
  • SHADOWS SATURATION: 0
  • Perceba que não alterei as configurações para as sombras da imagem. Alterando o tingimento nas altas luzes contrastamos com o efeito frio criado pela alteração do Balanço de Branco na imagem. Vai do gosto de cada um, pois você ainda pode adicionar uma tonalizada azulada, com baixa saturação, para tingir as sombras da imagem. O resultado, sem tingimento nas sombras, é este:

    split_t_010

     

    Processamento Cruzado

    Vamos finalizar este tutorial com um processamento cruzado envelhecido (uma espécie de all-in-one trick). Processamento cruzado é o nome que se dá quando revela-se um filtro cromo pelo processo químico ou vice-versa. O resultado são cores distorcidas. Vamos aproveitar e envelhecer bastante a foto, desgastada pelo tempo.

    Aplique as seguintes configurações no painel BASIC:

  • EXPOSURE: +0.50
  • RECOVERY: 0
  • FILL LIGHT: 100
  • BLACKS: 100
  • BRIGHTNESS: +50
  • CONTRAST: +25
  • CLARITY: –100
  • VIBRANCE: +50
  • SATURATION: –57
  • PAINEL TONE CURVE: STRONG CONTRAST
  • Você irá perceber que ao utilizar o Clarity em –100, os meio tons da imagem praticamente desaparecerão, resultando em uma imagem com a luminosidade bastante prejudicada. A combinação Vibrance positivo com Saturation negativo gera um alto contraste de saturação, com cores fortes, porém apasteladas, com uma passagem brusca entre as áreas de baixa e alta saturação.

    O resultado, antes de aplicar o SPLIT TONING, será algo assim:

    split_t_011

    Por fim, vamos aplicar o SPLIT TONING com as seguintes configurações:

  • HIGHLIGHTS HUE: 36
  • HIGHLIGHTS SATURATION: 77
  • BALANCE: 0
  • SHADOWS HUE: 173
  • SHADOWS SATURATION: 78
  • Resolvi postar este resultado com maior resolução, para você poder entender melhor o que aconteceu com o Clarity negativo e tudo mais. Então, clique na imagem abaixo para vê-la maior.

    split_t_012

    E é isto. Com um pouco de criatividade o painel SPLIT TONING pode gerar efeitos muito bacanas e interessante que, à primeira vista, pareceriam possíveis apenas com o uso do Photoshop. Para finalizar, veja a imagem abaixo, e veja um exemplo do uso do painel Split Toning em um retrato (clique para ampliar).

    WB_001-2

    Grande abraço para todos.

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    Panorâmicas

    28/03/2009

    Quem frequenta meu Flickr já deve ter visto algumas panorâmicas que eu fiz. Adoro panorâmicas, pois elas são uma ótima forma de representar a amplitude de uma bela paisagem, e acima de tudo não são difíceis de se produzir. Na verdade, boa parte do segredo de uma boa panorâmica está na captura, já que a montagem é quase toda feira pelo Adobe Photoshop.

    Outro problema que pode surgir é o tamanho da foto, que dependendo da potência da sua máquina pode ficar difícil de ligar, exigindo que você reduza um pouco o tamanho através do comando IMAGE SIZE.

    A imagem abaixo é uma das imagem que postei no Flickr, foi uma das maiores panorâmicas que já fiz, produzida com 18 fotos. Clique nela para ver o maior tamanho que consegui enviar para a internet (6725 x 640 pixels), mas o tamanho final da imagem é 26.331 x 2.506 pixels.

    Vamos falar um pouco dos segredinhos de uma panorâmica:

    • Por mais que seja perfeitamente possível “na mão”, o ideal é utilizar um tripé. Um tripé que tenha um medidor de nível é ainda melhor. O menor erro no nível pode fazer com que seu horizonte entorte um pouco… e um horizonte “um pouco” torto em uma imagem de 25.000 pixels de largura parece o mundo caindo. Um controle remoto ou o timer da câmera também serão bem vindos.
    • Defina a amplitude da imagem (onde você irá começar, o onde irá terminar), feito isto, escolha o ponto mais importante da cena, aquele que você quer que fique ideal, pois é nele que você irá concentrar a fotometria.
    • É nas panorâmicas que o modo manual torna-se uma ferramenta indispensável. Se você não utilizar o manual, a sua câmera irá tentar fotometrar cada uma das cenas e você acabará com diversas imagens com níveis de luminosidade diferentes. Com a câmera enquadrando a parte mais importante da imagem (leia o tópico anterior), coloque-a no Manual e fotometre a cena. Você não mexerá na fotometria durante toda a captura, não importa o quanto o fotômetro diga que está sub ou super-exposto.
    • Enquadre uma área maior do que realmente irá utiliza. Na hora de fazer a fusão você irá perder parte da imagem para fazer o crop.
    • Como você está utilizando o tripé (eu espero), de preferência por aberturas mais fechadas, para reduzir o problema do foco na panorâmica e ter um DoF maior.
    • Ajuste o foco, utilizando o automático ou o manual. Mas antes de iniciar a captura coloque o foco no modo manual, para evitar que diferentes partes da imagem fiquem com foco diferente.
    • Utilize um parassol em dias de sol. Poucas coisas assassinam uma panorâmica tão rápido quanto um flare. Ele irá surgir em apenas algumas das capturas, e irá alterar toda a relação de contraste na cena. Moral da história, parte da sua panorâmica ficará completamente diferente das outras.
    • Comece pela primeira foto e a cada captura vá girando a câmera um pouco. O ideal é deixar cerca de 20% da imagem sobreposta (ou seja, 20% da imagem anterior (1/5) deve aparecer também na próxima imagem) para o programa trabalhar.
    • Evite objetos em planos muito diferentes (fotografar uma paisagem, e incluir na panorâmica uma árvore ou escultura muito próxima de você). Se você o fizer, cuide para que este objeto em primeiro plano não fique na área de emenda da imagem. Se ele ficar, é provável que o plano de fundo acabe parecendo emendado de forma incorreta, como se não tivesse continuidade.

    Capturadas as suas imagens, basta abri-las no Lightroom ou diretamente no Photoshop. Eu recomendo importá-las no Lightroom primeiro:

    • Escolha uma das imagens, de preferência aquela que você utilizou para fotometrar a cena. Vá para o módulo DEVELOP e faça um tratamento básico nela. Evite aplicar Sharpen na cena neste ponto, pois o Sharpen pode atrapalhar a fusão das imagens. Faça o White Balance e demais ajustes.
    • Feito os ajustes, você não tomou todos aqueles cuidados na hora da captura para deixar as imagens diferente na hora do tratamento, né? Então, ainda na mesma imagem e no módulo DEVELOP, pressione o botão COPY… na coluna de painéis esquerda. Selecione todas as caixas de verificação (ou pelo menos todas as que você alterou no tratamento).
    • Volte para o modo Grid (pressione “G”), selecione todas as imagens da panorâmica e clique nelas com o botão direito do mouse. Selecione DEVELOP SETTINGS > PASTE SETTINGS, assim você garante a mesma configuração para todos.
    • Selecione novamente todas as imagens da panorâmica, clique com o botão direito e selecione: STACKING > GROUP IN A STACK. Isto irá ajudá-lo a organizar melhor as fotos, já que elas serão empilhadas. Caso você esteja vendo uma foto apenas após empilhar, dê um duplo clique no número no canto superior direito da foto para abrir a pilha.
    • Selecione todas as fotos da pilha, clique com o botão direito e selecione: EDIT IN > MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP.

    Certo, agora estamos no Photoshop. Caso você não utilize o Lightroom. Abra o Photoshop e selecione AUTOMATE > PHOTOMERGE. Você abrirá a mesma caixa de diálogo que o Lightroom abre com o MERGE TO PANORAMA IN PHOTOSHOP. A diferença é que o Lightroom abre o diálogo já com as fotos nele. Abrindo diretamente no PS você terá de selecionar o botão BROWSE e selecionar as imagens que irá utilizar.

    Deixe a opção LAYOUT em AUTO (depois, teste as opções uma por uma para ver as diferenças. Mas recomendo fazê-lo com imagens menores, 4 ou 5 imagens, para testar). Deixe as outras opções no padrão e clique OK.

    Depois de algum tempo o Photoshop irá abrir a sua panorâmica.

    Na maior parte das vezes ele irá montar muito bem a imagem, sem emendas visíveis. Caso fiquem emendas visíveis você tem duas opções. O Photoshop não recorda nenhuma de suas imagens, ele cria máscaras nas layers. Então basta você selecionar estas máscaras e manipulá-las. Ou então achate as layers da imagem e utilize as ferramentas Clone e Healing para cobrir as emendas.

    Por último, você terá de executar um tratamento final na imagem (o que é um desafio, principalmente para sua CPU, quando sua imagem tem mais 20.000 pixels de largura), e utilizar a ferramenta CROP para remover as partes extras na imagem. Neste processo é que você irá agradecer o espaço deixado na hora da captura, pois com a fusão você perderá parte da imagem. Em algumas situações, você não precisa cortar tanto (deixando uma área de transparência) e cobri-la com a ferramenta Clone. O céu é um bom exemplo deste tipo de situação.

    Como eu disse, o processo de fusão é relativamente simples, a maior parte dos segredos e macetes está na boa captura. Quando a captura é boa, você tem grande chance de ter um bom resultado quase automaticamente no Photoshop.

    Em um próximo artigo falarei de máscaras de layers no Photoshop. Um assunto bastante interessante e levemente complexo.

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    Saturação – Cores Vivas

    10/12/2008

    Muita gente tem me perguntado no fórum sobre como obter cores vivas em suas fotos, mas sem que elas pareçam exageradas. Principalmente porque sempre que alguém passa da fotografia em JPEG para fotografia RAW, esta pessoa se espanta com a falta de saturação e cores mais suaves da foto RAW.

