Posts de Novembro, 2008

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Ajude Santa Catarina

27/11/2008

Quem quiser ajudar Santa Catarina, estes são os dados da conta corrente da Defesa Civil do estado.

Caixa Econômica Federal - Agência 1277, operação 006, conta 80.000-8
Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0. O
BRADESCO S/A – 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57.

Defesa Civil de SC alerta sobre ação de golpistas pela Internet.
A Defesa Civil não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio. As contas oficiais para depósito são as publicadas no site da Defesa Civil de SC.

Vários pontos e estabelecimentos em diversas cidades em todo o Brasil estão recolhendo doações para os desabrigados das cheias que assolaram o estado de Santa Catarina, principalmente no Vale do Itajaí. Procure estes estabelecimento caso queira fazer doações de roupas, remédios ou alimentos. Respeite os desabrigados, doe roupas limpas, inteiras e prontas para uso imediato. Sapatos devem ser amarrados aos pares e com o tamanho anotado em uma etiqueta a caneta.

Santa Catarina agradece.

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Lightroom 2: Preparando Fotos para Impressão

26/11/2008

Eu recomendo a todos meus amigos fotógrafos que imprimam suas fotos, levando seus arquivos aos laboratórios fotográficos. Primeiro porque a foto impressa transmite uma sensação diferente da foto mostrada na tela do computador. Segundo, porque a foto impressa você carrega com você e mostra para as pessoas a todo momento, é mais fácil compartilhar suas fotografias assim com parentes, amigos e etc. Sei que na internet existe Flickr, Orkut e etc… mas muita gente, principalmente parentes, nem sempre estão conectados ou visitam estes sites.

Se você já imprimiu suas fotos em laboratórios de revelação, já deve ter percebido que o tamanho da imagem produzida pela câmera nem sempre tem a proporção ideal para a impressão. Inclusive, os tamanhos oferecidos pelas empresa também não são proporcionais entre si, alguns exigindo maior ou menor corte na foto. Eles lhe dão a possibilidade de imprimir toda a foto no papel deixando áreas brancas nas sobras da proporção, mas isto pode atrapalhar a foto caso você deseje utilizá-la em um porta retrato ou álbum de fotografias.

Assim sendo, já que você terá de cortar suas fotos, nada mais justo que você mesmo o faça, ao invés de deixar esta decisão nas mãos do técnico do laboratório fotográfico. Assim você escolhe seu novo corte e decido o que fica e o que sai da fotografia.

Para tal, a primeira coisa que você deve fazer é solicitar ao laboratório uma lista dos tamanhos oferecidos por eles (normalmente 10×15, 15×21, 20×25 e daí por diante) e o real tamanho da impressão deles (no laboratório onde imprimo minhas fotos, por exemplo, a impressão 15×21 tem, na verdade, 15,2cm por 21,3 cm). A posse destes dados permitirão que você leve os arquivos para eles exatamente com o corte necessário para a impressão total no papel.

Mas como fazer este corte? A ferramenta Crop do Lightroom é uma boa opção, pois ela lhe permite escolher a proporção do quadro de corte que você utilizará. Só que o uso desta ferramenta exige que, caso você vá imprimir a imagem em tamanhos diversos, você crie Cópias Virtuais da imagem ou então Snapshots de cada corte. Além disto, acaba posicionando a decisão do corte da imagem para impressão em um ponto muito inicial do workflow (você normalmente decide o Crop da imagem e ajusta o alinhamento dela antes mesmo de fazer as correções do RAW), e o ideal é que esta decisão do corte para impressão fosse a última etapa do workflow.

Outra opção é exportar suas imagens com o corte básico que você fez no LR (eu sempre faço meus Crop no LR utilizando a mesma proporção da imagem produzida originalmente pela minha câmera). Depois de exportadas as imagens, basta levá-las ao Photoshop para cortar uma por uma. Isto permite que você crie presets da ferramenta CROP com cada tamanho necessário, e joga a decisão do corte para o final do workflow. O único contra deste método é exigir que você abra o Photoshop, e salve sua imagem novamente (e cada vez que você salva um JPEG, a imagem degrada um pouquinho).

Claro que é apenas a minha opinião, mas a melhor opção (que descobri há pouco tempo) para executar este corte para impressão, está em um módulo do Lightroom que, aposto, você visitou apenas uma ou duas vezes. O módulo Print. Pode parecer óbvio, mas a primeira impressão (sem trocadilhos) quando se visita este módulo é de que ele está voltado para impressão direta para a impressora, e demora-se um pouco para se descobrir o potencial deste para a geração de arquivos para impressão em laboratório… mas ele está lá.

Como fazer

Primeiro, na visualização Grid do módulo Library (tecla de atalho G), selecione as fotos que você quer utilizar. Particularmente, eu tenho algumas coleções próprias para impressão (separados por tamanho), e coloco ali todas as fotos que vou imprimir em determinado tamanho. Quando se acumula uma quantia boa de fotos, simplesmente seleciono todas para exportação.

Após selecionar todas as suas imagens, salte para o módulo Print, pois é lá que configuraremos nossa impressão para exportar um JPEG pronto para impressão em laboratório.

Inicialmente o módulo Print está programado para dar saída diretamente para sua impressora, mas vamos alterar isto de forma simples. Então para começar, na área de painéis do lado esquerdo, visite o painel Template Browser e selecione o modelo Maximize Size, que nos dará um bom ponto de partida para a impressão de uma foto por folha (por arquivo JPEG, em nosso caso).

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Isto fará com que, na área de visualização central, sua imagem seja colocada com o maior tamanho possível dentro da página. Perceba que a página possui margens brancas. Isto deve-se a dois motivos. Primeiro, a proporção da foto é diferente da proporção da imagem, então para caber sem cortes é necessário que espaços fiquem em branco. Segundo, o LR reserva parte da folha para a margem de impressão, já que nem todas as impressoras permitem impressão nas bordas da folha.

Para continuar nossa configuração, você precisa até a área de painel do lado direito, e então descer até o painel Print Job. Visto abaixo.

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Neste painel é que vamos alterar algumas opções para que nossa imagem seja impressa em um JPEG para ser levado para o laboratório de impressão, e não impressa em nossa impressora conectada ao computador.