    A pessoa não deve se espantar com isto, pois a foto JPEG passa por um tratamento na câmera para ter estas cores mais fortes e densas, mas por outro lado este pré-tratamento por estourar (clipar) algumas cores criando manchas, e isto não poderá ser corrigido depois. No caso do RAW, você poderá chegar no mesmo resultado do JPEG, mas terá a opção de controlar o ganho de saturação para obter um resultado ainda melhor. Se você utiliza um software como o Lightroom, pode ainda ter o melhor dos dois mundos, criando um preset que aproxime seu RAW do JPEG gerado pela sua câmera que seja auto-aplicado em todas as fotos importadas, assim você tem instantaneamente a qualidade similar ao JPEG, mas com a opção de voltar atrás caso o efeito fique exagerado.

    Não Sature, Vibre!

    Daqui para frente passe longe do deslizante Saturation, seja no Photoshop ou no Lightroom. Depois que a Adobe criou o Vibrance (o Vibrance surgiu no Lightroom, e então foi cedido ao Photoshop na versão CS4), o Saturation passou a servir para pouca coisa mais que dessaturar as cores. Para saturar as cores, o Vibrance é quase sempre mais útil. O Vibrance e o Saturation funcionam da mesma forma no PS e no LR, no LR ele é encontrado no painel Basic, no PS é encontrado junto do Saturation.

    O Saturation faz um serviço desleixado em sua foto, ele simplesmente aumenta os valores de saturação das suas cores de forma equivalente em todo o gráfico de saturação. O que significa isto? Significa que para cada 10 pontos de saturação que você aumenta, suas cores mais suaves são saturadas em 10 pontos, suas cores médias serão saturadas em 10 pontos, e suas cores já saturadas serão saturadas em 10 pontos e provavelmente clicaparão no máximo e criarão uma mancha. Tudo que você tiver de cor que esteja a menos de 10 pontos do máximo virará uma mancha sem detalhes e nuances de cor. Além disto, o saturation tende a deixar a pele humana com um alaranjado muito esquisito, como se a pessoa estivesse com hepatite.

    O Vibrance faz um serviço muito mais elegante. Ele aumenta a saturação das cores de forma proporcional, afetando de forma maior as cores menos saturadas, e afetando com mais cautela as cores já saturadas. No caso dos 10 pontos citados acima, o Vibrance subiria em 10 pontos as cores suaves, mas subiria em apenas 1 ou 2 (dependendo da aproximação da zona de clipagem) as cores já saturadas. Além de evitar que as cores estourem e você perca detalhes e nuances de cores, o Vibrance ainda protege os tons de pele, evitando a aparência de hepatite em seus fotografados.

    Clique na imagem abaixo para ver ampliada uma comparação entre a foto RAW original, e a mesma foto com Vibrance em 85%, e depois Saturation em 85%. Perceba como ambos fizeram um bom trabalho em dar mais vida e cor à cadeira e ao biquíni, mas o Vibrance protegeu o tom de pele dando mais vida a ele sem saturar demais os amarelos e laranjas, e também manteve melhor as nuances entre os diversos tons de azul da cadeira.

    saturation001

    Claro que não é sempre que você irá utilizar 85% em qualquer destes comandos. Mas se você realmente que cores vivas, terá de exagerar, e quanto mais você exagera, mais visível é a diferença entre o serviço feito pelo Vibrance e o feito pelo Saturation.

    Blacks para Saturar

    Além do Saturation e Vibrance, o cursor Blacks encontrado no painel Basic do Lightroom é outra ótima forma de saturar suas cores e dar mais contraste a elas. Tem gente que é fissurado em manter todos os detalhes nas áreas de sombras, mas pessoalmente eu prefiro uma imagem que tenha sutis pretos estourados, mas que como resultado disto tenha cores mais bonitas e um contraste muito mais agradável (e se você perguntar para as maiorias dos leigos, eles também irão preferir imagens com bom contraste e pretos mais fortes).

    Mas deve-se tomar cuidado, pois o cursor Blacks do LR é extremamente sensível, e às vezes simplesmente mudá-lo de 5 (padrão para imagens RAW) para 6 já dá um resultado surpreendente. Clique na imagem abaixo para vê-la ampliada, comparando a imagem RAW original, e depois com Blacks em 5 e 10. Perceba o quanto o aumento do Blacks ajuda na vivacidade das cores, contraste, e isto sem clipar demais as sombras (a única clipagem foi abaixo do cabelo, mas eu não importo em perder detalhes naquela área em troca de uma foto com melhor contraste).

    saturation002

    Por ajudar com a saturação e o contraste, eu sempre ajusto o Blacks primeiro (com meu Vibrance já ajustado no padrão +15 durante a importação) até as sombras ficarem do meu agrado, e depois ajusto o Vibrance conforme necessário.

    Truque Lab Color

    Só por curiosidade, o espaço de cor acima não é “Lab Color”, como “lab de laboratório”, ele chama-se “L-a-b Color” como “Él-ei-bi cólor”, uma letra de cada vez. Não que isto seja importante pro tutorial, mas achei que você gostaria de saber.

    Para a maioria das fotos os métodos acima serão suficiente, e você obtém fotos com cores vivas e vibrantes. Mas existe um último truque que pode ajudá-lo a conquistar cores espetaculares em suas fotos, mas infelizmente o truque só pode ser feito no Adobe Photoshop. Então, se você está no Lightroom, comece enviando sua foto para o Photoshop clicando com o botão direito sobre ela e selecionando EDIT >> EDIT IN ADOBE PHOTOSHOP CS#.

    Abaixo a foto, aberta no Photoshop, com as alterações feitas no Lightroom.

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    Com a imagem aberta, vá ao menu IMAGE >> MODE e selecione LAB COLOR. Isto irá converter sua imagem para o espaço de cor Lab Color (se você observar na paleta Channels, verá que ao invés de Red, Green e Blue, sua imagem agora é formada por um canal Lightness (de luminosidade) e os canais “a” e “b” com as informações de cores. Como o espaço de cor Lab é um dos maiores existentes, você não terá perda de qualidade em suas cores.

    Agora, vá ao menu IMAGE e selecione o comando APPLY IMAGE, irá se abrir o diálogo visto abaixo.

    saturation004

    Neste diálogo você fará as seguintes alterações. Primeiro, no menu pop-up BLENDING, selecione o blend mode SOFT LIGHT. Feito isto, vá ao menu CHANNEL e teste os canais LAB, A e B (o canal Lightness nunca fica bom), enquanto observa a imagem na tela, para ver qual fica melhor com a sua imagem. Não existe uma receita de bolo aqui, cada canal gera melhor ou pior resultado dependendo da imagem. Se você achar que o efeito está ficando muito forte, reduza a opção OPACITY no diálogo.

    Nesta imagem eu encontrei o resultado que mais me agradou com o Canal “b” e a opção OPACITY configurada em 70%. O resultado é o que vemos abaixo. Perceba como o truque deixou a pele mais avermelhada e com uma aparência mais saudável.

    saturation005

    Agora, você conhece bons métodos para saturar e dar vivacidade às suas cores, então não há mais desculpas para aquelas fotos com cores mortinhas e suaves, a não ser claro, que seja intencional. Além disto, você obterá resultados melhores a partir de um RAW, do que conseguiria no JPEG já mexido gerado pela câmera.

    Não esqueça que os perfis de cores utilizados no Lightroom também são importantes para se obter a cor que você deseja. Para saber mais sobre perfis de cores, visite este artigo.

    Grande abraço, até a próxima, e não esqueça de deixar seus comentários.

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    Dicas para O Lightroom 2

    19/11/2008

    Resolvi juntar em um post diversas dicas sobre o Lightroom 2 que seriam pequenas e curtas demais para serem posts individuais. A maioria delas são coisas que se descobre no dia a dia, em blogs e etc. Mas são coisinhas que podem acelerar e auxiliar muito nosso fluxo de trabalho no programa.

    Ajustes Diretamente Sobre o Histograma

    Quando você passa seu mouse sobre o histograma que se encontra no topo da área de painéis direita do módulo Develop, seu mouse se torna uma seta apontando para os dois lados e uma área do histograma é destacada, e abaixo do do histograma (aonde normalmente estão os dados do EXIF de sua foto) surge um texto dizendo qual ajuste é responsável por aquela região do histograma e sua configuração atual.

    dicas_001

    Basta clicar neste ponto e arrastar o mouse para os lados para ajustar esta área do Histograma como se você estivesse movendo o próprio deslizante responsável por aquela área. Da esquerda para a direita do histograma você pode manipular Blacks, Fill Light, Exposure e finalmente o Recovery.

    Indo Diretamente ao White Balance Selector

    Lembra no artigo sobre Balanço de Branco, onde mencionei a White Balance Selector, aquela ferramenta que permite que você clique diretamente sobre a imagem para neutralizar aquela área e, assim, ajustar o balanço de branco?

    A tecla de atalho para esta ferramenta é o W, mas ela possui a vantagem de funcionar mesmo no módulo Library. Então se você estiver vendo suas imagem em qualquer visualização do módulo Library, e derrepente encontrar uma que precise de um ajuste rápido de Balanço de Branco, pressione W, e o Lightroom vai automaticamente para o módulo Develop, já com a ferramenta White Balance Selector ativada no seu mouse. Basta clicar na imagem para ajustar o Balanço de Branco e pressionar G para retornar à visualização Grid do módulo Library novamente.

    Use o Ponto, digo Tecla, “G”

    A tecla G é um dos melhores atalho do Lightroom. Pressionar o G em seu teclado faz com que o Lightroom retorne à visualização Grid (miniaturas) do módulo Library. O “grande” dela é que funciona em qualquer lugar do Lightroom, em qualquer módulo. Ou seja, a qualquer momento em que você queira retornar à visualização de miniaturas no módulo Library do LR, basta apertar G.