Primeiro, altere o menu Print To para JPEG File. Isto fará com que diversas opções abaixo sejam alteradas. Para seguir com nossa configuração, altere File Resolution para 300 dpi (ou então a resolução que sua câmera pode produzir para um arquivo do tamanho que será produzido – você pode descobrir isto fazendo o crop no Photoshop e então verificando a resolução no comando Image Size). Ative a opção Print Sharpening e configure-a em Standard, e escolha abaixo o tipo de papel que utilizará na impressão (Matte para fosco, Glossy para brilhante). Se o tamanho do arquivo não for problema para você, recomendo deixar a opção JPEG Quality em 100.

Iremos agora configurar o tamanho físico do nosso arquivo no comando Custom File Dimensions, mas perceba que, por padrão, as opções estão em polegadas. Como o laboratório irá lhe fornecer estes tamanhos em unidades métricas, suba até o painel Layout (na mesma área de painéis), e na parte superior, onde está Ruler Units, selecione a opção Millimeters. Retorne ao painel Print Job para terminarmos a configuração de nosso arquivo.

Agora que nosso painel está todo em milímetros, ative a opção Custom File Dimensions e entre com o tamanho físico da imagem que você irá imprimir. Não se importe com a orientação (paisagem x retrato) pois o LR cuidará disto para nós, apenas digite primeiro a unidade menor, depois a maior. Neste nosso exemplo entrarei com o tamanho da foto 10 x 15 (10,2cm por 15,2 cm)do laboratório onde imprimo minhas fotos. Então vou lá e digito 102 e 152.

Meu painel Print Job fica assim:

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Com estas alterações sua imagem ainda pode ficar com algumas bordas brancas, mas vamos corrigir isto rapidamente no painel Layout e Image Settings.

Comece visitando o painel Layout. Coloque todos os deslizantes Margins (quatro ao todo, Left, Right, Top e Bottom) em 0.0mm, e ajustes os deslizantes Cell Size (Height e Width) totalmente para a direita, o que os deixará com o mesmo tamanho de altura e largura que você especificou no arquivo (neste caso, Height ficará com 152mm e Width com 102mm – mas não se preocupe com medidas, simplesmente arraste-os totalmente para a direita). Agora sua página não tem mais nenhuma margem obrigatória, e caso sua imagem ainda apresente bordas brancas, é devido ao fato de ela não ter a mesma proporção da impressão. Vamos corrigir isto no painel Image Settings. Mas antes vamos ver como ficou meu painel Layout.

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Agora vá ao painel Image Settings e acione as opções Zoom to Fill, que fará com que sua imagem se adeque ao tamanho da impressão em sua menor dimensão, fazendo com que seja cortada na maior dimensão. Certifique-se também de que a opção Rotate to Fit esteja ativada, de forma que o LR detecte se sua imagem tem orientação vertical ou horizontal, e ajuste-a altomaticamente. As opções Repeat One Photo per Page e Stroke Border devem ficar desativadas, conforme vemos abaixo.

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Sua impressão já está configura. Suas imagem cortada para caber perfeitamente na impressão. Então vá até o painel Template Browser e aperte no Sinal de Adição (+) ao lado do cabeçalho para salvar esta sua configuração como uma pré-definição, assim você terá ela sempre que quiser gerar arquivos para imprimir fotos 10 x 15. Nomeeie o seu arquivo (eu chamei o meu de “Foto 10 x 15”, assim à medida que adicionar outras pré-definições, como “Foto 15 x 21” e etc… elas vão se organizar por ordem). Mas o nosso tutorial não termina aqui ainda.

Se você selecionou mais de uma foto para impressão, perceba que no canto inferior direito da área de visualização existe um escrito que diz algo como “Page 1 of 3”. Ele está ali para lhe dizer quantas fotos você irá imprimir, e qual delas você está visualizando. Para mudar a foto visualizada, clique nas setas que estão no lado esquerdo da mesma barra (clique na imagem para ampliar).

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Agora, coloque seu mouse sobre a image e perceba que ele vira um cursor em forma de mão. Isto permite que você clique e arraste sua imagem dentro da área de impressão, escolhendo assim o melhor corte para sua imagem (afinal, isto tudo seria inútil se você não pudesse escolher, você mesmo, o corte desejado). Basta ajustar o enquadramento, e então clicar na seta para visualizar a próxima imagem, enquadrá-la, e assim por diante, até escolher o corte de todas as imagens que você irá imprimir.

Para finalizar, clique no botão PRINT TO FILE que fica na parte de baixo da área de painel direita do módulo Print. Isto fará abrir o navegador de arquivos do Windows onde você pode escolher onde salvar seu arquivo e nome dele. Caso você esteja salvando apenas uma imagem, o nome escolhido será o nome do arquivo. No caso de vários arquivos, o nome escolhido será o nome da pasta (criada automaticamente) que terá os arquivos dentro.

BÔNUS: Agora que você já tem seu modelo para impressão de foto 10 x 15 no Template Browser, a partir deste modelo, simplesmente vá ao painel Print Job e ajuste o tamanho Custom File Dimensions para o tamanho que seu laboratório forneceu para 15 x 21. Volte ao painel Layout para verificar que os deslizantes Margins estão em 0.0mm, e que os deslizantes Cell Size estão totalmente para a direita. Caso não, ajuste-os, e salve seu novo modelo de impressão (Foto 15 x 21), e vá repetindo este processo até salvar modelos para todas os tamanhos que você desejar. Agora você tem seus ajustes de tamanho a apenas um clique de distância.

Este método é o mais interessante, na minha opinião, pois ele permite que você ajuste o corte da sua imagem, produza um arquivo no tamanho ideal para a impressão no laboratório, ao mesmo tempo que não afeta o corte original do seu arquivo de imagem, não exigindo assim o uso de uma cópia virtual para cada tamanho desejado, e coloca as escolhas de impressão na última etapa do workflow.

Seja bem vindo à comentar.

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Dicas para O Lightroom 2

19/11/2008

Resolvi juntar em um post diversas dicas sobre o Lightroom 2 que seriam pequenas e curtas demais para serem posts individuais. A maioria delas são coisas que se descobre no dia a dia, em blogs e etc. Mas são coisinhas que podem acelerar e auxiliar muito nosso fluxo de trabalho no programa.