    Use a Tecla Alt para Ajustar Recovery, Exposure e Blacks

    Se você pressionar e segurar a tecla Alt para ajustar os deslizantes Recovery, Exposure e Blacks, o Lightroom irá deixar sua imagem toda preta (branca para o ajuste de Blacks), e irá marcar na imagem os pontos onde os brancos (para Recovery e Exposure) ou os pretos (para blacks) estourem. Assim você pode ver facilmente os pontos críticos durante os ajustes dos deslizantes.

    dicas_002

    Na imagem acima eu exagerei no Exposure para estourar bem a imagem, segurando o ALT para visualizar apenas os estouros. As áreas brancas são áreas de estouro de todos os canais, as áreas coloridas são pontos onde apenas certos canais de cores estouraram.

    Restaurar Deslizantes à Configuração Padrão

    Para restaurar apenas um determinado deslizante para sua configuração padrão dê um duplo-clique sobre o nome do deslizante ou sobre a alça (a parte sobre a qual você clica e arrasta). Isto restaura aquele deslizante para sua configuração padrão. Dando duplo clique sobre um nome de seção (como WB, Tone ou Presence) restaura todos os deslizantes da seção.

    Utilize o Interruptor

    Todos os painéis (exceto Basic) do lado direito do Lightroom na seção Develop possuem um pequeno interruptor que serve para desativar as modificações feitas por aquele painel.

    dicas_003

    Sem que você ver um destes interruptores, saberá que pode clicar sobre ele para desativar apenas os ajustes feitos por aquela seção. Isto facilita para ver um antes/depois da sua imagem, comparando-a com e sem os ajustes daquela determinada seção.

    Falando em Antes/Depois

    Outra tecla de atalho fundamental no Lightroom é a tecla “\” (barra invertida), pois ela permite visualizar sua imagem original, como ela foi importada (com o preset que foi aplicado no momento da importação). Basta pressionar “\” para o LR mostrar a imagem original (no canto inferior direito da visualização surge um texto dizendo BEFORE), e pressionar novamente para sua imagem atual. O único ajuste que não retorna ao original é o CROP, de forma que os elementos da sua imagem permaneçam no mesmo lugar para facilitar a comparação.

    Mas e se você quiser comparar a sua foto atual com outro momento de sua foto? Isto é fácil… basta ir no painel History na área de painéis esquerda do módulo Develop, e na lista de alterações da imagem encontrar o momento que você quer utilizar como referência de comparação (o momento que você quer que seja o seu “Antes”). Basta clicar com o botão direito do mouse sobre aquele comando/momento e selecionar a opção “COPY HISTORY STEP SETTINGS TO BEFORE”. Agora, sempre que você pressione a “\” o LR mostrará este momento da imagem.

    Outras Grades no Crop

    Quando você ativa a ferramenta CROP para cortar sua imagem no LR, ela abre-se com uma grade representando a “Regra dos Terços” sobre sua imagem. Quase ninguém sabe, mas o Lightroom possui outras opções grades para ajudar na composição do seu corte.

    Para visualizar as outras opções pressione, com a ferramenta CROP ativa, a tecla de atalho “O” (letra Ó). Isto faz a grade alternar entre: Regra dos Terços; Linhas Áureas, Diagonais Áureas, Diagonal Perpendicular (técnica de pontos de atenção bastante utilizada nos quadrinhos), Espiral Áurea, e Grade. Você ainda pode alterar a direção de algumas grades pressionando Shift-O.

    Crop no Escuro

    Para visualizar de forma optimizada seu crop, você está a apenas algumas teclas de atalho de distância da ferramente de corte definitiva. Vá no módulo Develop e acione a ferramenta CROP.

    Com a ferramenta ativa, pressione a tecla “L” duas vezes para entrar no modo Lights Out, que escurece tudo ao redor de sua foto. Em seguida pressione Shift-Tab para esconder todos os painéis. Perceba que o CROP ainda está ativo… então basta clicar nas bordas do CROP e arrastá-las para fazer o corte em sua imagem e visualizar apenas a área restante, sem ser distraído por aquilo que foi removido da sua imagem, painéis, comandos e etc. Quando terminar, pressione Shift-Tab mais uma vez, e “L” mais uma vez.

    Exportando para o Photomatix

    Se você curte HDR e utiliza o Photomatix, a empresa responsável pelo programa disponibilizou um plugin para o Lightroom 2 que permite que você exporte um grupo de imagens diretamente para o Photomatix (versão 3.1 ou maior) para fazer um HDR.

    O plugin, bem como as instruções de instalação, pode ser encontrado neste link.

    No futuro, montarei outro artigo destes com dicas curtas.

    Grande abraço para todos, e agradeço a todo mundo que tem visitado e deixado seus comentários neste blog.

    h1

    Lightroom – Balanço de Branco

    13/11/2008

    Quem acompanha o blog deve se lembrar do tópico sobre Temperatura da Cor, pois já do que se trata o assunto, precisamos saber agora como aplicar este conhecimento à fotografia digital.

    Digo fotografia digital porque a temperatura da cor na época da fotografia analógica era ciência de foguetes. O fotógrafo tinha de saber previamente o tipo de iluminação que teria, então comprar o filme apropriado para aquele tipo de luz, ou então utilizar filtros coloridos para compensar a temperatura da cor da luz. Na fotografia digital isto ficou muito mais simples.

    Fotografia JPEG

    Para quem fotografa em JPEG, o cuidado tem de ser dobrado. Diferente do RAW, as alterações que compensam o balanço de branco são fixadas permanentemente no JPEG, e uma compensação errada pode prejudicar sua imagem de forma irremediável.

    O usuário, então, tem a possibilidade utilizar as pré-definições da câmera ao fotografar, que são aquelas opções Sunlight, Shade, Fluorescent, Tungsten e etc., para adequar a imagem à temperatura da cor. Estas pré-definições funcionam muito bem em situações óbvias de luz… mas em situações de luz mista ou de temperatura diferenciada, pode ser o início de um desastre.

    Neste caso o usuário tem outras duas opções. A primeira delas o AWB (Auto White Balance – Balanço de Branco Automático). O AWB analisa sua imagem e busca neutralizar as cores. Funciona muito bem na maioria das vezes, mas em cenas que não possuam elementos brancos ou neutros o AWB pode ser enganado e confundir a configuração.

    Para esta situação, é possível configurar um Custom White Balance. As câmeras mais modernas fazem isto com base em uma fotografia que possua um grande elemento branco ou cinza neutro fotografado sob a luz da cena. Com base nesta imagem a câmera fixa um balanço de branco que será utilizado nas outras imagens da mesma sessão de fotos.

    Mas a forma mais segura de lidar com o Balanço de Branco é fotografar em RAW.

    Fotografia RAW

    Diferente do JPEG, a imagem RAW não registra permanentemente a configuração de balanço de branco utilizada. A câmera registra no EXIF (Pacote de metadados que acompanha a imagem, com informações sobre hora, data, modelo da câmera, configurações e etc.) a configuração de balanço de branco utilizada, mas a imagem em si não é alterada, de forma que o usuário pode, caso a câmera não tenha escolhido a configuração correta, corrigir o WB sem qualquer perda de qualidade.

    O Lightroom nos oferece algumas formas diferentes de encontrar o balanço de branco correto (ou então utilizar um incorreto como ferramenta artística). O último método é o mais rápido e funcional, mas é útil conhecer outros métodos para momentos em que sua imagem não possui um elemento neutro visível ou então você deseja explorar o balanço de branco como uma ferramenta criativa.

    Método 01: Pré-definições

    O primeiro método de Balanço de Branco consiste em experimentar as pré-definições padrão de balanço de branco. É como utilizar as mesmas pré-definições diretamente em sua câmera. A vantagem é que como você fotografou em RAW, pode experimentar sem riscos à sua imagem, de forma instantânea, e sem a necessidade de se fazer uma foto nova com cada configuração até encontrar a correta.

    Vejamos a foto do meu lindo sobrinho (tio babão detected!!), onde a luz do flash deixou a foto muito quente (tonalidade avermelhada).

    WB_001 

    A foto acima é uma foto simples de encontrar o balanço de branco, graças à roupa do bebê que sabemos ser branca. O branco ou cinza sempre será nossa referência ao se definir o balanço de branco da imagem. Se você levar a imagem ao Photoshop ou Lightroom e tirar uma amostra da cor da roupinha, perceberá que ela possui mais vermelho e verde do que azul, que resulta na cor amarelo/laranja que vemos.

    As configurações de Balanço de Branco do Lightroom ficam no módulo Develop, na parte de cima do painel Basic, logo abaixo do histograma e da pequena caixa de ferramentas. É ali que começaremos a explorar o menu de pré-definições do balanço de branco, que pode ser visto na imagem abaixo circulado em vermelho.

    WB_002

    Quando você abrir uma imagem RAW no Lightroom, neste menu WB: encontrará a opção “As Shot”, que significa que o LR está utilizando a mesma configuração especificada pela sua câmera no momento da captura. Caso sua imagem seja um JPEG, as únicas opções serão “As Shot”, “Auto” e “Custom”. Quando a imagem é RAW você tem no menu todas as pré-definições de balanço de branco. Basta clicar no menu e selecionar uma das opções para ela ser imediatamente aplicada a sua imagem. Como sua imagem é um RAW, não há mal nenhum em se testar todas as pré-definições e ver qual se aproxima mais da cor neutra.

    Daylight (Luz do Dia)

    WB_003

    Cloudy (Nublado)

    WB_004

    Shady (Sombra)

    WB_005

    Tungsten (Tungstênio)

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    Fluorescent (Fluorescente)

    WB_007

    Flash

    WB_008

    Como podemos ver na lista, a melhor solução para a imagem foi exatamente a configuração Flash, que esfriou as cores no ponto para deixar a roupa neutra. Mas em uma situação de iluminação mista pode ser difícil que alguma pré-definição solucione totalmente o problema. Entre as pré-definições há uma configuração chamada “As Shot” que utiliza a configuração fornecida pela câmera, e “Auto” que faz com que o próprio LR tente equilibrar as cores. Se você utiliza sua câmera no AWB, as configurações As Shot e Auto normalmente dão resultados bem similares.

    Método 02: Custom

    Abaixo do menu WB existem dois deslizantes chamados Temp e Tint, mexer em qualquer um deles faz com que o menu WB apresente a opção Custom, que significa que você irá aplicar na imagem uma configuração de balanço de branco diferente das pré-definições oferecidas.

    A forma de se utilizar os deslizantes é bastante intuitiva, e a Adobe ainda tomou o cuidado de facilitar ainda mais a sua vida colorindo os deslizantes de forma que você saiba qual a tendência de cor oferecida por cada um deles. O deslizante Temp esfria as cores quando puxado em direção ao azul (esquerda) e aquece em direção ao amarelo (direita).

    Já o deslizante Tint oferece correção para fotos esverdeadas ou amagentadas. Puxar para longe do verde (direita) reduz o tingimento verde da imagem, normalmente fornecido pela luz fluorescente, e para o outro lado, longe do magenta (esquerda), reduz-se o tingimento amagentado da imagem.

    Este método é a melhor opção quando sua imagem não tem um elemento neutro que você possa utilizar como referência para o método 03. Neste caso, a sua melhor opção é utilizar o método um para encontrar a pré-definição que lhe dá as cores mais neutras, e então utilizar os deslizantes Temp e Tint para fazer ajustes finais no balanço de branco e chegar o mais próximo ao neutro possível. Este método também é muito útil para se aplicar configurações criativas de balanço de branco.

    Método 03: White Balance Selector

    Acabei de lhe mostrar dois métodos interessantes, mas o LR oferece um último método (que será o seu primeiro na maioria das vezes) de configurar o balanço de branco que é simplesmente incrível. O único “porém” deste método é a necessidade de haver um elemento branco ou cinza-neutro na cena para ser utilizado como referência.

    Ao lado do menu pop-up WB (aquele das pré-definições) há um círculo escuro com um conta-gotas dentro dele. Este conta-gotas é a ferramenta White Balance Selector, e clicar nela faz com que você a tire do lugar e a utilize para clicar um ponto da imagem que será utilizado pelo LR para equilibrar o branco. Abaixo, a ferramenta em seu lugar de repouso.

    WB_009

    Basta clicar sobre o conta-gotas para pegá-lo, e então clicar em algum ponto da imagem que deva ser neutro. O LR irá analisar o ponto em questão, e então alterar os canais de cores até que aquele ponto fique neutro, balanceando assim toda a imagem.

    Por padrão, quando você clica na imagem, o LR automaticamente devolve a ferramenta ao lugar dela, mas isto pode ser mudado desativando a opção “Auto Dismiss” que aparece na parte de baixo da área de visualização da imagem. A vantagem disto é poder clicar várias vezes na imagem até encontrar o WB correto.

    Dê preferência para um ponto da imagem que deveria ser cinza neutro, e não branco. Isto se deve ao fato que áreas brancas da imagem possuem pouca abrangência de desvio para a ferramenta trabalhar, um canal que poderia estar desviado devido à temperatura da luz, pode atingir o “teto” facilmente na cor branca e não ser corrido pela ferramenta. Por isto, no caso da imagem, clicaremos em um pouco da roupa que a sombra desvie para o cinza, e não na área mais clara e branca da roupa.

    WB_010

    Clicar na roupa do bebê (na área cinza) fez com que o Lightroom desviasse um pouco da configuração Flash, aquecendo um pouco as cores de 5500 para 5800, e desviando o Tint para o magenta em +5 pontos.

    DICA: A tecla de atalho (W) aciona a ferramenta White Balance Selector e funciona também no módulo Library. Ou seja, se você estiver vendo todas as suas imagens no Library e encontrar alguma que precise de uma nova configuração de balanço de branco, basta pressionar W e o LR lhe leva ao módulo Develop automaticamente, com a ferramenta White Balance Selector já selecionada. Bastando clicar na imagem.

    DICA: O painel Navigator no topo da área de painéis esquerda lhe dá um preview da aplicação do WB com a ferramenta White Balance Selector. Basta mover o conta-gotas sobre a imagem e observar o Navigator para ver como ficará a imagem caso você clique exatamente naquele lugar.

    Fluxo de Trabalho

    E quando sua imagem não possui nenhum elemento cinza? Você sempre pode inserir o elemento em uma imagem para utilizar como referência para toda uma sessão fotográfica que seja feita sob a mesma iluminação.

    Digamos que você irá fotografar uma modelo, já ajustou a iluminação para toda uma seqüência de fotos, mas nem o cenário ou a modelo possuem um elemento neutro que possa ser utilizado no WB.

    Então, para a primeira foto da sessão, peça que a modelo segure um cartão cinza 18%, destes vendidos em lojas especializadas de fotografia, ou então algum elemento neutro qualquer. Feita esta foto, de seqüência na sessão normalmente, pois esta primeira imagem será sua referência para a correção do WB (caso você altera a iluminação durante a sessão, faça uma nova foto de referência com o cartão cinza para esta nova seqüência – no fim, você terá uma foto com cartão para cada esquema de iluminação utilizado).

    Quando você abrir sua sessão no LR, selecione a primeira imagem e vá ao módulo Develop. Selecione a ferramenta White Balance Selector e clique sobre o cartão cinza para ajustar o balanço de branco. Feito isto, vamos copiar esta configuração e aplicar e todas as suas imagens.

    Para fazer isto, clique no botão COPY, que fica na parte de baixo da área de Painéis esquerda. Isto fará abrir a janela abaixo, chamada Copy Settings.

    WB_011

    Nesta janela você escolhe quais configurações serão copiadas da imagem atual para serem aplicadas. Comece clicando no botão CHECK NONE para desativar todas as caixas de verificação. Agora clique na opção White Balance para selecionar apenas ela. Clique COPY e o LR irá memorizar as configurações de balanço de branco desta imagem.

    Agora pressione a tecla de atalho (G) para voltar ao módulo Library e visualização Grid. Selecione as imagens da sessão que tenham sido feitas com a mesma configuração de iluminação. Todas selecionadas, vá ao menu PHOTO >> DEVELOP SETTINGS >> PASTE SETTINGS, e isto aplicará sua configuração corrigida de WB em todas as imagens da sessão. Você não tem um cartão cinza em todas elas, mas o cartão cinza da sua primeira imagem foi utilizado como referência para corrigir todas elas.

    Com estas ferramentas do Lightroom, não se tem mais desculpa para se errar no balanço de branco. Principalmente se você tiver tempo para planejar sua sessão de fotos.

    Grande abraço para todos.

    h1

    Rapidinha: Lightroom Profiles Beta 2

    08/11/2008

    Lembra-se daquele perfis de cor novos da Adobe, sobre os quais falei neste post? A Adobe lançou um novo pacote de profiles para o Lightroom que atualiza os profiles da versão Beta 1, e adiciona suporte para novas câmeras. Os novos perfis (Beta 2) podem ser baixados no Adobe Labs.

    Vale a pena o download.

    h1

    Importação e Workflow no Lightroom 2

    06/11/2008

    O Lightroom é um grande software, mas sua funcionalidade é diretamente proporcional ao quão organizado você é ao utiliza-lo, e esta organização muitas vezes depende de como você começou e da sua capacidade em configurá-lo de forma a se adequar melhor ao seu próprio fluxo de trabalho. Não que você não possa corrigir “erros” que tenha cometido na configuração, mas é sempre mais fácil começar direito do que tentar corrigir depois.

    Por isto escrevi este artigo. Claro que meu workflow não se adapta a forma de todos de trabalhar, mas serve como um ponto de partida para quem abre o Lightroom e se sente perdido com a quantidade de opções que o programa oferece.

    Começando do Começo

    Claro que começo instalando o Lightroom, mas logo após instalá-lo eu instalo também o pacote de perfis da Adobe (falei sobre eles aqui). Para uma configuração inicial recomendo os seguintes passos: (1) decida se você irá utilizar o catálogo original do Lightroom ou não, caso não, crie um novo catálogo; (2) crie uma pasta que será onde você irá armazenar suas fotos do LR, é recomendado que todas as fotos gerenciadas pelo LR estejam em uma mesma pasta (podem haver subpastas, mas a raiz deverá ser a mesma). Ter fotos gerenciadas pelo LR espalhadas por todo o computador é pedir por problemas no futuro; (3) pegue sua câmera e fotografe qualquer imagem em RAW, utilizaremos ela para fazer uma primeira importação e configurar o LR.

    Ao abrir o LR vá ao menu EDIT >> PREFERENCES, e na aba PRESETS ative a opção “Store Presets with Catalog” que está na seção Location. Isto é muito útil caso você tenha o hábito de formatar seu computador com frequência, pois suas pré-definições (develop, export e etc.) estarão todas na mesma pasta de seu catálogo e não se perderão. Esta opção só não é recomendada caso você gerencie um número muito grande de catálogos.

    Feito isto, vamos importar nossa primeira imagem, para organizar as coisas (vamos deletá-la depois, ok? Então não se preocupe com qual imagem, se necessário fotografe qualquer coisa e utilize a imagem. Dê preferência por RAW). Conecte sua câmera ao computador, ligue-a e abra o LR. No módulo LIBRARY do LR, na parte de baixo da coluna de painéis da esquerda, pressione o botão IMPORT, na caixa de diálogo que surge escolha sua câmera, e isto abrirá o diálogo Import Photos.

    workflow_01

    Vamos analizar minhas escolhas nesta janela, pois ela é fundamental para sua organização no LR:

    FILE HANDLING: Aqui eu opto pela opção “Copy Photos as Digital Negative (DNG) and Add to Catalog”. A razão disto é a seguinte. Primeiro, é importante copiar suas imagens, pois assim elas vão parar na pasta que você quiser e ajudará a manter todas as imagens na mesma pasta. Segundo, o DNG é um arquivo com as mesmas características e qualidades do RAW, só é mais leve (cerca de 20%) e é um formato aberto (open source), o que significa que sua documentação é pública, diferentemente dos formatos proprietários. Você pode perguntar, mas pô, vou perder meus arquivos originais? Não, veremos isto a diante.