Ajustes Diretamente Sobre o Histograma

Quando você passa seu mouse sobre o histograma que se encontra no topo da área de painéis direita do módulo Develop, seu mouse se torna uma seta apontando para os dois lados e uma área do histograma é destacada, e abaixo do do histograma (aonde normalmente estão os dados do EXIF de sua foto) surge um texto dizendo qual ajuste é responsável por aquela região do histograma e sua configuração atual.

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Basta clicar neste ponto e arrastar o mouse para os lados para ajustar esta área do Histograma como se você estivesse movendo o próprio deslizante responsável por aquela área. Da esquerda para a direita do histograma você pode manipular Blacks, Fill Light, Exposure e finalmente o Recovery.

Indo Diretamente ao White Balance Selector

Lembra no artigo sobre Balanço de Branco, onde mencionei a White Balance Selector, aquela ferramenta que permite que você clique diretamente sobre a imagem para neutralizar aquela área e, assim, ajustar o balanço de branco?

A tecla de atalho para esta ferramenta é o W, mas ela possui a vantagem de funcionar mesmo no módulo Library. Então se você estiver vendo suas imagem em qualquer visualização do módulo Library, e derrepente encontrar uma que precise de um ajuste rápido de Balanço de Branco, pressione W, e o Lightroom vai automaticamente para o módulo Develop, já com a ferramenta White Balance Selector ativada no seu mouse. Basta clicar na imagem para ajustar o Balanço de Branco e pressionar G para retornar à visualização Grid do módulo Library novamente.

Use o Ponto, digo Tecla, “G”

A tecla G é um dos melhores atalho do Lightroom. Pressionar o G em seu teclado faz com que o Lightroom retorne à visualização Grid (miniaturas) do módulo Library. O “grande” dela é que funciona em qualquer lugar do Lightroom, em qualquer módulo. Ou seja, a qualquer momento em que você queira retornar à visualização de miniaturas no módulo Library do LR, basta apertar G.

Use a Tecla Alt para Ajustar Recovery, Exposure e Blacks

Se você pressionar e segurar a tecla Alt para ajustar os deslizantes Recovery, Exposure e Blacks, o Lightroom irá deixar sua imagem toda preta (branca para o ajuste de Blacks), e irá marcar na imagem os pontos onde os brancos (para Recovery e Exposure) ou os pretos (para blacks) estourem. Assim você pode ver facilmente os pontos críticos durante os ajustes dos deslizantes.

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Na imagem acima eu exagerei no Exposure para estourar bem a imagem, segurando o ALT para visualizar apenas os estouros. As áreas brancas são áreas de estouro de todos os canais, as áreas coloridas são pontos onde apenas certos canais de cores estouraram.

Restaurar Deslizantes à Configuração Padrão

Para restaurar apenas um determinado deslizante para sua configuração padrão dê um duplo-clique sobre o nome do deslizante ou sobre a alça (a parte sobre a qual você clica e arrasta). Isto restaura aquele deslizante para sua configuração padrão. Dando duplo clique sobre um nome de seção (como WB, Tone ou Presence) restaura todos os deslizantes da seção.

Utilize o Interruptor

Todos os painéis (exceto Basic) do lado direito do Lightroom na seção Develop possuem um pequeno interruptor que serve para desativar as modificações feitas por aquele painel.

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Sem que você ver um destes interruptores, saberá que pode clicar sobre ele para desativar apenas os ajustes feitos por aquela seção. Isto facilita para ver um antes/depois da sua imagem, comparando-a com e sem os ajustes daquela determinada seção.

Falando em Antes/Depois

Outra tecla de atalho fundamental no Lightroom é a tecla “\” (barra invertida), pois ela permite visualizar sua imagem original, como ela foi importada (com o preset que foi aplicado no momento da importação). Basta pressionar “\” para o LR mostrar a imagem original (no canto inferior direito da visualização surge um texto dizendo BEFORE), e pressionar novamente para sua imagem atual. O único ajuste que não retorna ao original é o CROP, de forma que os elementos da sua imagem permaneçam no mesmo lugar para facilitar a comparação.

Mas e se você quiser comparar a sua foto atual com outro momento de sua foto? Isto é fácil… basta ir no painel History na área de painéis esquerda do módulo Develop, e na lista de alterações da imagem encontrar o momento que você quer utilizar como referência de comparação (o momento que você quer que seja o seu “Antes”). Basta clicar com o botão direito do mouse sobre aquele comando/momento e selecionar a opção “COPY HISTORY STEP SETTINGS TO BEFORE”. Agora, sempre que você pressione a “\” o LR mostrará este momento da imagem.

Outras Grades no Crop

Quando você ativa a ferramenta CROP para cortar sua imagem no LR, ela abre-se com uma grade representando a “Regra dos Terços” sobre sua imagem. Quase ninguém sabe, mas o Lightroom possui outras opções grades para ajudar na composição do seu corte.

Para visualizar as outras opções pressione, com a ferramenta CROP ativa, a tecla de atalho “O” (letra Ó). Isto faz a grade alternar entre: Regra dos Terços; Linhas Áureas, Diagonais Áureas, Diagonal Perpendicular (técnica de pontos de atenção bastante utilizada nos quadrinhos), Espiral Áurea, e Grade. Você ainda pode alterar a direção de algumas grades pressionando Shift-O.

Crop no Escuro

Para visualizar de forma optimizada seu crop, você está a apenas algumas teclas de atalho de distância da ferramente de corte definitiva. Vá no módulo Develop e acione a ferramenta CROP.

Com a ferramenta ativa, pressione a tecla “L” duas vezes para entrar no modo Lights Out, que escurece tudo ao redor de sua foto. Em seguida pressione Shift-Tab para esconder todos os painéis. Perceba que o CROP ainda está ativo… então basta clicar nas bordas do CROP e arrastá-las para fazer o corte em sua imagem e visualizar apenas a área restante, sem ser distraído por aquilo que foi removido da sua imagem, painéis, comandos e etc. Quando terminar, pressione Shift-Tab mais uma vez, e “L” mais uma vez.

Exportando para o Photomatix

Se você curte HDR e utiliza o Photomatix, a empresa responsável pelo programa disponibilizou um plugin para o Lightroom 2 que permite que você exporte um grupo de imagens diretamente para o Photomatix (versão 3.1 ou maior) para fazer um HDR.