    COPY TO: Aqui você definirá a parta para onde o LR copiará suas imagens. Você deve colocar aqui aquela pasta que criou, onde decidiu armazenar suas fotos gerenciadas pelo LR.

    ORGANIZE: Aqui é que o LR começa a lhe ajudar a organizar suas coisas. Você configura aqui como o LR irá gerar e administrar suas pastas com base no EXIF de suas imagens. Aqui eu opto pela configuração “By date: 2005/12/17”, isto faz com que o LR crie, dentro da pasta raiz que escolhi, uma subpasta com o ano, dentro desta subpastas com os meses, e finalmente subpastas com os dias. Isto facilita pois as fotos ficam organizadas por datas (facilitando a localização delas), as pastas aparecem em ordem numérica (então ficam organizadas em ordem cronológica) e evita que fiquem zilhões de fotos na mesma pasta, o que deixa a utilização do LR mais leve.

    Deixo ativada também a opção “Don’t Re-import Suspected Duplicates”, para que o LR não importe fotos que ele já tenha importado anteriormente, caso elas ainda estejam no cartão de memória da câmera.

    BACKUP TO: Esta parte é importante. Aqui eu aciono esta opção e direciono-o a para uma pasta em outro HD da minha máquina (fazer backup no mesmo HD é problemático, pois se o HD der pau você perde tanto as fotos de trabalho quanto o backup). Assim o Lightroom faz uma cópia dos RAW originais, no formato proprietário da câmera, em uma pasta separada. Como irei deletar as fotos ruins importadas no LR, isto permite que eu tenha uma cópia de todas as fotos que produzi em outra pasta, boas ou não. De tempos em tempos em gravo os arquivos desta pasta em DVD.

    FILE NAMING TEMPLATE: Na configuração padrão o LR irá importar suas fotos com o mesmo nome gerado pela câmera… algo ‘descritivo’ como DSC_0234.CR2. Eu prefiro um nome mais descritivo, então vou no menu e seleciono a opção EDIT. Isto abre uma janela onde você pode criar seu template de nome com base nos dados do EXIF da imagem. Você monta a nomenclatura escolhendo opções nos menus do diálogo, cada opção escolhida adiciona uma TAG no campo de texto, algo como {DATE (YYYY)>>} que significa, neste caso, que a tag será substituida pelo ano, com quatro dígidos, que se encontra no EXIF da foto. Eu monto o template abaixo:

    workflow_02

    Isto me fornece um nome de arquivo cronológico e compreenssível. Perceba que alguns caracteres, como as “_” entre as datas e o “h”, “m” e “s” após as horas foram adicionados manualmente. Basta clicar ao lado da tag e digitar. Assim você pode misturar as tags à textos inseridos manualmente. Há ainda a TAG “Custom Text”, que permite que você adicione um texto no campo que irá surgir no diálogo Import Photo sempre que importar fotos.

    DEVELOP SETTINGS: Este é um campo importante, que permite que você aplique um preset de tratamento em todas as fotos importadas, mas por enquanto não podemos fazer nada aqui pois não temos nenhum preset definido ainda. É para isto que iremos importar esta primeira imagem, para gerarmos um preset que será adicionado aqui nas próximas importações.

    METADATA: Este campo permite que você crie (selecionando NEW ou EDIT PRESETS) modelos de dados com seus nome, identificação, endereço, dados autorais e de contato, e aplique estes modelos em todas as fotos importadas. Eu tenho dois modelos registrados aqui, um meu e outro de minha noiva, que são aplicados conforme quem tirou as fotos.

    KEYWORDS: Este é um campo que você irá alterar sempre que for importar fotos. Aqui você pode adicionar palavras chaves mais genéricas que tenham relação com todas as fotos que estão sendo importadas.

    INITIAL PREVIEWS: Esta opção eu deixo em STANDARD para agilizar a importação. Não preciso ter o preview de todas as fotos pois irei deletar várias que ficaram ruins, sem nem vê-las em zoom total. Caso você veja todas as fotos em zoom total, selecione 1:1, vá tomar um café enquanto o LR importa suas fotos, e ao voltar todas elas poderão ser vistas rapidamente em zoom 1:1.

    Agora é só clicar IMPORT e ver sua(s) foto(s) importadas no LR.

    Depois de Importar

    O próximo passo será utilizar a foto que importamos para criar um preset de tratamento básico e configurar um padrão para o LR. Selecione sua foto, e então clique no módulo DEVELOP.

    Sem mexer em nada na foto desça a coluna de painéis direita até o final e abra o painel CAMERA CALIBRATION, onde está PROFILE eu seleciono o perfil ADOBE STANDARD BETA 1, que é um perfil muito melhor que o original ACR da Adobe, renderizando os vermelhos e amarelos de forma mais realista. Mas você pode escolher um outro perfil disponível, caso ache melhor.

    Depois de feito isto, eu seguro a tecla ALT, e perceba que o botão RESET abaixo do painel se transforma em SET DEFAULT. Clicar nele, e depois na opção UPDATE TO CURRENT SETTING faz com que o LR aplique este padrão de tratamento (no caso, apenas a mudança para ADOBE STANDARD BETA) a todas as imagens importadas desta mesma câmera. (O LR faz tratamentos básicos diferentes para cada modelo de câmera).

    Agora eu clico com o botão direito do mouse sobre o cabeçalho do painel (onde está escrito Camera Calibration) e seleciono Camera Calibration para remover este painel, não vou mais precisar dele, então ele só ocupa espaço. Outra coisa que opto é a opção “Solo Mode” (exceto o Histogram). Assim só um painel abre por vez, e fica mais fácil navegar entre eles, pois um fecha quando outro abre.

    Feito isto, dou um tratamento básico na foto que acredito que será necessário em todas as fotos. Não mexo na seção TONE ou WB painel BASIC, pois os tratamentos deles são meio específicos de foto para foto, mexo apenas nos tratamentos mais genéricos. Para a minha câmera, Canon Rebel XTi, mexo nas seguintes configurações.

    No painel BASIC, subo o Clarity para +25 (o que aumenta o contraste dos meio-tons da imagem, e aumenta a nitidez), Vibrance +15 (aumenta a saturação das cores menos saturadas e preserva os tons de pele). No painel DETAIL, em Sharpening, subo o Amount para 60, Radius em 0.5, Detail em 30 e Masking em 10. Considero esta uma quantia bem básica de nitidez que funciona para quase todas as fotos. Geralmente reduzo, posteriormente, em caso de retratos.

    Agora basta ir no painel PRESETS, na coluna de painéis da esquerda, e clicar no botão “+” para criar um novo preset. No diálogo que surge lembre-se de selecionar apenas aquelas itens que você mexeu e quer registrar no preset. A vantagem de fazer isto é que você pode aplicar o mesmo preset em uma imagem que já tenha outras alterações (como alterações nas altas luzes, sombras, curvas e etc.) mexendo apenas nas configurações desejadas (como se acumulassem, sobrepusessem, os presets). Dê um nome em seu preset, pois você irá aplicá-lo lá no campo DEVELOP SETTINGS do diálogo Import Photos. Lembre-se de fazer isto na próxima importação.

    Você pode se perguntar, por que não fazer as alterações que fiz no PRESET diretamente na opção SET DEFAULT, como fiz com o perfil Adobe Standard Beta? A resposta é a seguinte. A mudança do perfil é uma escolha entre melhor e pior, não varia de foto para foto, na minha opinião o perfil ASB1 é melhor que o ACR e pronto. Já as outras mudanças podem não ser as ideais para algumas fotos… isto posto, ao encontrar uma destas fotos, posso pressionar o botão RESET no módulo Develop e retornar às configurações básicas do LR (muito menos agressivas que as minhas), garantindo apenas o uso do perfil Adobe Standard Beta. Por isto estas alterações em locais diferentes. Clicar no botão RESET sempre retorna para aquilo que você definiu como SET DEFAULT. Então tenho todas as minhas fotos com o tratamento básico, apenas a um clique de distância de um tratamento menos agressivo com o perfil que quero.

    Preparativos Feitos

    Tudo pronto, posso deletar a imagem que acabei de fazer e então importar as minhas fotos de verdade. Seja diretamente da câmera ou de algum lugar em seu computador. Só não esqueça de aplicar seu preset na opção DEVELOP SETTINGS da janela Import Photos do LR. Esta janela registra suas configurações, então sempre que você importar elas estarão ali, disponíveis, de forma que você só precisa apertar o IMPORT.

    Fotos Importadas

    Uma vez importadas as minhas imagens, eu vou no módulo LIBRARY, dou um duplo-clique na primeira foto para vê-la maior e utilizo as teclas de seta para me mover entre as fotos. Vendo as fotos, vou aplicando uma bandeira de REJECTED (tecla de atalho “X”) em todas as que estão tão ruins que irei deletá-las. Aplico uma bandeira de PICK (atalho “P”) em todas que acho que se destacam, aquelas realmente boas. Ao terminar de ver as fotos pressiono o atalho “G” para retornar à visualização GRID. (Este é um atalho muito útil, pois ele retorna ao módulo Library, e à visualização GRID, de qualquer lugar em que você estiver no LR, em qualquer módulo).

    Ao terminar de ver todas as fotos vou no menu PHOTO >> DELETE REJECTED PHOTOS, para deletar todas as fotos bandeiradas com Rejected (não esqueça que temos uma cópia destas fotos, para ser gravada em um DVD, na pasta de backup). Agora, na visualização GRID, eu clico na opção ATTRIBUTE do Library Filter (no topo da visualização GRID) e pressiono a bandeira branca para visualizar apenas as fotos bandeiradas como PICK.

    Na coluna de painéis da esquerda há um painel chamado COLLECTIONS, ali eu criou uma nova coleção com o evento das fotos. Algo como “Aniversário do Fulano”, “Show da Banda Zemberts” e por aí vai. E coloco ali apenas as PICKS, minhas melhores fotos daquela sessão de fotos. Assim posso buscar minhas fotos por datas no painel Folders, ou as melhores, por evento, no painel Collections.