O plugin, bem como as instruções de instalação, pode ser encontrado neste link.

No futuro, montarei outro artigo destes com dicas curtas.

Grande abraço para todos, e agradeço a todo mundo que tem visitado e deixado seus comentários neste blog.

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Lightroom – Balanço de Branco

13/11/2008

Quem acompanha o blog deve se lembrar do tópico sobre Temperatura da Cor, pois já do que se trata o assunto, precisamos saber agora como aplicar este conhecimento à fotografia digital.

Digo fotografia digital porque a temperatura da cor na época da fotografia analógica era ciência de foguetes. O fotógrafo tinha de saber previamente o tipo de iluminação que teria, então comprar o filme apropriado para aquele tipo de luz, ou então utilizar filtros coloridos para compensar a temperatura da cor da luz. Na fotografia digital isto ficou muito mais simples.

Fotografia JPEG

Para quem fotografa em JPEG, o cuidado tem de ser dobrado. Diferente do RAW, as alterações que compensam o balanço de branco são fixadas permanentemente no JPEG, e uma compensação errada pode prejudicar sua imagem de forma irremediável.

O usuário, então, tem a possibilidade utilizar as pré-definições da câmera ao fotografar, que são aquelas opções Sunlight, Shade, Fluorescent, Tungsten e etc., para adequar a imagem à temperatura da cor. Estas pré-definições funcionam muito bem em situações óbvias de luz… mas em situações de luz mista ou de temperatura diferenciada, pode ser o início de um desastre.

Neste caso o usuário tem outras duas opções. A primeira delas o AWB (Auto White Balance – Balanço de Branco Automático). O AWB analisa sua imagem e busca neutralizar as cores. Funciona muito bem na maioria das vezes, mas em cenas que não possuam elementos brancos ou neutros o AWB pode ser enganado e confundir a configuração.

Para esta situação, é possível configurar um Custom White Balance. As câmeras mais modernas fazem isto com base em uma fotografia que possua um grande elemento branco ou cinza neutro fotografado sob a luz da cena. Com base nesta imagem a câmera fixa um balanço de branco que será utilizado nas outras imagens da mesma sessão de fotos.

Mas a forma mais segura de lidar com o Balanço de Branco é fotografar em RAW.

Fotografia RAW

Diferente do JPEG, a imagem RAW não registra permanentemente a configuração de balanço de branco utilizada. A câmera registra no EXIF (Pacote de metadados que acompanha a imagem, com informações sobre hora, data, modelo da câmera, configurações e etc.) a configuração de balanço de branco utilizada, mas a imagem em si não é alterada, de forma que o usuário pode, caso a câmera não tenha escolhido a configuração correta, corrigir o WB sem qualquer perda de qualidade.

O Lightroom nos oferece algumas formas diferentes de encontrar o balanço de branco correto (ou então utilizar um incorreto como ferramenta artística). O último método é o mais rápido e funcional, mas é útil conhecer outros métodos para momentos em que sua imagem não possui um elemento neutro visível ou então você deseja explorar o balanço de branco como uma ferramenta criativa.

Método 01: Pré-definições

O primeiro método de Balanço de Branco consiste em experimentar as pré-definições padrão de balanço de branco. É como utilizar as mesmas pré-definições diretamente em sua câmera. A vantagem é que como você fotografou em RAW, pode experimentar sem riscos à sua imagem, de forma instantânea, e sem a necessidade de se fazer uma foto nova com cada configuração até encontrar a correta.

Vejamos a foto do meu lindo sobrinho (tio babão detected!!), onde a luz do flash deixou a foto muito quente (tonalidade avermelhada).

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A foto acima é uma foto simples de encontrar o balanço de branco, graças à roupa do bebê que sabemos ser branca. O branco ou cinza sempre será nossa referência ao se definir o balanço de branco da imagem. Se você levar a imagem ao Photoshop ou Lightroom e tirar uma amostra da cor da roupinha, perceberá que ela possui mais vermelho e verde do que azul, que resulta na cor amarelo/laranja que vemos.

As configurações de Balanço de Branco do Lightroom ficam no módulo Develop, na parte de cima do painel Basic, logo abaixo do histograma e da pequena caixa de ferramentas. É ali que começaremos a explorar o menu de pré-definições do balanço de branco, que pode ser visto na imagem abaixo circulado em vermelho.

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Quando você abrir uma imagem RAW no Lightroom, neste menu WB: encontrará a opção “As Shot”, que significa que o LR está utilizando a mesma configuração especificada pela sua câmera no momento da captura. Caso sua imagem seja um JPEG, as únicas opções serão “As Shot”, “Auto” e “Custom”. Quando a imagem é RAW você tem no menu todas as pré-definições de balanço de branco. Basta clicar no menu e selecionar uma das opções para ela ser imediatamente aplicada a sua imagem. Como sua imagem é um RAW, não há mal nenhum em se testar todas as pré-definições e ver qual se aproxima mais da cor neutra.

Daylight (Luz do Dia)

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Cloudy (Nublado)

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Shady (Sombra)

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Tungsten (Tungstênio)

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Fluorescent (Fluorescente)

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Flash

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Como podemos ver na lista, a melhor solução para a imagem foi exatamente a configuração Flash, que esfriou as cores no ponto para deixar a roupa neutra. Mas em uma situação de iluminação mista pode ser difícil que alguma pré-definição solucione totalmente o problema. Entre as pré-definições há uma configuração chamada “As Shot” que utiliza a configuração fornecida pela câmera, e “Auto” que faz com que o próprio LR tente equilibrar as cores. Se você utiliza sua câmera no AWB, as configurações As Shot e Auto normalmente dão resultados bem similares.

Método 02: Custom

Abaixo do menu WB existem dois deslizantes chamados Temp e Tint, mexer em qualquer um deles faz com que o menu WB apresente a opção Custom, que significa que você irá aplicar na imagem uma configuração de balanço de branco diferente das pré-definições oferecidas.

A forma de se utilizar os deslizantes é bastante intuitiva, e a Adobe ainda tomou o cuidado de facilitar ainda mais a sua vida colorindo os deslizantes de forma que você saiba qual a tendência de cor oferecida por cada um deles. O deslizante Temp esfria as cores quando puxado em direção ao azul (esquerda) e aquece em direção ao amarelo (direita).