    De volta ao painel Folders eu removo a bandeira branca do Library Filter para ver todas as minhas fotos. Vou passando por cada uma delas novamente aplicando Keywords a elas. Quando tem uma keyword que será aplicada a várias, utilizo o Spray que está na parte de baixo do Grid, escolho a palavra chave desejada e a “borrifo” nas fotos. Assim, rapidamente, aplico keywords às fotos. Caso tenha tempo, também aplico um título e uma caption nas fotos, no painel Metadata… mas normalmente só faço isto com as fotos que enviarei para o Flickr (pois o plugin de envio automático para o Flickr utiliza estes campos como referência para o título e legenda da foto no Flickr).

    Agora, é tratar as fotos. Na pressa, trato apenas aquelas que estão na coleção (as PICKS), mas com tempo trato todas as que tenho na pasta. Assim minha coleção vai ficando organizada, facilmente pesquisável, e com um workflow definido consido trabalhar bem rápido no LR.

    Espero que vocês tenham gostado do artigo, e que possam atravez dele mostrar seu próprio fluxo de trabalho e adequá-lo às suas necessidades.

    h1

    Resolução, Tamanho e DPIs.

    28/10/2008

    Tenho visto muita gente nos fóruns e no dia-a-dia fazendo muita confusão, muito preocupados com a quantidade de DPIs informada em suas fotos digitais. Como a confusão é natural e o assunto é realmente confuso para quem não lida com isto dia-a-dia em todos os seus formatos possíveis, resolvi escrever este artigo para ajudar a esclarecer um pouco as coisas.

    A primeiro passo é esclarecer um erro básico na análise destes dados, com a seguinte informação: DPI não significa nada. Isto mesmo, a informação DPI, se vista sem conjunto com outras informações, não diz nada, não tem significado algum ou qualquer relação com o tamanho ou qualidade da imagem em questão. DPI, abreviação de Dot Per Inch (Pontos Por Polegadas) é uma medida relativa entre o tamanho da imagem em Pixels e o tamanho físico da imagem (em polegadas). Sem a informação do tamanho da imagem, seja em Pixels ou físico, o DPI não tem significado algum.

    Volta e meia algum cliente me envia uma imagem e escreve no e-mail “A imagem está ótima, tem 300 dpis”, e quando abro a imagem me deparo com uma ‘maravilha’ de 160×160 pixels. Em resumo, uma imagem minúscula que nem é cogitável para uso em qualquer tamanho maior que uma miniatura. Impressão então? Nem pensar. Mesmo com 300dpis.

    Uma imagem digital não possui um tamanho físico até que isto seja necessário. Quando isto é necessário? Quando você abre a imagem em um software que trabalhe com simulação de tamanhos físicos (Corel Draw, Adobe Illustrator, Adobe Photoshop e etc.) ou quando você decide imprimí-la (afinal, ela precisa ser impressa em algum tamanho, é impossível ter uma imagem impressa sem que ela tenha um tamanho físico, né?). Dentro do seu computador a imagem só precisa de um único dado de tamanho, seu tamanho em pixels. Este é, clara e absolutamente, o dado de tamanho e qualidade mais importante da sua imagem.

    Saber quantos DPIs a sua imagem tem não significa nada sem conhecer-se o tamanho físico dela (o “por polegada” do DPI significa que ele só existe quando a imagem tem um tamanho físico definido), saber qual o tamanho físico da sua imagem não significa nada sem saber-se quantos DPIs ela tem neste tamanho. Assim sendo, o tamanho da imagem em pixels é o único dado que, sozinho, pode definir o tamanho de uma imagem. E com o tamanho em pixels da imagem é possível calcular quantos DPIs ela tem em qualquer tamanho físico que você desejar.

    Pixels

    Pixels são a menor unidade visível de uma imagem digital, é um único ponto de cor posicionado no espaço e é a combinação de diversos pixels que formam uma imagem completa. Veja abaixo uma imagem JPEG e no destaque ampliado os pixels que formam a imagem.

    Lâmpada cheia de água.

    Assim sendo, toda imagem digital possui um tamanho específico que pode ser definido por x pixels de largura por y pixels de altura. Nesta caso, normalmente chamamos uma imagem que possua 800 pixels de largura por 600 de altura (um papel de parede básico de computador) de 800×600. Esta informação, por si só, define o tamanho e qualidade da imagem.

    CURIOSIDADE: O fator “megapixels” que vemos tanto nas câmeras digitais representa o número total de pixels que formam a imagem (sendo que 1 megapixels = 1 milhão de pixels). Para se chegar neste número é muito simples, bastante multiplicar o número de pixels que a imagem tem na largura, pelo número de pixels da altura. Assim sendo, uma imagem de 800×600 pixels possui, no total, 480.000 pixels… ou seja, 0,48 megapixels. Por sua vez a câmera digital Canon XTi produz uma imagem de 3888×2592 pixels, totalizando 10.077.696 pixels, arredondados para 10.1 megapixels.

    Onde entra o DPI?

    O DPI é necessário no momento em que o computador precisa simular ou definir um tamanho físico para sua imagem, como por exemplo no momento em que você abre a imagem em uma página de layout do Adobe Illustrator (que é, por padrão, definida em medidas físicas como centímetros ou polegadas). É neste momento que o DPI entra em jogo.

    O DPI é um fator relacionado. O DPI só existe em relação ao tamanho físico, e o tamanho físico só existe em relação ao DPI, e isto é calculado da seguinte forma.

    Nossa imagem lá do exemplo lá de cima, a ‘maravilha’ de 300dpis e tamanho 160×160 pixels. Quando você vai convertê-la para tamanho físico descobre que ela só possui 300 dpis se impressa/utilizada com 0,53 polegadas, o que dá em torno de 1,3cm. Definitivamente, você não irá imprimir um banner com isto. Veja abaixo uma imagem com 160×160 pixels.

    Arthur em PB

    Digamos que o cliente lhe enviou a imagem para imprimir-se uma foto em 20x20cm, ele acha que é possível, afinal alguém disse para ele que a imagem fica boa se estiver com 300dpis. Só que, como falei, 300dpis não significa nada sem o tamanho físico da imagem. Quando passamos a mesma imagem de 160 por 160 pixels para 20x20cm (cerca de 8 polegadas), temos ‘incríveis’ 20 dpis em nossa imagem… o suficiente para ficar horrível.

    Como se chega nestes cálculos. A fórmula é simples: “Tamanho Físico (em polegadas) = Tamanho em Pixels / DPI”. Fazendo a fórmula real chegamos em “Tamanho em Pixels = Tamanho Físico (em polegadas) * DPI”. E finalmente, DPI = Tamanho em pixels / Tamanho físico (em polegadas)”.

    Para achar o DPI em nosso exemplo acima temo 160 pixels divididos por 8 polegadas (20cm), resultando em 20dpis. Quando o cliente nos enviou a imagem dizendo que ela tinha 300dpis, você pode calcular, 160 pixels divididos por 300dpis = 0,53 pol. (1,3462 cm).

    Relações

    De posse destas informações chegamos a seguinte conclusão. Temos duas imagem, uma delas tem 800×600 pixels em 300dpis, e outra tem 800×600 pixels em 72dpis. Qual a diferença entre elas?

    Tecnicamente falando, nenhuma. As duas imagens são identicas. Possuem os mesmo pixels com exatamente a mesma qualidade. Até mesmo perdi meu tempo convertendo a imagem acima (160×160 pixels) para 300dpis (ela está com 96dpis lá em cima), compare para ver se há qualquer diferença.

    Arthur em PB

    A única diferença, se você quiser encontrar alguma, é que no diálogo Image Size do Photoshop uma dirá ter o tamanho físico de 0,533×0,533 polegadas, enquanto a outra apresenta 1,667×1,667 polegadas. Se você reduzir a segunda para 0,533 polegadas, ela fica identica à outra, sem perda ou ganho algum de qualidade.

    Se você abrir ambas no CorelDraw, elas surgirão de tamanho diferente (o Corel lê o registro de DPI e adequa o tamanho da imagem no layout). Mas se você reduzir a menor até o tamanho da maior ou aumentar a menor até o tamanho da maior, elas ficam identicas, iguaizinhas, sem diferença alguma.

    Fotografia Digital

    Onde isto entra na fotografia digital?

    Já vi muita gente comparando a qualidade das imagens entre as câmeras comparando o número de DPIs que a imagem apresenta no diálogo Image Size. Ao menos agora você já sabe que este dado, por sí só, não representa nada e é muito mais fácil comparar duas imagens simplesmente utilizando o tamanho delas em pixels.

    Até você decidir imprimir sua imagem o DPI sequer importa. Vamos utilizar o Photoshop ou o Lightroom como exemplo, para estes programas não importa nada se sua imagem diz ter 72 ou 300dpis, ele trata a imagem de forma exatamente igual. Quando você der um zoom de 100% na imagem ela vai ampliar até que cada pixel dela corresponda a um pixel do monitor (ou seja, uma imagem de 800×600 pixels encheria um monitor configurado em 800×600, mas ficaria menor com o monitor configurado para 1600×1200). Em resumo, para o Photoshop ou o Lightroom o DPI é simplesmente um dado para registrar caso algum programa queira calcular o tamanho físico da imagem, no mais, ele não utiliza para mais nada.

    O mesmo vale para uma página de internet. Quando você abre uma imagem no browser do computador ele simplesmente ignora o DPI da imagem, o tamanho dela é totalmente definido pelo tamanho em pixels da imagem. Por isto não há tamanho físico na imagem do monitor… dependendo do monitor, seu tamanho e configuração, a imagem terá um tamanho diferente na tela (isto me lembra um cara que trabalhou comigo que me pedia para enviar imagens para o cliente em JPG “de forma que ele veja na tela no tamanho que será impresso”, e eu tinha de lhe explicar que isto dependia do tamanho do monitor, da resolução do monitor e etc.)