Já o deslizante Tint oferece correção para fotos esverdeadas ou amagentadas. Puxar para longe do verde (direita) reduz o tingimento verde da imagem, normalmente fornecido pela luz fluorescente, e para o outro lado, longe do magenta (esquerda), reduz-se o tingimento amagentado da imagem.

Este método é a melhor opção quando sua imagem não tem um elemento neutro que você possa utilizar como referência para o método 03. Neste caso, a sua melhor opção é utilizar o método um para encontrar a pré-definição que lhe dá as cores mais neutras, e então utilizar os deslizantes Temp e Tint para fazer ajustes finais no balanço de branco e chegar o mais próximo ao neutro possível. Este método também é muito útil para se aplicar configurações criativas de balanço de branco.

Método 03: White Balance Selector

Acabei de lhe mostrar dois métodos interessantes, mas o LR oferece um último método (que será o seu primeiro na maioria das vezes) de configurar o balanço de branco que é simplesmente incrível. O único “porém” deste método é a necessidade de haver um elemento branco ou cinza-neutro na cena para ser utilizado como referência.

Ao lado do menu pop-up WB (aquele das pré-definições) há um círculo escuro com um conta-gotas dentro dele. Este conta-gotas é a ferramenta White Balance Selector, e clicar nela faz com que você a tire do lugar e a utilize para clicar um ponto da imagem que será utilizado pelo LR para equilibrar o branco. Abaixo, a ferramenta em seu lugar de repouso.

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Basta clicar sobre o conta-gotas para pegá-lo, e então clicar em algum ponto da imagem que deva ser neutro. O LR irá analisar o ponto em questão, e então alterar os canais de cores até que aquele ponto fique neutro, balanceando assim toda a imagem.

Por padrão, quando você clica na imagem, o LR automaticamente devolve a ferramenta ao lugar dela, mas isto pode ser mudado desativando a opção “Auto Dismiss” que aparece na parte de baixo da área de visualização da imagem. A vantagem disto é poder clicar várias vezes na imagem até encontrar o WB correto.

Dê preferência para um ponto da imagem que deveria ser cinza neutro, e não branco. Isto se deve ao fato que áreas brancas da imagem possuem pouca abrangência de desvio para a ferramenta trabalhar, um canal que poderia estar desviado devido à temperatura da luz, pode atingir o “teto” facilmente na cor branca e não ser corrido pela ferramenta. Por isto, no caso da imagem, clicaremos em um pouco da roupa que a sombra desvie para o cinza, e não na área mais clara e branca da roupa.

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Clicar na roupa do bebê (na área cinza) fez com que o Lightroom desviasse um pouco da configuração Flash, aquecendo um pouco as cores de 5500 para 5800, e desviando o Tint para o magenta em +5 pontos.

DICA: A tecla de atalho (W) aciona a ferramenta White Balance Selector e funciona também no módulo Library. Ou seja, se você estiver vendo todas as suas imagens no Library e encontrar alguma que precise de uma nova configuração de balanço de branco, basta pressionar W e o LR lhe leva ao módulo Develop automaticamente, com a ferramenta White Balance Selector já selecionada. Bastando clicar na imagem.

DICA: O painel Navigator no topo da área de painéis esquerda lhe dá um preview da aplicação do WB com a ferramenta White Balance Selector. Basta mover o conta-gotas sobre a imagem e observar o Navigator para ver como ficará a imagem caso você clique exatamente naquele lugar.

Fluxo de Trabalho

E quando sua imagem não possui nenhum elemento cinza? Você sempre pode inserir o elemento em uma imagem para utilizar como referência para toda uma sessão fotográfica que seja feita sob a mesma iluminação.

Digamos que você irá fotografar uma modelo, já ajustou a iluminação para toda uma seqüência de fotos, mas nem o cenário ou a modelo possuem um elemento neutro que possa ser utilizado no WB.

Então, para a primeira foto da sessão, peça que a modelo segure um cartão cinza 18%, destes vendidos em lojas especializadas de fotografia, ou então algum elemento neutro qualquer. Feita esta foto, de seqüência na sessão normalmente, pois esta primeira imagem será sua referência para a correção do WB (caso você altera a iluminação durante a sessão, faça uma nova foto de referência com o cartão cinza para esta nova seqüência – no fim, você terá uma foto com cartão para cada esquema de iluminação utilizado).

Quando você abrir sua sessão no LR, selecione a primeira imagem e vá ao módulo Develop. Selecione a ferramenta White Balance Selector e clique sobre o cartão cinza para ajustar o balanço de branco. Feito isto, vamos copiar esta configuração e aplicar e todas as suas imagens.

Para fazer isto, clique no botão COPY, que fica na parte de baixo da área de Painéis esquerda. Isto fará abrir a janela abaixo, chamada Copy Settings.

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Nesta janela você escolhe quais configurações serão copiadas da imagem atual para serem aplicadas. Comece clicando no botão CHECK NONE para desativar todas as caixas de verificação. Agora clique na opção White Balance para selecionar apenas ela. Clique COPY e o LR irá memorizar as configurações de balanço de branco desta imagem.

Agora pressione a tecla de atalho (G) para voltar ao módulo Library e visualização Grid. Selecione as imagens da sessão que tenham sido feitas com a mesma configuração de iluminação. Todas selecionadas, vá ao menu PHOTO >> DEVELOP SETTINGS >> PASTE SETTINGS, e isto aplicará sua configuração corrigida de WB em todas as imagens da sessão. Você não tem um cartão cinza em todas elas, mas o cartão cinza da sua primeira imagem foi utilizado como referência para corrigir todas elas.

Com estas ferramentas do Lightroom, não se tem mais desculpa para se errar no balanço de branco. Principalmente se você tiver tempo para planejar sua sessão de fotos.

Grande abraço para todos.

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PenDrive e Estúdios de Revelação

12/11/2008

Olá a todos. Serviço de utilidade pública.

A todo mundo que tem, como eu, o hábito de imprimir suas fotos em estúdios de revelação (digo imprimir porque você não pode “revelar” fotos digitais, já que o termo ‘revelação’ diz respeito ao processamento do negativo), evitem utilizar PenDrive para este processo, ao invés disto utilizem CDs e DVDs.

Eu sei que o PenDrive é prático e tudo mais, mas a grande maioria dos estúdios de revelação do Centro do Florianópolis (posso garantir pelo menos 3), estão com um tipo de vírus que se aloja no PenDrive em seus computadores. O vírus em questão de instala no PenDrive e gera um AutoRun que é acionado em seu computador no momento que se pluga o PenDrive ou então quando se dá duplo-clique sobre o ícone dele na janela Meu Computador do Windows Explorer.

Uma forma de se proteger do dito cujo é desativar o AutoRun para o PenDrive em seu computador ou então nunca dar duplo-clique sobre ele na tela Meu Computador, sempre abrindo-o clicando com o botão direito do mouse sobre ele e escolhendo EXPLORE (nunca Open, AutoRun ou Install Program) no menu contextual.

O vírus que peguei não é extremamente perigoso e é fácil retirá-lo (ele trava o uso do Firefox, bem como o uso do Orkut, Youtube e outros sites conhecidos no Internet Explorer). Mas não sei que outras variantes podem estar utilizando o mesmo processo, então é melhor se prevenir.

As empresas de revelação deveriam garantir a “boa saúde” de seus computadores, mas enquanto elas não fazem seu dever de casa, cabe a cada um se proteger.

Grande abraço para todos.

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Spielberg quer dirigir Remake de Oldboy

12/11/2008

Ah? Como? Eu ouvi direito? Ou será que isto é uma pegadinha do site omelete com 7 meses de atraso (ou 5 meses adiantado)? Nopes, é tudo verdade, o Spielberg que assassinou o roteiro deixado por Stanley Kubrick em A.I. – Inteligência Artificial, o mesmo Spielberg que re-editou as versões em DVD de E.T. e Indiana Jones para tornar o filme “politicamente correto”, que refilmar um dos filmes mais violentos, pesados, densos e interessantes do cinema Coreano?

Hollywood é um lugar triste e invejoso. Em sua máxima vaidade colocou na cabeça que iria refilmar Oldboy, o fantástico filme da Chan Wok Park de qualquer jeito. O projeto fez água quando o Coreano responsável pelo massacre em Virgínia Tech divulgou fotos em que utilizava um martelo, similar ao personagem do filme… mas a vaidade de Hollywood falou mais alto. Hollywood sabe que não agüenta o tranco… sabe que é incapaz de refilmar na íntegra um filme que envolve sexo, violência, auto mutilação, incesto, entre outras coisas. Hollywood irá fazer um final feliz para Oldboy… tirará o incesto, o sexo, e toda a parte gutural do filme… mas, tirando isto, é como tirar o gorila gigante de King Kong. Não que o filme seja só violência… mas, como exemplo, o incesto do filme é parte fundamental da história… tire-o, e não sobra o que contar do filme. Vai sobrar só o Will Smith comendo um polvo de CG.

Para piorar, ainda falam em Will Smith no papel de Oh-Dae-Su (que provavelmente se chamará John Smith ou algo do tipo, não será bebum e terá um lindo relacionamento com a família). Will Smith é um dos caras mais famílias de Hollywood, cada vez mais envolvido com filmes chorosos e familiares, até mesmo o ótimo “Eu Sou a Lenda” teve seu final modificado para a versão dos cinemas.

Espero queimar minha língua. Espero muito estar enganado. Mas a versão americana de Oldboy é um filme que já nasce fracassado. Ah 30 anos, o Spielberg de Tubarão e Contatos Imediatos de Terceiro Grau poderia faze-lo, o Spielberg de hoje não.

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Rapidinha: Lightroom Profiles Beta 2

08/11/2008

Lembra-se daquele perfis de cor novos da Adobe, sobre os quais falei neste post? A Adobe lançou um novo pacote de profiles para o Lightroom que atualiza os profiles da versão Beta 1, e adiciona suporte para novas câmeras. Os novos perfis (Beta 2) podem ser baixados no Adobe Labs.

Vale a pena o download.

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Importação e Workflow no Lightroom 2

06/11/2008

O Lightroom é um grande software, mas sua funcionalidade é diretamente proporcional ao quão organizado você é ao utiliza-lo, e esta organização muitas vezes depende de como você começou e da sua capacidade em configurá-lo de forma a se adequar melhor ao seu próprio fluxo de trabalho. Não que você não possa corrigir “erros” que tenha cometido na configuração, mas é sempre mais fácil começar direito do que tentar corrigir depois.

Por isto escrevi este artigo. Claro que meu workflow não se adapta a forma de todos de trabalhar, mas serve como um ponto de partida para quem abre o Lightroom e se sente perdido com a quantidade de opções que o programa oferece.

Começando do Começo

Claro que começo instalando o Lightroom, mas logo após instalá-lo eu instalo também o pacote de perfis da Adobe (falei sobre eles aqui). Para uma configuração inicial recomendo os seguintes passos: (1) decida se você irá utilizar o catálogo original do Lightroom ou não, caso não, crie um novo catálogo; (2) crie uma pasta que será onde você irá armazenar suas fotos do LR, é recomendado que todas as fotos gerenciadas pelo LR estejam em uma mesma pasta (podem haver subpastas, mas a raiz deverá ser a mesma). Ter fotos gerenciadas pelo LR espalhadas por todo o computador é pedir por problemas no futuro; (3) pegue sua câmera e fotografe qualquer imagem em RAW, utilizaremos ela para fazer uma primeira importação e configurar o LR.

Ao abrir o LR vá ao menu EDIT >> PREFERENCES, e na aba PRESETS ative a opção “Store Presets with Catalog” que está na seção Location. Isto é muito útil caso você tenha o hábito de formatar seu computador com frequência, pois suas pré-definições (develop, export e etc.) estarão todas na mesma pasta de seu catálogo e não se perderão. Esta opção só não é recomendada caso você gerencie um número muito grande de catálogos.

Feito isto, vamos importar nossa primeira imagem, para organizar as coisas (vamos deletá-la depois, ok? Então não se preocupe com qual imagem, se necessário fotografe qualquer coisa e utilize a imagem. Dê preferência por RAW). Conecte sua câmera ao computador, ligue-a e abra o LR. No módulo LIBRARY do LR, na parte de baixo da coluna de painéis da esquerda, pressione o botão IMPORT, na caixa de diálogo que surge escolha sua câmera, e isto abrirá o diálogo Import Photos.