    Experimente abrir uma imagem no Photoshop e aperte Control+Alt+I para abrir o diálogo Imagem Size (abaixo). Desative a opção Resample Image (para que ele não altere o tamanho em pixels da imagem) e agora mude os DPIs da imagem para um número absurdo… eu acabei de alterar o meu para absurdos 28.000 (isto mesmo, vinte e oito mil dpis!). Perceba que o tamanho físico da imagem mudou de acordo. Agora clique em OK e espere…

    …espere nada, a janela fecha sem alteração nenhuma da imagem. Isto porque o Photoshop simplesmente registrou que a imagem agora tem 28.000 DPIs no arquivo da imagem. Pegou onde estava escrito “DPI=72” e mudou para “DPI=28000”, mais nada… diferença alguma… nem uma mínima mudança na imagem.

    Então como os engenheiros que projetaram sua câmera decidem o DPI das imagens de sua câmera? De qualquer jeito, não importa. Podem jogar nos dados, escolherem um número aleatório ou a data de nascimento da filha, não importa. Normalmente eles escolhem números considerados padrões como 72, 96, 120, 240, 300 ou 666 (ops! este é brincadeira) dpis. Mas isto é só alegoria, não importa o número, a qualidade da imagem é a mesma.

    Inclusive, alguns programas já alteram automaticamente o DPI da imagem. O Lightroom exporta, por padrão, imagens de 240 dpis para o Photoshop. Isto não afeta a imagem em nada, foi só um padrão escolhido pelo pessoal da Adobe, imaginando que você exporta uma imagem para o Photoshop para prepará-la para impressão ou algo do tipo. O ACR do Photoshop, por padrão, utiliza 240DPIs também. Se você abrir a mesma imagem no Photomatix ele indicará 96 DPIs, e exportará a imagem depois do Tone Mapping com 300dpis. Mas juntando todas elas, as imagens todas vão ficar com o mesmo tamanho em pixels (no meu caso, 3888 x 2592 pixels).

    As próprias impressoras, quando comandadas para imprimir uma imagem em determinado tamanho, utilizam todos os pixels da imagem naquele tamanho para imprimí-la com a maior resolução possível.

    Conclusão.

    Daqui para frente, então, só pense em DPI quando a imagem tiver um tamanho físico e um tamanho em pixels associados, e de sempre importancia maior para o tamanho em pixels da imagem.

    Se você for enviar suas fotos de 10MPs para uma impressão 15×21, fotografe com a maior qualidade possível na sua câmera e envie para a impressão, sem medo. Se o operador reclamar que sua foto de 3888×2592 pixels está em 72dpis e vai ficar ruim, vá imprimir em outro lugar, pois este aí não entende muita coisa. Só por curiosidade, sua imagem de 3888×2592 pixels será impressa com cerca de 470 dpis (se a pessoa que imprimir ajustar o tamanho para 21×15, não importa se o arquivo diz 72, 96, ou 28000 dpis, a impressora irá imprimir com 470 dpis ou a resolução máxima dela).

    Espero que o artigo seja esclarecedor. Qualquer dúvida, basta postar aí. Pois são idéias para outros artigos.

    Grande abraço para todos.

    h1

    Lightroom: Modificações Localizadas

    21/10/2008

    Quem utilizou a versão anterior do Lightroom deve ter convivido com o fato de ser quase obrigatório, para um serviço completo de tratamento de imagem, utilizar o Photoshop como parte do processo. Isto era verdade principalmente quando se tratava de retratos femininos… aqueles que exigem retoques para tirar manchas, suavizar a pele e etc.

    Isto se devia ao fato de todas as alterações feitas no Lightroom serem globais, ou seja, serem aplicadas na foto como um todo. As vezes era simples fazer uma modificação localizada, como saturar o vermelho para destacar o batom de uma modelo, mas isto seria um problema caso ela estivesse com um vestido vermelho, ou existissem objetos vermelhos no cenário, pois tudo seria saturado junto.

    Com o Lightroom 2 a Adobe resolveu acabar com este problema e tornar o Lightroom uma ferramenta bastante independente. Claro que você ainda precisa do Photoshop para converter uma imagem para CMYK, fazer montagem e aplicar filtros exóticos, mas isto é alçada do designer gráfico ou do arte finalista, pois todo o tratamento fotográfico que é de responsabilidade do fotógrafo está disponível no Lightroom 2, de forma que estes profissionais podem viver apenas com este programa (que além de tratarem suas fotos ainda auxiliam na organização, busca, gerenciamento e etc.).

    A solução para o problema que mencionamos veio na forma das modificações localizadas, tornadas possível pela ferramenta Adjustment Brush (Pincel de Ajustes). Localizada logo abaixo do histograma, no módulo Develop. Aquela que parece um palito de fósforo.

    adj_brush_001

    Clicar neste ícone marcado em vermelho faz com que se abra, abaixo dele, toda a seção de ferramentas do Adjustment Brush.

    adj_brush_002

    É nesta seção que você irá colocar o Adjustment Brush para funcionar. Mas antes precisamos compreender como esta ferramenta funciona. A priori, ela funciona como um pincel que desenha (pinta) uma máscara na tela, e então aplica determinados efeitos apenas na região mascarada. Como tudo no Lightroom, tanto a máscara quanto o efeito aplicado pelo Adjustment Brush é dinâmico e não destrutivo, podendo ser alterado a qualquer momento.

    O Adjustment Brush permite que você crie várias máscaras para aplicar diversos ajustes diferentes, ou então que aplique diversos ajustes diferentes na mesma máscara. Ele ainda permite que você crie pré-definições de ajustes para aplicar de uma só vez, como uma combinação de Brightness, Saturation, Clarity e Sharpness para clarear olhos, e então salvar esta combinação para usos posteriores (o Lightroom já acompanha uma pré-definição desta, criada para suavizar a pele). E você ainda poderá controlar todo o efeito desta combinação de modificações com um único deslizante.

    Para falarmos um pouco mais da ferramenta Adjustment Brush, vamos começar com uma foto do meu lindo afilhado, que andou ralando o nariz na escolinha.

    adj_brush_003

    Vamos começar o processo limpando a pequena ferida sobre o nariz dele, bem como a marca abaixo do olho esquerdo. Normalmente isto seria feito no Photoshop, com a ferramenta Healing, mas no Lightroom 2 podemos fazer correções simples, não destrutivas, diretamente no programa.

    Vamos começar selecionando a ferramenta Spot Removal (N), que está próxima do Adjustment Brush, se parece com o símbolo que identifica o sexo masculino, e abre uma seção de opções similar à que vimos anteriormente, só que mais simples.

    adj_brush_004

    As únicas opções que você tem nesta seção são:

    Modo da Clonagem: Clone assemelha-se à Clone Tool do Photoshop, copiando plenamente de uma área para outra na imagem. Já Heal executa um processo similar à Healing Tool do Photoshop, suavizando a relação entre a área clonada e a já existente naquele ponto.

    Size: Tamanho do ponto a ser clonado. Este tamanho também pode ser ajustado com as teclas de atalho [ e ] (colchetes). Não chamamos o cursor do Spot Removal de pincel porque ele não funciona desta forma. Diferente de um pincel, que você pode clicar e arrastar para pintar, a ferramenta Spot Removal funciona clonando um ponto exato sobre outro ponto, na forma do cursor. Você compreenderá melhor o processo abaixo.

    Opacity: Define a opacidade do ponto clonado.

    Todas estas opções são dinâmicas e podem ser alteradas depois da ferramenta ser aplicada na imagem. Você pode remover uma mancha da imagem, e então depois decidir se ela fica melhor com Heal ou Clone, ou então alterar o tamanho da área afetada, opacidade e etc.

    Para começar, coloque o cursor (sem clicar) sobre a mancha que desejamos remover, e ajuste o tamanho do cursor utilizando as teclas de colchetes. Mantenha as outras opções em Heal e a Opacity em 100%.

    adj_brush_005

    Quando o tamanho estiver definido (lembre-se de que isto tudo pode ser alterado posteriormente), clique sobre o ponto sobre o qual deseja clonar, e arraste o cursor para a área que deseja que seja clonada sobre o ponto. Aqui clicamos e subirmos o cursor para um ponto de pele de tonalidade e textura similares. O Lightroom atualizada a imagem constantemente, e isto auxilia no processo de escolher o ponto ideal.

    Isto faz com que o Lightroom mostre dois círculos na imagem, o mais claro, com o + dentro, indica o ponto sobre o qual a clonagem aconteceu, enquanto o mais escuro, sem o + dentro, indica o ponto que foi utilizado como fonte para a clonagem, ou então o Lightroom mostra os dois círculos com uma seta apontando de que ponto para qual ponto ocorreu a clonagem. Para visualizar a imagem sem os indicadores, clique no ícone da ferramenta Spot Removal para de-seleciona-la, assim os indicadores desaparecem.

    Veja a imagem com os indicadores:

    adj_brush_006

    E sem os indicadores:

    adj_brush_007

    Agora é só selecionar a ferramenta Spot Removal novamente (caso você a tenha de-selecionado para verificar a imagem sem os indicadores) e fazer o mesmo com a mancha abaixo do olho esquerdo. Ao se fazer isto o indicador da primeira clonagem se torna apenas um círculo cinza, indicando o ponto onde a clonagem aconteceu.

    Assim que se diferencia os pontos de clonagem. O ponto selecionado, ativo, cujo opções estão na seção de opção é aquele que está mostrado em forma de dois círculos e seta (ou sinal de adição). Para selecionar outro ponto, basta clicar sobre o círculo cinza, assim ele se torna o ponto ativo (e os dois pontos de clonagem dele aparecem), e as opções surgem na seção de opções.

    Você pode selecionar qualquer um dos pontos e alterar as opções enquanto observa, em tempo real, as modificações na imagem.

    Alguns pontos, como linhas (como o arranhão na ponta do nariz), podem exigir várias aplicações de pequenos pontos, ao invés de uma única aplicação grande. Tudo vai depender de suas escolhas de situação para situação.