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Vamos analizar minhas escolhas nesta janela, pois ela é fundamental para sua organização no LR:

FILE HANDLING: Aqui eu opto pela opção “Copy Photos as Digital Negative (DNG) and Add to Catalog”. A razão disto é a seguinte. Primeiro, é importante copiar suas imagens, pois assim elas vão parar na pasta que você quiser e ajudará a manter todas as imagens na mesma pasta. Segundo, o DNG é um arquivo com as mesmas características e qualidades do RAW, só é mais leve (cerca de 20%) e é um formato aberto (open source), o que significa que sua documentação é pública, diferentemente dos formatos proprietários. Você pode perguntar, mas pô, vou perder meus arquivos originais? Não, veremos isto a diante.

COPY TO: Aqui você definirá a parta para onde o LR copiará suas imagens. Você deve colocar aqui aquela pasta que criou, onde decidiu armazenar suas fotos gerenciadas pelo LR.

ORGANIZE: Aqui é que o LR começa a lhe ajudar a organizar suas coisas. Você configura aqui como o LR irá gerar e administrar suas pastas com base no EXIF de suas imagens. Aqui eu opto pela configuração “By date: 2005/12/17”, isto faz com que o LR crie, dentro da pasta raiz que escolhi, uma subpasta com o ano, dentro desta subpastas com os meses, e finalmente subpastas com os dias. Isto facilita pois as fotos ficam organizadas por datas (facilitando a localização delas), as pastas aparecem em ordem numérica (então ficam organizadas em ordem cronológica) e evita que fiquem zilhões de fotos na mesma pasta, o que deixa a utilização do LR mais leve.

Deixo ativada também a opção “Don’t Re-import Suspected Duplicates”, para que o LR não importe fotos que ele já tenha importado anteriormente, caso elas ainda estejam no cartão de memória da câmera.

BACKUP TO: Esta parte é importante. Aqui eu aciono esta opção e direciono-o a para uma pasta em outro HD da minha máquina (fazer backup no mesmo HD é problemático, pois se o HD der pau você perde tanto as fotos de trabalho quanto o backup). Assim o Lightroom faz uma cópia dos RAW originais, no formato proprietário da câmera, em uma pasta separada. Como irei deletar as fotos ruins importadas no LR, isto permite que eu tenha uma cópia de todas as fotos que produzi em outra pasta, boas ou não. De tempos em tempos em gravo os arquivos desta pasta em DVD.

FILE NAMING TEMPLATE: Na configuração padrão o LR irá importar suas fotos com o mesmo nome gerado pela câmera… algo ‘descritivo’ como DSC_0234.CR2. Eu prefiro um nome mais descritivo, então vou no menu e seleciono a opção EDIT. Isto abre uma janela onde você pode criar seu template de nome com base nos dados do EXIF da imagem. Você monta a nomenclatura escolhendo opções nos menus do diálogo, cada opção escolhida adiciona uma TAG no campo de texto, algo como {DATE (YYYY)>>} que significa, neste caso, que a tag será substituida pelo ano, com quatro dígidos, que se encontra no EXIF da foto. Eu monto o template abaixo:

workflow_02

Isto me fornece um nome de arquivo cronológico e compreenssível. Perceba que alguns caracteres, como as “_” entre as datas e o “h”, “m” e “s” após as horas foram adicionados manualmente. Basta clicar ao lado da tag e digitar. Assim você pode misturar as tags à textos inseridos manualmente. Há ainda a TAG “Custom Text”, que permite que você adicione um texto no campo que irá surgir no diálogo Import Photo sempre que importar fotos.

DEVELOP SETTINGS: Este é um campo importante, que permite que você aplique um preset de tratamento em todas as fotos importadas, mas por enquanto não podemos fazer nada aqui pois não temos nenhum preset definido ainda. É para isto que iremos importar esta primeira imagem, para gerarmos um preset que será adicionado aqui nas próximas importações.

METADATA: Este campo permite que você crie (selecionando NEW ou EDIT PRESETS) modelos de dados com seus nome, identificação, endereço, dados autorais e de contato, e aplique estes modelos em todas as fotos importadas. Eu tenho dois modelos registrados aqui, um meu e outro de minha noiva, que são aplicados conforme quem tirou as fotos.

KEYWORDS: Este é um campo que você irá alterar sempre que for importar fotos. Aqui você pode adicionar palavras chaves mais genéricas que tenham relação com todas as fotos que estão sendo importadas.

INITIAL PREVIEWS: Esta opção eu deixo em STANDARD para agilizar a importação. Não preciso ter o preview de todas as fotos pois irei deletar várias que ficaram ruins, sem nem vê-las em zoom total. Caso você veja todas as fotos em zoom total, selecione 1:1, vá tomar um café enquanto o LR importa suas fotos, e ao voltar todas elas poderão ser vistas rapidamente em zoom 1:1.

Agora é só clicar IMPORT e ver sua(s) foto(s) importadas no LR.

Depois de Importar

O próximo passo será utilizar a foto que importamos para criar um preset de tratamento básico e configurar um padrão para o LR. Selecione sua foto, e então clique no módulo DEVELOP.

Sem mexer em nada na foto desça a coluna de painéis direita até o final e abra o painel CAMERA CALIBRATION, onde está PROFILE eu seleciono o perfil ADOBE STANDARD BETA 1, que é um perfil muito melhor que o original ACR da Adobe, renderizando os vermelhos e amarelos de forma mais realista. Mas você pode escolher um outro perfil disponível, caso ache melhor.

Depois de feito isto, eu seguro a tecla ALT, e perceba que o botão RESET abaixo do painel se transforma em SET DEFAULT. Clicar nele, e depois na opção UPDATE TO CURRENT SETTING faz com que o LR aplique este padrão de tratamento (no caso, apenas a mudança para ADOBE STANDARD BETA) a todas as imagens importadas desta mesma câmera. (O LR faz tratamentos básicos diferentes para cada modelo de câmera).