    Uma vez que você tenha terminado de remover os pontos desejados, basta desativar a ferramenta Spot Removal. Lembre-se de que as alterações ficam registradas no Lightroom, e não na imagem. A qualquer momento você pode voltar na ferramenta e alterar os pontos de clonagem, as opções, e até mesmo desfazer tudo e recuperar a imagem original.

    Agora que removemos alguns pontos problemáticos, vamos fazer os ajustes localizados. A começar por suavizar a pele da criança. Vamos selecionar a ferramenta Adjustment Brush, e como ainda não temos nenhuma máscara nem precisaremos clicar na opção New.

    Vamos, inicialmente, compreender as opções desta seção (sim, a imagem abaixo é a mesma que está lá em cima, só a repeti aqui para facilitar a visualização durante esta parte do processo):

    adj_brush_002

    As opções ao lado de Mask, New | Edit, são mais constatações do que opções. Se você não tem nenhuma máscara, o New estará selecionado automaticamente. A partir do momento que você começa uma máscara ele automaticamente muda para Edit pois você estará editando a máscara já existente. Para começar uma nova máscara clique em New novamente. Para editar uma máscara já existente, clique na âncora da máscara sobre a imagem. Âncora é o ponto onde você começou uma máscara, e é definida na tela por um círculo cinza quando não está selecionada, e um círculo com um ponto preto ao ser selecionada (e estar ativa).

    Veja, respectivamente, uma âncora selecionada e não selecionada:

    adj_brush_008

    Além de serem um ponto clicável para se selecionar uma máscara específica, as âncoras também possuem outras funções. Primeiro, quando o mouse está sobre uma âncora selecionada ele se converte em duas setas, indicando que se você clicar naquele ponto e arrastar para um dos lados, você alterará positiva ou negativamente a quantidade do efeito aplicado naquela âncora. Adicionalmente, quando se deixa o cursor do mouse sobre a âncora, automaticamente o Lightroom apresenta, destacado em vermelho, a área onde a máscara foi aplicada, o que é muito útil quando se quer verificar a aplicação de um efeito muito sutil.

    A cor da área mascarada por ser alterada com o atalho Shift-O, variando entre vermelho, verde, branco e preto. Isto pode ser útil quando a cor da área aplicada é igual à cor da máscara.

    adj_brush_009

    Logo abaixo temos o menu pop-up Effect, que por padrão vem selecionado em Exposure. Neste menu encontramos todas as alterações que podem ser executadas de forma localizada. Abaixo do primeiro divisor se encontram as pré-definições (o Lightroom oferece, inicialmente, apenas a pré-definição Soft Skin), e abaixo da segunda divisão a opção Save Current Settings as New Preset, que permite que você salve as configurações atuais como uma nova pré-definição.

    O interruptor ao lado deste menu altera a forma de visualização do efeito a ser aplicado. Quando ele está para a esquerda você vê apenas o deslizante de quantidade do efeito selecionado (Amount), e as alterações envolvidas no efeito estão listadas abaixo com sinais de adição e subtração, que indicam a influência positiva ou negativa deste item no efeito geral. Isto não faz muita diferença quando se escolhe modificações únicas como Exposure, Sharpness e etc… mas faz toda a diferença quando se seleciona uma pré-definição.

    Veja que ao selecionar Soft Skin no menu, os itens Clarity e Sharpness recebem modificadores negativos e positivos, respectivamente. Isto significa que a pré-definição Soft Skin irá alterar a Clarity e Sharpness da foto sob a máscara. Alterar o deslizante Amount desta opção irá reduzir a influência de ambos os itens na imagem.

    Clique no interruptor agora, para ver a diferença. Os itens desaparecem, bem como o deslizante Amount. Ao invés disto, você visualiza todas as opções em forma de deslizantes (perceba o modificador negativo de –100 em Clarity, e positivo de 25 em Sharpness). Assim você pode alterar separadamente cada alteração que compõe a pré-definição, ao invés de utilizar o Amount para afetar o efeito como um todo. Clique novamente no interruptor para voltar ao modo normal.

    Abaixo dos itens você tem a opção Color, que aplica uma cor sobre sua imagem. Caso você crie uma pré-definição e não deseja que ela altere as cores da imagem, simplesmente deixe a opção Color com saturação 0%.

    Abaixo destas temos a sessão Brush que não é nada mais que a definição dos atributos do pincel com o qual você pintará a máscara de efeito.

    Os atributos dos pincéis são:

    SIZE: O tamanho do pincel (representado pelo círculo branco menor do cursor).

    FEATHER: Suavidade do pincel (área além do tamanho dele que será afetada com intensidade progressivamente menor – representada pelo círculo cinza maior do cursor).

    FLOW: A liberação de “tinta” do pincel. Quanto menor o Flow, mais vezes o pincel terá de passar sobre a mesma área para elevar a densidade da máscara. Em 100% o mínimo clique já aplicará a intensidade máxima da máscara.

    AUTO MASK: Evita que o pincel pinte em área de cor muito diferente. Com o auto mask ativo, caso o centro do pincel esteja em uma área de determinada cor, e sua periferia sobre uma área de cor muito diferente, a área de cor diferente não será afetada. É ótimo para se pintar margens entre os objetos, sem afetar um deles.

    DENSITY: Opacidade do pincel. A área pintada receberá uma máscara de opacidade igual ao Density. Quanto menor o Density, menor o efeito naquela área.

    Você deve estar se perguntando a razão de eu ter ignorado aquele A | B | Erase lá em cima, né? Eu não ignorei não, é que é mais fácil compreender estas opções depois de entender a configuração dos pincéis.

    A e B são duas opções diferentes de pincéis que você pode configurar. Selecione A e altere as opções dos pincéis, e as opções ficam registradas no pincel A. Agora mude para B e crie novas opções, e estas ficarão registradas no pincel B. Assim você pode alternar rapidamente entre os pincéis utilizando o atalho “/

    Minha recomendação é criar um pincel suave como A e outro duro como B, e então alternar entre ambos com o atalho “/”. O tamanho você pode controlar com os colchetes “[“ e “]”, e para apagar um pedaço da máscara basta apertar “ALT” para ativar a borracha. Enquanto você pinta, pode pressionar a Barra de Espaço para converter o cursor em uma mãozinha, para clicar e arrastar a imagem.

    Vamos ao trabalho, então, selecionando a opção Soft Skin (suavizar pele) no menu pop-up Effect. Deixe o Amount em 100% por enquanto, para aplicar o máximo de suavização (facilitando a visualização do efeito). Caso, depois de aplicado, acharmos que foi exagerado, podemos reduzir o efeito.

    Com um pincel suave (Feather alto) comece a pintar a pele do retratado. Tome cuidado (aumente e reduza o tamanho do pincel conforme necessário) para não afetar áreas que precisem manter a nitidez, como sobrancelhas, boca, olhos e etc. Deixe o cursor sobre a âncora da máscara para visualizar as áreas afetadas.

    Após aplicar a máscara como desejado, você pode reduzir o deslizante Amount do efeito caso ache o efeito forte demais (no meu caso, achei que o efeito afetou demais as altas-luzes da pele, então reduzi-o para 50%). E a qualquer momento você pode apertar no botão “Y|Y” abaixo da imagem para visualizar um “antes e depois” da imagem. Clique no botão com dois quadrados inscritos para retornar à visualização normal.

    Clique na imagem abaixo para ver o antes e depois do efeito aplicado, ainda com o Amount em 100%.

    adj_brush_010

    Satisfeito com a pele, clicamos no botão NEW para adicionarmos uma nova máscara. Isto faz com que a âncora da máscara Soft Skin se torne um circulo cinza, indicando que não é mais ela a máscara ativa.

    Agora selecione Brightness no menu, e clique no interruptor para abrir todos os deslizantes, pois iremos criar uma nova combinação de efeitos, para clarear os olhos.

    Aplique nos deslizantes a seguinte combinação.

    Brightness (32); Saturation (-64); Clarity (-45). O resto deixe em 0. Agora basta pintar a nova máscara sobre o olho (perceba que uma nova âncora será criada) para clareá-lo. Clique no interruptor do menu para retornar ao deslizante básico Amount, assim você pode, depois de aplicar a máscara, reduzir a intensidade do efeito como um todo caso ache-o exagerado.

    Se você tiver gostado do efeito, clique no menu Effect (onde agora deve estar escrito Custom) e selecione Save Current Setting as Preset, e dê um nome a esta nova pré-definição (Olhos Claros é um bom nome, não?). A pré-definição irá aparecer sempre, daqui para frente, neste menu.

    Se você estiver tratando fotos femininas, uma boa opção é tornar os lábios mais vermelho. Faça isto criando uma nova máscara (clique em New), selecionando qualquer opção (que não seja pré-definição) no menu e clicando no interruptor para abrir os deslizantes. Aplique as seguintes configurações.

    Saturation (14); Clarity (48); Sharpness (32). Então clique no quadrado Color e aplique H: 0º e S: 17% (basta clicar no número ao lado das letras, na parte de baixo do Color picker, e digitar o número desejado).

    Agora basta pintar esta máscara sobre os lábios do retratado.

    Com estas ferramentas você pode tratar diversas imagens sem nem mesmo levar ao Photoshop. Com os efeitos certos você pode simular a aplicação das ferramentas Dodge (Exposure positivo), Burn (Exposure negativo), fazer cut-outs (Saturation –100), ou até mesmo detalhes em sépia ou fundos coloridos (utilizando a Color).  São diversas opções criativas sem nem mesmo tirar a foto do Lightroom, e todas não destrutivas. Para fotógrafos (que não sejam manipuladores extremos de imagens, fazendo montagens e etc) o Photoshop se torna até dispensável.

    Como uma última dica, você pode pressionar a tecla “H” a qualquer momento, enquanto está na ferramenta Adjustment Brush ou Spot Removal para esconder os indicadores e âncoras. Pressione novamente para retorná-los.

    Abaixo, uma imagem da minha namorada (ela vai me odiar por isto, rssss), tratada sem a necessidade de recorrer ao Photoshop. Clique para ampliar a imagem.

    lightroom_localized

    Grande abraço para todos. E não deixem de comentar.

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