Agora eu clico com o botão direito do mouse sobre o cabeçalho do painel (onde está escrito Camera Calibration) e seleciono Camera Calibration para remover este painel, não vou mais precisar dele, então ele só ocupa espaço. Outra coisa que opto é a opção “Solo Mode” (exceto o Histogram). Assim só um painel abre por vez, e fica mais fácil navegar entre eles, pois um fecha quando outro abre.

Feito isto, dou um tratamento básico na foto que acredito que será necessário em todas as fotos. Não mexo na seção TONE ou WB painel BASIC, pois os tratamentos deles são meio específicos de foto para foto, mexo apenas nos tratamentos mais genéricos. Para a minha câmera, Canon Rebel XTi, mexo nas seguintes configurações.

No painel BASIC, subo o Clarity para +25 (o que aumenta o contraste dos meio-tons da imagem, e aumenta a nitidez), Vibrance +15 (aumenta a saturação das cores menos saturadas e preserva os tons de pele). No painel DETAIL, em Sharpening, subo o Amount para 60, Radius em 0.5, Detail em 30 e Masking em 10. Considero esta uma quantia bem básica de nitidez que funciona para quase todas as fotos. Geralmente reduzo, posteriormente, em caso de retratos.

Agora basta ir no painel PRESETS, na coluna de painéis da esquerda, e clicar no botão “+” para criar um novo preset. No diálogo que surge lembre-se de selecionar apenas aquelas itens que você mexeu e quer registrar no preset. A vantagem de fazer isto é que você pode aplicar o mesmo preset em uma imagem que já tenha outras alterações (como alterações nas altas luzes, sombras, curvas e etc.) mexendo apenas nas configurações desejadas (como se acumulassem, sobrepusessem, os presets). Dê um nome em seu preset, pois você irá aplicá-lo lá no campo DEVELOP SETTINGS do diálogo Import Photos. Lembre-se de fazer isto na próxima importação.

Você pode se perguntar, por que não fazer as alterações que fiz no PRESET diretamente na opção SET DEFAULT, como fiz com o perfil Adobe Standard Beta? A resposta é a seguinte. A mudança do perfil é uma escolha entre melhor e pior, não varia de foto para foto, na minha opinião o perfil ASB1 é melhor que o ACR e pronto. Já as outras mudanças podem não ser as ideais para algumas fotos… isto posto, ao encontrar uma destas fotos, posso pressionar o botão RESET no módulo Develop e retornar às configurações básicas do LR (muito menos agressivas que as minhas), garantindo apenas o uso do perfil Adobe Standard Beta. Por isto estas alterações em locais diferentes. Clicar no botão RESET sempre retorna para aquilo que você definiu como SET DEFAULT. Então tenho todas as minhas fotos com o tratamento básico, apenas a um clique de distância de um tratamento menos agressivo com o perfil que quero.

Preparativos Feitos

Tudo pronto, posso deletar a imagem que acabei de fazer e então importar as minhas fotos de verdade. Seja diretamente da câmera ou de algum lugar em seu computador. Só não esqueça de aplicar seu preset na opção DEVELOP SETTINGS da janela Import Photos do LR. Esta janela registra suas configurações, então sempre que você importar elas estarão ali, disponíveis, de forma que você só precisa apertar o IMPORT.

Fotos Importadas

Uma vez importadas as minhas imagens, eu vou no módulo LIBRARY, dou um duplo-clique na primeira foto para vê-la maior e utilizo as teclas de seta para me mover entre as fotos. Vendo as fotos, vou aplicando uma bandeira de REJECTED (tecla de atalho “X”) em todas as que estão tão ruins que irei deletá-las. Aplico uma bandeira de PICK (atalho “P”) em todas que acho que se destacam, aquelas realmente boas. Ao terminar de ver as fotos pressiono o atalho “G” para retornar à visualização GRID. (Este é um atalho muito útil, pois ele retorna ao módulo Library, e à visualização GRID, de qualquer lugar em que você estiver no LR, em qualquer módulo).

Ao terminar de ver todas as fotos vou no menu PHOTO >> DELETE REJECTED PHOTOS, para deletar todas as fotos bandeiradas com Rejected (não esqueça que temos uma cópia destas fotos, para ser gravada em um DVD, na pasta de backup). Agora, na visualização GRID, eu clico na opção ATTRIBUTE do Library Filter (no topo da visualização GRID) e pressiono a bandeira branca para visualizar apenas as fotos bandeiradas como PICK.

Na coluna de painéis da esquerda há um painel chamado COLLECTIONS, ali eu criou uma nova coleção com o evento das fotos. Algo como “Aniversário do Fulano”, “Show da Banda Zemberts” e por aí vai. E coloco ali apenas as PICKS, minhas melhores fotos daquela sessão de fotos. Assim posso buscar minhas fotos por datas no painel Folders, ou as melhores, por evento, no painel Collections.

De volta ao painel Folders eu removo a bandeira branca do Library Filter para ver todas as minhas fotos. Vou passando por cada uma delas novamente aplicando Keywords a elas. Quando tem uma keyword que será aplicada a várias, utilizo o Spray que está na parte de baixo do Grid, escolho a palavra chave desejada e a “borrifo” nas fotos. Assim, rapidamente, aplico keywords às fotos. Caso tenha tempo, também aplico um título e uma caption nas fotos, no painel Metadata… mas normalmente só faço isto com as fotos que enviarei para o Flickr (pois o plugin de envio automático para o Flickr utiliza estes campos como referência para o título e legenda da foto no Flickr).

Agora, é tratar as fotos. Na pressa, trato apenas aquelas que estão na coleção (as PICKS), mas com tempo trato todas as que tenho na pasta. Assim minha coleção vai ficando organizada, facilmente pesquisável, e com um workflow definido consido trabalhar bem rápido no LR.

Espero que vocês tenham gostado do artigo, e que possam atravez dele mostrar seu próprio fluxo de trabalho e adequá-lo às suas necessidades.

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5th of November

05/11/2008

Para não deixar a data em branco, siga o canto:

Remember, remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot.
I see no reason, why gunpowder treason
Should ever be forgot.

vforvendetta Por algum motivo fiquei com vontade de ler V de Vingança ontem a noite, acabei lendo a Graphic Novel inteira. Só depois fui me tocar da data, pois já passava da meia-noite quando terminei.

Recomendação de leitura: V de Vingança – Alan Moore.

Mas leiam a Graphic Novel, e não vejam o filme.